terça-feira, 22 de novembro de 2011

PAC 2 - Recursos preservados

Do Blog do Planalto

Os resultados do PAC 2 divulgados hoje (22) pelo governo mostram que a matriz energética brasileira recebeu, entre julho e setembro de 2011, 514 megawatts a mais de energia. Entraram em operação, no período, seis termelétricas, seis usinas eólicas e uma pequena central hidrelétrica. Outras obras em andamento, como a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio (RO) e de Belo Monte (PA), aumentarão em mais de 29 mil megawatts a capacidade de geração de energia do país.

Em entrevista coletiva, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, descartou redução dos recursos públicos para as obras do PAC que, segundo ela, continuam preservados.
“O que houve foi uma pequena redução no investimento geral do governo ao que eu atribuo à mudança do governo, das equipes do governo, e é natural um tempo de adaptação e revisão dos projetos”, disse.
Segundo ela, o PAC será ainda mais importante em 2012, quando são esperados os efeitos da crise internacional.
“Uma parte substancial do PAC vai começar ano que vem, o que significa injeção de recursos na economia. Nós acreditamos sim que será possível sustentar a situação do país.”
Petróleo – O balanço do PAC 2 revela ainda que novos sistemas serão construídos até 2014 para ampliar de 2% para 18% a capacidade de produção do petróleo extraído da camada do pré-sal. Atualmente, dos 2,1 milhões de barris de petróleo produzidos por dia no Brasil, apenas 180 mil saem do pré-sal. O documento mostra que foi encontrado óleo de boa qualidade nas bacias de Santos e de Campos

“Nós vamos implantar, dentro do PAC, 19 novos sistemas que vão adicionar 2,3 milhões de barris por dia à capacidade de produção do país até 2014. A produção de petróleo que mais vai crescer está nos campos do pré-sal”, disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

PAC 2 - Luz para 260 mil famílias

Do Blog do Planalto

O programa Luz para Todos realizou 189 mil ligações em 2011, totalizando cerca de 30% do total previsto até 2014, segundo balanço do PAC 2 divulgado hoje (22) pelo governo. Entre as 662 mil ligações que serão feitas na segunda edição do programa, cerca de 260 mil serão para atendimento às famílias beneficiárias do Plano Brasil sem Miséria, diz o documento.
“Dessas, 30 mil são em sistemas isolados, ou seja, em regiões do Norte do país, especialmente no Amazonas e Pará, onde os custos não valem à pena integrar completamente à rede. Será necessário ter esses sistemas isolados”, explicou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em entrevista coletiva.
Em relação ao abastecimento de água em áreas urbanas, foram selecionados, este ano, projetos de 47 municípios localizados em 17 estados, com investimentos de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão já foram contratados. Somados, os programas Água e Luz para Todos tiveram execução de R$ 1,8 bilhão pelo PAC 2.

Ainda na área de recursos hídricos, dos empreendimentos selecionados entre 2007 e 2009 – que somam investimentos de R$ 9,6 bilhões – há obras em quase 2 mil municípios brasileiros, informou a ministra, ao acrescentar que, até setembro deste ano, já foram concluídos sete novos empreendimentos. Entre eles trechos do Eixão das Águas (CE), da Barragem Missi (CE), do Sistema Agrestina (PE), do Sistema Congo (PB) e da Adutora Limoeiro (PE).

Outros empreendimentos estão em andamento, como o sistema Seridó (RN), com 85% realizados. Já o projeto de integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste Setentrional está com 71% das obras realizadas no Eixo Leste e 46%, nos trechos I e II do Eixo Norte.

Habitação – Durante a apresentação do balanço do PAC 2, Miriam Belchior esclareceu que o programa Minha Casa, Minha Vida, por possuir monitoramento diferenciado, terá seus resultados apresentados em balanços específicos.

Entretanto, ela antecipou que já foram contratadas, até setembro de 2011, cerca de 300 mil unidades habitacionais do programa e outras 352.274 pelo Financiamento Habitacional do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Foram concluídos, ainda, 88 novos empreendimentos de urbanização em assentamentos precários, somando R$ 60,7 bilhões executados nesse eixo.
“Agora, de 2011 a 2014, já temos selecionados R$ 9,3 bilhões para mais do que 500 empreendimentos, e desses, quase metade, 49%, já estão contratados”.
 

PAC 2 - Saneamento para mais de 2000 cidades

Do Blog do Planalto

O governo federal investirá mais de R$ 6 bilhões em obras de saneamento básico selecionadas ainda em 2011 para municípios de grande e médio portes, sendo que R$ 2,9 bilhões já foram contratados, segundo balanço do PAC 2 divulgado hoje (22). A seleção de projetos de saneamento para municípios com menos de 50 mil habitantes está em andamento, informou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
“Já começamos a fazer as seleções dos recursos previstos para 2011-2014. Já foram selecionados 6,7 bi para 600 empreendimentos em 340 municípios. Desses, 48% já foram contratados.”
Ela acrescentou que 1,8 mil municípios brasileiros contam, atualmente, com obras de esgotamento sanitário, resíduos sólidos, esgotamento integrado e desenvolvimento institucional, em obras selecionadas entre 2007 e 2009, somando investimentos de R$ 25,3 bilhões. Destaque para empreendimentos em Santa Luzia (MG), com 64% da obra concluída; em Guarulhos (SP), com 70%; Jacareí (SP), 67%; Salvador (BA), 27%; Vitória da Conquista (BA), 42%; Camaçari (BA), 53%; Feira de Santana (BA), 88%; Mossoró (RN), 88%; Londrina (PR), 81%; São Bernardo do Campo (SP), 66%, entre outros.
“Nesse caso, são R$ 25,3 bilhões contratados para obras selecionadas entre 2007 e 2009, para quase 4 mil empreendimentos em cerca de 2 mil municípios brasileiros. Desses, 96% já foram iniciados e têm execução global média de 53%”, detalhou.
Ainda no eixo Cidade Melhor, o PAC 2 já selecionou R$ 4 bilhões em obras de drenagem, sendo que mais da metade – R$ 2,4 bilhões – já foi contratada em ações de prevenção em áreas de risco. Outros R$ 544 milhões foram selecionados para obras de contenção de encostas que serão executadas por 67 municípios de quatro estados. Segundo Miriam Belchior, cerca de 70% das obras já foram contratadas.
“Prevenção em área de risco é uma área nova, fundamental, justamente para enfrentar as dificuldades especialmente das grandes metrópoles, em função da ocupação desordenada das nossas grandes cidades.”
Quanto à pavimentação, “outra área nova constante apenas no PAC 2”, Miriam Belchior informou que serão investidos R$ 6 bilhões nos próximos quatro anos, “sendo que o governo já selecionou 1,8 bilhão que está em processo de contratação”.

Mobilidade urbana – O PAC Mobilidade Grandes Cidades investirá R$ 18 bilhões em 27 cidades com mais de 700 mil habitantes, sendo que os metrôs de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) já foram aprovados – R$ 1,75 bilhão para as três primeiras capitais e R$ 1,6 bilhão para a construção da linha 2 do metrô na capital baiana. Segundo a ministra, até o final do ano outras 20 cidades terão seus projetos de mobilidade urbana selecionados. 

PAC 2 - Portos e aeroportos concluidos

Do Blog do Planalto

No balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o governo anunciou hoje (22) a conclusão das obras de construção e duplicação de aproximadamente 500 quilômetros de rodovias, de implantação de módulos operacionais de passageiros e outros empreendimentos em seis aeroportos, e de dragagem, ampliação e recuperação em cinco portos. Essas obras foram finalizadas entre julho e setembro de 2011 e fazem parte dos 11,3% já concluídas do total previsto até 2014.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, também avançaram o Trecho Sul da Ferrovia Norte-Sul, que tem 1,3 mil quilômetros em obras, e a Nova Transnordestina, com as obras de 847 quilômetros em andamento.
“Os empreendimentos estão passando por reavaliação. Alguns já tiveram seus valores alterados em função de ajustes de projetos. Outros permanecem em análise”, explicou o ministro Paulo Sérgio.
Nos aeroportos, foram implantados módulos operacionais de passageiros em Guarulhos e Viracopos (SP), Vitória (ES) e Goiânia (GO). No caso de Guarulhos, a obra permitiu a ampliação da capacidade do aeroporto em 1 milhão de passageiros por ano.

O governo também incluiu no balanço do PAC 2 o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), que teve um ágio de 229%. Já a concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos e Guarulhos teve o estudo técnico encaminhado, em outubro, ao Tribunal de Contas da União.

Obras em cinco portos também foram concluídas em 2011, sendo que no Rio de Janeiro foi finalizada a primeira fase da dragagem de aprofundamento. O governo também anunciou a conclusão da primeira fase do Porto sem Papel em Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) com o desenvolvimento dos sistemas concentrador de dados portuários. O objetivo é reduzir a burocracia na atracação, liberação e desatracação de navios, além de acelerar o processamento das cargas.

De acordo com o balanço divulgado hoje pelo governo, 77% das obras no eixo transportes têm o ritmo considerado adequado, sendo que 12% requerem atenção. A situação de 6% das obras é preocupante neste eixo. 


PAC 2 - 66% de aumento no rítmo

Do Blog do Planalto

Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado hoje (22) pelo governo, revela o aumento de 66% na execução orçamentária entre junho e setembro de 2011. Neste período, foram concluídas, por exemplo, as obras de construção das hidrelétricas de Estreito (MA) e Dardanelos (MT), de duplicação e adequação de 494 quilômetros de rodovias, e de implantação de quatro módulos operacionais de passageiros nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos (SP), Vitória (ES) e Goiânia (GO).

Esses empreendimentos integram os 11,3% já concluídos do total previsto até 2014, informou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Segundo ela, os investimentos no PAC, que incluem recursos do Orçamento Geral da União, estados, municípios, estatais e setor privado, alcançaram, este ano, R$ 143,6 bilhões ou 15% do total previsto para o período de 2011 a 2014.

Em 2011, houve um aumento de 22% no volume de pagamento em comparação com o mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do PAC.
“Aceleramos a execução do PAC nesses últimos três meses. Tivemos um desempenho bastante importante para o período”, disse a ministra Miriam Belchior.
Em setembro de 2011, o monitoramento do PAC indicava que 72% das ações de transportes, energia, mobilidade urbana, Luz para Todos e recursos hídricos estavam no ritmo adequado, enquanto 10% pediam atenção. O ritmo de 4% das obras foi considerado preocupante.
“O PAC cumprirá seu papel anticíclico. As obras alavancarão a nossa economia, vão garantir a geração de emprego, o aumento da renda no momento de incerteza internacional”, garantiu a ministra.
Cenário econômico – Na apresentação do balanço do PAC 2, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que, apesar das incertezas no cenário internacional, o governo trabalha com uma expectativa de crescimento da economia brasileira entre 4% e 5% em 2012. Para 2011, o Ministério da Fazenda acredita que o crescimento do PIB será moderado e deve alcançar 3,8%
“Há muita incerteza sobre o que vai acontecer. Vislumbramos um cenário de desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e de recessão na Europa, mas sem a crise que atingiu os países em 2008. No Brasil, a aceleração do crescimento deve ser de 4% a 5%”, defendeu Nelson Barbosa.
Um dos motivos, segundo ele, é o PAC, que protege a economia brasileira dos efeitos da crise internacional.
“O PAC é uma diferença que o Brasil tem relação ao resto do mundo.”
 

Crise no coração da Europa

Do Blog do Miro

O jornal Valor Econômico, menos sensacionalista e mais voltado às elites empresariais, decretou no seu editorial: “Zona do euro caminha em linha reta para a implosão”. Na sua avaliação, a grave crise econômica já deixou a periferia do capitalismo na Europa e agora atinge o coração do sistema, o que confirmaria os péssimos presságios sobre sua dinâmica destrutiva e prolongada.

“A pequena Grécia não teria potencial para causar muita devastação... Os líderes europeus deixaram os gregos serem fritos pelo mercado, até que um dia acordaram com Portugal e Irlanda à beira da bancarrota e, depois, com a instabilidade batendo às portas da Itália e Espanha. A crise continuou sem solução e se a Itália finalmente cair, dificilmente o euro sobrevive”.

"Uma mistura já explosiva"

Para piorar o quadro, afirma o Valor, “a cada dia a onda de desconfiança se amplia” e agora a crise chega a países mais “sólidos” – com a fuga em massa dos títulos da dívida pública na Áustria, Holanda, Bélgica e Finlândia. “Essa deterioração das expectativas é acompanhada de um progressivo estrangulamento dos grandes bancos europeus e, em primeiro lugar, dos franceses”.

Após historiar a evolução da tragédia, o jornal dos executivos é apocalíptico: “Os riscos para o sistema financeiro estão crescendo exponencialmente e a perspectiva de uma recessão já no fim do ano na união monetária só acrescenta mais um ingrediente ruim em uma mistura já explosiva”. A mesma mídia hegemônica que negava a gravidade da crise mundial, agora está apavorada!

O mesmo receituário destrutivo

Mas a burguesia e sua mídia não vão entregar a rapadura. Mesmo reconhecendo o “colapso” do sistema, elas insistem no mesmo receituário neoliberal – com redução dos gastos públicos, privatizações e cortes de direitos trabalhistas. Tudo para manter os altos lucros dos capitalistas e, principalmente, para socorrer os rentistas. Com esta opção, as elites negam a própria democracia liberal!

O remédio aplicado não dá resultados. As operações de salvamento dos banqueiros jogam os países na recessão. Até a poderosa Alemanha já prevê que o seu crescimento não ultrapassará os 0,7% em 2012. O desemprego cresce vertiginosamente em toda a velha Europa. Mas, danem-se os trabalhadores, danem-se os que padecem na miséria e no desespero. Dane-se a democracia!

Quem manda são os banqueiros

Os últimos fatos políticos confirmam que o agravamento da crise resultou numa guinada à direita na Europa, hoje totalmente sob o comando da ditadura do capital financeiro. Como afirma James Kenneth Galbraith, filho do célebre economista John Galbraith, a “democracia está acabada” no continente europeu. O voto popular não vale mais nada. Quem manda são os especuladores!

Mario Draghi, o novo presidente do Banco Central da Europa, foi vice-presidente regional do Goldman Sachs. Mario Monti, o novo primeiro-ministro da Itália, foi conselheiro da mesma corporação. Lucas Papademos, novo premiê da Grécia, também trabalhou nesta agência de rentistas. Que manda é “um grupo de pessoas, todas graduadas pelo MIT e com ligações com o Goldman Sachs”, afirma Galbraith.

"Novo tipo de Estado de exceção"

O temido “deus-mercado” é quem governa a Europa. Ele “elege” e derruba governantes. “É uma máquina de triturar governos”, reconhece o próprio Clóvis Rossi. Ou, como alerta o sociólogo português Boaventura de Souza Santos, há uma perigosa regressão no mundo capitalista. “A democracia pode desaparecer gradualmente e sem ser por golpe de Estado. Vários países da Europa vivem uma situação de suspensão constitucional, um novo tipo de Estado de exceção”. 
 
 

As polêmicas e verdades de Belo Monte

Do Luis Nassif

Relatório Independente

Autor: 

O relatório independente sobre Belo Monte

Em 2009 foi circulado um relatório de vários acadêmicos criticando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de Belo Monte: http://t.co/7wpTzG94. É um relatório de mais de 200 páginas com muitas críticas detalhadas sobre todos os aspectos do EIA.

De modo geral, não tenho conhecimento para dizer se as críticas são pertinentes ou não.  Entretanto, na maior parte elas me parecem ser apenas divergências quantitativas: quanta área será alagada, quanta água restará no trecho de vazão reduzida, quantas pessoas serão afetadas e em que grau, e assim por diante.  Ou seja, na maior parte as críticas não mostram problemas que o EIA tenha omitido e que inviabilizem o projeto, mas apenas afirmam que as medidas de remediamento deveriam ser mais extensas do que contemplado no EIA. 

A questão do metano

A única critica que notei que poderia ser um obstáculo sério é a questão do metano. O especialista que escreveu essa parte do relatório (Phillip Fearnside) observa que os reservatórios de usinas hidroelétricas (bem como muitos lagos naturais) só tem oxigênio dissolvido numa camada superficial, da ordem de uns ~10 metros.  Abaixo dessa profundidade a água geralmente é anóxica (sem oxigênio dissolvido).  Nessas condições, a decomposição de material orgânico (como algas e vegetação trazida pelo rio) é diferente da que ocorre em condições normais.  Madeira e outras partes duras das plantas resistem indefinidamente na água anóxica sem apodrecer, mas as partes moles apodrecem gerando gás metano (CH4) que fica dissolvido na água. 

Embora o metano em si seja inofensivo aos seres vivos, acredita-se que ele tem efeito estufa 20-25 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2), o gás produzido pela queima de combustíveis e pelo apodrecimento em presença de oxigênio. O metano produzido em lagos naturais não é um problema, pois para escapar ele tem que atravessar a camada de água oxigenada , onde ele é quase todo convertido para CO2.  (Por ser parte do ciclo da vegetação, este CO2 não conta como adição ao efeito estufa.)

Porém, numa hidroelétrica típica, as turbinas tiram água do fundo do reservatório, cheia de metano, e a despejam rio abaixo, onde o metano é liberado e vai para a atmosfera sem tempo de virar CO2. Assim, um parte do carbono que circula entre o CO2 da atmosfera e a vegetação é desviado para metano na atmosfera, aumentando o efeito estufa.  Fearnside calcula que o metano liberado desta maneira por certas hidroelétricas na Amazônia contribui para o efeito-estufa 2-3 vezes mais que o CO2 que seria gerado por usinas termoelétricas de mesma potência.

Ora, a ausência de emissões de gases-estufa era supostamente a principal vantagem das usinas hidroelétricas sobre as termoelétricas.  Se a análise de Fearnside fosse válida, então a decisão lógica seria trocar belo Monte (e outras usinas hidroelétricas) por usinas termoelétricas. 

Porém, vejo três problemas nessa análise: dois gerais, e um específico para Belo Monte.

Em primeiro lugar, o metano tem vida limitada na atmosfera:  a cada 12 anos, metade da quantidade existente é convertida para CO2. Isso significa que, depois de duas ou três décadas, a produção efetiva de metano pela usina fica muito pequena.  Depois desse tempo, a quantidade de CH4 que é liberada na saída da turbina, por ano, fica praticamente igual à quantidade que é convertida para CO2; e este, como dito acima, não conta para efeito estufa pois é parte do ciclo da vegetação.  Portanto, mesmo que uma usina hidroelétrica seja mais poluente do que uma termoelétrica nos primeiros 20 anos, no decorrer de sua vida esperada (possivelmente 100 anos ou mais) ela vai contribuir bem menos.

Em segundo lugar, a camada anóxica de lagos e barragens é um importante sorvedouro de gás estufa. Isso porque parte da matéria vegetal que entra nela vai parar no fundo sem se decompor.  Não encontrei dados sobre qual é a percentagem de carbono que é sequestrada (em vez de virar CO2 ou CH4),mas mesmo que seja pequena, este fenômeno faz com que uma usina hidroelétrica não apenas páre de poluir mas comece a limpar atmosfera depois de algumas décadas.

Finalmente, Belo monte tem várias características que devem diminuir ou eliminar completamente o problema do metano.  Nas usinas 'poluidoras', a água que entra no reservatório fica 10-30 anos parada no lago antes de sair pelas turbinas; enquanto que em BM, como o reservatório é praticamente inexistente, o tempo de residência da água deve ser muito curto, e portanto  boa parte da matéria vegetal suspensa deve  sair antes de ter tempo de se decompor.  Além disso, em BM a água é levada da barragem até as turbinas por canais abertos, que retiram água da camada de água oxigenada no alto do reservatório, e portanto sem metano.  O metano na camada anóxica, se houver, só poderá escapar atravessando a camada oxigenada, onde será covertido para CO2.

Em suma, mesmo no aspecto da produção de metano, ainda não vi no relatório nenhum problema que justifique cancelar o projeto.

Floresta já foi em boa parte desmatada

Aproveitando o ensejo, é importante notar que a maior parte da área afetada por Belo Monte não é floresta amazônica, mas sim área desmatada, aparentemente grandes fazendas agropecuárias.  Este fato pode ser constatado na imagem do LANDSAT abaixo, que cobre aproximadamente 400x400 km:

Nesta imagem, as manchas brancas no alto são nuvens, preto são rios (ou sombras das nuvens), verde escuro é floresta, e marrom ou verde claro são áreas desmatadas.  A mancha avermelhada na margem esquerda, na primeira "esquina" do rio Xingu, é a cidade de Altamira. Pode-se ver que a área dentro da Grande Volta está quase toda desmatada.  Esta imagem pode ser comparada com a planta da usina: http://3.bp.blogspot.com/_Zw7UaMn21wY/S-2qddgC3lI/AAAAAAAACvE/abKxELCi6K...



Informações falsas

BRASÍLIA - O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, defendeu nesta terça-feira, 22, a construção da usina de Belo Monte , no Pará, que vem sendo alvo de diversas campanhas de ambientalistas e movimentos sociais contrários ao projeto. Zimmermann considerou "saudável" a discussão em torno da usina, mas alertou que muitas informações que têm sido veiculadas nessas campanhas não são verdadeiras.

"Não podemos nos iludir com determinados assuntos e textos preparados de forma leviana. É importante que as pessoas procurem se informar sobre o que é realmente o projeto", disse o secretário durante evento de balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). De acordo com ele, a usina de Belo Monte foi a hidrelétrica mais estudada da história do País, com início ainda na década de 1980. "Apesar disso, o governo aprofundou os estudos desde 2005, quando o plano para a construção foi aprovado", completou.

Zimmermann garantiu que o governo continuará explorando o potencial hídrico do País, para que o Brasil possa continuar a manter uma matriz energética majoritariamente limpa e renovável, minimizando os impactos gerados nesse modelo. "São empreendimentos que vão durar 100 ou 200 anos, ao contrário das usinas térmicas que duram 40 ou 50 anos", acrescentou.
 
Já a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, destacou que no caso específico de Belo Monte, nenhum indígena será retirado das terras demarcadas e também negou que parte do Parque Nacional do Xingu possa ser alagada. "Belo monte não é cara e nem ineficiente, e é fundamental para o País", completou. "Uma equipe do governo acompanha de perto o desenvolvimento das ações para que o consórcio cumpra todos os condicionantes impostos pelo licenciamento ambiental", concluiu. 
 
  
Nenhum índio será retirado

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, defendeu hoje (22) a viabilidade técnica, econômica e social da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA). No balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2, do qual o empreendimento faz parte, a ministra garantiu que o governo está acompanhando o cumprimento das “condicionantes” impostas pelo Ibama para execução da obra.
“Não há nenhum índio ou pessoa da comunidade indígena sendo retirada de suas terras. Não será alagado o Parque Nacional do Xingu. Nenhum metro quadrado dele. Belo Monte é eficiente e não é cara, se comparada a outras obras. O governo tem convicção da viabilidade técnica, econômica e social da usina de Belo Monte”, disse.
Miriam Belchior afirmou ainda que a hidrelétrica de Belo Monte dará ao Brasil condições para manter limpa e renovável sua matriz energética no momento em que o mundo se prepara para conter os efeitos das mudanças climáticas.
“Nossa matriz tem mais de 80% de energia limpa e renovável. É o nosso diferencial. A média mundial é 18%. E eles já exploraram tudo que tinham para explorar de energia hídrica.”

domingo, 20 de novembro de 2011

Chevron assume culpa

Do Tijolaço

A nossa grande imprensa “papou mosca”, de novo. E de novo em um assunto de imensa gravidade.

O presidente da Chevron no Brasil, Charles Buck, disse ontem à noite que a empresa foi culpada pelo vazamento, por não aplicar técnicas adequadas de cimentação do revestimento da coluna de perfuração .

A perfuração foi feita com uma cimentação insuficiente para proteger a rocha em torno dos tubos de revestimento do poço e o petróleo subiu por este espaço, infiltrando-se na rocha e subindo à superfície do solo oceânico.

A revelação está no portal Energia Hoje:

“O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, afirmou nesta sexta-feira (18/11) que a petroleira foi responsável pelo acidente que provocou o vazamento de óleo na última semana no campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo o executivo, a companhia subestimou a pressão do reservatório, provocando o acidente.

“É nossa culpa. Nós subestimamos a pressão do reservatório”, afirmou Buck. “O problema é que a pressão na formação foi maior do que a lama de perfuração poderia suportar. A modelagem do reservatório nos deu a informação incorreta sobre a pressão.”

O poço horizontal de avaliação foi perfurado em lâmina d´água de 1.211 m. O reservatório foi encontrado no dia 7, a 2.279 m de profundidade. Quando a broca perfurou a formação, houve um kick, levando o óleo para dentro do poço em alta pressão.

O poço estava revestido até os 567 m de profundidade. No caminho restante até o reservatório, a rocha tinha fendas, que levaram o óleo até à superfície.

Um dia depois, a Petrobras informou à Chevron que havia identificado uma mancha, confirmada na noite seguinte pela companhia norte-americana. A petroleira levou três dias para identificar o vazamento abaixo do revestimento e, no dia 13, fechar o poço com lama de perfuração de alta densidade. No dia 14, começou a cimentação.

De acordo com Buck, a fonte do vazamento foi fechada no último dia 17, com a cimentação de 350 m de poço. O executivo afirma que o óleo que ainda está chegando à superfície foi liberado antes dessa data.”

Ou seja, a Chevron cometeu erros técnicos básicos, conduzindo a perfuração por uma extensão grande demais antes de noca cimentação. E esse erro tem uma básica razão: redução de prazos e custos da operação.

Mas a Chevron cometeu outro erro, mais grave, imperdoável.

A narrativa do presidente da empresa mostra claramente que a Chevron sabia, desde o dia em que foram avistadas as manchas de óleo, a razão do vazamento.

Se é que não sabia antes, porque as manchas foram avistadas pelo pessoal da Petrobras e, aí, não dava mais para ter segredo.

Como não houve vazamento direto pela cabeça de poço, o que é evitado pelo equipamento chamado Blowout Preventer, pode – pode, insisto – ter havido a tentação de imaginar que o fluxo de óleo externo ao tubo fosse ficar retido pelas paredes de rocha e ou não alcançasse a superfície ou vazasse muito lentamente, sem grandes evidências.

Há um erro técnico que deve ser avaliado pelos peritos. Mas há um crime indiscutível de omissão de informações – com a  indulgência da nossa mídia – , crime que é imperdoável, porque evidencia má-fé.


Males do racismo - pesquisa

Da Rede Brasil Atual

Por: Cida de Oliveira

 Males do racismo
Rosilei: "Vida de preto não é fácil"

O diabetes, a pressão alta, o excesso de peso e os cinco comprimidos que toma várias vezes ao dia para controlar a circulação e o açúcar no sangue não desanimam Rosilei Conceição de Melo. Aos 41 anos, ela não para. Trabalha diariamente na Prefeitura de São Paulo como auxiliar de enfermagem, é professora voluntária na rede de cursos pré-vestibulares Educafro, faz especialização em História da África e do Negro no Brasil e ainda um curso sobre a descolonização do continente africano. “Vida de preto não é fácil”, diz. Tanta atividade é uma compensação para recuperar os 25 anos que passou longe da sala de aula para ajudar no sustento da família. Sem contar o tempo para enfrentar o ceratocone, uma alteração na córnea, que exigiu transplante.

Com bolsa parcial do ProUni, formou-se em História aos 40 anos. O mestrado e doutorado estão nos planos. “Meu objetivo é contribuir para a conscientização do negro quanto à injustiça social da qual é vítima há tanto tempo”, explica Rosilei. Para ela, o caminho é seu trabalho voluntário e as aulas que pleiteia na escola pública, na periferia, onde acredita ser mais necessária.

Rosilei sente na pele o tratamento diferenciado até mesmo nos postos de saúde, que devem acolher com a equidade pressuposta pelo Sistema Único de Saúde. Tal discriminação reflete o racismo institucional praticado nas estruturas públicas e privadas e nos meios de comunicação brasileiros. Depois de pressões do movimento negro, em 2006 o Ministério da Saúde reconheceu a existência da desigualdade étnico-racial na rede pública, ponto de partida para a Política¬ Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Aprovada no mesmo ano pelo Conselho Nacional de Saúde, foi convertida em lei pelo Estatuto da Igualdade Racial em 2010, que entre outros direitos visa a ampliar o acesso dessa população aos serviços de saúde e incluir o tema na formação e educação permanente dos profissionais da área.

É o racismo institucional que explica, por exemplo, por que a taxa de mortalidade materna é duas vezes maior entre as afrodescendentes. Ou por que a contaminação pelo HIV é também maior entre elas do que entre as brancas. “Os negros, quase 70% dos usuários do SUS, têm menor acesso e pior qualidade no atendimento. Os melhores equipamentos de saúde estão longe dos locais onde eles são maioria. E o racismo ainda dificulta a relação médico-paciente e compromete o tratamento”, aponta Mônica de Oliveira, gerente de projetos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República.

Segundo Mônica, pesquisas mostram isso na prática. “No parto, só metade das negras recebe anestesia. Os profissionais de saúde têm a ideia equivocada de que elas são mais resistentes a dor. O pré-natal, dificultado pela frequente falta de recursos para o transporte, é feito de maneira superficial porque muitos médicos têm nojo do corpo negro, o que desestimula muitas a continuar o acompanhamento”, relata, destacando ainda inúmeros casos de eclâmpsia nessa população, devido a uma suscetibilidade maior a pressão alta. Um dos resultados, como ela lembra, é o alto índice de mortalidade de mulheres na gravidez, no parto ou logo após. A redução das taxas de mortalidade materna, aliás, é o único dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas, que o Brasil não conseguirá atingir até 2015.

Tratamento desigual

Uma pesquisa nacional sobre discriminação racial e preconceito, feita em 2003 pela Fundação Perseu Abramo, revelou que 3% da população brasileira já se sentiu discriminada nos serviços de saúde. Entre as pessoas negras, 68% o foram no hospital, 26% nos postos de saúde e 6% em outros serviços. Em sua maioria, o agente discriminador foi o médico. E outro estudo, de 2004, ouviu usuários do serviço público de saúde no município do Rio de Janeiro. Os negros entrevistados relataram com maior frequência o tratamento desigual por parte do médico, de recepcionistas e de enfermeiros.

Por causa do preconceito e da desinformação, muitos creem que os negros são mais fortes, têm a pele mais resistente a rugas e a flacidez e os dentes perfeitos, que dispensam maiores cuidados. Na verdade, eles adoecem muito mais e morrem mais cedo. “As razões são biopsicossociais. O racismo leva a outras consequências, à violência psicológica, transtornos mentais, alcoolismo, doenças sexualmente transmissíveis, Aids, doenças relacionadas ao trabalho”, enumera a psicóloga Michely Ribeiro da Silva, articuladora da Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra em Curitiba.

Liderada pela Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em parceria com outras entidades do setor, a mobilização visa a despertar a sociedade para reconhecer e enfrentar o racismo, a discriminação e as desigualdades raciais que restringem o exercício do direito humano à saúde.

A agenda deste ano, que segue até 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, tem como slogan “Saúde da população negra é direito, é lei: racismo e discriminação fazem mal à saúde”. Em todo o país, gestores, profissionais de saúde e lideranças comunitárias estão debatendo ações para combater o racismo institucional no SUS e implantar a PNSIPN nos estados e municípios.

No último 27 de outubro, a Seppir e o Ministério da Saúde assinaram um protocolo de intenções para começar a tirar do papel a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. A luta é grande. “Enquanto há leis para reduzir acidentes de trânsito, que vitimam mais os jovens brancos, quase nada é feito para diminuir homicídios, principal causa de morte entre jovens negros. O que existe ainda está no papel”, afirma Michely.

Bandeira antiga do movimento negro, a saúde começou a avançar em 1996, quando, devido a pressões do setor, o quesito raça/cor foi incluído nos formulários de Declaração de Nascidos Vivos e de Declaração de Óbitos. A partir de então, foi possível quantificar e qualificar a mortalidade por grupos populacionais. “Esses dados são fundamentais para orientar ações específicas de autoridades de saúde na criação de políticas públicas e de laboratórios, na produção e testes de medicamentos que atendam às necessidades dessa população”, aponta o sociólogo Luís Eduardo Batista, pesquisador do Instituto de Saúde (IS), ligado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. “Estamos apenas no começo de uma série de desafios que temos pela frente.”

sábado, 19 de novembro de 2011

Fala Juvenil - O problema das drogas

Da Página do Juvenil

Levantamento recente da Confederação Nacional dos Municípios mostra que o crack está presente em quase 100% dos municípios brasileiros. É uma droga que tem dizimado famílias, destruído vidas e roubado uma geração inteira de jovens que poderia ser o futuro deste país e está sendo consumida a cada pedra, a cada “pipada”.
 
Salto está inserida no rol dos municípios à mercê do crack e das outras drogas. Não podemos nem devemos desistir e não vamos perder a guerra para esta droga. Como pai e avô sei que onde a família se ausenta, o crime e a droga avançam. Assim, como homem público eu creio que droga se enfrenta em várias frentes. A principal dela é através da valorização e do resgate da família.
 
Temos conseguido em dois governos com o prefeito Geraldo Garcia construir áreas de lazer em toda a cidade. Em breve vamos inaugurar a do Maria José. Mas só isso é pouco. É um primeiro passo, mas é pouco.
 
Temos que estimular o povo a usar essas áreas, como acontece no Centro Comunitário do Salto de São José, no Jardim Donalísio e em outros locais. Essas praças precisam se transformar em locais de convivência de pais e filhos, de parentes, de vizinhos, de amigos.
 
Nossos parques turísticos precisam ser atrativos para a família passear juntos. Os jovens precisam ter espaço para uma diversão saudável. É preciso resgatar os projetos de férias na praça, ampliar a feira do livro, ampliar a Mostra de Teatro e criar encontros musicais semanais no  Pavilhão das Artes.
 
É preciso também ampliar a ação social, gerar mais cursos de qualificação para os jovens, como os desenvolvidos pelo Pró-Jovem. É preciso estimular o jovem a conviver com os idosos, para que aprendam com a experiência.
 
Temos que unir forças com os empresários para gerar emprego para os jovens. Quem trabalha tem sonhos e possibilidades. E onde há sonhos, não entra o pesadelo do crack.
 
E essa geração de emprego passa por entidades como a Guardinha, essa incrível entidade que tem mudado tantas vidas, há tanto tempo.
 
Temos que estimular o voluntariado, para ensinar que o jovem é útil e importante para a sociedade. O voluntáriado é algo que impregna no ser do jovem e vai com ele para o resto da vida. E isso será possível através da Pastoral da Juventude e de tantos grupos evangélicos de jovens. É só oferecer o caminho que eles escrevem a história.
 
Por fim, para enfrentar o crack temos que manter e ampliar os projetos de orientação e prevenção, como o Proerd e o Anjos da Vida. É preciso ampliar o combate, fortalecendo nossa GCM com salário digno, ótimas condições de trabalho e equipamentos de inteligência para fortalecer a luta. Também temos que ampliar o Conselho Antidrogas (Comad).
 
No campo político, cremos que é preciso sair dos gabinetes e bater de porta em porta em Brasília pedindo apoio para Salto e no Estado, para que se faça a obrigação do estado, de combater o crime.
 
Como diz a canção: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. É preciso agir, e já. Onde há sociedade e poder público efetivo, não há espaço para o crack e as drogas. E crack se enfrenta com dedicação e empenho, não com discursos ou iniciativas isoladas e desligadas uma das outras, feitas pela metade, apenas como fachadas.
 
Por fim, fica a dica aos nossos jovens, não apenas como homem público, mas como pai e avô:
Procure ajuda se você é usuário ou conhece alguém usuário. Ligue 181 e denuncie eventuais pontos de tráfico. Procure uma igreja, ouça seus pais, converse com seus professores. Lembre-se, a primeira "pipada" é o caminho quase sempre sem volta.
 
Abraços a todos do amigo JUVENIL!