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sábado, 4 de dezembro de 2010

CRAS -Nova Unidade no Santa Cruz

Hoje tivemos a inauguração do novo espaço do CRAS - Centro de Referência da Assistência Social - do Jd Santa Cruz. A unidade foi aberta no antigo prédio do Posto de Saúde, que também foi substituído por uma Clinica de Saúde no ano passado.

A região do Jd. Santa Cruz é uma das mais populosas da cidade contando com várias unidades de serviço público. Um espaço bastante amplo no meio da região ainda abrigará um belo parque para o lazer de todos os habitantes.

O CRAS vem no seio da nova política do SUAS - Sistema Único de Assistência Social - implantado no país e que procura eliminar a visão de assistencialismo ainda muito impregnada no serviço social, descentralizando o atendimento e procurando colocar a comunidade participe do espaço e da gestão.

Nossa querida secretária da Ação Social, Jussara, não pode estar presente pois sofreu uma cirurgia ontem. As notícias dão conta de que ela está muito bem, recuperando-se da cirurgia. Tenho certeza de que ela vibrou muito, mesmo acamada, com mais essa conquista da Ação Social em nossa cidade.

Parabéns Jussara!!! Parabéns a toda a equipe da sua Secretaria!!!

Momento do Hino de Salto

sábado, 20 de novembro de 2010

Salto e a Polêmica dos Estacionamentos

Não gosto de me meter em assuntos que não domino.

Entretanto, diante de alguns acontecimentos recentes, como de juizes que entendem mais de livros didáticos que educadores (para usar coisas recentes), ou ainda outros que conhecem melhor as necessidades de uma criança do que os que trabalham dia e noite para isso, vou ousar a "dar meus pitacos" nas questões do trânsito de nossa cidade.

Até porque não consigo ler o que li hoje e ficar quieto.

A polêmica ainda é a mesma: deve ou não deve a prefeitura tirar um lado de estacionamento da nossa principal rua: a R. 9 de Julho que terá hoje a entrega de várias benfeitorias. A questão do estacionamento de um lado só já é algo decidido e deverá ser implantado em janeiro, para os motoristas irem se acostumando.

Hoje, dentre muitos argumentos, li um que fui obrigado a "cair na risada". Dizia o argumentador que a nossa R. 9 de Julho corre o risco de se transformar em um enorme calçadão e ter o mesmo destino do calçadão atual, que é pouco frequentado. Quando li, depois de parar de rir, as primeiras imagens que me vieram a cabeça foram dos calçadões de Sorocaba e de Campinas (para não ir muito longe). Enormes calçadões que tem um inconveniente: estão sempre LOTADOS de gente. Gente que vem de todos os lados da cidade para comprar, pois sabem que por lá encontrarão boas ofertas.

E ai vem a palavrinha mágica: boas ofertas. Os nossos comerciantes, pessoas de visão que são, sabem que os consumidores procuram comprar onde compense comprar. Adoraria ver aqui em Salto um calçadão como os das cidades que citei: apinhados de gente procurando e encontrando boas ofertas. Talvez esse fosse o caminho para que aqueles que se dirigem a outras cidades (mesmo com estacionamento nos dois lados da nossa R. 9 de Julho) não fossem mais e por aqui ficassem e por aqui comprassem.

Outro debate que não entendi: será a R. 9 de Julho uma pista de alta velocidade? Claro que não. Será uma pista livre para as pessoas poderem transitar nela. Sejam usuários de veículos, transporte coletivo ou mesmo pedestres. Por isso a preocupação em ter mais semáforos e espero que num futuro muito próximo radares que multem os apressadinhos que adoram passar em sinais vermelhos ou ainda pararem sobre a faixa de pedestres.

Por mais que queiram alguns, a Prefeitura não tem como resolver a vida de todos. Ela precisa regular - no caso específico - o fluxo da cidade. Na minha opinião, priorizando sempre o pedestre e nunca o veículo. Por isso falei aqui antes da necessidade de nossos comerciantes - pessoas de visão - pensarem em promoções que sejam casadas com o transporte público. Não esperem, senhores comerciantes, que a Prefeitura resolverá todos os casos e todas as demandas. A iniciativa privada também precisa fazer a sua parte. Outra sugestão que deixo aqui: por que os senhores não pensam em fazer no centro da cidade bolsões de estacionamento gratuitos para aqueles que comprarem em seus estabelecimentos?

Enfim, não existe como progredirmos mantendo costumes e práticas antigas. E por menos que gostemos, prioridades precisam ser assumidas e investimentos todos precisam fazer. A hora disso em nosso centro da cidade já passou. Talvez estas mudanças retomem a preocupação de todos os segmentos com isso.

domingo, 14 de novembro de 2010

Noticias da Terrinha - Nosso Trânsito

Neste final de semana uma das polêmicas levantadas pelos jornais foi a do estacionamento na R. 9 de Julho. Para quem não conhece, esta é a principal rua da cidade. Além de ser a mais central e cortá-la de um extremo a outro - saída de Campinas de um lado e de Itu do outro - abriga o principal eixo comercial e bancário da cidade. Não o único é verdade, já que outras ruas nos últimos anos vem se desenvolvendo bastante nessas áreas, principalmente a comercial.

A partir dessa problemática, a questão do trânsito em Salto passou a ser o foco das discussões e manchetes. E de novo, como vimos aqui no caso do ENEM, surgem especialistas de todos os cantos. Apesar de não querer cair no mesmo erro - falar do que não entendo - não posso me furtar a dar poucas opiniões.

Primeiro, é fundamental termos em mente que o trânsito em Salto é desorganizado, arcaico e violento. Ainda temos motoristas (quase a maioria) que parecem viver em uma cidade onde existe somente o seu carro. Já temos motoristas que consideram todos os outros seus inimigos (o grande mau do trânsito: o carro enquanto arma). Outros que acham ser a cidade ainda minúscula e que portanto não precisa respeitar as leis de trânsito. Tudo isso aliado a uma simplicidade de organização: muitas ruas ainda com mãos duplas, ainda nenhum radar instalado, pouca tecnologia utilizada, pouca preocupação com o tráfego coletivo e periférico.

Evidente que estas leituras são de alguém sem nenhuma experiência na área, fique claro.

Ai, a prefeitura vem com um plano para sua área central, a partir da recuperação de sua principal via - a R. 9 de Julho - e as vozes todas levantam-se em uníssono, reclamando e criticando tudo. Li coisas como "classificação de circulação"; "obras de interligação", dentre outras que prometo buscarei com especialistas o que elas querem dizer. Li também a "grande polêmica" sobre os estacionamentos na 9 de Julho. Grande, porém antiga. Não é a primeira vez que nos deparamos com ela. E nossos comerciantes, pessoas de visão, parecem que não concordam em eliminar o estacionamento de um dos lados da rua. Dizem que isso irá "prejudicar as vendas". Um argumento que ouvi há algumas décadas passadas. Será mesmo que é o estacionamento na R. 9 de Julho que beneficia ou prejudica o nosso comércio? Tenho sérias dúvidas.

Inconcebível para mim imaginar que alguém morador do Santa Cruz que tenha seu "carrinho" deixe de vir para o centro fazer suas compras pela falta de estacionamento em um dos lados da R. 9 de Julho. Quantas travessas e paralelas ela tem? Quantos estacionamentos privados ela já tem (há dez anos atrás não tínhamos isso)? Outra questão que para mim (um leigo no assunto) fala muito alto: por que os comerciantes preocupados com essa questão não discutem com a prefeitura e a concessionária do transporte público benefícios, facilidades e confortos para aqueles que se utilizam desse transporte? Tenho certeza que hoje mesmo com os dois lados da R. 9 de Julho com estacionamento, se estas condições fossem melhoradas, várias pessoas deixariam seus carros em casa para "passearem de ônibus" e fazerem suas compras.

Oportuna a fala de nosso prefeito quando avisa da instalação de radares em nossa cidade. Evidente que não falo aqui da R. 9 de Julho, mas das avenidas que dão acesso aos extremos da cidade. Impressionante como as belas avenidas construídas parecem pistas de alta velocidade. Abuso não é mais o termo apropriado. Além disso, a falta de educação de alguns motoristas passando por sinais vermelhos, não respeitando faixas de pedestres, dentre outras, é inadmissível em uma cidade de médio porte como a nossa. Radares urgentes!!!

E por fim, a necessidade urgente de acharmos uma maneira de nossos motoristas aproveitarem melhor os espaços que existem em nossas vias públicas. Sei que nosso secretário de governo já disse que existem poucas verbas, mas as faixas indicativas de tráfego são urgentes em nossas ruas. Talvez assim, e com a eliminação de estacionamento do lado esquerdo em todas as vias, nossos motoristas deixem de andar um atrás do outro e no meio da rua, como é rotina por aqui. Parece até que os carros tem imã e não conseguem deixar a fila para facilitar o fluxo.

Sem ser especialista no assunto ouso falar um pouco do que minha prática de motorista de mais de 25 anos mostra. Costumo dizer para filhos e amigos que prefiro dirigir em cidades grandes como São Paulo ou Campinas pois por lá, apesar de toda a correria e alto volume de carros, todos (ou a grande maioria) conhecem e procuram seguir as regras: as legais e as tácitas. Por aqui na maioria das vezes não sabemos o que nos aguarda na esquina seguinte. O poder público precisa agir e regular. E tenho certeza que as ações iniciadas na R. 9 de Julho irão nessa direção.

domingo, 7 de novembro de 2010

Dias Intensos

Este final de semana, além de encerrar uma semana curta mas densa em trabalhos, trouxe também momentos fortes que precisam de registros.

Um deles foi o aniversário do BALÉ CIDADE DE SALTO, na sexta-feira dia 05. Apesar de todas as dificuldades e divergências existentes que acompanho bem de perto, a data mereceu destaque pelas apresentações ocorridas no CEC Anselmo Duarte. Uma nova coreografia apresentada que foi preparada especialmente para a data por DINAH PERRI - CAMINHOS CRUZADOS -, atriz e bailarina nacionalmente conhecida e que trouxe para o Balé uma nova forma de coreografia: a dança teatro. Maravilhosa, sem dúvida. Além da estreia, a remontagem de antigas coreografias. Uma me fez lembrar a passagem de Larissa - minha filha - pelo Balé como bailarina. E no final a apresentação magnífica da coreografia sobre Estudos do BOLERO. Visualmente maravilhosa. Uma música encantadora e envolvente que a cada nova apresentação mais emoção e encantamento provoca. Parabéns meninas!!!

Também no dia 05 eu e Ismenia completamos cinco anos de união. Nos firmamos (ela diz "nos conhecemos", mas eu já a conhecia....) no baile que comemorava os 15 anos do Balé (até então Corpo de Baile). De lá para cá sempre juntos encarando a vida e fortalecendo nossos sentimentos, a cada dia...

No sábado, dia 06, a premiação do XX Premio Moutonneé de Poesia também bastante marcante, principalmente pela participação e desempenho de nossos CEMUS. Três deles se destacaram com premiações na categoria infantil, levando inclusive o primeiro lugar. Muito bom para Salto e nossa educação. Muito bom todo o patrimônio que esse prêmio já acumulou. E o Balé apresentou a coreografia CAMINHOS CRUZADOS, da Dinah Perri que deu um brilho todo especial ao evento, já que também trabalha um grande momento de nossa literatura.

E para finalizar, minha grata surpresa com o editorial do Jornal Taperá, onde Valter Lenzi destaca e - na minha leitura - defende a continuidade do atual governo municipal com Juvenil sendo apoiado pelo nosso prefeito Geraldo e o grupo que hoje governa a prefeitura definindo seu vice. Quem sabe sua visão - que também é a minha - logo possa ser anunciada oficialmente!!!

Final de semana intenso!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Salto e a Vitória de Dilma

Hoje, sem dúvida, é um dia especial. Depois de uma campanha regada a baixaria em grande escala até os últimos momentos, nossa candidata ganhou as eleições com mais de 12 milhões de votos de vantagem. A única decepção talvez esteja em ver alguns próximos fazer apologias pobres e sem nenhuma perspectiva de preocupação com o futuro, como comparações com desenhos animados, vontade de não ser brasileiro e remexer os números para afirmar que somente 41% dos brasileiros elegeram Dilma, querendo fazer crer que o índice de abstenção é um "protesto" ou mesmo desinteresse as coisas do país. Pode até ser. Por isso que sou ferrenho defensor do voto facultativo. Acho que até a irresponsabilidade precisa ser respeitada. Então, vote quem se preocupa com o país.

Mas aqui em Salto, nosso partido teve um desempenho bastante interessante. Dilma teve 52,1% dos votos e o tucano, 47,9%. Foram 31.047 votos para Dilma e 28.546 para o tucano. Na região, as cidades mais próximas em que Dilma ganhou as eleições foram Monte Mor, Votorantim e Cabreúva. No estado de SP, o tucano venceu com 54,05% frente a Dilma, com 45, 95%.

Nas grandes cidades como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto além da capital, também o candidato tucano foi mais feliz. Destaque para a vizinha cidade de Itu, onde o apoio do PV local teve bastante resultado. O tucano passou da casa dos 60%. Já em Indaiatuba, onde o partido que governa apoiava Dilma, o tucano também "levou", com quase 51% dos votos.

O que fez a diferença em Salto?

O que sempre fez a diferença no PT. Além de termos um histórico local bastante pró-PT, a atuação de nossa liderança - JUVENIL CIRELLI - e de nossos militantes, fez a diferença. Não foram medidos esforços para que a campanha na cidade estivesse sempre presente.

Poderia ser melhor? Sempre um resultado eleitoral pode ser melhor. Por ex., não foi TODA a militância que se engajou na campanha. Muitos companheiros e companheiras até históricos do partido, não participaram. Isso poderia trazer certamente mais votos.

Outra coisa bastante sentida na região foi a atuação (ou a não atuação) das lideranças locais e regionais. Como já disse, em Salto a atuação de JUVENIL foi preponderante. A pergunta que fica é: se as lideranças locais do PDT, do PSB, do próprio PP que teve votação expressiva na disputa a deputado federal, estivessem engajados na campanha do segundo turno, não teríamos um resultado mais expressivo?

O PDT, em nível nacional, "abraçou" a campanha de Dilma. Não podemos dizer o mesmo de nossa região. Indaiatuba e Salto, onde essas lideranças são mais expressivas, não vimos as mesmas atuando no segundo turno. Diferente do PV de Itu que com sua liderança eleita deputada, assumiu a candidatura do tucano e lhe proporcionou mais de 60% dos votos da cidade.

O que quero dizer com tudo isso?

1) Que o resultado de DILMA em Salto seria muito melhor se todos os partidos aliados nacionalmente atuassem localmente.
2) Que se as lideranças locais, ligadas a Dilma pelos seus partidos, fizessem campanha, como JUVENIL fez, teríamos um resultado mais positivo não só em Salto, mas na micro região também. Por que não fizeram?
3) Que a vitória de Dilma em Salto e no país forçará uma definição clara das lideranças regionais sobre o novo governo e nossa região.
4) Que isso tudo terá interferências claras nas eleições municipais de 2012. E quando falo tudo, incluo as questões regionais também. Não só as locais.

Por fim a grata surpresa desta eleição para mim foi o avanço do PSB nas esferas de poder nacionais. Nada menos que 6 governadores foram eleitos pelo partido. E o que é mais gratificante: todos com cortes claros de esquerda. Isso também terá evidentes interferências aqui em Salto. Os atuais pessebistas saltenses seguirão essa linha clara de opção do partido à esquerda?

Agora o momento é de descanso político e de muitas reflexões. Entretanto, é um momento muito curto. Nossa futura presidente já começou hoje a agendar as reuniões para transição de governo. No mundo da política os acontecimentos não esperam. Para nós saltenses é chegada a hora de pensarmos e definirmos as possibilidades e alternativas para 2012. Logo!!!

sábado, 23 de outubro de 2010

Fim de Semana

Desde ontem que carrego um mau estar esquisito, mas que já tive outras vezes. Provavelmente provocado pela semana bastante atribulada, com decisões e ponderações bastante importantes que sempre desgastam. Ou então as dores de cabeça que me acompanharam da quarta até a sexta-feira. Ou talvez o fato de ter passado ontem por terapias, depois de um mês. Ou talvez tudo isso junto. A verdade é que hoje estou mau duas vezes: fisicamente, com esses sintomas que limitam minha rotina e politicamente, pois por conta do primeiro não acompanhei o mutirão do PT pró Dilma que aconteceria no centro de nossa cidade hoje.

Ai, restou-me ficar por aqui lendo o nosso jornal semanal e atualizando-me na internet. Sentado e lendo os sintomas são mais modestos.

Das atualizações da internet, os próximos posts e os vídeos que já publiquei no Orkut são as mais expressivas. Aliás, dois posts com reportagens da revista ISTOÉ desta semana muito interessantes logo mais estarão publicados.

Da leitura de nosso jornal semanal, a destacar a chegada da crise internacional em nossa cidade: duas multi nacionais não brasileiras fazem anúncios ruins para todos nós saltenses, mas perfeitamente esperados para quem acompanha a economia mundial. A BROSE diz que vai embora de Salto no final do ano que vem, e a KEIPER, que comprou uma grande gleba de terra em nossa cidade para montar uma fábrica que, segundo ela, teria cerca de 1200 trabalhadores, anuncia que não mais construirá a referida planta.

Seguramente é possível sentir a crise mundial nos dois casos: um abandono de projeto de expansão e um fechamento de uma fábrica já existente. No segundo caso uma coisa interessante que confesso nunca ter visto durante minha vida sindical: a empresa anuncia que fechará mais de um ano antes do fato, com compromissos, inclusive, de buscar alternativas para seus trabalhadores (pelo menos a notícia aponta para isso - a conferir).

Interessante o momento que nós brasileiros vivemos. Enquanto os países do hemisfério norte que sempre comandaram os destinos econômicos do mundo, se debulham para tentar minimizar os efeitos da crise, aqui temos uma realidade completamente distinta: economia a pleno vapor e os índices de desemprego caindo a cada mês que passa, como vimos aqui ontem.

Por esse quadro a necessidade cada vez maior de investimentos diretos nacionais na produção, para que as crises externas tenham ainda menos impacto que a atual.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SALTO E O 1º TURNO DAS ELEIÇÕES 2010

Um dia depois do 1º turno das eleições deste ano, muitas análises já estão à disposição de todos e todas, inclusive neste blog.

Gostaria modestamente de tecer alguns comentários sobre como elas aconteceram em nossa cidade.

Em se tratando de PT, apesar de não termos conquistado a oportunidade de disputar o 2º turno no estado, por aqui os números foram muito bons. Na disputa ao governo, enquanto no geral Mercadante teve 35,23% dos votos, em Salto ele alcançou 40,52%, contra 45,55% do tucano. Também na disputa presidencial, Dilma levou bela vantagem sobre o tucano, ficando para a candidata verde a maior surpresa. Dilma em Salto obteve 42,38%; o tucano 35,42% e a candidata verde, 21,03%.

Por aqui, apesar de uma diferença ínfima, Netinho suplantou Marta, ficando com 23,56% dos votos e Marta, 23,38%. Já o tucano obteve 28,26%.

Nas disputas proporcionais, dos candidatos apoiados em Salto, somente Iara Bernardi e Durval Orlato ficaram de fora. Arlindo Chinaglia teve 4.624 votos, Hamilton Pereira, 4.373, Ana Perugini, 259 votos, Enio Tatto, 498 e Marcos Martins, 191. Grana, metalúrgico, candidato a deputado estadual eleito, teve em Salto 188 votos. Gabriel Bittencourt, do PCdoB, teve em Salto 419 votos, mas também não conseguiu ser eleito – teve 18.621 no total.

O fenômeno Tiririca teve em Salto 2.371. Entendam “fenômeno” como quiserem.

Os candidatos de Salto que mais se destacaram foram: na esfera federal, Dr. Ângelo, com 13.727, de um total de 16.815. Não foi eleito. Na estadual, Luiz Bueno, com 1.394, também não eleito.

Os candidatos apoiados pelo prefeito Geraldo tiveram bom desempenho em Salto e conseguiram se eleger. Aline Correia, do PP, teve em Salto 17.308 votos de um total de 78.317. O mais interessante aqui é que o PP em São Paulo até agora fez somente dois deputados federais e a deputada foi a segunda colocada. Rogério Nogueira teve 23.153 votos em Salto de um total de 86.985, sendo o penúltimo deputado estadual eleito pelo PDT.

A CAMPANHA

Como participante de mais uma campanha eleitoral, não posso deixar de destacar um fenômeno que parece crescer a cada eleição: a personificação do voto nas candidaturas legislativas, sem o comprometimento com os majoritários. Os dois candidatos mais votados em Salto faziam parte na esfera federal de partidos coligados com a candidata Dilma. O candidato a deputado estadual, do PDT, em São Paulo fazia parte da coligação que apoiava Mercadante. A candidata do PP em São Paulo tinha candidatura própria: Russomanno.

Entretanto durante toda a campanha uma vírgula sequer foi falada sobre isso. Nenhum material destacava os majoritários. Nenhuma propaganda volante falava dos majoritários. Oras, a pergunta ingênua e despretensiosa: por que se coligam então?

Ai fazemos algumas continhas subjetivas: se mesmo assim Mercadante teve em Salto 40,52% dos votos, será que se respeitassem os majoritários – não só em Salto, evidente – não teríamos outro cenário no estado? A mesma continha subjetiva pode ser feita para a candidatura de Dilma.

Aparentemente em Salto o foco da personificação frente a projetos mais amplos que pensem o estado e o país é crescente e vem de lideranças com forte influência no eleitorado que, por consequência passa a ter o comportamento de votar na pessoa e não no que ela representa.

Sei que isso não é novidade alguma, mas observar novas lideranças caminharem na mesma direção é desalentador.

Ou então talvez o erro esteja na forma com que encaro a política: projetos coletivos que buscam a gestão de políticas públicas. Talvez o erro esteja em pensar que os coletivos podem sobreviver sem personificações destacadas. Talvez imaginar que Dilma e o candidato tucano representam projetos de Brasil muito distintos e defendidos por grandes coletivos, esteja errado. Talvez imaginar que Mercadante e o candidato eleito tucano, signifiquem opções claras e diversas de pensar o estado de São Paulo, por coletivos distintos, seja um equivoco meu. Talvez... Mas para mim a política não tem sentido se não for assim.

Uma das leituras que ouso fazer a respeito da votação do Tiririca é exatamente essa: personifica-se tanto o voto que as pessoas se cansam de serem contrariadas, enganadas, usurpadas por indivíduos. E o voto de protesto se manifesta. A reforma política é urgente em nosso país. E se tiver fôlego e espaço, defenderei a ideia do voto no partido, no projeto para a cidade, o estado e o país. As pessoas precisam ser trabalhadoras dos projetos definidos por parte da sociedade (partido) e não o inverso: o partido e a sociedade sujeitarem-se às estrelas que alguns políticos se transformam.

Nesta eleição, em Salto, minha forma de pensar não foi completamente derrotada porque os candidatos e candidatas do PT caminharam bem, defendendo sempre seus majoritários. Mas pesa verificar que os proporcionais mais votados tiveram uma campanha individualista, e ainda por cima incentivada por várias lideranças locais.

A verificar como se comportarão essas mesmas lideranças agora no 2º turno das eleições presidenciais, já que para o nosso estado perdemos a chance disso. Isso porque as coligações continuam e devem ser ampliadas para o novo embate. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Em Salto Não, Por Favor!

Acabei de chegar em casa e antes mesmo de selecionar os posts de hoje, preciso urgentemente tratar de um assunto local.

Hoje à tarde, depois do feriado prolongado que tivemos, estava folheando os jornais da cidade. Não mais me surpreende a grande diferença entre eles, apesar de os assuntos serem os mesmos, como é a imprensa de modo geral hoje. Entretanto em um deles observei que a sessão da Câmara Municipal que deveria acontecer na terça-feira (todas as semanas acontece), pela mesma ter sido feriado, foi transferida para hoje. Até ai nada demais. O que me assustou e impeliu-me a este post foi observar que um dos projetos a serem votados hoje na referida sessão tentará fazer em Salto o que foi feito em diversas cidades do interior, sendo o exemplo mais próximo a querida Itu. Os vereadores querem aprovar uma lei que coloca a cidade de Salto como a "Cidade de Nosso Senhor Jesus". Confesso que fiquei tão irritado com a proposta que não anotei e não sei se a frase usada é essa mesma. Mas o objetivo tenho certeza que é.

Espero sinceramente que esse projeto seja rejeitado na Câmara Municipal. Não quero ver nossa cidade nesse ridículo, desconsiderando uma série de outras crenças e possíveis religiões, ou mesmo aqueles que não tem religião alguma. Não quero ver nossa cidade no ridículo de descaracterizar a visão de Estado que tanto demorou para ser construída: um Estado laico, sem preferências de qualquer ordem.

É simples imaginar o roteiro desse projeto: primeiro aprova-se o conceito, depois como já visto pela região, aquelas famigeradas placas nas entradas da cidade com esses dizeres. Arrepia só de pensar.

Imagino enquanto alguém que trabalha na educação quais argumentos teremos que construir para justificar, se aprovada, uma ideia como essa. Como explicar para nossas crianças que todos são iguais, todos tem a mesma oportunidade, todos podem escolher suas crenças e objetivos se na entrada da cidade (caso aprovado) elas se depararão com uma frase clara e limitadora?

Que as mentes de nossos vereadores se abram e impeçam uma insensatez dessas.