Imagem de garota afegã marca trabalho de Steve McCurry, em exposição em São Paulo (Foto: Divulgação)
O fotógrafo norte-americano Steve McCurry sempre trabalhou com sua
câmera Kodak, com a qual registrou mais de 800 mil imagens em
Kodachrome, tipo de filme criado em 1935 e que nunca chegou ao Brasil.
Dessa maneira, ele registrou uma parte do mundo até então desconhecida -
os países asiáticos -, sempre valorizando os contrastes de cores.
O resultado é um brilho encantador e inexplicável... a expressão
facial dos fotografados e a pequenez do homem diante da natureza. É o
que pode ser conferido na exposição "Alma Revelada", que está em cartaz
gratuitamente no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, até 29 de janeiro
de 2012, podendo ser visitada de terça a domingo, das 11h às 20h.
Há duas sessões da exposição que são as mais baladas. A primeira
delas é a série de quatro telas gigantescas que registram a tragédia de
11 de setembro de 2001, em Nova York, quando as torres gêmeas do World
Trade Center foram derrubadas por aviões. "Apesar de mais de 25 anos
fotografando terríveis momentos de sofrimento e guerra, Steve não se
sentiu totalmente preparado para a tragédia ocorrida em 11 de setembro
em Nova York", destaca um dos textos expostos na mostra.
A segunda sessão é a de retratos, que vão do ator Robert De Niro, em
sua sala de projeção em Tribeca, em Nova York, em 2010, à garotinha
afegã Sharbat Gula, que foi fotografada quando tinha apenas 12 anos, em
1984, e, ao aparecer na capa da "National Geographic", de junho de 1985,
tornou-se uma das imagens mais emblemáticas e conhecidas do mundo. Ela
voltou a posar para McCurry em 2002, aos 30 anos.
Outras imagens marcantes expostas no Instituto são a de várias
crianças e um senhor segurança de guarda-chuvas nas vias férreas de
Bangladesh, de 1983; a de meninos numa escola em Peshawar, no Paquistão,
do mesmo ano; a da viúva que é forçada a mendigar em Cabul, no
Afeganistão, de 1992; e a de mãe e filha na janela de um carro, na
Índia, de 1993. Há outras imagens mais chocantes, caso de uma em que uma
criança aparece com uma arma apontada para a cabeça na África do Sul.
Cedidas na maioria pela Galeria de Babel, muitas imagens igualmente
fortes foram registradas em ouros países asiáticos, como Iêmen,
Indonésia, Turquia, Tibete, Birmânia e Sri Lanka. Já a paixão de Steve
McCurry pela sua câmera é tamanha que em seu auto-retrato ele aparece
encostado num táxi amarelo, nas ruas de Nova York, cuja placa é
justamente a sigla do equipamento, PRK36.
Portanto, "Alma Revelada", além de ser um importante registro da
história recente do mundo, encanta ao revelar o talento de um dos
maiores fotógrafos de todos os tempos, mostrando que, para obter aquele
resultado de tão rara beleza, é necessário muito mais do que bons
equipamentos e sorte. É preciso estar atento e ter um olhar extremamente
sensível, o que só raros artistas possuem.
É inacreditável. Em tempos de Tribunal Penal Internacional e de luta
sem fronteiras por respeito aos direitos humanos e contra a tortura, o
prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador do estado
paulista, Geraldo Alckmin, adotam, na conhecida Cracolândia, violência
contra dependentes de crack. A dupla de governantes acaba de oficializar
a tortura.
Na quarta-feira (4), por determinação do prefeito da cidade de São
Paulo e do governador do Estado, iniciou-se o denominado “Plano de Ação
Integrada Centro Legal”. Esse plano, consoante anunciado, terá duração
indeterminada.
O plano, como explicou o coordenador de políticas de drogas da
Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Luiz Alberto Chaves de
Oliveira, consiste em obrigar os dependentes que vivem na Cracolândia a
buscar ajuda, “pela dor e sofrimento” decorrentes da abstinência, junto
às autoridades sanitárias ou redes de saúde.
Ao tempo do DOI-CODI, a tortura, como regra mestra, foi largamente
empregada. A regra era torturar, física ou psicologicamente, para obter o
resultado esperado.
Nos campos nazistas, a fome e o abandono levavam à morte. Auxiliavam
na vazão, pois, eram insuficientes em número os fornos crematórios.
A tortura indireta posta em prática pela dupla Kassab-Alckmin tem o
mesmo fundamento dos campos de concentração nazista. E a tortura
imperava no DOI-CODI, de triste memória.
Em nenhum país civilizado emprega-se essa estratégia desumana a
dependentes. Ao contrário, investe-se no convencimento ao tratamento e
até nas salas seguras para uso de drogas.
As federações do comércio e da indústria da Alemanha apoiam os
programas de narcossalas com 1 milhão de euros. E ninguém esquece a
lição do professor Uwe Kemmesies, da Universidade de Frankfurt: “Podemos
reconhecer que a oferta de salas seguras para o consumo de drogas
melhorou a expectativa e a qualidade de vida de muitos toxicodependentes
que não desejam ou não conseguem abandonar as substâncias”:
Desde os anos 90, a cidade convive com a Cracolândia e os governos
são incapazes de adotar políticas adequadas. Nem as delegacias
especializadas, tipo Denarc (delegacia de narcóticos), nem a polícia
militar identificaram, até hoje, a origem do crack que é ofertado.
Agora, numa ação policialesca, busca-se o cerco ao usuário para se
chegar ao vendedor da droga. Vendedor que, evidentemente, não é o
operador da rede de abastecimento de crack para as cracolândias
brasileiras.
Uma questão sócio-sanitária, de saúde pública, não pode mais ser
enfrentada com soluções torturantes, como pretendem Alckmin-Kassab.
Pano Rápido. Aguarda-se que a ministra responsável
pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, tome
medidas adequadas para suspender as torturas em São Paulo e o
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, inicie apurações
criminais. E espera-se que a nova procuradora junto ao Tribunal Penal
Internacional, Fatou Bensouda, natural de Gâmbia (África Ocidental),
levante o que acontece na Cracolândia e enquadre as irresponsabilidades e
desumanidades.
Brasília – O ministro da Integração
Nacional, Fernando Bezerra Coelho, negou hoje (4) que tenha beneficiado
seu estado natal, Pernambuco, no repasse de recursos de prevenção de
desastres naturais. Em 2011, Pernambuco recebeu R$ 98 milhões para
projetos de prevenção, quase metade de toda a verba para ações desse
tipo repassada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) aos
estados, de R$ 216 milhões, segundo dados do ministério.
“Não existe política partidária,
miúda, pequena. Não posso aceitar discriminação contra nenhum estado,
não se pode discriminar Pernambuco por ser o estado do ministro, não é
correto”, defendeu-se, em longa entrevista coletiva.
Segundo Bezerra Coelho, Pernambuco
foi o estado que apresentou os projetos mais urgentes e a seleção foi
feita com base em critérios técnicos, com aval da Casa Civil da
Presidência da República e do Ministério do Planejamento. “Pernambuco
estava com projetos prontos, porque teve um dos maiores acidentes
naturais da história deste país em 2010. Mais de 18 mil famílias foram
desabrigadas ou desalojadas, mais de 80 mil pessoas foram atingidas,
hospitais, escolas, pontes foram destruídos”, justificou.
Na lista de repasses de recursos de
prevenção da Sedec a estados e municípios em 2011, São Paulo e Espírito
Santo aparecem em seguida, com R$ 40 milhões e R$ 16 milhões,
respectivamente.
Na avaliação do ministro, os
recursos da Sedec não são o melhor parâmetro para avaliar a distribuição
de verbas para prevenção de desastres naturais, porque, segundo ele, a
maior parte do dinheiro está ligada ao orçamento do Ministério das
Cidades, e não do Ministério da Integração.
“Não se pode fazer a leitura dos
investimentos de prevenção fazendo apenas a leitura os recursos da
Sedec, isso não é dizer toda a verdade. A verdade inteira é que os
recursos de prevenção do governo estão, de forma muito mais ampla, no
Ministério das Cidades, que tem R$ 11 bilhões para seleção de projetos
relativos à prevenção, principalmente para proteção de morros e reforços
de encostas”, comparou.
Em longa apresentação, o ministro
ainda detalhou os repasses de recursos de assistência a vítimas de
desastres e de reconstrução, que também estão ligados ao Ministério da
Integração.
Bezerra Coelho estava de férias até
a próxima segunda-feira (9), mas decidiu interromper a folga a e voltar
hoje a Brasília, segundo ele, para acompanhar a situação das chuvas que
atingem a Região Sudeste. “Em função da intensificação do quadro de
chuvas, principalmente em Belo Horizonte, e após conversar por telefone
com secretário Humberto Viana [secretário nacional de Defesa Civil], e
com a ministra Gleisi Hoffmann [Casa Civil], tomamos a decisão de voltar
a Brasília para checar todo o trabalho que deixamos encaminhado”, disse
ele.
Clique aqui para ler : “PiG mente sobre enchente. Gleisi não interveio”
Parece que o Estadão é de algum outro ponto do planeta, e não de São Paulo.
De outro modo não poderia acusar o Ministro da Integração Nacional de estar beneficiando Pernambuco com a liberação de R$ 25,5 milhões para a construção – Cupira e Gatos – em cidades a quase 200 km de Recife - por supostos interesses eleitorais na capital pernambucana. E, muito menos, por estar beneficiando Petrolina, cidade da qual já foi prefeito, que está a mais de 600 km das barragens.
Mas, sobretudo, porque o Estadão sabe que só numa obra, o Governo Federal – e o próprio Ministro Fernando Bezzera Coelho – destinaram mais recursos à prevenção de enchentes em Franco da Rocha – governada por um tucano, Marcio Cecchettini, e a apenas 40 km de São Paulo – do que aquela liberação sobre a qual lançam suspeitas. São R$ 28,5 milhões dos R$ 51,2 milhões necessários para construção de quatro piscinões em Franco da Rocha.
Mas publica que “a construção de reservatórios para conter cheias na região metropolitana de São Paulo, ação que teve R$ 31 milhões de gastos autorizados pelo Orçamento de 2011, não recebeu nenhum tostão”.
E porque não recebeu? Porque o Governo do Estado assinou o convênio só em outubro do ano passado e até agora nem sequer abriu a licitação para fazer a obra. Como o projeto estava pronto, não se sabe a razão da demora. O Estadão, claro, nem pergunta a razão de – convenio assinado – já se terem passado dois meses sem o lançamento do edital pelo Governo do Estado. Em Pernambuco, o edital saiu muito mais rápido, dez dias depois do convênio, em maio e em agosto foi dada, pela Presidente Dilma, a ordem de serviço para o início da obra, com as desapropriações necessárias.
Por isso – apesar da nota de esclarecimento do Ministério, reproduzida no Conversa Afiada – já ter colocado os pingos nos ii – reproduzo aí em cima o discurso de Alckmin na assinatura do convênio, onde é só elogios pela ajuda federal, não reclama de atrasos e até elogia os auxiliares do ministro, que sabiam de cor o andamento do processo de liberação do convênio.
O que a Globo fez entre quarta e quinta-feira é uma velha operação de verão.
São as Águas de Março do Ali Kamel.
Quando chove fora de São Paulo, a culpa é do Lula e da Dilma.
(Agora, de Eduardo Campos, Governador do Estado do Privilégio, Pernambuco.)
Quando
chove em São Paulo, a culpa é de Deus, como dizia o então governador
(?), Padim Pade Cerra, antes de ser afogado pelo Amaury.
Agora, o Ali Kamel magnifica a tragédia cíclica do verão brasileiro.
Se enche em Minas e no Rio em 2012, a culpa é do Eduardo Campos, porque levou todo o dinheiro para Petrolina.
O
que o Ali Kamel não conta é que parte do dinheiro da enchente o Sérgio
Cabral entregou à Fundação Roberto Marinho, não é isso, amigo navegante ?
O Bezerra Coelho pode se esgoelar, abrir as contas (por que não se abrem as contas do “contas abertas” ?), que não adianta.
O alvo não é ele, nem a Dilma.
Porque na Dilma isso não cola mais.
O
alvo é o Eduardo Campos, de quem Bezerra Coelho foi o competente
Secretário que ajudou a fundar Suape, essa revolução que Eduardo Campos
plantou à beira mar, perto de Porto de Galinhas.
O alvo é o PSB, de Ciro Gomes, cuja capital, Fortaleza, o PiG (*) quis transformar numa Praça Tahir.
O PSB é aliado de Dilma e do Lula.
O Nunca Dantes tratou de aposentar o Marco Maciel em Pernambuco e o Tasso tenho jatinho porque posso no Ceará.
Crimes inafiançáveis – para a Globo.
Eduardo Campos pode, perfeitamente, ser o vice da Dilma, em 2014.
Eduardo Campos pode suceder Dilma, em 2018.
A Globo precisa abatê-lo, antes que se torne poeta federal.
(Manuel
Bandeira, pernambucano, distinguia os poetas em municipais, estaduais e
federais. O Padim Pade Cerra, por exemplo, nunca passou de poeta
estadual. Nunca passou de Resende, mesmo com a ajuda do PiG (*).)
Eduardo Campos já disse que não é necessária uma Ley de Medios.
Que o controle remoto é a melhor arma da Democracia.
O Palocci também ajudou muito a Globo.
Palocci tem uma fixação por controles remotos (de contas bancárias alheias, por exemplo).
A
Dilma chegou a dizer – em reunião reservada, na frente do Palocci -, na
campanha presidencial, que o Palocci tinha sido o “salvador”da Globo.
E o que fez a Globo com o Palocci ?
Enforcou o Palocci duas vezes – no caseiro e na “consultoria”.
A Globo não perdoa.
Você vende a mãe mas não vende os interesses – dizia o Dr. Tancredo.
O correligionário do PSB, o Ciro Gmes, sabe o que é a Globo, numa campanha presidencial.
Quando a Miriam Leitão o entrevistou no pelotão de fuzilamento do Bom (?) Dia Brasil.
Ele se lembra, porque o Ciro tem uma memória prodigiosa.
Não adianta fazer um acordo de poeta estadual com a Globo – em Recife ou em Fortaleza.
Quando chega no plano Federal, a Globo joga o jogo dela – o do Golpe !
A chuva de 2012 vai colar nas costas do Eduardo Campos.
Como a de 2010 foi do Lula e a 2011, da Dilma.
Ali Kamel manda descer as imagens do ano anterior e só muda o locutor.
(A
Patrícia Poeta susbtituiu as sobrancelhas editoriais da Fátima
Bernardes pela contração dos lábios editoriais, ao fim das reportagens.
Para deixar claro ao Kamel que acha aquilo tudo “uma vergonha !”.)
(Quem
tem também uma “linguagem corporal” conspícua é a Zileide Silva, do Bom
(?) Dia Brasil, em Brasília. Lembra muito o Rod Steiger, aquele que
melhor absorveu as lições do Actor`s Studio. A simples respiração é um
adjetivo !)
Mas, o Ali Kamel é incansavel.
Ele já tem na bica a “epidemia” da dengue, outra arma fulminante contra governos trabalhistas, no verão.
Aí,
seria bom o Kamel dar uma olhada no que aconteceu com a Folha (**), que
pagou caro por disseminar uma “epidemia” que não houve.
O Eduardo Campos e o PSB quando começam a sair da toca são recebidos com a saudação de “benvindos” da Globo.
Bastam a Patrícia Poeta e a Zileide Silva para afogá-los a meio caminho do Alvorada.
(*) Em
nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa
qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão
têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido
político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha
é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões.
Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS
de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da
“ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom
caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o
Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Nesta entrevista, o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP),
o Vicentinho, diz que a proposta de 40 horas semanais sem redução de
salário está para ser votada em plenário e que a Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) precisa ser reformada, porém, está será uma tarefa
difícil, apesar dos esforços que estão sendo empenhados.
1- A jornada de 40 horas semanais é a principal proposta que tramita na Câmara em defesa do trabalhador?
Vicentinho – Certamente. A PEC 231/95 já está pronta para ser votada no
plenário da casa. Fui o relator na Comissão Especial e o meu parecer
(favorável à redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de
salários) foi aprovado por unanimidade. Além de todos os benefícios à
qualidade de vida do trabalhador, a redução da jornada terá
consequências positivas na economia do país, tais como a geração de
empregos e serviços.
2- Qual a sua avaliação da política econômica do governo Dilma para o trabalhador?
Vicentinho – É a melhor possível. A Dilma é muito competente. Teve a
melhor avaliação de um governante no primeiro ano de mandato. Está
conseguindo manter a economia do país no rumo certo e, apesar das
dificuldades, mantém uma relação política sadia com o Parlamento.
3- A maioria das empresas tem utilizado a terceirização de mão de obra para reduzir custos. A Câmara pode mudar essa realidade?
Vicentinho – Pode. Mas acho difícil com o atual perfil de parlamentares
que contém esta legislatura. A tendência é a precarização, haja vista o
que tem sido recentemente aprovado nas comissões encarregadas de tratar
esse tema.
4- A legislação trabalhista tem acompanhado a evolução tecnológica?
Vicentinho – Não. Vivemos sob um regime criado na época do Getúlio
Vargas. É preciso uma atualização, tanto no setor público, como no
privado.
5- A CLT é de 1943. Muita coisa mudou de lá para cá. A Câmara vai atualizar a lei?
Vicentinho – Foi criada uma comissão para consolidar as propostas de
alterações na CLT. São muitas. Apresentadas em diversos momentos, tanto
para proteger mais ainda os trabalhadores, como também para flexibilizar
direitos. É uma tarefa difícil e que demorará muito, em que pese os
esforços que estão sendo feitos.
6- Quais os principais problemas da CLT e o que isso causa ao trabalhador?
Vicentinho – A CLT tem muitos problemas. Encontrar-se desatualizada é o
principal deles. É preciso pensar uma legislação à luz da dignidade
humana e não apenas da relação de oferta e procura de mão de obra, o que
beneficia apenas a máquina do capital.
Visita de Bento XVI é a chave da diplomacia norte-americana para levantar o bloqueio a Cuba
A Plaza de La Revolución, em Havana, será palco de uma missa campal do papa Bento XVI durante sua visita a Cuba
A presença do papa Bento XVI em Cuba, no próximo dia 26 de
março, é a chave das diplomacias cubana e norte-americana para o
levantamento, em definitivo, do bloqueio imposto à Ilha por parte dos
EUA e seus aliados na Organização das Nações Unidas, imposto desde
outubro de 1962. A visita, planejada desde o ano passado, ocorre em um
momento de distensão do regime comunista cubano, que libertou 2,9 mil
presos políticos há duas semanas e pretende, ao longo deste ano, manter
as reformas econômica e política no sentido de modernizar a revolução
que, há meio século, elevou os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH)
da nação aos maiores do mundo.
Analistas com trânsito na Casa Branca elogiaram, nesta terça-feira, a
disposição do governo de Raúl Castro de promover as reformas e avaliam a
presença do Sumo Pontífice no país como “uma oportunidade de ouro”,
disse um deles, “para os EUA encerrarem, de vez, o bloqueio econômico”
ao país. O presidente cubano também salientou, em seu discurso, a
intenção de seguir adiante com as reformas também no campo da imigração,
fator preponderante para a reaproximação das nações vizinhas.
– Antes da Semana Santa, terá lugar a visita apostólica de Sua
Santidade, o papa Bento XVI, chefe do Estado da Cidade do Vaticano e
Sumo Pontífice da Igreja Católica. Nosso povo e governo terão a honra de
acolher Sua Santidade com afeto e respeito. Nós, os cubanos, não
esquecemos os sentimentos de amizade e respeito que em 1998 despertou a
presença do papa João Paulo II em nossa terra. Da mesma maneira, na
medida em que cresce a executória internacional e o reconhecimento
majoritário à Revolução Cubana, nunca foi maior o desprestígio da
política dos Estados Unidos com nossa região e a repulsa no mundo, na
própria sociedade norte-americana e na emigração cubana, ao genocida
bloqueio econômico, político e midiático contra Cuba – afirmou, ao se dirigir aos cubanos no último domingo.
A revolução liderada por Fidel, Che Guevara, como afirma Raúl Castro,
consolida-se no momento em que procura também levar ao conhecimento dos
EUA as novas diretrizes em vigor.
– Ao passo que atualizamos nosso socialismo, mudando aquilo que deve
ser mudado, o governo dos Estados Unidos continua estagnado no passado.
Barack Obama, o 11º presidente dos Estados Unidos desde 1959, parece que
não compreende que Cuba fez enormes e árduos esforços para conquistar
sua independência no século XIX e defender sua liberdade na Baía dos
Porcos em 1961, na Crise dos Mísseis em outubro de 1962, no início do
Período Especial (crise financeira) na última década do século 20 e em
todos estes anos do século 21. Às vezes, parece que não está bem
informado de que, diante desta realidade, seu governo teve que renunciar
aos pretextos mais gastos para justificar o bloqueio e inventar outros
cada vez mais insustentáveis – salientou.
A despeito de os EUA não terem, ainda, sinalizado positivamente com o
levantamento do bloqueio que impede o desenvolvimento econômico cubano,
Castro reafirma a disposição do povo cubano de manter sua soberania.
– Com equanimidade e paciência, vamos cumprir os acordos do
Congresso, enquanto têm lugar as eleições nos EUA. Sabemos que o
bloqueio vai manter-se e que se incrementará o financiamento e as
tentativas de converter um punhado de mercenários numa oposição para
desestabilizar nosso país, mas isso não tira o sono a um povo
revolucionário como o nosso, instruído, armado e livre, que nunca
renunciará a sua defesa – advertiu.
A demora do governo norte-americano em reconhecer os esforços de Cuba
para a construção de uma sociedade mais aberta não é um obstáculo para
que sigam adiante os esforços para a retomada da normalidade nos
relações entre os dois países.
– Mesmo que a inércia do governo norte-americano e sua ausência de
decisão política para melhorar as relações animem os setores mais
reacionários a implementar novas provocações e ações de agressão, Cuba
mantém sua proposta de avançar na normalização das relações com os
Estados Unidos e desenvolver a cooperação em todas as áreas em que seja
benéfica para ambos os povos. Os laços familiares e o limitado
intercâmbio existente entre os dois países demonstram que seria benéfica
a ampliação das relações para o bem de todos, sem entraves nem
condicionamentos impostos pelo governo dos Estados Unidos, que subordina
qualquer progresso a sua política de hostilidade e ingerência,
encaminhada ao restabelecimento de seu domínio sobre Cuba – acrescentou.
Missas campais
A maior demonstração de boa vontade para a retomada do diálogo entre
Cuba e os EUA, segundo observadores, será a recepção cordial ao papa
mais simpático ao capitalismo desde seu antecessor, João Paulo II. O
papa Bento XVI também expressou sua esperança no fim das hostilidades
entre as nações centro e norte-americana:
– Enquanto se comemora em diversos lugares da América Latina o
bicentenário de sua independência, o caminho da integração nesse querido
continente avança, ao mesmo tempo que se adverte seu novo protagonismo
emergente no concerto mundial.
O pontífice ficará no México entre 23 e 26 de março, onde visitará a
cidade de León de los Aldama, no estado de Guajanuto. Em seguida,
seguirá para Cuba, onde passará por Santiago de Cuba e Havana. Na
capital, Bento XVI realizará uma missa campal na Plaza de La Revolución,
marcada pela imagem do líder guerrilheiro Ernesto Che Guevara. A
informação foi confirmada, nesta terça-feira, pela Conferência Episcopal
Mexicana e da Cubana.
A última viagem de um Pontífice à ilha caribenha ocorreu em 1998,
quando o papa beato João Paulo II foi recebido no país pelo então
presidente, Fidel Castro, em uma visita considerada “histórica”.
Recentemente, a Igreja Católica cubana tem dialogado com o governo do
país, o que já resultou na libertação dos presos considerados políticos.
Cuba também celebra neste ano o 400º aniversário da descoberta de uma
imagem de madeira no mar da Nossa Senhora da Caridade do Cobre,
padroeira dos católicos cubanos.
Lista de torturadores durante a ditadura militar está disponível no Arquivo Nacional
As cenas de tortura a prisioneiros do regime eram comuns durante a ditadura militar
O Arquivo Nacional recebeu, nesta terça-feira, a documentação do
acervo de Luiz Carlos Prestes que traz uma lista com 233 nomes de
torturadores feita por 35 presos políticos, em 1975, durante a ditadura
militar. O acervo pessoal, que será entregue no dia em que Prestes
completaria 114 anos, estava sob custódia da viúva dele, Maria Prestes. A
cerimônia de doação do acervo ocorrerá a partir das 15h na sede do
Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.
A lista com os 233 nomes foi elaborada por presos políticos de São
Paulo durante uma reunião do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários
do Brasil. A lista é parte de um documento – datilografado – chamado de
Relatório da 4ª Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos
Revolucionários do Brasil, datado de 1976.
Em entrevista a jornalistas, Ivan Seixas, ex-preso político e
integrante do Núcleo de Preservação da Memória Política, destacou a
importância dessa relação de nomes para a história do país.
– Esse é um documento vivo porque foi escrito na época em que as
pessoas estavam sendo torturadas e assassinadas ou desaparecendo. As
pessoas que estavam presas tinham o compromisso de denunciar os autores e
os crimes desses torturadores. Quem está assinando esse documento foi
torturado – disse.
De acordo com Seixas, muitas das informações que constam no documento foram mais tarde complementadas.
– Uma boa parte (da lista) era apenas apelidos. Depois se fez um
cruzamento de informações e se conseguiu chegar ao nome completo dos
torturadores – contou.
Nessa lista, Seixas conseguiu identificar várias pessoas que o torturaram durante a ditadura militar.
– Aqui tem vários nomes de pessoas que trazem péssimas lembranças.
Mas é um dever nosso denunciar e dar os nomes principalmente para que as
famílias saibam que ele é um torturador – disse.
Segundo ele, na lista há também os nomes dos torturadores da
presidenta da República, Dilma Rousseff. A expectativa de Seixas é de
que essa relação de nomes também sirva para ajudar a punir os
torturadores.
– Acho que é uma obrigação se fazer uma condenação porque o Estado
Democrático de Direito não pode ter pessoas acima da lei. Não é uma
questão de vingança, é uma questão de justiça. Os policiais que hoje por
ventura queiram torturar precisam saber que isso não vai ficar impune.
Se você deixa impune, com que moral você condena um torturador hoje? –
questiona.
Segundo o Arquivo Nacional, o acervo doado é composto por documentos
escritos e iconográficos, produzidos ou acumulados pelo casal Maria e
Luiz Carlos Prestes entre as décadas de 1970 e 1990. Entre os documentos
estão também correspondências trocadas entre Prestes e parentes, amigos
e líderes políticos de várias nacionalidades; aulas e textos referentes
ao Partido Comunista Brasileiro. Há também documentos que registram o
empenho de Prestes, no período em que ele esteve exilado em Moscou, na
década de 70, em denunciar à comunidade internacional a tortura e os assassinatos que eram praticados no Brasil à época.
O acervo doado pela viúva de Prestes vai receber primeiramente um
tratamento e só então estará disponível ao público. Segundo a assessoria
do Arquivo Nacional, ainda não há uma data para que o material sobre a tortura seja disponibilizado.
BRASÍLIA – No último dia do ano judiciário em 2011, 19 de dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa mandou aos colegas relatório preliminar, de 122 páginas, sobre a ação penal contra o “mensalão do PT”. Resposta inclusive a pressões internas do STF – o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, deu entrevista no fim do ano dizendo que os supostos delitos poderiam prescrever -, o gesto de Barbosa torna possível o início do julgamento do processo em 2012.
Já o embrião da operação que coloca 38 pessoas no banco dos réus por crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o chamado “mensalão tucano”, crime pelo qual 15 pessoas são rés, começa 2012 sem a mesma perspectiva.
Também relator do caso, Barbosa ainda não pode concluir nem ao menos um parecer prévio sobre o suposto desvio de recursos públicos em favor da campanha reeleitoral do então governador de Minas e hoje deputado federal, Eduardo Azeredo (PSDB), e de aliados dele.
Há mais de um ano, o ministro tenta, sem sucesso, obter o depoimento de duas testemunhas fundamentais na denúncia de peculato e lavagem de dinheiro apresentada pela Procuradoria Geral da República contra Azeredo.
Também espera, em vão, por um laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal (PF) sobre um documento essencial no processo, um recibo de R$ 4,5 milhões que Azeredo teria assinado depois de receber a quantia da agência de publicidade SMP&B, do empresário Marcos Valério.
As duas testemunhas que Barbosa não conseguiu que fossem ouvidas em 2011 por juízes de Belo Horizonte são José Vicente Fonseca e Maria Cristina Cardoso de Mello.
O primeiro é dono de uma empresa (Sertec) que teria se beneficiado de contratos ilícitos com a gestão de Azeredo em Minas e depois ter doado recursos (públicos na origem) para a campanha do tucano. A segunda trabalhou em 1998 na campanha ao Senado de Júnia Marise, aliada do então governador e cujo caixa teria sido abastecido pelo mensalão tucano.
Vicente e Maria Cristina foram ouvidos pela PF durante o inquérito que depois levaria o Ministério Público a formular a denúncia contra Azeredo. À polícia, Maria Cristina disse ter recebido para a campanha de Júnia R$ 175 mil em dinheiro saído da agência SMP&B.
Já o empresário disse que Azeredo comandava reuniões do próprio comitê de campanha que tomava decisões financeiras. E que Marcos Valério era figura constante no comitê.
Essa versão é mortal para a defesa de Azeredo, que alega que as operações financeiras eram todas de responsabilidade de seu tesoureiro de campanha, Claudio Mourão. Barbosa tenta confirmá-la, mas a Justiça de Belo Horizonte, a quem pediu a oitiva, não conseguiu achar o empresário.
Cronograma descumprido
A denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra Azeredo e outras 14 pessoas por peculato e lavagem de dinheiro praticados no mensalão do PSDB foi apresentada em novembro de 2007 ao STF. A corte aceitou-a em dezembro de 2009 - no caso do mensalão do PT, foi mais célere: recebeu a denúncia em abril de 2007 e em agosto, já a aceitava.
Um ano depois, Barbosa montou um calendário de tomada de depoimentos de 26 pessoas arroladas como acusação pela Procuradoria Geral da República, para confirmar o que algumas disseram à PF, como Vicente e Maria Cristina.
O ministro deu 40 dias para a Justiça em Belo Horizonte, a partir das intimações, ouvir 21 delas. As outras cinco seria ouvidas depois, em outras cidades.
Ao longo de 2011, Vicente não foi encontrado pela Justiça mineira e, quando foi, alegou que não tinha condições de saúde de depor. Em setembro, a Procuradoria Geral pediu a substituição dele como testemunha. Barbosa primeiro negou o pedido, insistiu para quem um juiz local o ouvisse, mas depois acabou concordando.
No lugar do empresário, deve agora ser ouvida Vera Lúcia Mourão de Carvalho. Uma personagem importante que chama a atenção não ter sido arrolada como testemunha desde o início pela Procuradoria Geral. Prima do tesoureiro de Azeredo, Vera Lúcia trabalhou na campanha do tucano em 1994, quando ele ganhou, e 1998, quando perdeu.
Ao depor à PF, ela disse, como José Vicente, que Azeredo participava pessoalmente das decisões financeiras da campanha – ao contrário da terceirização para Claudio Mourão, como o tucano afirma ter ocorrido. E que Marcos Valério era presença frequente no comitê desde 1994.
No voto em que justifica a aceitação da denúncia contra Azeredo, Joaquim Barbosa aponta Vera Lúcia como uma das testemunhas mais importantes, pelo que ela já tinha dito à PF. Mas só nove meses depois, em função do “sumiço” do empresário José Vicente, é que ela é chamada a falar.
Já a testemunha Maria Cristina não foi ouvida por não ser achada no endereço indicado por Joaquim Barbosa à Justiça em Belo Horizonte, e depois por estar em viagem. Desconfiado, o ministro chegou a mandar um despacho à capital mineira, dizendo que se negar a depor é crime e insistindo para que ela Maria Cristina seja ouvida. Em 2011, nada.
Perícia demorada
Quem também se mostra um obstáculo à conclusão do relatório de Joaquim Barbosa sobre o mensalão tucano é a própria Polícia Federal, de quem o ministro aguarda há mais de um ano uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística.
Na denúncia feita contra Azeredo, a Procuradoria Geral da República inclui a cópia de um recibo de R$ 4,5 milhões que o tucano teria assinado no dia 13 de outubro de 1998, época em que disputava o segundo da eleição para o governo de Minas.
O documento também é peça-chave no processo pois revela uma ligação direta de Azeredo com uma empresa do operador do mensalão, Marcos Valério. Para se defender, o tucano diz que a parte financeira da campanha era com seu tesoureiro, mas se ele assinou mesmo o recibo, a tese vai por água abaixo.
Depois que Joaquim Barbosa aceitou a denúncia, o ex-governador de Minas passou a contestar a autenticidade da assinatura atribuída a ele, algo que não fizera, como o próprio ministro do STF já destacou, durante o inquérito da PF e do Ministério Público que levaria à denúncia formal.
Em setembro de 2010, Barbosa autorizou a abertura de um “incidente de falsidade”, para confirmar a autenticidade da assinatura. Três meses depois, pediu uma perícia no documento ao INC.
Em abril de 2011, reforçou a requisição, em despacho no qual cobra “máximo empenho e celeridade” e dá 60 dias de prazo. Nada. Seis meses mais tarde, a PF solicita mais prazo para concluir a perícia. Barbosa nega e pede o envio imediato de uma análise. O ano de 2011 terminou e nada outra vez.
Uma dificuldade que, nos autos do processso conduzido por Barbosa, se observa que o INC tem enfrentado, é achar o recibo original.
União = atraso
Ao longo de 2011, o relator resistiu ainda a duas tentativas que, na prática, poderiam retardar mais um pouco o desfecho do processo do mensalão tucano.
O candidato a vice de Azeredo em 1998, Clésio Andrade, réu como o tucano, tinha contra si uma ação correndo na Justiça mineira. Como se tornou senador em abril, e portanto passou a ter foro privilegiado, a Procuradoria Geral da República pediu ao STF que juntasse o processo de Clésio ao de Azeredo.
Barbosa rejeitou a proposta, porque as duas ações estão em estágios diferentes. Uni-las, segundo ele, poderia atrasar as duas.
O então vice de Azeredo na gestão 95-99, Walfrido dos Mares Guia, também é alvo de uma ação pelos mesmos fatos. Sem mandato, é réu num tribunal de Minas. Walfrido também quis embaralhar os dois processos, mas Barbosa também negou.
A balança comercial brasileira registrou, em 2011, superávit de US$ 29,79 bilhões, o maior nos últimos quatro anos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações e as importações brasileiras cresceram em 2011, batendo recordes para o acumulado do ano, o que levou ao aumento de 47,8% do superávit comercial.
As vendas somaram US$ 256 bilhões, um aumento de 26,8% em relação a 2010. Os números divulgados hoje (2) pelo MDIC revelam que as exportações brasileiras atingiram a marca histórica de US$ 1 bilhão por dia útil. Já as importações alcançaram US$ 226 bilhões, ou seja, 24,5% a mais do que o registrado no ano passado.
“O Brasil nunca exportou e importou tanto. Tivemos um saldo comercial robusto, contribuindo para as contas externas do país”, disse a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres sobre “o dinamismo do comércio exterior brasileiro”.
Segundo ela, contribuíram para o aumento do saldo comercial, as exportações de soja, sobretudo para o mercado chinês, minério de ferro, petróleo, autopeças, motores para veículos, máquinas e equipamentos de terraplanagem. As vendas de produtos industrializados também tiveram resultado expressivo, em 2011, com aumento de 19%, acrescentou a secretária de Comércio Exterior.
Além da China, Estados Unidos e países da África foram os principais destinos das exportações brasileiras no ano passado.
As importações de combustíveis, lubricantes e automóveis também impactaram o resultado da balança comercial brasileira em 2011. No entanto, as compras foram diversificadas e não houve concentração excessiva em nenhuma região específica. Os destaques são a China, e os países da América Latina, do Caribe e da África.
2012 – O secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, ressaltou que o comércio exterior brasileiro enfrentará desafios este ano em virtude da estagnação das economias da zona do euro e do baixo crescimento esperado para a economia norte-americana. Além disso, o PIB da China também deve crescer abaixo dos 9%. O enxugamento do crédito e a guerra cambial também são elementos de preocupação para o governo brasileiro.
Por isso, segundo Alessandro Teixeira, o governo vai lançar novas medidas de estímulo às exportações ainda no primeiro trimestre que devem ser favorecidas em 2012 pelo perfil do câmbio brasileiro e pela alta na demanda por alimentos.
“As economias em desenvolvimento também terão crescimento superior às desenvolvidas em 2012. Isso auxilia as exportações brasileiras”, afirmou o secretário.
O delegado de polícia Frederico Costa Miguel diz que ainda está perplexo. “Parece que a ficha não caiu”. Em outubro do ano passado, ele lavrou um flagrante indiciando o juiz Francisco Orlando de Souza por sete crimes: desacato, desobediência, ameaça, embriaguez ao volante, difamação, injúria e dirigir sem habilitação ou permissão.
Foi depois de uma discussão no trânsito entre o juiz e um segundo motorista, que estava acompanhado.
Dez dias depois do incidente, o juiz foi promovido a desembargador.
Menos de três meses depois, em 27 de dezembro último, o delegado foi exonerado pelo governador paulista, Geraldo Alckmin.
O delegado estava no chamado “estágio probatório” de três anos, que terminaria no dia 30 de janeiro próximo.
Em nota, o governo paulista negou relação entre os dois casos: “A decisão segue recomendação do Secretário da Segurança Pública, por sua vez fundamentada em três pareceres distintos: do Conselho da Polícia Civil, do Delegado-Geral de Polícia e da Consultoria Jurídica da Secretaria da Segurança Pública”.
O delegado estranhou a decisão e disse que a Divisão de Informações Funcionais (DIF) da Corregedoria da Polícia Civil, que acompanhou seus três anos de vida funcional, deu a ele um parecer “amplamente favorável”, com “menções elogiosas”.
Frederico afirmou que não teve acesso aos pareceres citados na nota do governo e alega que teve seu direito de defesa cerceado.
A partir do que aconteceu durante a ocorrência, o delegado acredita que sua exoneração foi política.
Segundo ele, o juiz “anotou meu nome, jurou que iria tomar providências”. “Isso não vai ficar assim não”, teria dito o magistrado.
O juiz negou as acusações: “Infelizmente, o delegado deu uma proporção muito maior a tudo isso. Não ofendi ninguém. Mas eles [policiais] me trataram com rispidez”.
Por sua vez, o delegado diz que o juiz “agrediu duramente com palavras”, “colocou o dedo em riste contra o meu rosto” e disse “não grita comigo não, não grita comigo não, eu sou juiz, eu sou juiz!”.
De acordo com Frederico, o magistrado se negou a entregar as chaves do automóvel, a mostrar a carteira de habilitação ou a carteira funcional e a fazer os exames do bafômetro ou de sangue para deixar claro se estava ou não embriagado.
O delegado está recebendo assessoria jurídica do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP) mas disse que ainda não decidiu que tipo de ação tomará contra a exoneração.
O jornal argentino Pagina12 publica hoje um balanço dos primeiros dois anos de vigência da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como “Ley de Medios”, uma tentativa do governo de Cristina Kirchner de democratizar as comunicações por radiodifusão naquele país. Embora o ponto chave da lei – um cláusula que obriga aos grandes grupos a reduzirem seu poder monopolista e a vender uma parte de suas emissoras, desconcentrando o mercado – esteja suspensa por decisão judicial (um juiz federal recusou-se a estabelecer prazo para isso, alegando que o grupo Clarín, a Globo portenha, não é monopolista, porque tem “só” 57% do mercado), a lei vem dando bons resultados na expansão da produção cultural e artística do país.
Os concursos públicos para a concessão de financiamentos para a produção de documentários, jornalismo, filmes e séries de ficção resultaram em mais de 300 horas de obras veiculadas nas tevês provinciais e outras 110 horas nas emissoras privadas de Buenos Aires. Isso já reflete a proibição de que as emissoras provinciais sejam meras repetidoras da programação das emissoras de Buenos Aires.
Os financiamentos estatais somaram R$ 174 milhões – oito vezes menos que os nossos incentivos da Lei Rouanet – e seu retorno se ferpa na forma de financiamento de um produção contínua e sustentável. O Governo também está apoiando a exportação das produções audiovisuais argentinas que, pelo idioma, tem imenso potencial de acesso à América Latina.
Na última semana, o Governo argentino lançou a INCAA TV – sigla do Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais – que leva a todo o país , por sinal aberto (digital) e cabo (que serve a 70% dos argentinos), a produção nacional, gratuitamente, além de filmes e séries estrangeiros de relevância.
Quem quiser conhecer e ver como os nossos irmãos argentinos – que já contavam com uma excelente TV Publica – estão vários passos adiante de nós, assista o vídeo aí de cima sobre o lançamento da INCAA TV, semana passada, e dê uma olhada na programação, clicando aqui.