Brasília Confidencial No 406
O governo federal conseguiu aprovar no Congresso, no dia 2 deste mês, o novo marco regulatório da exploração de petróleo na camada de pré-sal mas as multinacionais norte-americanas do setor eram contrárias à mudança. E uma delas, a Chevron, recebeu em 2009, do então pré-candidato José Serra (PSDB), a promessa de que, caso eleito em 2010, modificaria as normas agora aprovadas. É o que está em telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch).
A revelação remete à campanha eleitoral. Os riscos que a Petrobrás sofreria e a ameaça sobre a riqueza do pré-sal sob um eventual governo do PSDB foi tecla insistentemente batida pela candidata Dilma Rousseff (PT), afirmações que Serra sempre negou.
“Nós mudaremos de volta” “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron. É o que relata telegrama citado pelo jornal Folha de S. Paulo que tem acesso antecipado, no Brasil, às informações vazadas através do WikiLeaks. Na época, Serra liderava as pesquisas de opinião e era, por muitos, considerado o provável futuro presidente.
“Vocês vão e voltam”
Conforme o jornal, o despacho mostra a frustração das petroleiras com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro. O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu: “Vocês vão e voltam”. A representante da Chevron relatou a conversa com o tucano ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio de Janeiro.
Ouvido pelo diário paulistano, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa mesmo o retorno ao modelo passado. Biasoto foi o responsável pela área de energia do programa de Serra. Na sua avaliação, o modelo de agora “impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”. Ele acrescentou que essa era a opinião de Serra.
Mais vantagem
O monopólio da Petrobras acabou em 1997, durante o governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso. Assim, a exploração das jazidas passou a seguir o modelo de concessão. Ou seja, a empresa vitoriosa na licitação tornava-se dona do petróleo a ser explorado. Em troca, pagava royalties ao governo. Quando os grandes campos de petróleo do pré-sal foram encontrados, o governo brasileiro, já no período Lula, alterou a proposta. As megajazidas passam a ser licitadas através de partilha e quem vencer terá de obrigatoriamente dividir o petróleo encontrado com a União. Uma situação mais vantajosa para o Brasil que passa a contar com a Petrobras na condição de operadora exclusiva dos campos e terá, pelo menos, 30% de participação nos consórcios com as demais empresas.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Serra e o Salário Mínimo - Cinismo
Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:
Chegaria a ser cômico, se não fosse ridícula, a articulação do núcleo serrista para tentar criar um problema para o Governo Dilma Rousseff, com a apresentação da proposta de elevação do salário mínimo para R$ 600.
Claro e óbvio que um salário de 600 reais não é muito e muito menos injusto para os trabalhadores. Ao contrário, é pouco, considerando a defasagem que o salário mínimo acumulou ao longo de décadas. E inclua-se aí, nesta temporada de perdas, o período de uma década – considerando o período final de Itamar e os oito anos de Fernando Henrique – em que o tucanato esteve no Governo.
Mas a proposta tucana é como Serra, tão falsa como uma nota de R$3. Uma promessa que, se fosse eleito, trataria logo de revogar, com o apoio entusiástico da mídia, sob o argumento de que recebera uma “herança maldita” do Governo Lula.
Temos, mal ou bem, uma regra acordada de reajustes salariais: inflação mais variação do PIB no penúltimo ano do reajuste. Claro que, diante da crise – que zerou o crescimento do PIB em 2008 – e do forte crescimento da economia em 2009, podemos ter mais do que o reajuste que, segundo aquela regra, ficaria na faixa de 5%, como previsto no Orçamento.
A própria presidente eleita acenou que vai negociar esta adequação, sem prejuízo da regra que, mantida, garante um reajuste bem mais significativo em 2011, – 7,5% do PIB de 2010 mais uma inflação projetada em torno de 4%. As centrais sindicais propõem R$ 580 e tudo caminharia para um acordo razoável e responsável.
Mas o tucanato serrista, apesar da derrota nas urnas, se sente à vontade para repetir a demagogia que empunharam na campanha eleitoral e repetir a cantilena de levar o mínimo, de uma tacada só, para R$ 600, o que representaria um rejuste de quase 20%.
Ora, é simples saber se há sinceridade na proposta. Os governadores tucanos de São Paulo e Minas aceitam dar um reajuste de 20% para seus servidores? Alckmin e Anastasia podem fazer isso? As prefeituras tucanas podem arcar com isso? Se os servidores paulistas pedirem – aliás, por que não podem, se os seus governantes o defendem? – um aumento destes índices, vão ser recebidos com cafezinho ou com cassetetes e bombas de gás?
A verdade é que os tucanos, que históricamente se “lixam” para a pobreza deste país, não visam uma progressão constante, segura e imune ao arbítrio dos governantes para a recuperação dos salários. Querem o tumulto e o desgaste político.
É por isso que venho repetindo aqui: estamos caminhando para um “racha” nas forças de oposição. Não há dúvidas de que uma parte dos que se alinharem, ao menos formal e aparentemente, em torno da candidatura Serra não vai partir – não de início, ao menos – para este processo irresponsável.
A outra parte? Bem, como eu disse aqui, logo poderemos ver um trocadilho a mais: Serra é do DEM.
Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:
Chegaria a ser cômico, se não fosse ridícula, a articulação do núcleo serrista para tentar criar um problema para o Governo Dilma Rousseff, com a apresentação da proposta de elevação do salário mínimo para R$ 600.
Claro e óbvio que um salário de 600 reais não é muito e muito menos injusto para os trabalhadores. Ao contrário, é pouco, considerando a defasagem que o salário mínimo acumulou ao longo de décadas. E inclua-se aí, nesta temporada de perdas, o período de uma década – considerando o período final de Itamar e os oito anos de Fernando Henrique – em que o tucanato esteve no Governo.
Mas a proposta tucana é como Serra, tão falsa como uma nota de R$3. Uma promessa que, se fosse eleito, trataria logo de revogar, com o apoio entusiástico da mídia, sob o argumento de que recebera uma “herança maldita” do Governo Lula.
Temos, mal ou bem, uma regra acordada de reajustes salariais: inflação mais variação do PIB no penúltimo ano do reajuste. Claro que, diante da crise – que zerou o crescimento do PIB em 2008 – e do forte crescimento da economia em 2009, podemos ter mais do que o reajuste que, segundo aquela regra, ficaria na faixa de 5%, como previsto no Orçamento.
A própria presidente eleita acenou que vai negociar esta adequação, sem prejuízo da regra que, mantida, garante um reajuste bem mais significativo em 2011, – 7,5% do PIB de 2010 mais uma inflação projetada em torno de 4%. As centrais sindicais propõem R$ 580 e tudo caminharia para um acordo razoável e responsável.
Mas o tucanato serrista, apesar da derrota nas urnas, se sente à vontade para repetir a demagogia que empunharam na campanha eleitoral e repetir a cantilena de levar o mínimo, de uma tacada só, para R$ 600, o que representaria um rejuste de quase 20%.
Ora, é simples saber se há sinceridade na proposta. Os governadores tucanos de São Paulo e Minas aceitam dar um reajuste de 20% para seus servidores? Alckmin e Anastasia podem fazer isso? As prefeituras tucanas podem arcar com isso? Se os servidores paulistas pedirem – aliás, por que não podem, se os seus governantes o defendem? – um aumento destes índices, vão ser recebidos com cafezinho ou com cassetetes e bombas de gás?
A verdade é que os tucanos, que históricamente se “lixam” para a pobreza deste país, não visam uma progressão constante, segura e imune ao arbítrio dos governantes para a recuperação dos salários. Querem o tumulto e o desgaste político.
É por isso que venho repetindo aqui: estamos caminhando para um “racha” nas forças de oposição. Não há dúvidas de que uma parte dos que se alinharem, ao menos formal e aparentemente, em torno da candidatura Serra não vai partir – não de início, ao menos – para este processo irresponsável.
A outra parte? Bem, como eu disse aqui, logo poderemos ver um trocadilho a mais: Serra é do DEM.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Admitir a Derrota
Do Luis Nassif
Por Lenilson Araujo
Fora de pauta, mas ainda sobre as eleições vencida pela Dilma, sugiro a leitura da coluna do Zuenir Ventura, publicada no última sábado (06/11) no jornal O Globo.
ZUENIR VENTURA - O exemplo de Obama
O Globo
06/11/2010
Ao contrário do presidente Barack Obama, que com invejável franqueza aceitou a derrota, confessou-se humilhado e assumiu a responsabilidade pela "surra", reconhecendo sua culpa, os perdedores daqui estão tendo grande dificuldade de admitir a derrota nas últimas eleições. O chororô comporta todo tipo de alegações para desqualificar a vitória de Dilma Rousseff — algumas até fazem sentido, mas outras são justificativas ridículas, desculpas esfarrapadas.
O candidato José Serra chegou a transformar sua frustração em "vitória estratégica", mas pelo menos não tentou diminuir o mérito da adversária.
Em compensação, foi estranha a reação de certos dirigentes da oposição e de torcedores inconformados. Houve quem alegasse que "Dilma não se elegeu, foi eleita por Lula", como se essa simplificação explicasse tudo. E houve quem afirmasse que a candidata do PT ganhou porque os seus 55 milhões de eleitores têm desprezo pelos valores éticos ou, mais precisamente, por terem "assassinado a ética".
A disputa teria sido um jogo maniqueísta entre um lado onde só houvesse o bem e outro onde só existisse o mal, com derrota do bem, claro.
Malabarismo maior fez outro observador, ao concluir que a expressiva votação de Serra, somada aos votos brancos, nulos e ao alto nível de abstenção, "deixa clara a insatisfação da maioria do povo não só com ela, mas também com o próprio Lula". Por esse raciocínio, que considera todos esses votos serristas, Serra teria sido o verdadeiro vencedor das eleições, não sua adversária. É o time daqueles que, por não gostarem de Lula, acham um absurdo 80% gostarem. Como pode ser tão popular se eu não o apoio?
A derrota às vezes não só obscurece a razão como mobiliza baixos instintos, como os dessa tal estudante de Direito Mayara Petruso, de SP, que postou no seu twitter a mensagem racista contra o Nordeste: "Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado."
Os ataques de xenofobia da futura advogada — advogada, imagine! — provocaram polêmica nas redes sociais e o repúdio da OAB. E a reação bem-humorada de um pernambucano em meio à indignação: "Eles elegem o Tiririca e vêm nos chamar de atrasados!"
Em vez de tentar tapar o sol com a peneira, seria mais honesto e realista responder como fez o brasilianista Timothy Power, quando lhe pediram para explicar a vitória de Dilma: "O padrão de vida de muitos brasileiros melhorou nestes últimos oito anos de governo, e as pessoas quiseram uma continuação."
Ou então se render ao óbvio, como fez Obama, adotando um mea culpa: perdemos porque não soubemos vencer. Simples assim.
Por Lenilson Araujo
Fora de pauta, mas ainda sobre as eleições vencida pela Dilma, sugiro a leitura da coluna do Zuenir Ventura, publicada no última sábado (06/11) no jornal O Globo.
ZUENIR VENTURA - O exemplo de Obama
O Globo
06/11/2010
Ao contrário do presidente Barack Obama, que com invejável franqueza aceitou a derrota, confessou-se humilhado e assumiu a responsabilidade pela "surra", reconhecendo sua culpa, os perdedores daqui estão tendo grande dificuldade de admitir a derrota nas últimas eleições. O chororô comporta todo tipo de alegações para desqualificar a vitória de Dilma Rousseff — algumas até fazem sentido, mas outras são justificativas ridículas, desculpas esfarrapadas.
O candidato José Serra chegou a transformar sua frustração em "vitória estratégica", mas pelo menos não tentou diminuir o mérito da adversária.
Em compensação, foi estranha a reação de certos dirigentes da oposição e de torcedores inconformados. Houve quem alegasse que "Dilma não se elegeu, foi eleita por Lula", como se essa simplificação explicasse tudo. E houve quem afirmasse que a candidata do PT ganhou porque os seus 55 milhões de eleitores têm desprezo pelos valores éticos ou, mais precisamente, por terem "assassinado a ética".
A disputa teria sido um jogo maniqueísta entre um lado onde só houvesse o bem e outro onde só existisse o mal, com derrota do bem, claro.
Malabarismo maior fez outro observador, ao concluir que a expressiva votação de Serra, somada aos votos brancos, nulos e ao alto nível de abstenção, "deixa clara a insatisfação da maioria do povo não só com ela, mas também com o próprio Lula". Por esse raciocínio, que considera todos esses votos serristas, Serra teria sido o verdadeiro vencedor das eleições, não sua adversária. É o time daqueles que, por não gostarem de Lula, acham um absurdo 80% gostarem. Como pode ser tão popular se eu não o apoio?
A derrota às vezes não só obscurece a razão como mobiliza baixos instintos, como os dessa tal estudante de Direito Mayara Petruso, de SP, que postou no seu twitter a mensagem racista contra o Nordeste: "Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado."
Os ataques de xenofobia da futura advogada — advogada, imagine! — provocaram polêmica nas redes sociais e o repúdio da OAB. E a reação bem-humorada de um pernambucano em meio à indignação: "Eles elegem o Tiririca e vêm nos chamar de atrasados!"
Em vez de tentar tapar o sol com a peneira, seria mais honesto e realista responder como fez o brasilianista Timothy Power, quando lhe pediram para explicar a vitória de Dilma: "O padrão de vida de muitos brasileiros melhorou nestes últimos oito anos de governo, e as pessoas quiseram uma continuação."
Ou então se render ao óbvio, como fez Obama, adotando um mea culpa: perdemos porque não soubemos vencer. Simples assim.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Marina e os Tucanos
Rede Brasil Atual
São Paulo – A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou duramente, nesta quinta-feira (28), os setores do PSDB que promoveram iniciativas fraudulentas de envolvê-la em ações de apoio à candidatura de José Serra.
“Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral”, advertiu Marina ao tomar conhecimento de um endereço de e-mail falso (marina@pv.gov.br) e de um post do blog Eu Vou de Serra 45 que manipula declarações dadas por ela durante a campanha do primeiro turno.
“Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, declarou a ex-candidata do PV.
Leia a íntegra das declarações de MArina Silva (http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/10/nao-usem-meu-nome-para-o-vale-tudo-eleitoral-repreende-marina/)
“Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral”, advertiu Marina ao tomar conhecimento de um endereço de e-mail falso (marina@pv.gov.br) e de um post do blog Eu Vou de Serra 45 que manipula declarações dadas por ela durante a campanha do primeiro turno.
“Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, declarou a ex-candidata do PV.
Leia a íntegra das declarações de MArina Silva (http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/10/nao-usem-meu-nome-para-o-vale-tudo-eleitoral-repreende-marina/)
As Trapalhadas do Tucano
Brasília Confidencial No 374
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou ontem como “um fato extremamente secundário” a existência de cartas marcadas na licitação bilionária, comandada por ele e por seu sucessor no governo de São Paulo, Alberto Goldman, para seis lotes de uma linha do metrô.
Denúncia publicada nesta semana pela Folha de São Paulo revelou que o jornal conhecia o resultado da licitação seis meses antes do anúncio oficial, na quinta feira da semana passada. Ontem, novamente questionado por jornalistas sobre a licitação, suspensa após a denúncia, Serra rebaixou esse escândalo e passou a acusar sua adversária, Dilma Rousseff, além de outros petistas.
“É um fato extremamente secundário. Importância tem o fato de um banco estatal alemão acusar o braço direito da Dilma na área elétrica e a própria Dilma por serem responsáveis pelo desvio de empréstimos feitos ao Brasil; o fato de que o tesoureiro do PT seja réu porque roubou dinheiro de uma cooperativa habitacional; e a Erenice, que voltou a mostrar que havia tráfico de influência na Casa Civil”.
O tucano se referiu a denúncias envolvendo o diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal; ao indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por suspeita de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) e ao depoimento prestado à Polícia Federal pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.
Serra também acusou Dilma de mentir por dizer que falta sensibilidade social ao PSDB. “É mais uma da coleção de mentiras que ela tem dito”
MENINAS BONITAS
O presidenciável José Serra encerrou comício em Uberlândia (MG), à noite passada, apelando às “meninas bonitas” para que consigam votos junto a seus pretendentes.
"Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45".
O tucano pediu que cada profissional que trabalha na saúde consiga 5 votos pra ele. "Temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado", conclamou o candidato, que passou o dia em Minas Gerais.
TELEMARKETING DA CALÚNIA
A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou suspender imediatamente o serviço de telemarketing contratado pela campanha de José Serra e executado pela empresa Transit do Brasil S/A, que divulga informações caluniosas contra a candidata do PT, Dilma Rousseff.
O serviço de divulgação de baixarias que o PT chama de "telemarketing da calúnia" foi denunciado em reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou ontem como “um fato extremamente secundário” a existência de cartas marcadas na licitação bilionária, comandada por ele e por seu sucessor no governo de São Paulo, Alberto Goldman, para seis lotes de uma linha do metrô.
Denúncia publicada nesta semana pela Folha de São Paulo revelou que o jornal conhecia o resultado da licitação seis meses antes do anúncio oficial, na quinta feira da semana passada. Ontem, novamente questionado por jornalistas sobre a licitação, suspensa após a denúncia, Serra rebaixou esse escândalo e passou a acusar sua adversária, Dilma Rousseff, além de outros petistas.
“É um fato extremamente secundário. Importância tem o fato de um banco estatal alemão acusar o braço direito da Dilma na área elétrica e a própria Dilma por serem responsáveis pelo desvio de empréstimos feitos ao Brasil; o fato de que o tesoureiro do PT seja réu porque roubou dinheiro de uma cooperativa habitacional; e a Erenice, que voltou a mostrar que havia tráfico de influência na Casa Civil”.
O tucano se referiu a denúncias envolvendo o diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal; ao indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por suspeita de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) e ao depoimento prestado à Polícia Federal pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.
Serra também acusou Dilma de mentir por dizer que falta sensibilidade social ao PSDB. “É mais uma da coleção de mentiras que ela tem dito”
MENINAS BONITAS
O presidenciável José Serra encerrou comício em Uberlândia (MG), à noite passada, apelando às “meninas bonitas” para que consigam votos junto a seus pretendentes.
"Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45".
O tucano pediu que cada profissional que trabalha na saúde consiga 5 votos pra ele. "Temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado", conclamou o candidato, que passou o dia em Minas Gerais.
TELEMARKETING DA CALÚNIA
A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou suspender imediatamente o serviço de telemarketing contratado pela campanha de José Serra e executado pela empresa Transit do Brasil S/A, que divulga informações caluniosas contra a candidata do PT, Dilma Rousseff.
O serviço de divulgação de baixarias que o PT chama de "telemarketing da calúnia" foi denunciado em reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Destempero de Senador Paulista
Rede Brasil Atual
São Paulo – O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), perdeu a cabeça logo ao chegar aos estúdios da Record, para o debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano passou a xingar o repórter da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil João Peres, após ser avisado por um assessor de quais publicações se tratavam.
"Não vou conversar com você, seu pelego filho da p... Esta revista é bancada pelo PT", disse ao sair.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
Em seu perfil no Twitter, Aloysio admitiu ter usado o termo "pelego", mas negou ter xingado o repórter de "filho da p.". O senador eleito acusa o jornalista de mentir. "Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior", escreveu. Ao Comuniquese, a assessoria de imprensa do tucano alega que “palavrões não fazem parte do vocabulário” e reforçou a acusação de mentira.
Na semana passada, a coligação tucana pediu que a edição número 52 da Revista do Brasil fosse retirada das bancas e do site. A demanda incluía ainda que a questão tramitasse em segredo de Justiça. O pedido foi atendido em parte pelo TSE. O pedido ocorreu após a distribuição dos exemplares a assinantes, mas o número continua fora de circulação na página da Rede Brasil Atual.
Nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, várias entidades fazem um ato no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, contra a censura pedida pelo PSDB.
São Paulo – O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), perdeu a cabeça logo ao chegar aos estúdios da Record, para o debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano passou a xingar o repórter da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil João Peres, após ser avisado por um assessor de quais publicações se tratavam.
"Não vou conversar com você, seu pelego filho da p... Esta revista é bancada pelo PT", disse ao sair.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
Em seu perfil no Twitter, Aloysio admitiu ter usado o termo "pelego", mas negou ter xingado o repórter de "filho da p.". O senador eleito acusa o jornalista de mentir. "Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior", escreveu. Ao Comuniquese, a assessoria de imprensa do tucano alega que “palavrões não fazem parte do vocabulário” e reforçou a acusação de mentira.
Na semana passada, a coligação tucana pediu que a edição número 52 da Revista do Brasil fosse retirada das bancas e do site. A demanda incluía ainda que a questão tramitasse em segredo de Justiça. O pedido foi atendido em parte pelo TSE. O pedido ocorreu após a distribuição dos exemplares a assinantes, mas o número continua fora de circulação na página da Rede Brasil Atual.
Nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, várias entidades fazem um ato no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, contra a censura pedida pelo PSDB.
Amauri Ribeiro Jr - Em Conta Gotas
Brasília Confidencial No 371
Como e porque o empresário Gregório Marin Preciado, primo, amigo e ex-sócio de José Serra, depositou US$ 1,2 milhão na conta da empresa Franton Interprises pertencente ao ex-tesoureiro de campanha do candidato do PSDB à Presidência, Ricardo Sérgio de Oliveira. E por que a maior parte de tais depósitos ocorreu justamente no ano eleitoral de 2002 quando Serra concorreu contra Lula? Estas duas questões foram levantadas ontem (segunda) pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior, em documento distribuído à imprensa após seu depoimento à Polícia Federal, em Brasília. Ao fim de seu quarto depoimento, o repórter foi indiciado pela PF sob a acusação de que encomendou a quebra de sigilo fiscal de familiares de Serra e praticou outros três crimes. Ribeiro Junior contesta as acusações.
Os depósitos do primo de Serra beneficiando seu caixa de campanha – e de Fernando Henrique Cardoso – somente agora foram revelados, embora sejam datados de 2001 e 2002. Mais importante: estão comprovados documentalmente em material obtido pelo repórter através de uma ação de exceção da verdade na Justiça de São Paulo. Estão presentes nos extratos da chamada conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase, de Nova York. A Beacon Hill nada mais é senão uma conta aberta pela empresa Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. Tais documentos bancários constam do relatório da CPMI do Banestado, de 2004, e foram, até agora, ignorados pela mídia.
Casado com uma prima de Serra, Preciado realizou, no mínimo, sete depósitos beneficiando Ricardo Sérgio, também conhecido como o grande articulador dos consórcios de privatização no período FHC. O menor no valor de US$ 17 mil, no dia 3 de outubro de 2001, e o maior - de US$ 375 mil - em 15 de outubro de 2002. A proximidade com Serra valeu a Preciado, por exemplo, uma nomeação para o conselho de administração do antigo Banespa. Posteriormente, com a ajuda de Ricardo Sérgio, Preciado renegociou uma dívida milionária junto ao Banco do Brasil, reduzindo seu valor em mais de 100 vezes. E ainda com o apoio do ex-caixa de Serra, mesmo na condição de devedor contumaz do BB, Preciado conseguiu a participação do banco no consórcio Guaraniana, que arrematou três estatais de energia elétrica no nordeste. No Guaraniana, Preciado, de origem espanhola, representou a Iberdrola, da Espanha.
O segundo ponto levantado por Ribeiro Junior também é inédito. Trata-se dos depósitos realizados pela empresa Infinity Trading e também favorecendo a Franton, do ex-caixa de Serra. O repórter descobriu que a Infinity Trading pertence ao empresário Carlos Jereissati, que liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. Sempre se suspeitou do pagamento de propina na venda das estatais, mas esta é a primeira vez que aparece um claro indício a respeito e calcado em documentos bancários oficiais. A Infinity Trading depositou comprovadamente mais de US$ 410 mil favorecendo o ex-caixa de Serra.
DO BLOGUEIRO> Por que será que o jornalista faz suas declarações a conta-gotas? Quando saberemos de tudo o que ele, a mando de Aécio Neves e sob a tutela do jornal Estado de Minas, descobriu? Ou não saberemos? Conseguirão novamente abafar tudo? Ou como a revelação acima, só saberemos daqui a oito, dez anos? Quem investigará todas essas denúncias?
Como e porque o empresário Gregório Marin Preciado, primo, amigo e ex-sócio de José Serra, depositou US$ 1,2 milhão na conta da empresa Franton Interprises pertencente ao ex-tesoureiro de campanha do candidato do PSDB à Presidência, Ricardo Sérgio de Oliveira. E por que a maior parte de tais depósitos ocorreu justamente no ano eleitoral de 2002 quando Serra concorreu contra Lula? Estas duas questões foram levantadas ontem (segunda) pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior, em documento distribuído à imprensa após seu depoimento à Polícia Federal, em Brasília. Ao fim de seu quarto depoimento, o repórter foi indiciado pela PF sob a acusação de que encomendou a quebra de sigilo fiscal de familiares de Serra e praticou outros três crimes. Ribeiro Junior contesta as acusações.
Os depósitos do primo de Serra beneficiando seu caixa de campanha – e de Fernando Henrique Cardoso – somente agora foram revelados, embora sejam datados de 2001 e 2002. Mais importante: estão comprovados documentalmente em material obtido pelo repórter através de uma ação de exceção da verdade na Justiça de São Paulo. Estão presentes nos extratos da chamada conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase, de Nova York. A Beacon Hill nada mais é senão uma conta aberta pela empresa Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. Tais documentos bancários constam do relatório da CPMI do Banestado, de 2004, e foram, até agora, ignorados pela mídia.
Casado com uma prima de Serra, Preciado realizou, no mínimo, sete depósitos beneficiando Ricardo Sérgio, também conhecido como o grande articulador dos consórcios de privatização no período FHC. O menor no valor de US$ 17 mil, no dia 3 de outubro de 2001, e o maior - de US$ 375 mil - em 15 de outubro de 2002. A proximidade com Serra valeu a Preciado, por exemplo, uma nomeação para o conselho de administração do antigo Banespa. Posteriormente, com a ajuda de Ricardo Sérgio, Preciado renegociou uma dívida milionária junto ao Banco do Brasil, reduzindo seu valor em mais de 100 vezes. E ainda com o apoio do ex-caixa de Serra, mesmo na condição de devedor contumaz do BB, Preciado conseguiu a participação do banco no consórcio Guaraniana, que arrematou três estatais de energia elétrica no nordeste. No Guaraniana, Preciado, de origem espanhola, representou a Iberdrola, da Espanha.
O segundo ponto levantado por Ribeiro Junior também é inédito. Trata-se dos depósitos realizados pela empresa Infinity Trading e também favorecendo a Franton, do ex-caixa de Serra. O repórter descobriu que a Infinity Trading pertence ao empresário Carlos Jereissati, que liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. Sempre se suspeitou do pagamento de propina na venda das estatais, mas esta é a primeira vez que aparece um claro indício a respeito e calcado em documentos bancários oficiais. A Infinity Trading depositou comprovadamente mais de US$ 410 mil favorecendo o ex-caixa de Serra.
DO BLOGUEIRO> Por que será que o jornalista faz suas declarações a conta-gotas? Quando saberemos de tudo o que ele, a mando de Aécio Neves e sob a tutela do jornal Estado de Minas, descobriu? Ou não saberemos? Conseguirão novamente abafar tudo? Ou como a revelação acima, só saberemos daqui a oito, dez anos? Quem investigará todas essas denúncias?
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Fraudado Manifesto de Apoio a Dilma
Brasília Confidencial No 370
Um manifesto de apoio à presidenciável do PT,Dilma Rousseff, foi adulterado e posto em circulação na internet como um documento em favor do tucano José Serra. A mensagem fraudulenta é acompanhada por nomes como o do ministro do Esporte, Orlando Silva, da deputada gaúcha Manuela D'Ávila – ambos do PCdoB -, do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do ex-campeão mundial de boxe Acelino Popó Freitas. Eles estão entre os signatários do manifesto original de apoio a Dilma.
A versão produzida pela fraude transfere para José Serra o apoio à petista e atribui ao “governo do PSDB”, partido de Serra, ações e programas do Governo Lula.
O texto resultante da adulteração ataca a presidenciável do PT acusando-a de ser “uma pessoa despreparada e totalmente fora da lei".
Um manifesto de apoio à presidenciável do PT,Dilma Rousseff, foi adulterado e posto em circulação na internet como um documento em favor do tucano José Serra. A mensagem fraudulenta é acompanhada por nomes como o do ministro do Esporte, Orlando Silva, da deputada gaúcha Manuela D'Ávila – ambos do PCdoB -, do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do ex-campeão mundial de boxe Acelino Popó Freitas. Eles estão entre os signatários do manifesto original de apoio a Dilma.
A versão produzida pela fraude transfere para José Serra o apoio à petista e atribui ao “governo do PSDB”, partido de Serra, ações e programas do Governo Lula.
O texto resultante da adulteração ataca a presidenciável do PT acusando-a de ser “uma pessoa despreparada e totalmente fora da lei".
domingo, 24 de outubro de 2010
Alerta de Alguém do Ramo
Do VioMundo
por Luiz Carlos Azenha
O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.
Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).
Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.
O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:
1) é onde fica a Globo;
2) é onde subsiste a arapongagem direitista.
Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.
Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.
O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.
por Luiz Carlos Azenha
O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.
Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).
Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.
O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:
1) é onde fica a Globo;
2) é onde subsiste a arapongagem direitista.
Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.
Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.
O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.
Violência Tucana Se Espalha pelo Brasil
Amigos da Presidente Dilma
Desde a reunião de FHC com investidores estrangeiros em Foz do Iguaçu, domingo, dia 17, onde além de uma palestra o ex-presidente definiu com mais de 150 desses investidores (captadores de recursos) a privatização de setores estratégicos da economia brasileira (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, ITAIPU e PREVIDÊNCIA), a campanha política tomou um rumo de violência física, verbal buscando criar medo e intimidar o eleitorado, no desespero de salvar os “negócios” que geraram bilhões a tucanos e DEM nos oito anos de FHC.
Há todo um conjunto de ações nesse sentido. Criar o medo, divulgar notícias falsas, tentar nessa última semana gerar pesquisas com números que possam favorecer José FHC Serra e é nesse contexto que o ataque de PMs baianos ao assentamento de pequenos produtores de cacau em Ilhéus acontece.
Outra forma de terrorismo usada pelos tucanos é o ataque a sites e blogs independentes na rede mundial de computadores, evitando que as denúncias ocultadas pela mídia privada corrupta cheguem ao conhecimento dos eleitores.
O ataque a pequenos produtores rurais de cacau em Ilhéus na Bahia é uma pequena amostra do que vão fazer nessa última semana. As primeira informações sobre o ataque ao assentamento foram divulgados no twitter de Sérgio Bertoni que se encontra em Ilhéus.
A Polícia Militar da Bahia, em Ilhéus, atacou um assentamento de pequenos produtores de cacau aos gritos de “chame Lula”, “chame Wagner”, numa típica ação de banditismo e dentro do cronograma de violência imposta pelos tucanos nessa reta final de campanha.
A estupidez teve todas as características de barbárie de bandidos fardados a exemplo do que acontecia na ditadura militar.
O fato já chegou ao conhecimento do governador da Bahia Jacques Wagner que determinou providências imediatas para apuração dos fatos e punição dos culpados, além de garantia de vida aos pequenos produtores de cacau em Ilhéus.
Há dias o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto declarou a jornalistas que “é impossível ganhar as eleições na Bahia, apesar de todos os nossos esforços”. As declarações do deputado foram reproduzidas por quase todos os grandes jornais e refletiam o desespero de tucanos e DEMocratas diante da perspectiva de derrota contundente naquele estado.
O ataque da PM baiana ao assentamento em Ilhéus tenta criar um fato político passível de ser imputado às forças que apoiam a candidatura Dilma Roussef e assim diminuir a vantagem da candidata na Bahia.
Faz parte de uma onda generalizada de violência projetada e programada pela campanha do candidato José FHC Serra, que espera com isso gerar um clima de medo e pânico em setores da opinião pública, neutralizando a vantagem nacional de Dilma Roussef, registrada em todas as pesquisas de opinião pública, inclusive a de institutos vinculados aos grupos que apoiam José FHC Serra, o IBOPE e o DATA FOLHA.
Essa onda de violência se estende desde atos de boçalidade policial como o acontecido na Bahia a noticiário de fatos falsos (VEJA, GLOBO, FOLHA, REDE GLOBO, etc), no visível descontrole do candidato e seus partidários demonstrado no episódio da bolinha de papel no Rio de Janeiro.
Tentaram transformar um incidente de campanha num “ataque terrorista”, de proporções absurdas, levando a maior rede de tevê do País, a GLOBO, a editar e montar uma farsa, desmentida por suas principais concorrentes. E a bater o recorde negativo em todo o mundo no Twitter de “a GLOBO mente”.
Nessa última semana, por exemplo, o jornal O GLOBO e todos os veículos do grupo da família Marinho, atribuíram a setores da campanha de Dilma Roussef a montagem de um dossiê contra o candidato tucano. A liberação do depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do dossiê (que pretende transformar em livro) e que mostra a corrupção dentro do ninho tucano e da família Serra, prova exatamente o contrário.
O dossiê foi montado a pedido de Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, ex-governador de Minas, para ser usado diante dos ataques de José FHC Serra, através de seu grupo onde Aécio era acusado de ser usuário de drogas.
O que aconteceu em Ilhéus é mostra do que José FHC Serra pretende fazer ao Brasil e aos brasileiros. Impor a realidade de um Brasil com “Z”.
Sem escrúpulos, sem limites na ambição e na ganância que envolvem traição a interesses dos brasileiros, jogam o jogo mais sujo de toda a história de eleições presidenciais no Brasil.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Tucanos Pegos no Flagra!!!
Do Terra
Ana Gissoni e Bruna Carolina Carvalho
A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (21), em Coxilha, no interior do Rio Grande do Sul, três pessoas acusadas de distribuír, em um caminhão de campanha do PSDB, sacolas com produtos alimentícios para compra de votos.
"Eles foram presos por estarem distribuindo sacolas econômicas em um caminhão caracterizado por propaganda eleitoral", afirmou o delegado da Polícia Federal de Passo Fundo, Celso Santos, ao Terra.
De acordo com o delegado, a mulher e dois homens pegos em flagrante estão no Presídio Regional do Passo Fundo, enquadrados por crime eleitoral de compra de votos: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto. Tal crime implica em pena de prisão de até quatro anos ou multa. Tanto o caminhão quanto as 18 sacolas restantes foram apreendidas.
O secretário-geral do PSDB no Rio Grande do Sul, Carlos Callegaro, afirmou ao Terra que as pessoas presas não têm relação com o partido. O secretário disse que uma assistente social - conhecida por membros do PSDB de Passo Fundo -, recebeu 35 sacolas de alimentos e pediu um transporte emprestado para poder fazer a distribuição desses alimentos. "Ela não é do PSDB, mas se dá com pessoas do partido", afirmou Callegaro.
De acordo com o delegado da PF, no entanto, as pessoas alegaram prestar serviços para o comitê do PSDB. "Eles prestam serviço para o comitê do PSDB em Passo Fundo, segundo eles (acusados) informaram", disse Santos. Questionado sobre essa afirmação, Callegaro voltou a negar a ligação dos acusados com o partido.
Segundo o secretário, foi oferecido para a assistente social um caminhão "que não estava mais contratado pelo partido" e servia de trio elétrico durante a campanha. Callegaro diz que os adesivos do caminhão foram retirados antes dele ser emprestado. "Aí deu toda essa confusão. As três pessoas que estavam no caminhão, que não são filiadas ao PSDB, foram presas e o caminhão apreendido. Mas nem as pessoas são do PSDB e nem o caminhão estava mais contratado pela gente", contou. "Estavam simplesmente levando 35 sacolas de alimento".
A Polícia Federal divulgou uma nota no fim da tarde desta sexta-feira, confirmando o caso e informando que o caminhão e os alimentos ficarão apreendidos na Polícia Federal à disposição da Justiça Eleitoral.
Ana Gissoni e Bruna Carolina Carvalho
A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (21), em Coxilha, no interior do Rio Grande do Sul, três pessoas acusadas de distribuír, em um caminhão de campanha do PSDB, sacolas com produtos alimentícios para compra de votos.
"Eles foram presos por estarem distribuindo sacolas econômicas em um caminhão caracterizado por propaganda eleitoral", afirmou o delegado da Polícia Federal de Passo Fundo, Celso Santos, ao Terra.
De acordo com o delegado, a mulher e dois homens pegos em flagrante estão no Presídio Regional do Passo Fundo, enquadrados por crime eleitoral de compra de votos: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto. Tal crime implica em pena de prisão de até quatro anos ou multa. Tanto o caminhão quanto as 18 sacolas restantes foram apreendidas.
O secretário-geral do PSDB no Rio Grande do Sul, Carlos Callegaro, afirmou ao Terra que as pessoas presas não têm relação com o partido. O secretário disse que uma assistente social - conhecida por membros do PSDB de Passo Fundo -, recebeu 35 sacolas de alimentos e pediu um transporte emprestado para poder fazer a distribuição desses alimentos. "Ela não é do PSDB, mas se dá com pessoas do partido", afirmou Callegaro.
De acordo com o delegado da PF, no entanto, as pessoas alegaram prestar serviços para o comitê do PSDB. "Eles prestam serviço para o comitê do PSDB em Passo Fundo, segundo eles (acusados) informaram", disse Santos. Questionado sobre essa afirmação, Callegaro voltou a negar a ligação dos acusados com o partido.
Segundo o secretário, foi oferecido para a assistente social um caminhão "que não estava mais contratado pelo partido" e servia de trio elétrico durante a campanha. Callegaro diz que os adesivos do caminhão foram retirados antes dele ser emprestado. "Aí deu toda essa confusão. As três pessoas que estavam no caminhão, que não são filiadas ao PSDB, foram presas e o caminhão apreendido. Mas nem as pessoas são do PSDB e nem o caminhão estava mais contratado pela gente", contou. "Estavam simplesmente levando 35 sacolas de alimento".
A Polícia Federal divulgou uma nota no fim da tarde desta sexta-feira, confirmando o caso e informando que o caminhão e os alimentos ficarão apreendidos na Polícia Federal à disposição da Justiça Eleitoral.
Vergonha Nacional: Globo Mente Descaradamente
Ontem publiquei aqui a reportagem do SBT mostrando que o "objeto" que atingiu o candidato tucano na quarta-feira não passava de uma bolinha de papel.
Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.
Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.
Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.
Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui.
Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.
A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.
Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.
Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:
O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.
E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:
Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.
VERGONHOSO!!!
Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.
Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.
Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.
Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui.
Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.
A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.
Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.
Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:
José Antônio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.
Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.
Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.
Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?
E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…
Tudo pode ser digitalizado, menos a credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…
Veja aqui quadro a quadro o estudo do professor José Antônio Meira da Rocha e sinta vergonha de todas as vezes que assistimos esse escroto de jornalismo.
Agora, o Escrevinhador e a reação dos jornalistas da Globo em São Paulo:
O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.
E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:
Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.
VERGONHOSO!!!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Imagens do Terrível Objeto que Atingiu o Tucano
Vejam aqui reportagem do SBT que mostra o "terrível" objeto que atingiu o candidato tucano no dia de ontem.
Uma imensa bolinha de papel.
O que mais impressiona é a cara-de-pau do médico que recomendou "repouso" ao candidato, que como já vimos aqui não foi levado a sério sequer por ele.
Lamentável!!!
Uma imensa bolinha de papel.
O que mais impressiona é a cara-de-pau do médico que recomendou "repouso" ao candidato, que como já vimos aqui não foi levado a sério sequer por ele.
Lamentável!!!
Segurando a Crise
Do Luis Nassif
Enviado por luisnassif, qui, 21/10/2010 - 14:10
Redução de danos
Antes animados com o potencial de estrago do "dossiegate" na campanha de Dilma Rousseff (PT), tucanos passaram a se preocupar com o risco de cizânia interna diante do noticiário sobre o suposto envolvimento do grupo de Aécio Neves na violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra. "Roupa suja só se lava depois da eleição", diz um dirigente.
Para coordenadores da campanha do PSDB, qualquer sinal de estremecimento entre os dois expoentes nacionais do partido implodiria o plano de Serra de engajar o senador eleito no esforço derradeiro para atrair o eleitorado mineiro no segundo turno.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2110201001.htm
Enviado por luisnassif, qui, 21/10/2010 - 14:10
Folha de S.Paulo - Painel - 21/10/2010
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.brRedução de danos
Antes animados com o potencial de estrago do "dossiegate" na campanha de Dilma Rousseff (PT), tucanos passaram a se preocupar com o risco de cizânia interna diante do noticiário sobre o suposto envolvimento do grupo de Aécio Neves na violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra. "Roupa suja só se lava depois da eleição", diz um dirigente.
Para coordenadores da campanha do PSDB, qualquer sinal de estremecimento entre os dois expoentes nacionais do partido implodiria o plano de Serra de engajar o senador eleito no esforço derradeiro para atrair o eleitorado mineiro no segundo turno.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2110201001.htm
Desespero Tucano
Do Luis Nassif
Em visita à cidade de Maringá, no Norte do Paraná, o presidenciável tucano José Serra criticou o resultado da pesquisa Ibope, que apontou liderança da sua adversária, com 51% da preferência dos votos, contra 40% do tucano. “Os institutos passaram um vexame no primeiro turno, inclusive o Ibope errou até na pesquisa de boca de urna na eleição. No Paraná, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) chegou a impugnar a divulgação das pesquisas”, afirmou.
De acordo com Serra, “essa pesquisa do Ibope é estranha porque não há registro dos questionários, como a legislação exige. Segundo, porque o resultado já havia sido divulgado antes que a pesquisa estivesse pronta”, afirmou. O tucano disse que o resultado da pesquisa já havia sido divulgado por um “blog bem informado”.
O candidato tucano voltou a criticar o Vox Populi, que apontou 51% para Dilma e 39% para Serra na sua mais recente medição. “Às vezes, algumas pesquisas não são bem feitas e outras são alugadas, como é o caso do Vox Populi”, disse.
Em visita à cidade de Maringá, no Norte do Paraná, o presidenciável tucano José Serra criticou o resultado da pesquisa Ibope, que apontou liderança da sua adversária, com 51% da preferência dos votos, contra 40% do tucano. “Os institutos passaram um vexame no primeiro turno, inclusive o Ibope errou até na pesquisa de boca de urna na eleição. No Paraná, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) chegou a impugnar a divulgação das pesquisas”, afirmou.
De acordo com Serra, “essa pesquisa do Ibope é estranha porque não há registro dos questionários, como a legislação exige. Segundo, porque o resultado já havia sido divulgado antes que a pesquisa estivesse pronta”, afirmou. O tucano disse que o resultado da pesquisa já havia sido divulgado por um “blog bem informado”.
O candidato tucano voltou a criticar o Vox Populi, que apontou 51% para Dilma e 39% para Serra na sua mais recente medição. “Às vezes, algumas pesquisas não são bem feitas e outras são alugadas, como é o caso do Vox Populi”, disse.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Cinco Ondas Contra Dilma
Do Escrevinhador
por Rodrigo Vianna
O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco. Foi o Tony que ajudou a mostrar os caminhos da calúnia contra Dilma, como você pode ler aqui.
O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas – como podemos ler, por exemplo, nesse site.
Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.
1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.
2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos” disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos” de antes;
3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.
4) Quarta Onda – pichações e faixas nas ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.
O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.
Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.
O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.
Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.
Minha mulher fez uma “quali” curiosa nos últimos dias. Saiu perguntando pro taxista, pro funcionário da oficina mecânica, pro vigia da rua de baixo, pra moça da farmácia: em quem vocês vão votar? Nessa eleição, pessoas humildes- quando são indagadas por alguém de classe média sobre o assunto - parecem se intimidar. Uns disseram, bem baixinho: “voto na Dilma”, outros disseram “não sei ainda”. Quando minha mulher disse que ia votar na Dilma, aí as pesoas se abriram, declararam voto. Mas ainda com algum medo de serem ouvidos por outros que chamam Dilma de “terrorista”, “vagabunda”, “matadora de criancinhas”.
O que concluo: as técnicas de contra-inteligência de Serra conseguiram deixar parte do eleitorado de Dilma na defensiva. As pessoas – em São Paulo, sobretudo -têm certo medo de dizer que vão votar em Dilma.
Esse eleitorado pode ser sensível a escândalos de última hora. Não falo de Erenice, Receita Federal, Amaury – nada disso.
Tony teme que as o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.
Do que estamos falando? Imaginem uma Igreja queimando no Nordeste, e panfletos de petistas espalhados pela Igreja. Imaginem um carro de uma emissora de TV ou editora quebrado por “raivosos petistas”.
Paranóia?
Não. Lembrem como agiam as forças obscuras que tentaram conter a redemocratização no Brasil no fim dos anos 70. Promoveram atentados, para jogar a culpa na esquerda, e mostrar que democracia não era possível porque os “terroristas” da esquerda estavam em ação. Às vezes, sai errado, como no RioCentro.
Por isso, vejo com extrema preocupação o que ocoreu hoje no Rio: militantes do PT e PSDB se enfrentaram numa passeta de Serra. É tudo que o que os tucanos querem na reta final: a estratégia, a lógica, leva a isso. Eles precisam de imagens espataculares de “violência”, da “Dilma perigosa”, do “PT agitador” – para coroar a campanha iniciada em agosto/setembro.
Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques.
Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado aqui , pelo ”Correio do Brasil”: uma
Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.
Como já disse um leitor: FHC queria fazer do Brasil um México do sul (dependente dos EUA), Serra talvez queira nos transformar em Honduras (com instituições em frangalhos).
Os indícios estão todo aí. Essa não é uma campanha só “política”. Muito mais está em jogo. Técnicas de inteligência militares estão sendo usadas. Bobagem imaginar que não sejam aprofundadas nos dez dias que sobram de campanha.
Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.
Por último, uma pergunta: por que o “JN” adiou o Ibope – que deveria ter sido divulgado ontem? Porque Serra estava na bancada do jornal.
A Globo não quis constranger Serra com uma pesquisa ruim? Imaginem as pressões sobre Montenegro, de ontem pra hoje? O PSDB precisa segurar a diferença em 8 pontos no máximo.Para que a estratégina de ataque final, na última semana, tenha chance de surtir efeitos.
Estejamos preparados pra tudo. E evitemos entregar à turma das sombras o que ela quer: agressões contra Serra, contra Igrejas, contra carros de reportagem.
O Brasil precisa respirar fundo e passar por esse túnel de sombras em que acampanha de Serra nos lançou.
por Rodrigo Vianna
O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco. Foi o Tony que ajudou a mostrar os caminhos da calúnia contra Dilma, como você pode ler aqui.
O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas – como podemos ler, por exemplo, nesse site.
Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.
1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.
2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos” disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos” de antes;
3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.
4) Quarta Onda – pichações e faixas nas ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.
O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.
Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.
O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.
Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.
Minha mulher fez uma “quali” curiosa nos últimos dias. Saiu perguntando pro taxista, pro funcionário da oficina mecânica, pro vigia da rua de baixo, pra moça da farmácia: em quem vocês vão votar? Nessa eleição, pessoas humildes- quando são indagadas por alguém de classe média sobre o assunto - parecem se intimidar. Uns disseram, bem baixinho: “voto na Dilma”, outros disseram “não sei ainda”. Quando minha mulher disse que ia votar na Dilma, aí as pesoas se abriram, declararam voto. Mas ainda com algum medo de serem ouvidos por outros que chamam Dilma de “terrorista”, “vagabunda”, “matadora de criancinhas”.
O que concluo: as técnicas de contra-inteligência de Serra conseguiram deixar parte do eleitorado de Dilma na defensiva. As pessoas – em São Paulo, sobretudo -têm certo medo de dizer que vão votar em Dilma.
Esse eleitorado pode ser sensível a escândalos de última hora. Não falo de Erenice, Receita Federal, Amaury – nada disso.
Tony teme que as o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.
Do que estamos falando? Imaginem uma Igreja queimando no Nordeste, e panfletos de petistas espalhados pela Igreja. Imaginem um carro de uma emissora de TV ou editora quebrado por “raivosos petistas”.
Paranóia?
Não. Lembrem como agiam as forças obscuras que tentaram conter a redemocratização no Brasil no fim dos anos 70. Promoveram atentados, para jogar a culpa na esquerda, e mostrar que democracia não era possível porque os “terroristas” da esquerda estavam em ação. Às vezes, sai errado, como no RioCentro.
Por isso, vejo com extrema preocupação o que ocoreu hoje no Rio: militantes do PT e PSDB se enfrentaram numa passeta de Serra. É tudo que o que os tucanos querem na reta final: a estratégia, a lógica, leva a isso. Eles precisam de imagens espataculares de “violência”, da “Dilma perigosa”, do “PT agitador” – para coroar a campanha iniciada em agosto/setembro.
Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques.
Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado aqui , pelo ”Correio do Brasil”: uma
Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.
Como já disse um leitor: FHC queria fazer do Brasil um México do sul (dependente dos EUA), Serra talvez queira nos transformar em Honduras (com instituições em frangalhos).
Os indícios estão todo aí. Essa não é uma campanha só “política”. Muito mais está em jogo. Técnicas de inteligência militares estão sendo usadas. Bobagem imaginar que não sejam aprofundadas nos dez dias que sobram de campanha.
Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.
Por último, uma pergunta: por que o “JN” adiou o Ibope – que deveria ter sido divulgado ontem? Porque Serra estava na bancada do jornal.
A Globo não quis constranger Serra com uma pesquisa ruim? Imaginem as pressões sobre Montenegro, de ontem pra hoje? O PSDB precisa segurar a diferença em 8 pontos no máximo.Para que a estratégina de ataque final, na última semana, tenha chance de surtir efeitos.
Estejamos preparados pra tudo. E evitemos entregar à turma das sombras o que ela quer: agressões contra Serra, contra Igrejas, contra carros de reportagem.
O Brasil precisa respirar fundo e passar por esse túnel de sombras em que acampanha de Serra nos lançou.
Diretor de Hospital Detido
Brasília Confidencial No 366
O médico Celmo Felski, diretor da Fundação Sanatório São Paulo (Hospital São Paulo), de Campos do Jordão, foi detido no fim da tarde de ontem quando distribuía, numa padaria, panfletos de ataque à candidata do PT, Dilma Rousseff.
Os panfletos eram semelhantes aos apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo, durante o fim de semana, numa gráfica que tem como sócia uma filiada ao PSDB e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha presidencial de José Serra.
No carro do doutor Felski foi apreendido um pequeno lote do material. Depois da apreensão, o diretor do Hospital São Paulo foi liberado.
O médico Celmo Felski, diretor da Fundação Sanatório São Paulo (Hospital São Paulo), de Campos do Jordão, foi detido no fim da tarde de ontem quando distribuía, numa padaria, panfletos de ataque à candidata do PT, Dilma Rousseff.
Os panfletos eram semelhantes aos apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo, durante o fim de semana, numa gráfica que tem como sócia uma filiada ao PSDB e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha presidencial de José Serra.
No carro do doutor Felski foi apreendido um pequeno lote do material. Depois da apreensão, o diretor do Hospital São Paulo foi liberado.
O Fato e as Versões
Hoje a Falha de São Paulo publicou em manchete que o caso da quebra do sigilo dos tucanos a partir de um jornalista de Minas Gerais tinha ligações com a campanha da Dilma, segundo a Polícia Federal.
Ai, durante o dia, a mentira foi sendo desconstruída. Vejamos:
Do Óleo do Diabo
Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:
Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Do Luis Nassif
Por JCC
PF divulga nota sobre caso de violação de sigilo
Segundo a PF, 7 pessoas já foram indiciadas.
Caso será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal divulgou nesta qurata-feira (20) uma nota sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal.
Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
Dos Amigos do Presidente Lula
Ai, durante o dia, a mentira foi sendo desconstruída. Vejamos:
Do Óleo do Diabo
Em entrevista coletiva concedida hoje à tarde, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, foi bem direto e objetivo.
Eu acho que a manchete da Folha está certa, só trocou uma palavra: a PF ligou a quebra de sigilo à pré-campanha de Serra, não da Dilma. O jornalista Amaury Jr, quando encomendou os documentos da filha do candidato, não tinha qualquer vínculo com a campanha ou pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele trabalhava para o jornal Estado de Minas, que ontem e hoje eram estreitamente ligado ao governador Aécio Neves. Na época, Serra e Aécio travavam um duro embate para saber quem assumiria a candidatura à presidente. Amaury Jr disse à PF que o núcleo de Aécio temia que Marcelo Itagiba, homem da área de inteligência de Serra, tivesse colhendo informações sobre o mineiro, e por isso, houve a determinação, por parte de Aécio e do jornal, de se defenderem com dados de tucanos paulistas e de parentes de Serra.
Há grande expectativa agora sobre como a mídia irá digerir essa nova direção das informações sobre a quebra de sigilo, de que teria sido fruto de um embate interno do PSDB, como aliás, há tempos se suspeitava...
Eu acho que a manchete da Folha está certa, só trocou uma palavra: a PF ligou a quebra de sigilo à pré-campanha de Serra, não da Dilma. O jornalista Amaury Jr, quando encomendou os documentos da filha do candidato, não tinha qualquer vínculo com a campanha ou pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele trabalhava para o jornal Estado de Minas, que ontem e hoje eram estreitamente ligado ao governador Aécio Neves. Na época, Serra e Aécio travavam um duro embate para saber quem assumiria a candidatura à presidente. Amaury Jr disse à PF que o núcleo de Aécio temia que Marcelo Itagiba, homem da área de inteligência de Serra, tivesse colhendo informações sobre o mineiro, e por isso, houve a determinação, por parte de Aécio e do jornal, de se defenderem com dados de tucanos paulistas e de parentes de Serra.
Há grande expectativa agora sobre como a mídia irá digerir essa nova direção das informações sobre a quebra de sigilo, de que teria sido fruto de um embate interno do PSDB, como aliás, há tempos se suspeitava...
Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Do Luis Nassif
Por JCC
PF divulga nota sobre caso de violação de sigilo
Segundo a PF, 7 pessoas já foram indiciadas.
Caso será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal divulgou nesta qurata-feira (20) uma nota sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal.
Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
Dos Amigos do Presidente Lula
E vamos nós falar do Amaury, de novo. Primeiro. Vamos analisar a mudança da Folha. No jornal imprenso manchete é"PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma" Depois, mudou para; "Jornalista admite que encomendou dados fiscais de tucanos" E agora está em:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra."Para ajudar o patrocinador Serra, a Folha não se envergonha de mentir em manchetes que são desmentidas pelo próprio texto da matéria.
O Destaque deveria ser:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra".
Acabei de saber que, a Folha sabia o tempo todo do depoimento do jornalista, mas não publicou.Engavetou.. Somente hoje, o jornal está soltando em conta gotas a história.Nem a Folha de São Pualo e nem a grande mídia em geral vão poder tapar o sol com a peneira.O vínculo de Amaury com o Estado de Minas e deste com o aecismo é evidente; atribuir a quebra de sigilo ao PT é uma armação insustentável. Se o próprio Amaury ou a PF não vierem a público desmentir essa armação, isso transbordará a partir da blogosfera e da própria campanha da Dilma.
Primeiro a Folha mancheteou para que o candidato José Serra usasse no seu programa eleitoral.Agora, a Folha publicada meias verdade, para o Serra usar em entrevista.
Porque a Folha não deu destaque ao fato de Amaury estar trabalhando para o jornal Estado de Minas quando aconteceu o pedido da quebra de sigilo?
Porque não disseram que havia briga dentro do PSDB entre Aécio e Serra pela vaga de candidato à presidência?
Por que a Folha não disse que foi o jornal "Estado de Minas" que solicitou e pagou pelos dados sigilosos?
Porque a imprensa protegem Aecio?
Para proteger Serra?
A imprensa deveria dar destaque à verdade!
Mas não é isso que vemos. Na matéria tedenciosa da Folha, diz que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). A Folha mente. Até outro dia, o jornal dizia que Amaury fazia parte da campaha. A partir do momento em que a candidata Dilma disse que em 2009 não tinha se quer campanha, o jornal também mudou o discurso. Impressionante a manipulação da notícia para que se ressalte um ou outro aspecto.
Fica claro que a manchete maior, em uma situação normal seria o "fogo amigo" entre os partidarios de Aécio e Serra.
Mas o que se busca é ligar de qualquer maneira a quebra de sigilo à campanha de Dilma, chegando ao cumulo de "esclarecer" tratar-se da pré-campanha, para que não haja direito de resposta.
Ufa....haja liberdade de imprensa para suportar a manipulação da Folha
Amaury confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB)
Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista.Isso quem diz é a Folha e não o jornalista
O repórter disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal "Estado de Minas", para "proteger" o ex-governador tucano Aécio Neves --que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.(conforme eu afirmei neste post publicado pela manhã)
Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.
Amaury afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio.
Vamos falar assim...
Como disse Nassif; A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê aserviço do jornal Estado de Minas e do governador Aécio Neves. A advogada de Eduardo Jorge, conferindo seu conteúdo explosivo, montou um antídoto. Vazou as informações para a Folha de São Pualo, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
E mais
Uma coisa está passando despercebida: O jornal Estado de Minas, onde Amaury Ribeiro Jr trabalhava à época da quebra de sigilo, pertence ao Grupo Associados, e o ex-governador e atual senador Aécio Neves tem participação societária neste Grupo, conforme consta de sua declaração de bens arquivada no TSE, por ocasião do lançamento de sua candidatura. Logo, acredito eu, Amaury não fez nada por conta própria e, sim, a mando de alguém. Este alguém é que precisa ser revelado...
DO BLOGUEIRO> Resumindo: de novo a folhona tentou, a partir da advogada do tucano, criar um factoide para instrumentalizar a campanha do tucano. LAMENTÁVEL!!!
Tucano e os "Tumultos" no RJ.
Luis Nassif
Por Observadoro
Partidários do PT e do PSDB se enfrentaram na caminhada de Serra no calçadão de Campo Grande, no Rio.
O Globo On Line tascou logo a manchete: "Serra é agredido durante campanha no Rio", com um texto no qual Serra se faz de vítima falando que os militantes petista partiram para cima dele, acusando a militancia de nazista para baixo.
Entretanto, a CBN, que cobria o evento ao vivo, narrava de forma diferente os acontecimentos: os petistas exibiam cartazes com os dizeres "Quem é Paulo Preto?" e gritavam a mesma pergunta; os tucanos não gostaram e partiram pra cima dos petistas. A CBN descrevia as cenas enquanto ocorriam.
O Globo e a CBN precisam combinar quando quiserem mentir...
Do Twitter do Stanley Burburinho
Acabou dizer na CBN:
1 - Serra está em Campo Grande, RJ, tentando fazer passeata com Gabeira.
2 - Muita gente da militância do PT apareceu exibindo cartazes perguntando: "Serra, quem é Paulo Preto?"
3 - Na matéria diz q foi a militância do PSDB que não gostou da pergunta ao Serra sobre quem é Paulo Preto e iniciou a agressão.
4 - Serra se escondeu por 10 minutos dentro de uma loja.
5 - Depois q ele saiu do esconderijo, a militância continuou perguntando quem é Paulo Preto.
6 - Mas, tudo na paz.
7 – O Globo diz que o Serra foi atingido na cabeça com uma bobina de papel.-http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/20/serra-agredido-durante-enfrentamento-entre-militantes-em-ato-de-campanha-no-rio-922827795.asp
8 - No áudio diz: “...militantes do PSDB se irritaram com as provocações e houve confusão..” - http://cbn.globoradio.globo.com/playlist/asx.php?audio=2010/noticias/serra_101020
9 – Pedi para checarem com a militância do PT de Cpo. Grande o que realmente aconteceu. Pode ser tudo armação do PSDB para ser usado no programa eleitoral do Serra.
Do Terra
Serra vai a hospital após ser atingido na cabeça por objeto
MARCELA ROCHA
Direto do Rio de Janeiro
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, foi ao Hospital Sorocaba, no Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (20), para verificar se o objeto que atingiu sua cabeça durante enfrentamento entre cabos eleitorais, numa caminhada no calçadão de Campo Grande, causou algum ferimento.
Após iniciar uma manifestação a favor da candidata Dilma Rousseff, um grupo de cerca de 100 militantes do PT colocou-se em frente do local onde passava a comitiva de Serra, com faixas atacando o candidato tucano e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Houve enfrentamento entre os dois lados e Serra deixou a caminhada depois que foi atingido por um objeto. Segundo um dos seus seguranças, teria sido um rolo de adesivos que estaria com os militantes do PT.
O candidato mantém sua agenda e segue para verificar as obras do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. A partir das 17h, Serra tem um encontro com a militância no Grande Salão do Porcão.
Do Cloaca News
EXCLUSIVO – FLAGRANTE DA AGRESSÃO SOFRIDA POR SERRA NO RIO DE JANEIRO
Por Observadoro
Partidários do PT e do PSDB se enfrentaram na caminhada de Serra no calçadão de Campo Grande, no Rio.
O Globo On Line tascou logo a manchete: "Serra é agredido durante campanha no Rio", com um texto no qual Serra se faz de vítima falando que os militantes petista partiram para cima dele, acusando a militancia de nazista para baixo.
Entretanto, a CBN, que cobria o evento ao vivo, narrava de forma diferente os acontecimentos: os petistas exibiam cartazes com os dizeres "Quem é Paulo Preto?" e gritavam a mesma pergunta; os tucanos não gostaram e partiram pra cima dos petistas. A CBN descrevia as cenas enquanto ocorriam.
O Globo e a CBN precisam combinar quando quiserem mentir...
Do Twitter do Stanley Burburinho
Acabou dizer na CBN:
1 - Serra está em Campo Grande, RJ, tentando fazer passeata com Gabeira.
2 - Muita gente da militância do PT apareceu exibindo cartazes perguntando: "Serra, quem é Paulo Preto?"
3 - Na matéria diz q foi a militância do PSDB que não gostou da pergunta ao Serra sobre quem é Paulo Preto e iniciou a agressão.
4 - Serra se escondeu por 10 minutos dentro de uma loja.
5 - Depois q ele saiu do esconderijo, a militância continuou perguntando quem é Paulo Preto.
6 - Mas, tudo na paz.
7 – O Globo diz que o Serra foi atingido na cabeça com uma bobina de papel.-http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/20/serra-agredido-durante-enfrentamento-entre-militantes-em-ato-de-campanha-no-rio-922827795.asp
8 - No áudio diz: “...militantes do PSDB se irritaram com as provocações e houve confusão..” - http://cbn.globoradio.globo.com/playlist/asx.php?audio=2010/noticias/serra_101020
9 – Pedi para checarem com a militância do PT de Cpo. Grande o que realmente aconteceu. Pode ser tudo armação do PSDB para ser usado no programa eleitoral do Serra.
Do Terra
Serra vai a hospital após ser atingido na cabeça por objeto
MARCELA ROCHA
Direto do Rio de Janeiro
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, foi ao Hospital Sorocaba, no Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (20), para verificar se o objeto que atingiu sua cabeça durante enfrentamento entre cabos eleitorais, numa caminhada no calçadão de Campo Grande, causou algum ferimento.
Após iniciar uma manifestação a favor da candidata Dilma Rousseff, um grupo de cerca de 100 militantes do PT colocou-se em frente do local onde passava a comitiva de Serra, com faixas atacando o candidato tucano e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Houve enfrentamento entre os dois lados e Serra deixou a caminhada depois que foi atingido por um objeto. Segundo um dos seus seguranças, teria sido um rolo de adesivos que estaria com os militantes do PT.
O candidato mantém sua agenda e segue para verificar as obras do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. A partir das 17h, Serra tem um encontro com a militância no Grande Salão do Porcão.
Do Cloaca News
EXCLUSIVO – FLAGRANTE DA AGRESSÃO SOFRIDA POR SERRA NO RIO DE JANEIRO
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DO BLOGUEIRO> Então.... agora qualquer fato é imagem de impacto. Quem será que atirou a bolinha de fita crepe? Evidente que isso dará muito assunto ainda....
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