Brasília Confidencial No 394
O Brasil ultrapassou o patamar dos 190 milhões de habitantes de acordo com os números finais do Censo 2010, divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Instituto apurou a existência de 190.732.694 brasileiros, um aumento de exatos 20.933.524 nos últimos dez anos. Percentualmente, o avanço foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior -- 15,6%. O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada do que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.
O crescimento populacional, embora registrado em todo país, destacou-se na região Norte. Enquanto o Brasil ampliou sua população em 12,33% na última década, o Norte aumentou quase o dobro da média nacional: 22,98%. Na região, o Amapá obteve o percentual mais elevado com 40,28%. É seguido por Roraima (39,10%) e Acre (31,44%), outros dois Estados nortistas. No outro extremo do avanço demográfico está o Rio Grande do Sul cuja população aumentou apenas 4,98% em dez anos. Bahia, com 7,28%, e Paraná, com 9,16%, igualmente ficaram abaixo da média brasileira.
O maior e o menor
Se o Norte aumenta sua população, também é verdade que três Estados do Sudeste -- São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro -- embora com perda de participação, ainda representam 40,28% do total da população. Em 2000, possuíam 40,82%. A exemplo do Sudeste, o Sul e o Nordeste perderam participação, ao passo que, juntamente com o Norte, a região Centro-Oeste cresceu demograficamente.
Área mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas, o Sudeste abriga o Estado e a cidade com maior número de habitantes. São Paulo lidera com seus 41.252.160 moradores, enquanto habitam a capital São Paulo 11.244.369 pessoas. Outro município paulista, Balbinos, registrou o maior crescimento demográfico de 2000 para 2010: 199,47%. Curiosamente, o Estado comparece também com o menos populoso de todos os municípios brasileiros: Borá, com somente 805 habitantes.
3,9 milhões de mulheres a mais
Entre os Estados, Roraima apresentou o menor número de moradores, apenas 451.227 pessoas, número inferior ao da grande maioria das capitais.
O Censo 2010 ainda evidencia que há 95,9 homens para cada 100 mulheres no Brasil. Ou seja, existem 3,9 milhões de mulheres a mais do que homens. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. Hoje, a população feminina é de 97.342.162 e a masculina de 93.390.532 indivíduos.
No cômputo dos municípios, novo destaque estatístico para Balbinos. É o município com maior percentual de homens (82,20%). E Santos/SP, conta com o maior percentual de mulheres (54,25%).
Bahia, líder em centenários
O Censo 2010 apurou ainda que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Neste particular, salientou-se a Bahia, unidade da federação líder em quantidade de brasileiros centenários (3.525), perseguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).
Foram quatro meses de trabalho de coleta e supervisão. No Censo 2010 trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Estes visitaram 67,6 milhões de domicílios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os que viviam em cada residência. Nos 27 Estados, foram percorridos 5.565 municípios.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Desemprego: o Menor desde 2002
Brasília Confidencial No 368
O nível de desemprego registrado em setembro no Brasil foi o menor desde março de 2002. A taxa de desocupação medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 6,2% da população economicamente ativa. Já o valor médio da renda do trabalhador foi o maior dos últimos oito anos.
De agosto para setembro, o número de trabalhadores ocupados aumentou 0,7%, ao mesmo tempo em que a população desocupada ficou 7,5% menor. O IBGE estimou em 22,3 milhões o número de trabalhadores ocupados (762.000 a mais do que em setembro do ano passado) e em 1,5 milhão o de trabalhadores sem ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação de setembro do ano passado com o mesmo mês de 2010, segundo o IBGE, o número de desocupados caiu quase 18%. Significa que quase 320.000 pessoas deixaram aquela condição.
A Região Metropolitana de Salvador foi aquela em que o nível de desemprego registrou maior queda – quase 1,5% - de agosto para setembro. Examinado o período de setembro de 2009 a setembro de 2010, a parcela de trabalhadores sem ocupação caiu em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. E manteve-se estável em Salvador e no Rio. Houve crescimento de 3,5% do emprego na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água; de 4,4% nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; de quase 6% na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e de mais de 8% em Outros serviços.
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável, entre agosto e setembro, e cresceu 8,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Quer dizer que foram preenchidas mais 816.000 vagas, nesse período, no mercado de trabalho formal.
O rendimento médio dos trabalhadores subiu 1,3%, de agosto para setembro, e 6,2% no ano. Chegou a R$ 1.499,00 no mês passado. Tanto de agosto para setembro quanto na comparação dos meses de setembro a renda aumentou em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas. O maior aumento, na comparação anual, foi registrado em Recife (13,5%) e o menor em São Paulo (3,1%). Nas outras regiões metropolitanas o crescimento da renda foi de 11,4% (Belo Horizonte), 8,8% (Rio de Janeiro), 7,5% em Porto Alegre e 5,9% em Salvador.
A renda domiciliar por pessoa também aumentou – quase 9% entre setembro do ano passado e setembro deste ano. O maior aumento, superior a 20%, foi identificado em Recife. O menor – 5,3% - em São Paulo.
O nível de desemprego registrado em setembro no Brasil foi o menor desde março de 2002. A taxa de desocupação medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 6,2% da população economicamente ativa. Já o valor médio da renda do trabalhador foi o maior dos últimos oito anos.
De agosto para setembro, o número de trabalhadores ocupados aumentou 0,7%, ao mesmo tempo em que a população desocupada ficou 7,5% menor. O IBGE estimou em 22,3 milhões o número de trabalhadores ocupados (762.000 a mais do que em setembro do ano passado) e em 1,5 milhão o de trabalhadores sem ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação de setembro do ano passado com o mesmo mês de 2010, segundo o IBGE, o número de desocupados caiu quase 18%. Significa que quase 320.000 pessoas deixaram aquela condição.
A Região Metropolitana de Salvador foi aquela em que o nível de desemprego registrou maior queda – quase 1,5% - de agosto para setembro. Examinado o período de setembro de 2009 a setembro de 2010, a parcela de trabalhadores sem ocupação caiu em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. E manteve-se estável em Salvador e no Rio. Houve crescimento de 3,5% do emprego na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água; de 4,4% nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; de quase 6% na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e de mais de 8% em Outros serviços.
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável, entre agosto e setembro, e cresceu 8,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Quer dizer que foram preenchidas mais 816.000 vagas, nesse período, no mercado de trabalho formal.
O rendimento médio dos trabalhadores subiu 1,3%, de agosto para setembro, e 6,2% no ano. Chegou a R$ 1.499,00 no mês passado. Tanto de agosto para setembro quanto na comparação dos meses de setembro a renda aumentou em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas. O maior aumento, na comparação anual, foi registrado em Recife (13,5%) e o menor em São Paulo (3,1%). Nas outras regiões metropolitanas o crescimento da renda foi de 11,4% (Belo Horizonte), 8,8% (Rio de Janeiro), 7,5% em Porto Alegre e 5,9% em Salvador.
A renda domiciliar por pessoa também aumentou – quase 9% entre setembro do ano passado e setembro deste ano. O maior aumento, superior a 20%, foi identificado em Recife. O menor – 5,3% - em São Paulo.
sábado, 9 de outubro de 2010
Indústria - Continua Aumento de Empregos
Brasília Confidencial No 358
A indústria contratou mais trabalhadores em agosto do que em julho, informa a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário realizada pelo IBGE.
Foi o oitavo mês consecutivo de aumento do emprego no setor.
“Mais importante do que o resultado positivo em agosto é a sequência de oito meses de crescimento, mantendo-se essa trajetória ascendente”, disse o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.
Ele ressalvou, no entanto, que o emprego industrial não recuperou o patamar pré-crise. “Neste momento, está 1,8% abaixo do patamar recorde observado em setembro de 2008”, afirmou Macedo.
Em 13 dos 18 setores investigados, o número de trabalhadores contratados em agosto superou o de demitidos.
Na comparação com 2009, segundo o IBGE, o emprego industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas, sobretudo em São Paulo, na Região Nordeste, no Rio Grande do Sul, nas regiões Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais.
O rendimento dos trabalhadores da indústria diminuiu 2,9%, de julho para agosto, mas, na comparação com agosto de 2009, aumentou 9%.
Ainda comparativamente a agosto do ano passado, a folha de pagamento avançou em 16 dos 18 ramos investigados. Já o número de horas pagas teve crescimento superior a 6%. O aumento ocorreu em 13 dos 18 segmentos pesquisados.
A indústria contratou mais trabalhadores em agosto do que em julho, informa a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário realizada pelo IBGE.
Foi o oitavo mês consecutivo de aumento do emprego no setor.
“Mais importante do que o resultado positivo em agosto é a sequência de oito meses de crescimento, mantendo-se essa trajetória ascendente”, disse o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.
Ele ressalvou, no entanto, que o emprego industrial não recuperou o patamar pré-crise. “Neste momento, está 1,8% abaixo do patamar recorde observado em setembro de 2008”, afirmou Macedo.
Em 13 dos 18 setores investigados, o número de trabalhadores contratados em agosto superou o de demitidos.
Na comparação com 2009, segundo o IBGE, o emprego industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas, sobretudo em São Paulo, na Região Nordeste, no Rio Grande do Sul, nas regiões Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais.
O rendimento dos trabalhadores da indústria diminuiu 2,9%, de julho para agosto, mas, na comparação com agosto de 2009, aumentou 9%.
Ainda comparativamente a agosto do ano passado, a folha de pagamento avançou em 16 dos 18 ramos investigados. Já o número de horas pagas teve crescimento superior a 6%. O aumento ocorreu em 13 dos 18 segmentos pesquisados.
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