Do Escrevinhador
Assange e os donos da democracia
por Luiz Gonzaga Belluzzo, na CartaCapital
A direita radical dos EUA acha que os processos democráticos são exclusivos da América branca
Como diz o Mino, consultei meus botões e eles me autorizaram, certa vez, a escrever: “Só o maniqueísmo típico de certa esquerda se atreveria a negar que o imaginário político das forças sociais que emergiram da Segunda Guerra Mundial carregava uma visão progressista acerca do papel a ser exercido pelos Estados Unidos. Inspirados nos ideais do New Deal e, em claro antagonismo com as práticas das velhas potências, os Estados Unidos – tomando em conta o seu autointeresse de forma esclarecida – se empenharam na reconstrução europeia e apoiaram as lutas pela descolonização. O que se observou, a partir de então, foi um ensaio – apenas um ensaio – de uma nova ordem internacional com aspirações de garantir os direitos do homem e do cidadão, os princípios da democracia e da legalidade internacional”.
Os conflitos da Guerra Fria e os “sucessos” da excepcionalidade americana deixaram para trás as aspirações igualitárias da era rooseveltiana e abriram caminho para o avanço do conservadorismo individualista e para as tropelias imperiais. (O leitor mais velho há de se lembrar que no auge da tensão com a finada União Soviética, a diplomacia de Tio Sam conteve a efervescência social e política “nos países de baixo” fomentando golpes militares.) Eleito na esteira da celebração das desigualdades, o ex-presidente Ronald Reagan ficou conhecido, entre outras coisas, por defender a teoria conhecida como supply-side economics e a hipótese do trickle down. Essas gororobas pseudoteóricas afirmavam que a redução de impostos para os ricos verteria “para baixo” benefícios para os pobres.
Nesse ambiente, Reagan ficou à vontade para declarar, numa exibição de elevado maniqueísmo, que a União Soviética era o Império do Mal. O Demônio Vermelho sucumbiu enredado em suas próprias contradições, mas seu desaparecimento parece não ter diminuído os poderes do Inferno. É cada vez mais forte a impressão de que o Departamento de Estado conta com a boa vontade de Mefistófeles para registrar sua presença no território dos desafetos de ocasião.
Grotescamente manipulada pelos fâmulos suecos a conselho das autoridades americanas, a prisão de Julian Assange é a prova provada de que, na pátria da democracia e da liberdade, as agressões aos direitos dos cidadãos de outras pátrias são executadas sob o pretexto de salvar o que está sendo massacrado. Nem mesmo há a preocupação de invocar hipocritamente algum princípio de direito internacional para justificar as tropelias.
A direita radical americana acha que os processos e as instituições democráticas são de propriedade exclusiva da América branca e não servem para cidadãos estrangeiros. Os direitos individuais são um estorvo para a consecução dos objetivos “corretos” (isto é, aqueles que estão conforme seus interesses e de suas empresas) no resto do mundo. Por isso é preciso coartar e controlar as instâncias de discussão pública. A liberdade de opinião não é boa coisa, sobretudo quando as práticas do poder começam a desfigurar os valores que George Washington e Thomas Jefferson cuidaram de legar para o povo americano.
Washington em seu discurso de despedida alertou os cidadãos “contra as malfeitorias das intrigas estrangeiras e as imposturas do pretenso patriotismo” Não foi sob essa inspiração que o senador republicano Joe Liberman recomendou a extradição imediata do cidadão australiano Julian Assange para submetê-lo aos tribunais americanos, sob a acusação de crime de espionagem.
Na era Clinton, houve, reconheçamos, uma “evolução” nos métodos de dominação. Foi suficiente cooptar na periferia, particularmente na América Latina, novos e reluzentes sátrapas do Império, juntá-los aos antigos serviçais e montar amplas coalizões políticas, sempre prontas a cumprir os desígnios da Metrópole. Tudo isso sob os aplausos das mídias nativas, solertes nos misteres da lavagem cerebral e na persistente promoção do empobrecimento cultural das massas.
Melhor a autocensura e a dominação dos imaginários do que o pau de arara, dirão os otimistas. Os procedimentos tornaram-se mais suaves e sutis nem por isso menos eficazes. O economista e historiador James Petras tratou do uso das políticas de direitos humanos como instrumento de controle político americano do mundo e, particularmente, da América Latina. Ironia da História: os que lutaram contra a repressão patrocinada pelo “aparelho americano de brutalização” estão sendo desapropriados, pelos algozes de ontem e de sempre, de um tema que lhes pertence.
É mais elegante e “limpo” sustentar a dominação no consentimento dos que se pretende submeter. O truque é transformar em antidemocráticas e “populistas” todas as propostas que visem transformar o status quo. Mas os últimos acontecimentos mostram que, se a situação engrossar, não haverá qualquer escrúpulo em ressuscitar os métodos antigos.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
A Crise Norte Americana Analisada
Do Luis Nassif
Nassif, uma boa entrevista de Jorge Pontual para o programa Milênio (GloboNews) com o jornalista de política estadunidense Frank Rich, do NYT. Parece até leitor de recentes temas do blog do Nassif. Cita Tea Party, crise dos jornais impressos (2º vídeo), Goldwater, Ronald Reagan, ódio como ferramenta política. Frank Rich, já foi crítico de TV, cinema e de artes cênicas. Hoje é um dos comentaristas políticos mais influentes nos EUA. Sua coluna semanal no NYT é lida por mais de 5 milhões de pessoas (nas versões impressa e digital).
Frank Rich escreveu o livro, The Greatest Story Ever Sold, sobre como um presidente vendeu a guerra do Iraque ao público americano, com a ajuda da mídia. O correspondente Jorge Pontual foi até a redação do NYTimes para conversar com Rich sobre a importância das eleições legislativas nos EUA e um fenômeno em particular: o fortalecimento da extrema direita conservadora, representada pelo "Tea Party" (que ganhou esse nome por causa de um movimento de protesto em fins do século XVIII), e o que esse movimente pode vir a representar para o futuro imediato pós-eleitoral nos EUA. Rich foi um dos primeiros analistas políticos a chamar a atenção para o fenômeno de ascenção dessa nova direita conservadora dentro do Partido Republicano. Frank Rich também analisou o delicado momento político pelo qual passa o presidente Obama e comenta como os políticos nos EUA estão agindo cada vez como atores canastrões de TV. E fazem sucesso assim!
Vídeo 1 - neste, uma abordagem sobre a reação à direita frente ao governo Obama e o que de real e lendário existe nela. O chamado Tea Party
Vídeo 2 - neste, a realidade do jornalismo americano, perdido entre a queda de vendas e a realidade do país.
Vale a pena assistir.....se não conseguir nos links dos vídeos, acesse o link do Nassif acima.
Por NeyLima
Nassif, uma boa entrevista de Jorge Pontual para o programa Milênio (GloboNews) com o jornalista de política estadunidense Frank Rich, do NYT. Parece até leitor de recentes temas do blog do Nassif. Cita Tea Party, crise dos jornais impressos (2º vídeo), Goldwater, Ronald Reagan, ódio como ferramenta política. Frank Rich, já foi crítico de TV, cinema e de artes cênicas. Hoje é um dos comentaristas políticos mais influentes nos EUA. Sua coluna semanal no NYT é lida por mais de 5 milhões de pessoas (nas versões impressa e digital).
Frank Rich escreveu o livro, The Greatest Story Ever Sold, sobre como um presidente vendeu a guerra do Iraque ao público americano, com a ajuda da mídia. O correspondente Jorge Pontual foi até a redação do NYTimes para conversar com Rich sobre a importância das eleições legislativas nos EUA e um fenômeno em particular: o fortalecimento da extrema direita conservadora, representada pelo "Tea Party" (que ganhou esse nome por causa de um movimento de protesto em fins do século XVIII), e o que esse movimente pode vir a representar para o futuro imediato pós-eleitoral nos EUA. Rich foi um dos primeiros analistas políticos a chamar a atenção para o fenômeno de ascenção dessa nova direita conservadora dentro do Partido Republicano. Frank Rich também analisou o delicado momento político pelo qual passa o presidente Obama e comenta como os políticos nos EUA estão agindo cada vez como atores canastrões de TV. E fazem sucesso assim!
Vídeo 1 - neste, uma abordagem sobre a reação à direita frente ao governo Obama e o que de real e lendário existe nela. O chamado Tea Party
Vídeo 2 - neste, a realidade do jornalismo americano, perdido entre a queda de vendas e a realidade do país.
Vale a pena assistir.....se não conseguir nos links dos vídeos, acesse o link do Nassif acima.
sábado, 2 de outubro de 2010
Direitona Persistente
Artigo de Luiz Carlos Azenha em seu blog:
Como contei a vocês, recentemente estive com João Pedro Stédile, do MST. Durante uma hora e meia de entrevista, ele deu uma verdadeira aula sobre o que imagina ser o futuro do movimento: uma parceria com a sociedade em reação aos abusos do agronegócio: concentração de terras, venenos nos alimentos, ameaça à biodiversidade. Nada a ver com o “verdismo” e a “sustentabilidade”, palavras recentemente incorporadas ao discurso da classe média que anda de jipe 4×4 e aceita que boa parte do esgoto paulistano seja jogado no rio Tietê sem tratamento (quando as enchentes acontecem, afinal, o esgoto nunca invade as casas de classe média). Nada me irrita mais que esse “verdismo” promovido na Oscar Freire, em revistas que torram papel e tintas altamente poluentes. Curiosamente, o candidato verde ao governo paulista, Fabio Feldman, fala continuamente sobre a má qualidade do diesel produzido pela Petrobras, mas nem uma palavrinha, sequer, sobre os dejetos que são despejados no rio Tietê e que ameaçam, com doenças, principalmente os mais pobres. Questão de classe, talvez!
Mas eu falava com Stédile sobre um futuro governo Dilma e ele disse que considerava a eleição dela importante por garantir aos movimentos sociais espaço para promover suas plataformas de luta social, sem repressão policial ou espionagem do aparato do Estado. Em outras palavras, ele acredita que um eventual governo Dilma manterá intactos os direitos de reunião e de manifestação, essenciais para qualquer pessoa que tenha como objetivo de vida aprofundar a democracia brasileira.
Infelizmente, no entanto, Stélide me parece ser a exceção.
O sonho da direitona brasileira não é apenas derrotar Lula em 2010 e, em seguida, esmigalhar o legado político dele, salgando a terra como se tentou fazer com Getúlio Vargas. O sonho da direitona é aprofundar o neoliberalismo no Brasil, com a submissão crescente do interesse público a interesses privados. Se para isso for necessário reprimir os movimentos reinvindicatórios, que assim seja.
A direitona age de forma coesa e consistente: abraçou a candidatura do tucano José Serra, um homem que pelo menos ostentava biografia de esquerda. E, igualmente, abraçou a candidatura de Marina Silva, uma ex-petista. Para a direitona, pouco importam os rótulos, desde que seus interesses essenciais sejam preservados. Ela é pragmática, mira seus interesses concretos e não se preocupa com os rótulos.
É importante notar que essa direitona não conta apenas com seus próprios quadros e com boa parte da classe média. Conta com nosso verdismo, o que não é exatamente uma surpresa, já que os “verdes” brasileiros, embora derivados de uma vertente nacional do ambientalismo, hoje se transformaram em veículo (submisso) das grandes ONGs internacionais — atacam a Petrobras, como faz Feldman, mas e a British Petroleum? O que surpreende de fato é que, para fins eleitorais, a direitona brasileira pode contar com uma fatia considerável da própria esquerda, cujo objetivo de longo prazo parece ser o de apanhar dos que criminalizam os movimentos sociais para “aguçar a luta de classes”. E isso lá é plataforma? A direitona agradece.
Como contei a vocês, recentemente estive com João Pedro Stédile, do MST. Durante uma hora e meia de entrevista, ele deu uma verdadeira aula sobre o que imagina ser o futuro do movimento: uma parceria com a sociedade em reação aos abusos do agronegócio: concentração de terras, venenos nos alimentos, ameaça à biodiversidade. Nada a ver com o “verdismo” e a “sustentabilidade”, palavras recentemente incorporadas ao discurso da classe média que anda de jipe 4×4 e aceita que boa parte do esgoto paulistano seja jogado no rio Tietê sem tratamento (quando as enchentes acontecem, afinal, o esgoto nunca invade as casas de classe média). Nada me irrita mais que esse “verdismo” promovido na Oscar Freire, em revistas que torram papel e tintas altamente poluentes. Curiosamente, o candidato verde ao governo paulista, Fabio Feldman, fala continuamente sobre a má qualidade do diesel produzido pela Petrobras, mas nem uma palavrinha, sequer, sobre os dejetos que são despejados no rio Tietê e que ameaçam, com doenças, principalmente os mais pobres. Questão de classe, talvez!
Mas eu falava com Stédile sobre um futuro governo Dilma e ele disse que considerava a eleição dela importante por garantir aos movimentos sociais espaço para promover suas plataformas de luta social, sem repressão policial ou espionagem do aparato do Estado. Em outras palavras, ele acredita que um eventual governo Dilma manterá intactos os direitos de reunião e de manifestação, essenciais para qualquer pessoa que tenha como objetivo de vida aprofundar a democracia brasileira.
Infelizmente, no entanto, Stélide me parece ser a exceção.
O sonho da direitona brasileira não é apenas derrotar Lula em 2010 e, em seguida, esmigalhar o legado político dele, salgando a terra como se tentou fazer com Getúlio Vargas. O sonho da direitona é aprofundar o neoliberalismo no Brasil, com a submissão crescente do interesse público a interesses privados. Se para isso for necessário reprimir os movimentos reinvindicatórios, que assim seja.
A direitona age de forma coesa e consistente: abraçou a candidatura do tucano José Serra, um homem que pelo menos ostentava biografia de esquerda. E, igualmente, abraçou a candidatura de Marina Silva, uma ex-petista. Para a direitona, pouco importam os rótulos, desde que seus interesses essenciais sejam preservados. Ela é pragmática, mira seus interesses concretos e não se preocupa com os rótulos.
É importante notar que essa direitona não conta apenas com seus próprios quadros e com boa parte da classe média. Conta com nosso verdismo, o que não é exatamente uma surpresa, já que os “verdes” brasileiros, embora derivados de uma vertente nacional do ambientalismo, hoje se transformaram em veículo (submisso) das grandes ONGs internacionais — atacam a Petrobras, como faz Feldman, mas e a British Petroleum? O que surpreende de fato é que, para fins eleitorais, a direitona brasileira pode contar com uma fatia considerável da própria esquerda, cujo objetivo de longo prazo parece ser o de apanhar dos que criminalizam os movimentos sociais para “aguçar a luta de classes”. E isso lá é plataforma? A direitona agradece.
Tentaram Esconder o Golpe
Blog do Miro
Reproduzo artigo de Pascual Serrano, publicado no sítio Rebelión:
El golpe de Estado del pasado 30 de septiembre en Ecuador ha vuelto a dejar en evidencia el papel de los medios de comunicación. Lo más curioso de los medios españoles es que, cuando unas fuerzas de seguridad secuestran al presidente de un país, le llaman revuelta y titulan sobre el estado de excepción: “Estado de excepción en Ecuador para frenar la revuelta de policías” (ElPaís.com), "Corrrea decreta el estado de excepción para frenar una protesta policial que ha desatado el caos" (ElMundo.es). La agencia Efe dijo que Correa “quedó atrapado” para referirse al secuestro por parte de agentes armados.
En cuanto a los medios ecuatorianos es de destacar una anécdota sucedida con Teleamazonas, un canal privado muy hostil hacia Rafael Correa, que ya había sido sancionado el pasado año por la Superintendencia de Telecomunicaciones de Ecuador por haber publicado informaciones falsas que provocaron alteraciones del orden público. También en 2008 se supo que Teleamazonas llevaba siete años sin pagar impuestos. En otra ocasion Correa acusó a Teleamazonas de cometer un “atentado a la seguridad nacional", al difundir, en connivencia con el opositor Partido Sociedad Patriótico (PSP) del ex presidente Lucio Gutiérrez, grabaciones privadas del gobierno.
Pero vayamos a lo sucedido el 30 de septiembre. Cuando Correa se encontraba secuestrado por los policías en el hospital, el periodista de la Radio del Sur, desde Caracas, Marcos Salgado logra contactar con un periodista de Teleamazonas que se encuentra en el hospital, en una habitación contigua al presidente ecuatoriano. El centro sanitario está rodeado de policías rebeldes que hirieron al presidente hasta el punto de requerir asistencia médica. Salgado le pregunta si considera que Correa está retenido en el hospital contra su voluntad o no, el periodista de Teleamazonas le responde que no, que simplemente está allí resguardado por decisión propia sin que se le impida salir, aunque reconoce que los policías del exterior no permiten el acceso de los ciudadanos que de forma masiva están llegando para expresar su apoyo y garantizar su seguridad.
Marcos Salgado le expresa su extrañeza porque la decisión de Correa sea voluntaria si fuera hay decenas de policías armados y hostiles contra él, sin embargo el periodista de Teleamazonas sigue insistiendo en que la presencia de Correa en el hospital es por propia voluntad. Ya terminada la conversación entre los dos periodistas, Marcos Salgado comparte con la audiencia lo sospechoso de que, mientras que los ciudadanos no pueden acceder al hospital, tampoco los miembros del gobierno, y algunos equipos de prensa como el de Telesur fueron agredidos cuando lo intentaron, el periodista del canal opositor Teleamazonas pueda estar tranquilamente en la habitación contigua del presidente.
El desenlace de los hechos demostró a las pocas horas que Rafael Correa estaba secuestrado. Tan secuestrado que se necesito un operativo militar para rescatarlo. El Comando Conjunto de las Fuerzas Armadas, leal al gobierno, emitió un comunicado en el que aseguró que "unidades de elite de las Fuerzas Armadas rescatan al señor presidente y lo llevan a Carondelet", sede del Ejecutivo en el centro histórico de Quito. El operativo fue tan violente que se saldó con al menos la muerte de un miembro del Grupo de Operaciones Especiales (GOE) de la policía, y cinco militares heridos.
Podemos concluir por tanto que Teleamazonas, propiedad del banquero ecuatoriano Fidel Egas Grijalva principal accionista del Grupo Pichincha, fue cómplice del golpe en la medida en que sus profesionales se dedicaron a negar el secuestro del presidente del país, incluso ante otros medios de comunicación, a pesar de que conocían la realidad por encontrarse en el lugar de los hechos de una forma sólo comprensible por su connivencia con los sectores armados golpistas.
También es de destacar, una vez más, el papel de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), el consorcio patronal de medios americanos que combate las iniciativas públicas de algunos gobiernos latinoamericanos por desarrollar medios de comunicación públicos. Con el presidente de Ecuador secuestrado por los agentes armados y la represión policial de los golpistas con los periodistas, la SIP se dedicaba a condenar la violación a la libertad de prensa que implica la obligatoriedad de enlazar a la televisión y la radio privada, a la señal de la cadena estatal.
Se trataba de una orden del Ejecutivo para que la televisión privada estuviera enlazada a la pública ante la contingencia nacional que implicaba el secuestro del Presidente de la República y así el gobierno legítimo poder dirigirse a la ciudadanía (en España se hace para escuchar al rey en Navidad). Por su parte, el presidente de la SIP, Alejandro Aguirre, subdirector a su vez de Diario de Las Américas, de Miami, se refirió a al golpe en Ecuador como “la situación de convulsión que atraviesa”.
Mientras la SIP emitía este pronunciamiento, en Quito los golpistas trataban de derribar las torres de transmisión de los canales nacionales.
Para terminar, vale la pena hacer algún comentario sobre el papel de los medios alternativos y comunitarios. Entre ellos, es de destacar el magnífico trabajo que hicieron desde Radio del Sur donde, gracias a su emisión en vivo por internet y sus conexiones en directa al lugar de los hechos, desde cualquier lugar del mundo pudimos escuchar de primera mano los acontecimientos de Ecuador. En cambio, una vez más, cómo sucede desde su creación, la emisión de vídeo por internet de Telesur volvió a caerse por exceso de tráfico, algo que se repite siempre que pasa algún acontecimiento trascendente en América Latina.
Veja abaixo dois vídeos da TELESUR do momento em que o Presidente Rafael Correa retorna ao palácio presidencial:
VÍDEO 1
VÍDEO 2
A TELESUR disponibilizou no Youtube muitos outros vídeos sobre os acontecimentos. Vale a pena ver.
Reproduzo artigo de Pascual Serrano, publicado no sítio Rebelión:
El golpe de Estado del pasado 30 de septiembre en Ecuador ha vuelto a dejar en evidencia el papel de los medios de comunicación. Lo más curioso de los medios españoles es que, cuando unas fuerzas de seguridad secuestran al presidente de un país, le llaman revuelta y titulan sobre el estado de excepción: “Estado de excepción en Ecuador para frenar la revuelta de policías” (ElPaís.com), "Corrrea decreta el estado de excepción para frenar una protesta policial que ha desatado el caos" (ElMundo.es). La agencia Efe dijo que Correa “quedó atrapado” para referirse al secuestro por parte de agentes armados.
En cuanto a los medios ecuatorianos es de destacar una anécdota sucedida con Teleamazonas, un canal privado muy hostil hacia Rafael Correa, que ya había sido sancionado el pasado año por la Superintendencia de Telecomunicaciones de Ecuador por haber publicado informaciones falsas que provocaron alteraciones del orden público. También en 2008 se supo que Teleamazonas llevaba siete años sin pagar impuestos. En otra ocasion Correa acusó a Teleamazonas de cometer un “atentado a la seguridad nacional", al difundir, en connivencia con el opositor Partido Sociedad Patriótico (PSP) del ex presidente Lucio Gutiérrez, grabaciones privadas del gobierno.
Pero vayamos a lo sucedido el 30 de septiembre. Cuando Correa se encontraba secuestrado por los policías en el hospital, el periodista de la Radio del Sur, desde Caracas, Marcos Salgado logra contactar con un periodista de Teleamazonas que se encuentra en el hospital, en una habitación contigua al presidente ecuatoriano. El centro sanitario está rodeado de policías rebeldes que hirieron al presidente hasta el punto de requerir asistencia médica. Salgado le pregunta si considera que Correa está retenido en el hospital contra su voluntad o no, el periodista de Teleamazonas le responde que no, que simplemente está allí resguardado por decisión propia sin que se le impida salir, aunque reconoce que los policías del exterior no permiten el acceso de los ciudadanos que de forma masiva están llegando para expresar su apoyo y garantizar su seguridad.
Marcos Salgado le expresa su extrañeza porque la decisión de Correa sea voluntaria si fuera hay decenas de policías armados y hostiles contra él, sin embargo el periodista de Teleamazonas sigue insistiendo en que la presencia de Correa en el hospital es por propia voluntad. Ya terminada la conversación entre los dos periodistas, Marcos Salgado comparte con la audiencia lo sospechoso de que, mientras que los ciudadanos no pueden acceder al hospital, tampoco los miembros del gobierno, y algunos equipos de prensa como el de Telesur fueron agredidos cuando lo intentaron, el periodista del canal opositor Teleamazonas pueda estar tranquilamente en la habitación contigua del presidente.
El desenlace de los hechos demostró a las pocas horas que Rafael Correa estaba secuestrado. Tan secuestrado que se necesito un operativo militar para rescatarlo. El Comando Conjunto de las Fuerzas Armadas, leal al gobierno, emitió un comunicado en el que aseguró que "unidades de elite de las Fuerzas Armadas rescatan al señor presidente y lo llevan a Carondelet", sede del Ejecutivo en el centro histórico de Quito. El operativo fue tan violente que se saldó con al menos la muerte de un miembro del Grupo de Operaciones Especiales (GOE) de la policía, y cinco militares heridos.
Podemos concluir por tanto que Teleamazonas, propiedad del banquero ecuatoriano Fidel Egas Grijalva principal accionista del Grupo Pichincha, fue cómplice del golpe en la medida en que sus profesionales se dedicaron a negar el secuestro del presidente del país, incluso ante otros medios de comunicación, a pesar de que conocían la realidad por encontrarse en el lugar de los hechos de una forma sólo comprensible por su connivencia con los sectores armados golpistas.
También es de destacar, una vez más, el papel de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), el consorcio patronal de medios americanos que combate las iniciativas públicas de algunos gobiernos latinoamericanos por desarrollar medios de comunicación públicos. Con el presidente de Ecuador secuestrado por los agentes armados y la represión policial de los golpistas con los periodistas, la SIP se dedicaba a condenar la violación a la libertad de prensa que implica la obligatoriedad de enlazar a la televisión y la radio privada, a la señal de la cadena estatal.
Se trataba de una orden del Ejecutivo para que la televisión privada estuviera enlazada a la pública ante la contingencia nacional que implicaba el secuestro del Presidente de la República y así el gobierno legítimo poder dirigirse a la ciudadanía (en España se hace para escuchar al rey en Navidad). Por su parte, el presidente de la SIP, Alejandro Aguirre, subdirector a su vez de Diario de Las Américas, de Miami, se refirió a al golpe en Ecuador como “la situación de convulsión que atraviesa”.
Mientras la SIP emitía este pronunciamiento, en Quito los golpistas trataban de derribar las torres de transmisión de los canales nacionales.
Para terminar, vale la pena hacer algún comentario sobre el papel de los medios alternativos y comunitarios. Entre ellos, es de destacar el magnífico trabajo que hicieron desde Radio del Sur donde, gracias a su emisión en vivo por internet y sus conexiones en directa al lugar de los hechos, desde cualquier lugar del mundo pudimos escuchar de primera mano los acontecimientos de Ecuador. En cambio, una vez más, cómo sucede desde su creación, la emisión de vídeo por internet de Telesur volvió a caerse por exceso de tráfico, algo que se repite siempre que pasa algún acontecimiento trascendente en América Latina.
Veja abaixo dois vídeos da TELESUR do momento em que o Presidente Rafael Correa retorna ao palácio presidencial:
VÍDEO 1
VÍDEO 2
A TELESUR disponibilizou no Youtube muitos outros vídeos sobre os acontecimentos. Vale a pena ver.
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