Brasília Confidencial No 386
Ao criar mais 204 mil novos empregos em outubro, o mercado de trabalho brasileiro superou um recorde: com os mais de 2,4 milhões de novos postos de trabalho oferecidos em 2010 ultrapassou em 12% o recorde anterior, de 2008, quando alcançou a marca de 2,1 milhões. Em Niterói/RJ, durante a cerimônia de lançamento ao mar do navio Sérgio Buarque de Holanda, o presidente Lula recorreu a uma comparação: “Enquanto nos Estados Unidos teve 60 mil empregos a menos, aqui no Brasil nós criamos 2,5 milhões, de trabalhador com a carteira profissional assinada, registrada, contando tempo para a sua aposentadoria”.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, em termos setoriais, entre os 25 subsetores, oito apresentaram saldos recordes e cinco ficaram com o segundo melhor desempenho para o período. Assim, chegou-se ao patamar de 43,5 milhões de trabalhadores formais, sendo 35,4 milhões deles celetistas, mais alto índice em toda a história do Brasil.
Para o ministro Carlos Lupi, há grande probabilidade do Brasil cumprir a meta de criar 2,5 milhões de novos empregos neste ano. Sua avaliação indica que novembro deve contribuir bastante para isso. Ele acredita que as demissões que ocorrerão em dezembro serão em número inferior aquelas que aconteceram no mesmo mês de 2009.
Destaque para o Nordeste
Em outubro, 24 Estados expandiram o emprego com carteira de trabalho. Entre eles, seis obtiveram saldos recordes e quatro o segundo melhor saldo para o mês. As cinco regiões do país conseguiram resultados positivos.
No Sudeste foram criadas 92.594 vagas. O Sul registrou 48.891 novos empregos no mês passado, enquanto o Norte apresentou elevação de 7.018 postos, e o Centro-Oeste atingiu mais 3.010 empregos. O destaque, porém, ficou com o Nordeste, que abriu 53.291 novos postos formais, melhor resultado para a região desde 1992.
O segmento de serviços teve a melhor performance em outubro, com 86.207 novos empregos formalizados. O comércio registrou 81,347 novas vagas, índice inédito para o mês. Já as contratações na indústria de transformação totalizaram de 46.932 vagas. A construção civil fechou o mês abrindo 11.412 vagas.
E O PIB???
A economia brasileira terá uma expansão de 7,5% em 2010, segundo projeção do Ministério do Planejamento. É o que revela o Relatório de Avaliação Fiscal do quinto bimestre, divulgado nesta sexta-feira. A estimativa para o avanço real do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, subiu de 7,2% para 7,5%.
No caso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, a avaliação permaneceu em 5,1%, acima do centro da meta de 4,5%.
Essa meta tem, entretanto, margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A estimativa para a taxa de câmbio baixou de US$ 1,78 para US$ 1,76.
(Com Agência Brasil)
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sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Desemprego: o Menor desde 2002
Brasília Confidencial No 368
O nível de desemprego registrado em setembro no Brasil foi o menor desde março de 2002. A taxa de desocupação medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 6,2% da população economicamente ativa. Já o valor médio da renda do trabalhador foi o maior dos últimos oito anos.
De agosto para setembro, o número de trabalhadores ocupados aumentou 0,7%, ao mesmo tempo em que a população desocupada ficou 7,5% menor. O IBGE estimou em 22,3 milhões o número de trabalhadores ocupados (762.000 a mais do que em setembro do ano passado) e em 1,5 milhão o de trabalhadores sem ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação de setembro do ano passado com o mesmo mês de 2010, segundo o IBGE, o número de desocupados caiu quase 18%. Significa que quase 320.000 pessoas deixaram aquela condição.
A Região Metropolitana de Salvador foi aquela em que o nível de desemprego registrou maior queda – quase 1,5% - de agosto para setembro. Examinado o período de setembro de 2009 a setembro de 2010, a parcela de trabalhadores sem ocupação caiu em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. E manteve-se estável em Salvador e no Rio. Houve crescimento de 3,5% do emprego na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água; de 4,4% nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; de quase 6% na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e de mais de 8% em Outros serviços.
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável, entre agosto e setembro, e cresceu 8,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Quer dizer que foram preenchidas mais 816.000 vagas, nesse período, no mercado de trabalho formal.
O rendimento médio dos trabalhadores subiu 1,3%, de agosto para setembro, e 6,2% no ano. Chegou a R$ 1.499,00 no mês passado. Tanto de agosto para setembro quanto na comparação dos meses de setembro a renda aumentou em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas. O maior aumento, na comparação anual, foi registrado em Recife (13,5%) e o menor em São Paulo (3,1%). Nas outras regiões metropolitanas o crescimento da renda foi de 11,4% (Belo Horizonte), 8,8% (Rio de Janeiro), 7,5% em Porto Alegre e 5,9% em Salvador.
A renda domiciliar por pessoa também aumentou – quase 9% entre setembro do ano passado e setembro deste ano. O maior aumento, superior a 20%, foi identificado em Recife. O menor – 5,3% - em São Paulo.
O nível de desemprego registrado em setembro no Brasil foi o menor desde março de 2002. A taxa de desocupação medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 6,2% da população economicamente ativa. Já o valor médio da renda do trabalhador foi o maior dos últimos oito anos.
De agosto para setembro, o número de trabalhadores ocupados aumentou 0,7%, ao mesmo tempo em que a população desocupada ficou 7,5% menor. O IBGE estimou em 22,3 milhões o número de trabalhadores ocupados (762.000 a mais do que em setembro do ano passado) e em 1,5 milhão o de trabalhadores sem ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação de setembro do ano passado com o mesmo mês de 2010, segundo o IBGE, o número de desocupados caiu quase 18%. Significa que quase 320.000 pessoas deixaram aquela condição.
A Região Metropolitana de Salvador foi aquela em que o nível de desemprego registrou maior queda – quase 1,5% - de agosto para setembro. Examinado o período de setembro de 2009 a setembro de 2010, a parcela de trabalhadores sem ocupação caiu em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. E manteve-se estável em Salvador e no Rio. Houve crescimento de 3,5% do emprego na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água; de 4,4% nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; de quase 6% na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e de mais de 8% em Outros serviços.
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável, entre agosto e setembro, e cresceu 8,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Quer dizer que foram preenchidas mais 816.000 vagas, nesse período, no mercado de trabalho formal.
O rendimento médio dos trabalhadores subiu 1,3%, de agosto para setembro, e 6,2% no ano. Chegou a R$ 1.499,00 no mês passado. Tanto de agosto para setembro quanto na comparação dos meses de setembro a renda aumentou em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas. O maior aumento, na comparação anual, foi registrado em Recife (13,5%) e o menor em São Paulo (3,1%). Nas outras regiões metropolitanas o crescimento da renda foi de 11,4% (Belo Horizonte), 8,8% (Rio de Janeiro), 7,5% em Porto Alegre e 5,9% em Salvador.
A renda domiciliar por pessoa também aumentou – quase 9% entre setembro do ano passado e setembro deste ano. O maior aumento, superior a 20%, foi identificado em Recife. O menor – 5,3% - em São Paulo.
sábado, 9 de outubro de 2010
Indústria - Continua Aumento de Empregos
Brasília Confidencial No 358
A indústria contratou mais trabalhadores em agosto do que em julho, informa a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário realizada pelo IBGE.
Foi o oitavo mês consecutivo de aumento do emprego no setor.
“Mais importante do que o resultado positivo em agosto é a sequência de oito meses de crescimento, mantendo-se essa trajetória ascendente”, disse o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.
Ele ressalvou, no entanto, que o emprego industrial não recuperou o patamar pré-crise. “Neste momento, está 1,8% abaixo do patamar recorde observado em setembro de 2008”, afirmou Macedo.
Em 13 dos 18 setores investigados, o número de trabalhadores contratados em agosto superou o de demitidos.
Na comparação com 2009, segundo o IBGE, o emprego industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas, sobretudo em São Paulo, na Região Nordeste, no Rio Grande do Sul, nas regiões Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais.
O rendimento dos trabalhadores da indústria diminuiu 2,9%, de julho para agosto, mas, na comparação com agosto de 2009, aumentou 9%.
Ainda comparativamente a agosto do ano passado, a folha de pagamento avançou em 16 dos 18 ramos investigados. Já o número de horas pagas teve crescimento superior a 6%. O aumento ocorreu em 13 dos 18 segmentos pesquisados.
A indústria contratou mais trabalhadores em agosto do que em julho, informa a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário realizada pelo IBGE.
Foi o oitavo mês consecutivo de aumento do emprego no setor.
“Mais importante do que o resultado positivo em agosto é a sequência de oito meses de crescimento, mantendo-se essa trajetória ascendente”, disse o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.
Ele ressalvou, no entanto, que o emprego industrial não recuperou o patamar pré-crise. “Neste momento, está 1,8% abaixo do patamar recorde observado em setembro de 2008”, afirmou Macedo.
Em 13 dos 18 setores investigados, o número de trabalhadores contratados em agosto superou o de demitidos.
Na comparação com 2009, segundo o IBGE, o emprego industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas, sobretudo em São Paulo, na Região Nordeste, no Rio Grande do Sul, nas regiões Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais.
O rendimento dos trabalhadores da indústria diminuiu 2,9%, de julho para agosto, mas, na comparação com agosto de 2009, aumentou 9%.
Ainda comparativamente a agosto do ano passado, a folha de pagamento avançou em 16 dos 18 ramos investigados. Já o número de horas pagas teve crescimento superior a 6%. O aumento ocorreu em 13 dos 18 segmentos pesquisados.
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