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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dia da Farsa!!!

Do Luis Nassif



Ontem Serra anunciou ter feito uma tomografia para avaliar os estragos produzidos pela bolinha de papel. Ele e o médico anunciaram 24 horas de repouso.

Hoje, em Maringá, Serra justificou assim o atraso de duas horas em uma reunião eleitoral:


Ao chegar ao evento, Serra se desculpou pelo atraso de cerca de duas horas. Disse que ficou gravando até tarde da noite desta quarta para o horário eleitoral gratuito.

Do Terra

Serra culpa Lula por violência; presidente vê "farsa" em agressão

Marcela Rocha
Direto de Maringá

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela onda de violência na campanha eleitoral. "O fato de o presidente da República se jogar de corpo e alma no processo eleitoral, ao invés de se dedicar ao País, e incitar que os adversários sejam destruídos, como ele tem feito, e tem vários exemplos nesse sentido, só contribui para esse clima de violência", disse o tucano após evento com cooperativas agrícolas em Maringá, no Paraná, às 15h.

Serra se referia a caminhada que acabou em pancadaria entre os militantes do PSDB e do PT, na quarta (20), em Campo Grande, no Rio de Janeiro. No meio da confusão, uma bolinha de papel acertou a cabeça do candidato.

Minutos antes, por volta das 14h, o presidente Lula disse que o episódio envolvendo Serra no Rio era uma "farsa". "A mentira que foi produzida ontem pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa (...) aliás, ontem deveria ser denominado o dia da farsa, o dia da mentira", declarou o presidente após inauguração do Polo Naval de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Leia aqui.

Serra afirmou que o "outro lado" da disputa é quem está acirrando a campanha o tempo inteiro e que fazem isso através de mentiras. "É a maior campanha de mentiras que eu já vi na minha vida. São profissionais da mentira. E são também profissionais da violência. Já houve várias situações aonde fizeram agressões e intimidações", disse. Sobre o episódio desta quarta-feira (20), em que militantes tucanos e petistas entraram em conflito durante campanha do PSDB no Rio de Janeiro, o candidato, que acabou atingido na cabeça por um rolo de fita adesiva, disse que "passaram da medida". "Ontem, passaram da medida, inclusive pelo tipo de gente que foi levada lá. Eram profissionais. Quer dizer, agentes de repressão, da atividade de reprimir, e o incidente todo comigo foi apenas um exemplo", acusou.

O ex-governador paulista reiterou que o ocorrido foi feito por "gente preparada para intimidar" e afirmou que as mentiras e o modelo de campanha adotado pelo PT se traduziram em violência. O tucano disse também que as pessoas que entraram em conflito com sua comitiva eram "treinadas para isso" e caracterizou como "tropas de choque, de assalto".

Ao chegar ao evento, Serra se desculpou pelo atraso de cerca de duas horas. Disse que ficou gravando até tarde da noite desta quarta para o horário eleitoral gratuito. Para uma plateia composta majoritariamente por produtores agrícolas, ele disse ser vítima de mentiras a respeito da privatização. "Se tem um partido que curtiu e curte as privatizações num mau sentido é o PT".

Além disso, o tucano colocou que quer fortalecer as cooperativas de crédito, a infraestrutura de portos e aeroportos para "estimular fortemente o comércio" e aproveitou também para criticar as ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a necessidade de negociação judicial pela reintegração de posse. Assim como fez para os prefeitos de Minas Gerais, voltou a falar do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e criticou o governo: "não tem nada de bancar o papai Noel com o dinheiro das prefeituras. Fazer gentileza com o chapéu alheio".

Lula compara Serra a jogador
O presidente comparou ainda o episódio com o ex-goleiro da seleção chilena, Roberto Rojas, que fingiu ser atingido por um sinalizador em 1989, em um jogo entre Brasil e Chile. "Venderam o dia inteiro que esse homem tinha sido agredido. Se vocês não viram ainda, vocês pegam o que foi divulgado e assistam para ver que é uma mentira mais grave do que a mentira do que a do Rojas, o goleiro do Chile, que no Maracanã caiu e fingiu que um foguete tinha atingido ele", afirmou o presidente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Candidato Tucano Não Responde e Mente




Brasília Confidencial No 366

 O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, experimentou ontem a sua mais desastrada performance na televisão e, provavelmente, os piores 10 minutos de toda a campanha. Foi em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo. Questionado especialmente sobre o fato de explorar a religião para atacar sua adversária, Dilma Rousseff, e sobre as reações contraditórias que adotou diante das denúncias relativas a seu ex-assessor Paulo de Souza, o presidenciável tucano produziu um emaranhado verborrágico – e voltou a mentir sobre os dois temas Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista:

Fátima Bernardes: Esse segundo turno está radicalizado. Uma mistura entre religião e política que normalmente não costuma dar certo em lugar nenhum. A sua campanha tem explorado posições do PT e da candidata do partido, por exemplo, em relação ao aborto. Essa mistura, política e religião, não deveria ser evitada?

José Serra: Olha, não fomos nós que levantamos, nem nós exploramos. Acontece o seguinte: a Dilma manifestou-se a favor do aborto. Deu uma entrevista que está, enfim, tem o vídeo. O PT, no final do ano passado, fez aquele Programa Nacional de Direitos Humanos que tornava transgressor, criminoso, aquele que fosse contra o aborto. Então eles puseram a questão no ar.

Fátima: Mas a sua campanha também, candidato.

Serra: Eu sempre manifestei, eu sempre manifestei o seguinte: eu sou contra a liberação do aborto e nunca explorei isso do ponto de vista de que ela estaria errada por ser a favor do aborto. O que acontece é que ela afirmou uma coisa e depois afirmou o oposto. Nem reconhece que disse o oposto. E numa campanha, esses temas, Fátima, acabam sendo postos pela própria população.

Fátima: Mas, candidato...

José Serra: Nunca me passou pela cabeça transformar isso num centro de campanha.

Fátima: Mas candidato, sua campanha tem mostrado, falado insistentemente em Deus, tem mostrado imagens de missas, de cultos religiosos. Questões como essas do aborto, até mesmo a união civil entre homossexuais, elas não deveriam receber um tratamento de políticas públicas e não uma abordagem do ponto de vista da religião? Isso não contribui para um retrocesso no debate político?

Serra: Olha, eu insisto: quem introduziu esse ingrediente na campanha foi o PT e foi a Dilma. Como eu tenho uma posição contrária ao aborto, eu sempre fui perguntado, e sempre disse isso.

Fátima: Mas é um retrocesso. O senhor considera um retrocesso?

Serra: Todas as campanhas que eu fiz, eu sempre visitei igrejas, né, eu sou católico, mas sempre visitei igrejas, inclusive igrejas cristãs, evangélicas. Sempre falo no meu linguajar cotidiano, porque está incorporado, eu sempre digo: 'se Deus quiser'. Eu sou uma pessoa religiosa. Não há nada forçado neste sentido. E, aliás, a candidata não fez outra coisa senão passar a frequentar igrejas, coisa que habitualmente ela não fazia. Então isso dá um tipo de aquecimento que se transforma no que você falou. Agora o que eu quero dizer é que a base disso está no fato de que uma hora ela disse uma coisa e em outra hora ela diz o oposto. Aliás, não é o único caso que isso acontece.

Wiiliam Bonner: Candidato, na sua propaganda eleitoral o senhor tem mostrado obras grandes que realizou como governador em São Paulo: Rodoanel, a ampliação da Marginal do Tietê. Essas obras foram tocadas, em parte ou totalmente, pela Dersa, que é a empresa estadual que cuida disso. Quando o senhor era governador, o diretor da Dersa era Paulo de Souza, também conhecido como Paulo Preto por alguns. Paulo Preto foi acusado de ter arrecadado ilegalmente dinheiro para a campanha do PSDB e de ter ficado com esse dinheiro pra ele. O PSDB e o senhor já negaram essa afirmação, disseram que não houve essa arrecadação. Mas o fato é que antes de os senhores negarem isso, Paulo Preto, ao jornal “Folha de S.Paulo”, disse o seguinte: "Não se abandona um líder ferido na estrada”. O que ele quis dizer com isso?

Serra: Olha, William, antes dessa entrevista nós já tínhamos desmentido. Não houve desvio de dinheiro na minha campanha, que seria a vítima no caso. Ou seja: não houve ninguém que tivesse doado, o dinheiro não tivesse chegado, e a pessoa tivesse feito chegar a gente de que a contribuição não tinha chegado, porque ele tinha dado e não chegou. Isso não aconteceu.

Bonner: Mas esta frase, esta frase: "não se abandona um líder ferido na estrada".

José Serra: Esta frase...

Bonner: Parece ameaça.

Serra: Não, não. Porque sempre tem, dentro de um partido, gente que gosta de um, gente que não gosta de outro, mas o fato é que não houve o essencial que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia. Em todo o caso, nós seríamos a vítima. Você percebe? Quer dizer, e aí não se trata, inclusive, nem de dinheiro do governo. É um dinheiro que foi contribuição para uma campanha. Eu desmenti isso há muito tempo. E o assunto volta posto, inclusive pelo PT, porque o que eles gostam de fazer? De vir com ataques, esses às vezes meio incompreensíveis para nivelar todo mundo, como se os escândalos da Casa Civil, como se os escândalos desse senhor Cardeal agora na Eletrobras, como se tudo isso pudesse ser também reproduzido, o que não aconteceu do outro lado. Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil...

Bonner: Sim, candidato...

Serra: ...que ficou do meu lado que aprontou tudo que a Erenice aprontou. Braço direito da Dilma.

Bonner: Sim, mas eu tenho de observar o seguinte: primeiro, Paulo de Souza tinha um cargo estratégico no seu governo. Era um cargo importante, de grandes obras. E teve uma filha dele, inclusive, contratada pelo senhor tanto na Prefeitura de São Paulo quanto no governo do estado em cargo de confiança. Quer dizer: essa relação sua com parentes, também, de alguma maneira, não configura aí um nepotismo dentro do governo?

Serra: Veja, essa menina foi contratada, eu nem conhecia, não foi diretamente por mim, para trabalhar no Cerimonial, que é, que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais, entre muitas outras. Tinha um currículo, sabia dois idiomas, ou sabe dois idiomas, sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois. Ela não está em nenhum cargo, nunca teve nenhuma acusação, nem nenhum cargo que tome decisões, faça lobby, pegue dinheiro, como no caso dos filhos da Erenice.

O Fato e as Versões

Hoje a Falha de São Paulo publicou em manchete que o caso da quebra do sigilo dos tucanos a partir de um jornalista de Minas Gerais tinha ligações com a campanha da Dilma, segundo a Polícia Federal.

Ai, durante o dia, a mentira foi sendo desconstruída. Vejamos:

Do Óleo do Diabo

Em entrevista coletiva concedida hoje à tarde, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, foi bem direto e objetivo.

Eu acho que a manchete da Folha está certa, só trocou uma palavra: a PF ligou a quebra de sigilo à pré-campanha de Serra, não da Dilma. O jornalista Amaury Jr, quando encomendou os documentos da filha do candidato, não tinha qualquer vínculo com a campanha ou pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele trabalhava para o jornal Estado de Minas, que ontem e hoje eram estreitamente ligado ao governador Aécio Neves. Na época, Serra e Aécio travavam um duro embate para saber quem assumiria a candidatura à presidente. Amaury Jr disse à PF que o núcleo de Aécio temia que Marcelo Itagiba, homem da área de inteligência de Serra, tivesse colhendo informações sobre o mineiro, e por isso, houve a determinação, por parte de Aécio e do jornal, de se defenderem com dados de tucanos paulistas e de parentes de Serra.

Há grande expectativa agora sobre como a mídia irá digerir essa nova direção das informações sobre a quebra de sigilo, de que teria sido fruto de um embate interno do PSDB, como aliás, há tempos se suspeitava... 
 
Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.

As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.

A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.

Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.

No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.

Do Luis Nassif

Por JCC

PF divulga nota sobre caso de violação de sigilo

Segundo a PF, 7 pessoas já foram indiciadas.

Caso será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal.
Do G1, em Brasília

A Polícia Federal divulgou nesta qurata-feira (20) uma nota sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal.

Leia abaixo a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:

1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;

2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;

3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;

4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;

5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;

6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.


Dos Amigos do Presidente Lula


E vamos nós falar do Amaury, de novo. Primeiro. Vamos analisar a mudança da Folha. No jornal imprenso manchete é"PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma" Depois, mudou para; "Jornalista admite que encomendou dados fiscais de tucanos" E agora está em:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra."Para ajudar o patrocinador Serra, a Folha não se envergonha de mentir em manchetes que são desmentidas pelo próprio texto da matéria.

O Destaque deveria ser:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra".

Acabei de saber que, a Folha sabia o tempo todo do depoimento do jornalista, mas não publicou.Engavetou.. Somente hoje, o jornal está soltando em conta gotas a história.Nem a Folha de São Pualo e nem a grande mídia em geral vão poder tapar o sol com a peneira.O vínculo de Amaury com o Estado de Minas e deste com o aecismo é evidente; atribuir a quebra de sigilo ao PT é uma armação insustentável. Se o próprio Amaury ou a PF não vierem a público desmentir essa armação, isso transbordará a partir da blogosfera e da própria campanha da Dilma.

Primeiro a Folha mancheteou para que o candidato José Serra usasse no seu programa eleitoral.Agora, a Folha publicada meias verdade, para o Serra usar em entrevista.

Porque a Folha não deu destaque ao fato de Amaury estar trabalhando para o jornal Estado de Minas quando aconteceu o pedido da quebra de sigilo?

Porque não disseram que havia briga dentro do PSDB entre Aécio e Serra pela vaga de candidato à presidência?

Por que a Folha não disse que foi o jornal "Estado de Minas" que solicitou e pagou pelos dados sigilosos?

Porque a imprensa protegem Aecio?

Para proteger Serra?

A imprensa deveria dar destaque à verdade!

Mas não é isso que vemos. Na matéria tedenciosa da Folha, diz que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). A Folha mente. Até outro dia, o jornal dizia que Amaury fazia parte da campaha. A partir do momento em que a candidata Dilma disse que em 2009 não tinha se quer campanha, o jornal também mudou o discurso. Impressionante a manipulação da notícia para que se ressalte um ou outro aspecto.

Fica claro que a manchete maior, em uma situação normal seria o "fogo amigo" entre os partidarios de Aécio e Serra.

Mas o que se busca é ligar de qualquer maneira a quebra de sigilo à campanha de Dilma, chegando ao cumulo de "esclarecer" tratar-se da pré-campanha, para que não haja direito de resposta.

Ufa....haja liberdade de imprensa para suportar a manipulação da Folha


Amaury confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB)

Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista.Isso quem diz é a Folha e não o jornalista

O repórter disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal "Estado de Minas", para "proteger" o ex-governador tucano Aécio Neves --que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.(conforme eu afirmei neste post publicado pela manhã)

Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.

Amaury afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio.

Vamos falar assim...

Como disse Nassif; A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê aserviço do jornal Estado de Minas e do governador Aécio Neves. A advogada de Eduardo Jorge, conferindo seu conteúdo explosivo, montou um antídoto. Vazou as informações para a Folha de São Pualo, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.

E mais

Uma coisa está passando despercebida: O jornal Estado de Minas, onde Amaury Ribeiro Jr trabalhava à época da quebra de sigilo, pertence ao Grupo Associados, e o ex-governador e atual senador Aécio Neves tem participação societária neste Grupo, conforme consta de sua declaração de bens arquivada no TSE, por ocasião do lançamento de sua candidatura. Logo, acredito eu, Amaury não fez nada por conta própria e, sim, a mando de alguém. Este alguém é que precisa ser revelado... 
 
DO BLOGUEIRO> Resumindo: de novo a folhona tentou, a partir da advogada do tucano, criar um factoide para instrumentalizar a campanha do tucano. LAMENTÁVEL!!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Portal Terra: Serra Mentiu

Terra



Bob Fernandes
Direto de São Paulo
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, afirmou no debate promovido pela RedeTV!/Folha no domingo (17) à noite que o Terra não publicou uma explicação que ele teria dado em Goiânia sobre o ex-diretor do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Na verdade, o portal publicou as únicas informações a respeito dadas por José Serra naquele dia. E mais: em todos os demais portais, jornais, emissoras de rádio e TV não há nenhum registro de explicação adicional do candidato Serra além do que foi veiculado na segunda-feira (11).

Acima, disponível para os internautas (no link), o áudio da pergunta e a resposta de Serra no debate da RedeTV! e também o áudio do que ele disse exatamente em Goiânia.

Em tempo: Paulo Preto, segundo Dilma Rousseff afirmou no debate da TV Bandeirantes no domingo (10), ao referir-se a matérias de revistas semanais, teria sumido com R$ 4 milhões arrecadados para a campanha eleitoral tucana.

Minutos após o debate na Rede TV! a repórter Marcela Rocha, do Terra, questionou o candidato sobre qual reportagem e a que dia ele se referiu no debate. Serra detalhou estar se referindo ao texto enviado na segunda-feira (11) desde "Goiânia".

Marcela Rocha não esteve em Goiânia. Mirelle Irene, correspondente do Terra em Goiás, acompanhou o candidato na segunda (11). E foi quem escreveu a reportagem aqui publicada e quem tem em mãos o áudio reproduzido acima.No único trecho em que Serra cita Paulo Preto, ou Paulo Vieira de Souza, Mirelle Irene descreve:

- Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (imprensa) fiquem perguntando. Serra disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo "bobagens".

A respeito, uma semana depois, a repórter Mirelle Irene relata:
- Aquele foi o único momento em que o candidato Serra tocou no assunto. E o que eu, em essência reproduzi, foi o que os demais meios todos reproduziram.

O candidato fez a afirmação sobre o Terra ao responder à seguinte pergunta da jornalista Renata Lo Prete, colunista do jornal Folha de S. Paulo. "Seu partido critica o governo Lula por não saber do mensalão. Agora surge no noticiário um personagem chamado Paulo Preto. O senhor disse que não conhecia ele e depois disse que o conhecia. Hoje, foi publicado que o senhor empregou uma filha dele em seu governo. Candidato, o senhor sabia disso?".

Na resposta, o candidato alegou que o Terra não publicou reportagem onde ele teria dado outras explicações sobre o caso. Afirmou José Serra:

- Olha, a pergunta termina até sendo oportuna para esclarecer. Em primeiro lugar, o que o PT levantou na base da estratégia do pega-ladrão? O sujeito bate a carteira do outro e sai correndo dizendo pega ladrão, pega ladrão para distrair a atenção . Esse é o método. Veja só: disseram que alguém tinha recebido uma contribuição para minha campanha e não tinha entregue a contribuição. Ou seja, eu sou a vítima. O que eu disse é: eu não conheço esse problema. Nunca. Isso não aconteceu na minha campanha. Nem se trata de dinheiro de governo. É uma contribuição para uma campanha que alguém teria pego e não entregue para a campanha. Só que eu não soube disso. Nunca ninguém veio reclamar de que doou e não chegou e nem quem tá cuidando desse assunto na minha campanha fez qualquer observação nesse sentido. Disseram que o Paulo Souza. Eu não neguei que o conhecia.

Na continuação, José Serra citou o Terra, que publicou basicamente a mesma conversa que os demais meios de comunicação, como se pode ver em outros textos expostos nesta página:

- Eu fui numa segunda-feira a Goiânia e veio a repórter e perguntou: o Paulo Preto. Paulo Preto pra mim, eu não o conhecia assim. E Paulo Preto é um apelido que se dá preconceituoso e racista. Se ele fosse japonês, iam chamar de Paulo Amarelo? Será? Não. Mas como ele é descendente de africanos, puseram Paulo Preto. Paulo Preto. Essa foi a pergunta. Não foi Paulo Souza. E eu disse: Não. Não conheço. E expliquei do que é que se tratava que eu acabei de explicar aqui. Mas não foi publicado. Pode pegar o site do Terra que publicou isso e eles não publicaram a minha explicação sobre o assunto. Então eu não neguei. Não tem nada a ver.

O áudio transcrito da conversa no aeroporto de Goiânia é o seguinte:

Jornalista: Eu posso fazer uma pergunta? (confusão, vozes).
José Serra: Eu tenho que ir embora, eu tenho que ir...
Voz ao fundo (jornalista): ... do Paulo Preto...
José Serra: Isso é pauta petista. É pauta petista...
Jornalista: Mas essa questão do Paulo Preto...
José Serra: Mas eu nunca ouvi falar, eu não sei quem é o Paulo Preto. Quem é o Paulo Preto?
Jornalista: ... sobre a campanha, diz que é um dinheiro de campanha que não foi declarado...
José Serra: Nunca ouvi falar, nunca ouvi falar disso. Eles põem factoides para que vocês perguntem pra ficar rendendo. Eu nunca ouvi falar disso. Primeiro que não é fácil entender naquele programa o que ela estava dizendo. Segundo, nunca aconteceu. O que eu vou ficar dizendo? Gastar horas de um debate nacional com coisas que eu não tenho a menor ideia? E são bobagens. Na minha campanha não teve nada desviado. Nunca ouvi falar, perguntei pra todo mundo, e daí? Você entende? São coisas dessa natureza.

Na verdade, a única resposta do candidato Serra naquela segunda-feira (11) em Goiânia foi a que, com pequenas variações, foi publicada, da forma que se segue, pelos mais variados meios de comunicação.

Ainda mais: o Terra ouviu nesta segunda-feira (17) jornalistas que acompanhavam Serra na capital de Goiás. Unanimidade no desconhecimento de qualquer outra manifestação do candidato sobre Paulo Vieira de Souza, ou Paulo Preto, como também se verá nas linhas que se seguem.

Christiane Samarco é repórter do jornal O Estado de S.Paulo. Em sua reportagem de enviada especial a Goiânia, Samarco relatou: "Serra não quis comentar por que não respondeu a Dilma quando ela sugeriu que ele "deveria se lembrar de Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com R$ 4 milhões". Foi uma referência ao ex-diretor da Dersa paulista, citado na operação Castelo de Areia e que teria captado doações de recursos que não teriam sido repassados à campanha tucana. "Nunca ouvi falar disso e não sei do que se trata. Eles (os petistas) põem factoides para que a imprensa pergunte. Por que vou gastar horas de um debate nacional com coisas que eu não tenho ideia?", indagou. "Sou candidato. Você acha que eu não saberia se tivesse havido isso?"

Ao Terra, Christiane Samarco garantiu nesta segunda (18):
- O candidato Serra não disse nada além disso a respeito do Paulo Preto ou Paulo Viera. Não, não teve nada, isso foi no aeroporto e em seguida ele foi indo para o embarque.

Núbia Lobo é repórter do jornal O Popular, de Goiânia. Sua matéria não abordou o tema em momento algum, mas também ela, ouvida pelo Terra, declarou:
- Ele (Serra) não queria falar sobre o assunto (Paulo Preto), tanto na coletiva na rua quanto no aeroporto. Ele se esquivou, e só falou quando foi pressionado. Ele disse bem claro: "Quem é Paulo Preto?". Fora isto, acompanhando ele até a porta do avião, Serra apenas repetiu que não o conhecia.

Venceslau Pimentel é repórter do jornal O Hoje, de Goiânia. Sua reportagem também não mencionou o tema Paulo Preto. Ao Terra,, depõe Venceslau, 49 anos, 24 de jornalismo:
- O assunto Paulo Preto, ou Paulo Vieira, só surgiu em dois momentos. Ao final da caminhada, numa entrevista em meio a um tumulto, quando uma repórter gritou a pergunta "e o que o senhor sabe sobre o Paulo Preto?" e, acho, pode ser que ele não tenha ouvido. E depois, já no aeroporto, quando ele disse aquela frase que todos já publicaram.

No portal iG, sobre o mesmo assunto Adriano Ceolin publicou na segunda (11): "Isso é pauta petista. Não sei quem é o tal preto. Nunca ouvi falar disso. Eles (o PT) põem factoides para vocês virem perguntar", disse Serra. "Eu não entendi o que ela (Dilma) estava dizendo. Não ficar aqui gastando horas de um debate nacional com coisas que não tenho a menor ideia".

No dia seguinte, terça-feira (12), em viagem à Aparecida do Norte, questionado por jornalistas o candidato Serra falaria novamente sobre o caso Paulo Preto.

A Folha de S. Paulo publicou, nesse dia, reportagem de Andréa Michael sobre o assunto. A Folha.com expôs a íntegra da entrevista feita pela jornalista com ex-diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Nos trechos mais incisivos, o executivo que coordenou as obras no Rodoanel e Marginal Pinheiros no governo Serra revelou que Serra o conhecia e que com o governador havia conversado "umas dez vezes". E desabafou:
- Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro.

O Terra, neste dia, publicou reportagem, como outros veículos. Descreve a matéria do Terra: "Na visita à basílica de Nossa Senhora da Aparecida, Serra alegou que Paulo nunca trabalhou na arrecadação de verba para financiamento de campanha e buscou desmentir matéria da revista Istoé. Segundo a revista, o engenheiro teria procurado empresários e pedido colaboração para a campanha antes de sumir com o dinheiro".

Na entrevista em Aparecida, o tucano garantiu que "em absoluto, não houve nada parecido". Também afirmou que a acusação contra o ex-diretor era "injusta" e assegurou não ter havido nenhum desvio por parte de ninguém em sua campanha. "Isso tinha sido uma bobagem que saiu numa reportagem de uma revista, inclusive, tratando Paulo Souza de maneira preconceituosa, com um apelido preconceituoso". Fez, por fim, a defesa de Paulo Viera, o Paulo Preto: "Só sabia que o engenheiro era muito competente e que nunca ouviu nenhuma acusação contra ele".

Com variações de fraseado e detalhe, os demais meios publicaram as mesmas informações sobre a entrevista em Aparecida, ainda que Serra tenha dito que se referiu, no debate, à conversa com jornalistas em Goiânia, na véspera.

O Terra Eleições, que faz a mais ampla cobertura da campanha em todo o País, já publicou 7049 notícias e 486 galerias sobre as disputas em 27 estados e pela presidência da República. Os repórteres Claudio Leal e Marcela Rocha acompanham, Brasil afora, os candidatos Dilma Rousseff e José Serra, assim como foram e são acompanhados Marina Silva e Plinio de Arruda Sampaio. Quando os repórteres "carrapatos" não estão, colaboradores do Terra em cada Estado seguem os candidatos.

Tudo de relevante que dizem os candidatos a presidente é publicado em tempo real. Talvez, quem sabe, a questão não esteja no que o Terra não publicou e, sim, no que tem publicado como exige o jornalismo plural.
 

sábado, 9 de outubro de 2010

Começou Mentindo

Do Cloaca News

No primeiro programa de TV do segundo turno, exibido nesta sexta-feira (8), o candidato do PSDB, Zé Chirico, declarou-se, com a modéstia que lhe é peculiar, "o melhor deputado da Constituinte de 1988". Uma empulhação sem tamanho.
 
Conforme pesquisou o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), naquela ocasião o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) atribuiu ao tucano a pífia nota 3,75,  em uma escala de zero a 10.  Sabe por quê?

- Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas
 
- Serra votou contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego
 
- Serra negou seu voto pelo direito de greve (isso explica a forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve)
 
- Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário
 
- Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional
 
- Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical
 
- Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio
 
- Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real
 
- Serra votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias
 
- Serra votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo






















Fonte: Diap, "Quem foi quem na Constituinte"