quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ação contra PROUNI é derrubada no STF

Da Rede Brasil Atual

STF decide a favor do ProUni e considera improcedente ação de escolas
ProUni beneficiou mais de 919 mil estudantes brasileiros, sendo 67% com bolsas integrais (Foto:©Divulgação)

São Paulo – Ao retomar, quatro anos depois, o julgamento de ação que contesta o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor do programa. Foram sete votos favoráveis e um contrário. Os ministros analisaram ação direta de inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

Hoje (3), seis ministros acompanharam o relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, que em abril de 2008 concluiu pela improcedência do pedido da confederação: Joaquim Barbosa, que havia pedido vista do processo, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cezar Peluso, Rosa Weber e Gilmar Mendes. O voto divergente foi de Marco Aurélio Mello.

O ProUni – criado em 2004 e formalizado pela Lei 11.096, de 13 de janeiro de 2005 – prevê a concessão de bolsas de estudos, integrais e parciais, em intituições privadas, para estudantes com renda per capita familiar de até três salários mínimos. De acordo com o Ministério da Educação, até o segundo semestre do ano passado foram atendidos 919 mil estudantes, sendo 67% com bolsas integrais.

Brizola Neto suspende o Tijolaço

Do Tijolaço

Brizola Neto 

A partir de hoje,  serei o mesmo.

E estarei diferente.

Porque ficou no folclore da política a frase do professor Eduardo Portella: “Não sou ministro; estou ministro”.

Mas estar ministro me impõe obrigações.

A começar pela da austeridade, primeira e maior lição que recebi de meu avô.

Não apenas porque é a austeridade é indispensável a um homem público como, mais ainda, é vital a alguém que sabe que será examinado e vigiado com lentes, por seu sobrenome, por suas posições de enfrentamento ao poder das empresas de comunicação e, claro, por fazer parte do Governo Dilma.

O Brasil é um país com muitos hábitos tortos na sua vida política.

A um político, mesmo – ou até sobretudo – exercendo um cargo na administração é corretamente exigida a transparência.

Fazer um blog, expor e defender publicamente suas ideias, travar a polêmica própria de sua atividade deveria ser encarado como parte de uma política transparente.

Infelizmente, porém, é tido como “atacar” a imprensa. A menos que pretender ter opiniões próprias e eventualmente dissonantes  e poder externá-las diretamente, sem o filtro da grande imprensa, seja um ataque à liberdade.

Eu prefiro achar que essa é uma conquista democrática que a internet e seu imenso alcance permitiu. Mais que isso, exigiu e está exigindo cada vez mais.

Como deputado, não tive sequer um segundo de dúvida em dizer o que pensava com todas as letras – embora não com a grosseria que os que critiquei usaram, em apenas 24 horas, pelo supremo crime de ter opiniões e externá-las.

Como ministro, ocupo um cargo que se vincula diretamente à Presidência e devo repetir o que fiz, quando Secretário de Estado, no Rio.

Por isso, o Tijolaço publicará, hoje, o seu último texto hoje, quando tomo posse diante da Presidenta Dilma Rousseff, enquanto dela estiver ministro.

Aos leitores, aos companheiros da blogosfera progressista e aos que colaboraram de todas as formas com um blog que prestou bons serviços ao debate político, o meu mais sincero e fraterno obrigado pelo ombro a ombro que vivemos.

E a sincera gratidão pela solidariedade com que me têm honrado. Sobretudo, e antecipadamente, com a qual poderei contar nestes dias que se aproximam.

A partir de agora, sou o mesmo.

A partir de hoje, tenho de estar diferente.

Sei que todos compreenderão que estas duas condições não se contradizem.

As ações do ministro e do Ministério serão publicizadas; a prestação de contas será contínua, os objetivos e opiniões serão permanentemente expostos, mas pelos canais de comunicação do Ministério do Trabalho e, por isso, dentro dos princípios republicanos de que não poderemos nos afastar.

Mas que ninguém, nem por um segundo, duvide que o Ministro do Trabalho tem um posicionamento do qual não se afasta e do qual não pode se afastar, quando temos um Governo que possui uma firme posição em favor do povo trabalhador, de seus direitos e da elevação da qualidade de sua vida.

O que não exclui, muito ao contrário, a defesa da empresa brasileira ou daquela que aqui se instale ou queira se instalar e participar da vida econômica e social do povo brasileiro num sentido positivo e moderno de gerar cada vez mais emprego e produção , mais riqueza e equidade, porque riqueza sem equidade é odiosa e equidade sem riqueza é inviável.

Não  me assusta o desafio que tenho pela frente.

Pesa muito,  sim, pelo simbolismo que contém, mas não assusta.

Porque diante dele minha força será ser o mesmo. E ser capaz de ser diferente.

O que só poderei ser, é claro, se for eu mesmo.


Posse de Brizola Neto e a mancada da Globo

Na sequencia, dois vídeos: um oficial do Blog do Planalto, resumindo a posse do novo ministro do trabalho, Brizola Neto. Outro com a gafe da Globo News, gravada por um internauta, onde, para não manter a palavra da presidenta, colocam algo inusitado no ar. 

Vale a pena ver.

Primeiro, no link do Blog do Planalto, o vídeo do resumo oficial das falas, aqui.

 E abaixo o vídeo gravado da mancada da Globo News....


É..... sem comentários.......


Especialistas em EJA

De Campos & Bravo

Primeira turma de especialistas em Educação de Jovens e Adultos se forma na UFSCar

No dia 12 de maio acontece na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a formatura de especialistas em Educação de Jovens e Adultos. Trata–se da primeira turma de formandos no segmento do Estado de São Paulo. Vinte e oito alunos do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) comemorarão tal conquista com a presença de familiares, professores, gestores do sistema público, além de autoridades governamentais.

Até hoje a falta de formação específica para os docentes da Educação de Jovens e Adultos se apresentou como um problema histórico no País. A fim de contribuir para superar essa situação, o CEEJA teve o objetivo de formar seus especialistas, a partir de um enfoque teórico e metodológico comunicativo–crítico. Nessa perspectiva, o curso durou 360 horas distribuídas nos seguintes módulos: "Introdução à problemática da EJA"; "Sujeitos da EJA"; "Legislação e políticas públicas de EJA"; "EJA: propostas político–pedagógicas"; "EJA e o mundo do trabalho"; "Ensino e pesquisa em EJA: população urbana e urbo–rural". As aulas foram ministradas por docentes da UFSCar e de outras instituições, bem como por colaboradores, todos qualificados no campo da EJA.

No decorrer do processo formativo, os alunos realizaram atividades práticas e teóricas e elaboraram um trabalho de conclusão de curso conforme suas áreas de interesse. As pesquisas, orientadas por professores que atuaram no CEEJA, versaram sobre variados aspectos: das teorias sobre alfabetização de jovens e adultos às barreiras e às possibilidades encontradas pela população em situação de rua para retorno aos estudos.

Durante a formatura também haverá uma conferência comandada pela coordenadora do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (Niase) da UFSCar, professora Roseli Rodrigues de Mello, que abordará a primeira experiência do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos, que contou com a parceria da Prefeitura Municipal de São Carlos, e com o induto, financiamento e apoio do Ministério da Educação.

A formatura, que tem início às 15h30 e acontece no Anfiteatro Bento Prado Junior, localizado na área Norte do campus São Carlos da UFSCar. Mais informações pelo e–mail niase@ufscar.br ou no site www.ceeja.ufscar.br.

www.comunicacao.ufscar.br


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Desaparecidos políticos teriam sido incinerados

Da Carta Maior

Desaparecidos políticos: incinerados em forno de usina de açúcar


Em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro teria cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo. A informação, divulgada pelo site iG, consta do livro de um dos protagonistas da barbárie, o agente do DOPS, Claudio Guerra, que mediou os serviços da usina e acaba de publicar um relato desse e de outros crimes.

Em 'Memórias de uma guerra suja', um depoimento a Marcelo Leite, Guerra afirma que 11 desaparecidos políticos brasileiros foram reduzidos a cinzas em 1973 num imenso forno da Usina Cambahyba, localizada no município fluminense de Campos. Seu proprietário, um anti-comunista radical, Heli Ribeiro, era amigo pessoal de Guerra.

As vítimas desse Auschwitz tropical, segundo o livro, seriam: João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;-- Ana Rosa Kucinsk e seu companheiro Wilson Silva, "a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita"; - David Capistrano ("lhe haviam arrancado a mão direita") , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB; - Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).

Informado hoje sobre a versão, o irmão de Ana Rosa Kucinski, jornalista e escritor Bernardo Kucinski, não descarta a hipótese: "Nunca tinha ouvido antes, mas é verossímel: os precursores desse método foram os nazistas', diz Bernardo, autor de um romance que leva o leitor a percorrer o outro lado igualmente cruel da tragédia: a labiríntica procura de um pai pela filha tragada no sorvedouro do aparato repressivo. "K", lançado no ano passado pela Editora Expressão Popular, está na segunda edição com lançamentos previstos este ano na Inglaterra e Espanha.

Leia as resenhas de Flávio Aguiar, Marco Weissheimer e Eric Nepomuceno, publicadas em Carta Maior. Bernardo recebeu a notícia hoje quando se preparava para prestar um depoimento à Promotoria Pública sobre o desaparecimento da irmã; uma rotina de dor e busca pela verdade que se arrasta por quatro décadas.
 
Postado por Saul Leblon 
 

Tijolaço continuará?

Do VioMundo

por Luiz Carlos Azenha

Recebi ontem à noite uma ligação do jornalista Fernando Brito, responsável pelo Tijolaço. Em 2010, entrevistei o então deputado Brizola Neto sobre a relação dele com a blogosfera. Mais tarde, estive com o agora futuro ministro nos dois encontros de blogueiros, em São Paulo e Brasília.

Conversei brevemente com Brizola Neto, que obviamente ainda não falava como ministro.

Disse a ele apenas: com esse nome, Brizola, não vai ser fácil. E desejei boa sorte.

Hoje abro o jornal e está lá: Ministrinho e tijolaços. É incrível a maneira infantil como a mídia corporativa reage quando vê suas vontades ou interesses contrariados. A crítica é às críticas do Tijolaço “aos meios de comunicação”. Curiosamente, ninguém se aprofunda: Quais críticas? A que meios de comunicação?

Em resumo, recorre-se ao velho bordão — de que Brizola seria “inimigo” da imprensa — sem trazer para o debate o essencial: a mídia pode ser criticada? quais são as críticas? as críticas são baseadas na verdade factual? são justas ou não?

Seja como for, Brizola Neto descobriu antes de assumir como será o tiroteio.

A diferença é que hoje, ao contrário do que acontecia nos tempos de Leonel Brizola, o outro lado tem vários canais de voz.

O brizolista Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, teve a oportunidade de fazer uma breve entrevista com o futuro ministro, que reproduzo abaixo:

SIMBOLISMO

O aspecto simbólico foi levado em conta na escolha da presidenta Dilma, e também a coerência das idéias pra fazer valer essa indicação. Na minha indicação está o peso da figura do velho Brizola e do trabalhismo. O Ministério do Trabalho foi criado pelo presidente Vargas, e o PDT é a continuidade do PTB de Getúlio Vargas – que criou o Ministério justamente para proteger o elo mais fraco nesse embate entre Capital e Trabalho. O Simbolismo é muito grande!

LIÇÕES DO VELHO BRIZOLA

Vou para um governo – aliás, ainda não falo ainda como ministro, isso só depois da posse – com o qual o PDT tem muita identidade, governo que continua na trajetória iniciada com o presidente Lula de gerar mais empregos e com mais qualidade. Um governo que também afirma a Soberania Nacional. E essas coisas estão ligadas, aprendi com meu avô a importância de trabalhar esse tripé: Soberania Nacional mais Crescimento Econômico mais Justiça Social. Vejo isso tudo funcionar muito bem com a presidenta Dilma.

PAPEL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

O Ministério do Trabalho vai ter mais protagonismo. Precisa ser mais ativo nas Mesas Nacionais de Negociação. Por exemplo, nas grandes obras do PAC, como no caso de Belo Monte. Ministério tem que estar presente, trabalhando em parceria com Casa Civil e Secretaria da Presidência.

TIJOLAÇO SERÁ MANTIDO?

Não consigo pensar em suspender. Estamos definindo, porque por outro lado é preciso ver que terei agora os limites da função de Ministro. Até quinta, espero definir isso.

PDT – MUDA CORRELAÇÃO DE FORÇAS?

Partido agora precisa mostrar unidade, costurar a unidade. Falei há pouco com nossos senadores e com quase todos os deputados, e a receptividade é muito boa. Claro, há uma ou outra resistência. Mas vamos trabalhar isso, conversar muito. É chegada a hora de resgatar o velho PDT.

Aqui para visitar o Tijolaço, que está quietinho desde o dia 28.

Aqui para ler o texto do Rodrigo, no Escrevinhador.

Aqui para saber o que o Altamiro Borges acha de tudo isso.

Aqui para ler o que pensa o Eduardo Guimarães.

Os três acima citados, para não falar em dezenas de outros, falam para muito mais gente que qualquer colunista de jornal.

PS do Viomundo: Obviamente que este post é uma provocação para que vocês opinem se o Tijolaço deve ou não continuar…


"Companheiros" voltando às origens?

Da Rede Brasil Atual


 

PSDB mira 2014, estimula área sindical e corteja parte da base de apoio de Dilma
Aécio Neves disse que o partido está convocando os trabalhadores para construir a 'nova e urgente agenda nacional' (Foto: George Gianni/PSDB)

São Paulo – Ao realizar seu primeiro congresso sindical, hoje (27), o PSDB espera ter dado a largada para voltar ao Palácio do Planalto em 2015. A avaliação corrente foi de que o partido falhou, em eleições passadas, ao não dar voz aos trabalhadores. Agora, pretende lançar pelo menos 200 candidaturas saídas do núcleo sindical tucano nas eleições municipais deste ano. Para 2014, a ideia é eleger pelo menos uma dupla de deputados estadual e federal em cada estado. Ao mesmo tempo, o PSDB se aproxima de sindicalistas de outras centrais e partidos, que dois anos atrás apoiaram a candidatura vitoriosa de Dilma Rousseff e hoje integram a base aliada. O secretário-geral do PSDB em São Paulo, Cesar Gontijo, chegou a dizer que o tucano, símbolo do partido, ganhou a perna que faltava e agora poderia voar.

Os dois organizadores do núcleo sindical do PSDB – Antônio Ramalho e Melquíades Araújo – são vice-presidentes da Força Sindical, comandada pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que é dirigente do PDT – Paulinho esteve no congresso, realizado na região central de São Paulo, e foi cortejado pelo governador Geraldo Alckmin, pelo senador Aécio Neves (MG) e pelo ex-governador José Serra, pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Também participaram o presidente da UGT, Ricardo Patah, filiado ao PSD de Gilberto Kassab (Patah, por sinal, deixou o congresso para almoçar com o prefeito paulistano), além de Francisco Pereira de Sousa Filho, o Chiquinho, dirigente da UGT e do PPS. Paulinho e Patah apoiaram a candidatura Dilma.

Ao chegar, o presidente da Força foi questionado sobre a possível aproximação com o PSDB, inclusive com a participação de Aécio Neves na comemoração do 1º de Maio. Ele afirmou que o ex-governador mineiro participou de outros eventos da central e destacou o “pluralismo” da Força. “Uma central não pode ser ligada a um único partido. Sempre incentivamos que os trabalhadores se organizem em partidos”, disse o sindicalista, que no início deverá se licenciar da Força para sair candidato a prefeito em São Paulo. “É importante também que os partidos aceitem os trabalhadores”, acrescentou Paulinho. Ele cobrou do PSDB que inclua um sindicalista em sua direção. “Sindicalista não é só para colar cartaz.”

Patah, da UGT, reforçou: "Temos de parar de carregar bandeiras e distribuir santinhos perto de eleições. Precisamos construir as leis a nosso favor". Para Chiquinho, a presença dos trabalhadores na política é fundamental. “O mundo sindical só avançará efetivamente quando puser um pé dentro do Parlamento”, afirmou o dirigente, para quem a representação atual no Congresso é “pífia”. Isso também vale para a disputa pelo Executivo, acrescentou. “Queremos que todos os partidos levem em conta a luta dos trabalhadores. Se o movimento sindical estiver influenciando dentro dos partidos, é possível influenciar na escolha de um candidato à Presidência da República.” Mas, para ele, todos continuam devendo: “Desde Cabral, todas as políticas foram direcionadas da classe média para cima”.

À deriva

Alguns dos presentes ao congresso já escolheram o nome: Aécio Neves. Minas Gerais, por sinal, foi onde se formou o primeiro núcleo sindical do PSDB, um pouco antes de São Paulo. O ex-prefeito de Contagem (MG) Ademir Lucas foi explícito ao citar o nome do senador. “O PSDB vai voltar ao poder”, afirmou. Foi em Contagem que, em 1994, Fernando Henrique Cardoso teve oficializada a sua primeira candidatura a presidente.

Idealizador do núcleo sindical, o presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, disse que o movimento sindical “estava à deriva” no partido. “Sindicato precisa participar não só na hora de pedir voto, mas para fazer política. Não ganhamos eleição só em sala fechada.” E também fez referência a um “candidato novo” à Presidência da República.

O possível candidato novo, Aécio Neves, disse que o PSDB está retornando às origens. “Não existe partido social-democrata sem uma forte inserção no movimento sindical. Estamos convocando os trabalhadores para construir a nova e urgente agenda nacional”, afirmou o senador, que interrompeu seu discurso para anunciar a chegada do “companheiro José Serra, futuro prefeito de São Paulo”. Serra foi o último dirigente a chegar, por volta das 13h. Aécio também se referiu a Alckmin como “fraterno amigo, companheiro de todas as caminhadas e irmão”. Destacou o reencontro com setores “dos quais estávamos divorciados” e chamou o congresso sindical de “o mais importante evento organizado pelo PSDB em sua história”.

Para Serra, a primeira tarefa do movimento sindical tucano é mobilizar os dirigentes para a campanha eleitoral deste ano. Criticou as políticas de saúde e educacional dos últimos dez anos (governos Lula e Dilma) e o que considera pouco volume de investimentos da União. Sem referência a eleições presidenciais, o ex-governador, ex-ministro e ex-candidato à Presidência disse estar pronto para lançar uma “plataforma tucana para 2012”.

Os chefes do Executivo e do Legislativo paulista também reforçaram o discurso sobre a importância do movimento sindical. “Falta o núcleo sindical do PSDB. Mas sempre fomos ligados aos trabalhadores, ou não teríamos ganhado as eleições que ganhamos”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz. “Não tem social-democracia sem a organização dos trabalhadores", acrescentou Alckmin, que recentemente nomeou Carlos Ortiz, da Força Sindical, para a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.

Vários discursos destacaram a necessidade que havia de o PSDB formar um núcleo sindical. O secretário estadual de Energia em São Paulo, José Aníbal, disse que tentou "de todos os modos" organizar esse núcleo quando presidiu o partido, entre 2000 e 2002. "Infelizmente, não caminhou. Agora, estamos fazendo o certo, com os próprios trabalhadores. Um partido com as nossas características precisa ter diálogo com toda a sociedade."

Eleito presidente nacional do Núcleo Sindical do PSDB, Ramalho destacou o apoio de Alckmin, disse que o partido "está cada vez mais próximo de suas bases" e adiantou que militantes escolhidos nos canteiros de obras (ele é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo) estarão à disposição para ajudar na campanha de Serra à prefeitura.

Antonio Rogério Magri, ex-ministro do Trabalho e da Previdência (1990-1992), foi um dos coordenadores do evento. Atualmente, ele assessora a Força Sindical.


Puxão de orelhas da presidenta

O vídeo abaixo mostra o puxão de orelhas dado pela nossa presidenta nos bancos privados que, a despeito de toda melhoria da economia e a baixa na taxa básica dos juros, não diminuem suas cobranças nas operações realizadas. 

Vamos ver se isso sensibilizara os insensíveis!!!


Veja banqueira!

Do blog do Miro

Veja ataca Dilma e defende bancos 

Por Altamiro Borges
A revista Veja não mantém estranhas ligações apenas com o crime organizado - que finalmente poderão ser desnudadas se a CPI do Cachoeira convocar os seus “capos” para prestarem esclarecimentos. Ela também nutre sólidas e lucrativas relações com os agiotas financeiros que saqueiam o país e lhe garantem polpudos anúncios publicitários. Com o mafioso, as ligações eram na moita. Com os banqueiros, elas são explícitas!
Tanto que a revista da famiglia Civita, em sua versão online, já saiu atirando contra o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, transmitido em rede nacional dr rádio e tevê, por ocasião das comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores. Para a revista, “ao atacar os bancos, Dilma copia Cristina Kirchner”, esbraveja o título do artigo, assinado por Benedito Sverberi.
Defesa da agiotagem financeira
O texto parece ter sido encomendado pelos “pobres” banqueiros. Eles seriam alvos dos ataques injustos da presidenta, que "teria adotado a estratégia ‘Cristina Kirchner’ de escolher um bode expiatório para mitigar as mazelas do governo. Por esta estratégia, ainda que algum resultado prático possa ser atingido, esconde-se uma lista de reformas que o Planalto tem obrigação de adotar – e que não o faz por um misto de comodismo e inoperância”.
O texto é um primor na defesa da agiotagem financeira. “Se o governo quer mesmo empreender uma 'guerra' contra o crédito caro, e não contra o setor bancário, há muito trabalho pela frente. É inegável que os bancos possuem elevada lucratividade em suas operações. Esta condição, contudo, não configura um problema. Própria do capitalismo, ela não necessariamente se traduz em alto custo a pessoas físicas e jurídicas”. De onde a revista tirou a ideia de jerico de que “não se traduz em alto custo”?
Relação promíscua com os banqueiros
Com a inteligência econômica de quem apoiou o desmonte neoliberal, a Veja avalia que é um erro cutucar os banqueiros. “Em vez de simplesmente escolher uma ‘suposta fonte de todos os males para bater’ – como faz a colega argentina, Cristina Kirchner, que comprou briga com a Inglaterra pelas Malvinas (de novo!) e, mais recentemente, com a Espanha por supostos baixos investimentos na petroleira YPF –, a presidente Dilma poderia adotar uma política mais sensata”.
Para a famiglia Civita, de origem europeia, o Brasil deveria fazer como a Grécia e a Itália, que entregaram os seus governos para os banqueiros – sem nem precisar de eleições democráticas. A defesa apaixonada dos banqueiros talvez explique porque a Veja tem tantos anúncios de instituições financeiras – inclusive, infelizmente, de bancos públicos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Maior salário mínimo é da Venezuela

Do Correio do Brasil

O presidente Hugo Chávez anunciou o aumento do salário mínimo na Venezuela a vigorar a partir de primeiro de maio próximo. Será de 2.047,52 bolivares, que somado com os 950 bolivares referente ao ticket alimentação obrigatório para essa faixa de salário totaliza 2.997,52 bolivares (equivalente a 697,09 dólares).

Somado ao beneficio que eles denominam de “aguinaldos”, que representa mais três salários adicionais anuais (também obrigatório), teremos então um salário total anual de 44.962,80 bolívares (10.456,46 dólares anuais). A média de ganho mensal de um trabalhador de salário mínimo na Venezuela a partir de maio será, portanto, de 3.746,9 bolivares (871,37 dólares) – o que representa ser o mais alto da América Latina.

Ressalta-se também que apenas 21% dos trabalhadores assalariados da Venezuela ganham salário mínimo (quatro milhões de trabalhadores) e que nessa ação governamental serão injetados na economia o equivalente a quatro bilhões de dólares anuais (via renda petroleira) o que é algo muito significativo.

Enquanto isso, no Brasil, que tem uma economia 6.5 vezes maior que a Venezuela (medida pelo PIB –Produto Interno Bruto), o salário mínimo tem um valor de 622 reais, ou seja, 8.086 reais anuais (incluindo aí o 13º salário), o que perfaz 4.371 dólares anuais, representando apenas 41% do existente na Venezuela.

Pesquisa feita a nível mundial pelo Gallup traz a surpreendente informação de que a Venezuela é o quinto país mais feliz do mundo. Como essa curiosa pesquisa foi realizada por uma instituição dos Estados Unidos e que coloca o próprio país em 12º lugar, pode ser algo significativo, já que mostra o estado de ânimo da população nos dois países (nos Estados Unidos envolto em crise econômica, desemprego, guerras etc., etc.; e na Venezuela, funcionando a todo vapor as políticas públicas de distribuição de renda, envolta por uma revolução que tem um nítido caráter antineoliberal e pro-socialista e com uma liderança política que tem grande apoio popular).

Na Venezuela, a alta estima do povo caminha a todo o vapor – fato esse que por si só contribui para o desenvolvimento socioeconômico do país. Distribuir renda para as maiorias populacionais e gradualmente acabar com as injustiças sociais é possível, bastando para isso que haja decisão política arrojada por parte dos governantes que deverá sempre estar respaldada pelo poder popular inserido numa democracia participativa e protagonista. E nessa perspectiva a Venezuela tem muito que ensinar aos grandes países da América Latina (Brasil, México e Argentina).
 
Fonte: Adital