Do Luis Nassif
Alguns pontos que levam a campanha de Dilma a acreditar que ela venceu amplamente o debate na Gobo.
Os grupos de análise qualitativa montadas pela campanha (pessoas indecisas no voto que vão avaliando minuto a minuto o debate) constatou:
1. O debate começou equilibrado, mas a cada bloco crescia a aprovação de Dilma. Em todos eles, era vista como ponderada e com conteúdo. Serra era avaliado como mais experiente (no sentido de desenvoltura no debate), mas que usava a malícia para não responder as perguntas. Foi visto como sem conteúdo e falso.
2. Dois dos melhores momentos de Dilma foi quando respondeu sobre Amazônia e sobre pequenas e médias empresas. Também foi bem avaliada quando respondeu sobre segurança.
A melhor prova da vitória de Dilma, segundo esses assessores, foi no final do debate. Quando Serra terminou de falar houve aplausos calorosos. Seus analistas interpretaram como aprovação de sua fala. Os de Dilma, como aplausos gerais para o debate em si.
Mas, terminado o debate, os 80 brasileiros convocados pela Globo avançaram em direção a Dilma, pedindo autógrafos e fotos ao seu lado. O segundo mais assediado por William Bonner. Serra teria sido meio deixado de lado.
O entusiasmo com Dilma foi tão grande que Ali Kamel precisou fazer um apelo para que esvaziassem o local, para o Jornal da Globo poder ir ao ar.
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sábado, 30 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Destempero de Senador Paulista
Rede Brasil Atual
São Paulo – O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), perdeu a cabeça logo ao chegar aos estúdios da Record, para o debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano passou a xingar o repórter da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil João Peres, após ser avisado por um assessor de quais publicações se tratavam.
"Não vou conversar com você, seu pelego filho da p... Esta revista é bancada pelo PT", disse ao sair.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
Em seu perfil no Twitter, Aloysio admitiu ter usado o termo "pelego", mas negou ter xingado o repórter de "filho da p.". O senador eleito acusa o jornalista de mentir. "Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior", escreveu. Ao Comuniquese, a assessoria de imprensa do tucano alega que “palavrões não fazem parte do vocabulário” e reforçou a acusação de mentira.
Na semana passada, a coligação tucana pediu que a edição número 52 da Revista do Brasil fosse retirada das bancas e do site. A demanda incluía ainda que a questão tramitasse em segredo de Justiça. O pedido foi atendido em parte pelo TSE. O pedido ocorreu após a distribuição dos exemplares a assinantes, mas o número continua fora de circulação na página da Rede Brasil Atual.
Nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, várias entidades fazem um ato no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, contra a censura pedida pelo PSDB.
São Paulo – O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), perdeu a cabeça logo ao chegar aos estúdios da Record, para o debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano passou a xingar o repórter da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil João Peres, após ser avisado por um assessor de quais publicações se tratavam.
"Não vou conversar com você, seu pelego filho da p... Esta revista é bancada pelo PT", disse ao sair.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
Em seu perfil no Twitter, Aloysio admitiu ter usado o termo "pelego", mas negou ter xingado o repórter de "filho da p.". O senador eleito acusa o jornalista de mentir. "Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior", escreveu. Ao Comuniquese, a assessoria de imprensa do tucano alega que “palavrões não fazem parte do vocabulário” e reforçou a acusação de mentira.
Na semana passada, a coligação tucana pediu que a edição número 52 da Revista do Brasil fosse retirada das bancas e do site. A demanda incluía ainda que a questão tramitasse em segredo de Justiça. O pedido foi atendido em parte pelo TSE. O pedido ocorreu após a distribuição dos exemplares a assinantes, mas o número continua fora de circulação na página da Rede Brasil Atual.
Nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, várias entidades fazem um ato no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, contra a censura pedida pelo PSDB.
Debate na Record - O Mais Agressivo
Brasília Confidencial No 371
No mais agressivo debate que já travaram ao vivo diante das câmeras, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra trocaram acusações e ironias por quase duas horas, à noite passada, na TV Record.
O clima tenso foi marcado pela discussão de temas como a execução do Programa de Aceleração do Crescimento, o ProUni, o Bolsa Família, o MST, a privatização e as denúncias de envolvimento de assessores de Dilma e de Serra em desvios de conduta e de dinheiro.
A discussão começou pelo PAC. Dilma perguntou a Serra quais obras ele propunha para o Nordeste. Em vez de responder, o tucano voltou a classificar o PAC como “uma lista de obras”, afirmou que o Governo Lula mal iniciou obras como a rodovia Transnordestina e disse também que as refinarias no Nordeste não saíram do papel.
Dilma rebateu dizendo que Serra “gosta de enrolar” e que “lista de obras era o Avança Brasil” - programa anunciado e parcialmente executado no Governo Fernando Henrique Cardoso.
PETROBRAS
Serra voltou dizer que a adversária o acusa injustamente de querer privatizar a Petrobras. Afirmou que o Conselho de Administração da estatal, presidido por Dilma, entregou concessão de exploração de petróleo a 108 empresas nacionais e estrangeiras. E repetiu que pretende reestatizar e fortalecer a Petrobras.
“Acho estranho que Serra negue que quer privatizar a Petrobras, enquanto pessoas do PSDB” criticam o governo por ter substituído o regime de concessões pelo regime de partilha do petróleo do pré-sal.
ASSESSORES
Ao falar sobre o programa de banda larga, Serra trouxe à tona as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra, que depôs ontem na Superintendência da Polícia Federal.
Dilma reagiu dizendo que, ao contrário do que faz o PSDB, o governo federal está investigando as acusações. Ela acusou os tucanos de encobrirem Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, que teria fugido com R$ 4 milhões supostamente arrecadados para a campanha de Serra.
"Hoje a Erenice depôs, mas o Paulo Preto não só não depõe, como te ameaça. A diferença de um governo para outro é que malfeitos acontecem, mas a atitude é que importa. Tem gente que investiga e pune, e tem gente que acoberta e que além disso considera a pessoa competente e séria”, disparou Dilma em alusão a elogios anteriores de Serra a seu ex-assessor.
MST
Tema ausente dos embates entre Dilma e Serra na televisão, o comportamento do MST voltou à pauta ontem. Serra cobrou de Dilma uma posição sobre o MST acusando-a de já ter se declarado contra e a favor do movimento. Dilma respondeu que no Governo Lula houve mais assentamentos, mais diálogo, mais assistência aos sem terra e menos invasões de propriedades do que no Governo FHC.
"Não tratamos nenhum movimento social com cassetete, nem com repressão", disse Dilma destacando que não aceita episódios como o de Eldorado dos Carajás, quando sem-terra morreram em um confronto com a polícia, em 1996, durante o primeiro mandato de Fernando Henrique.
"Tenho uma clareza: o MST é uma coisa, nós somos outra. Sempre deixamos claro que éramos contra as invasões e depredações de prédios públicos".
No mais agressivo debate que já travaram ao vivo diante das câmeras, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra trocaram acusações e ironias por quase duas horas, à noite passada, na TV Record.
O clima tenso foi marcado pela discussão de temas como a execução do Programa de Aceleração do Crescimento, o ProUni, o Bolsa Família, o MST, a privatização e as denúncias de envolvimento de assessores de Dilma e de Serra em desvios de conduta e de dinheiro.
A discussão começou pelo PAC. Dilma perguntou a Serra quais obras ele propunha para o Nordeste. Em vez de responder, o tucano voltou a classificar o PAC como “uma lista de obras”, afirmou que o Governo Lula mal iniciou obras como a rodovia Transnordestina e disse também que as refinarias no Nordeste não saíram do papel.
Dilma rebateu dizendo que Serra “gosta de enrolar” e que “lista de obras era o Avança Brasil” - programa anunciado e parcialmente executado no Governo Fernando Henrique Cardoso.
PETROBRAS
Serra voltou dizer que a adversária o acusa injustamente de querer privatizar a Petrobras. Afirmou que o Conselho de Administração da estatal, presidido por Dilma, entregou concessão de exploração de petróleo a 108 empresas nacionais e estrangeiras. E repetiu que pretende reestatizar e fortalecer a Petrobras.
“Acho estranho que Serra negue que quer privatizar a Petrobras, enquanto pessoas do PSDB” criticam o governo por ter substituído o regime de concessões pelo regime de partilha do petróleo do pré-sal.
ASSESSORES
Ao falar sobre o programa de banda larga, Serra trouxe à tona as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra, que depôs ontem na Superintendência da Polícia Federal.
Dilma reagiu dizendo que, ao contrário do que faz o PSDB, o governo federal está investigando as acusações. Ela acusou os tucanos de encobrirem Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, que teria fugido com R$ 4 milhões supostamente arrecadados para a campanha de Serra.
"Hoje a Erenice depôs, mas o Paulo Preto não só não depõe, como te ameaça. A diferença de um governo para outro é que malfeitos acontecem, mas a atitude é que importa. Tem gente que investiga e pune, e tem gente que acoberta e que além disso considera a pessoa competente e séria”, disparou Dilma em alusão a elogios anteriores de Serra a seu ex-assessor.
MST
Tema ausente dos embates entre Dilma e Serra na televisão, o comportamento do MST voltou à pauta ontem. Serra cobrou de Dilma uma posição sobre o MST acusando-a de já ter se declarado contra e a favor do movimento. Dilma respondeu que no Governo Lula houve mais assentamentos, mais diálogo, mais assistência aos sem terra e menos invasões de propriedades do que no Governo FHC.
"Não tratamos nenhum movimento social com cassetete, nem com repressão", disse Dilma destacando que não aceita episódios como o de Eldorado dos Carajás, quando sem-terra morreram em um confronto com a polícia, em 1996, durante o primeiro mandato de Fernando Henrique.
"Tenho uma clareza: o MST é uma coisa, nós somos outra. Sempre deixamos claro que éramos contra as invasões e depredações de prédios públicos".
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O "Puxadinho" do Tucano
No último debate da Band, quando Dilma falava do programa Minha Casa, Minha Vida, o candidato tucano afirmou ter promovido para a população de baixa renda o financiamento de "puxadinhos". Parece incrível, mas foi com todas as letras, dando a entender que voltaria com essa política. Hoje, no Blog do Nassif alguém explica a origem dessa política. Vejamos:
Por Tha
O Serra vive perdendo chances de ficar quieto. É impressionante como tem dificuldade de expressar ideias.
Mas essa ideia do financiamento do puxadinho tem história, e é melhor entendê-la para que as críticas sejam mais efetivas.
O financiamento da construção da casa própria popular - que nas grandes cidades obviamente só pode ser o puxadinho, pela falta de espaço para a construção de uma casa decente - tem a ver com uma política super-liberalizante que virou moda com o economista peruano Hernando de Soto. Ele não é inventor de nada, mas juntou uma série de práticas que ele conheceu ao redor do mundo como se fossem a panacéia para o fim da pobreza, nos anos 90 (se não me falha a memória)
O Serra vive perdendo chances de ficar quieto. É impressionante como tem dificuldade de expressar ideias.
Mas essa ideia do financiamento do puxadinho tem história, e é melhor entendê-la para que as críticas sejam mais efetivas.
O financiamento da construção da casa própria popular - que nas grandes cidades obviamente só pode ser o puxadinho, pela falta de espaço para a construção de uma casa decente - tem a ver com uma política super-liberalizante que virou moda com o economista peruano Hernando de Soto. Ele não é inventor de nada, mas juntou uma série de práticas que ele conheceu ao redor do mundo como se fossem a panacéia para o fim da pobreza, nos anos 90 (se não me falha a memória)
Linha mestra do argumento dele é que os pobres já têm os bens de que necessitam para viver, só que esses bens não são reconhecidos no mercado formal. Embora possa haver outros, o principal bem a que de Soto de refere é a casa. Bem ou mal, os pobres moram. Sendo assim, basta que o poder público reconheça aquela casa, dê a escritura para o morador e zapt!, o proprietário entra no mercado formal de crédito e toca a sua vida. O banco empresta dinheiro aos pobres e os pobres mudam de vida.
O Banco Mundial e o FMI amam o cara de paixão. Ele é um dos gurus do Bill Clinton. Gostaria de reafirmar que de Soto não exatamente revolucionou a política habitacional, só sistematizou um esquema liberal. E é simplista assim como eu escrevi. Li quase até o fim o livro chave dele - O mistério do Capital, de 2000 - e não há nenhuma complexidade no pensamento, nada de contraditório, nenhuma menção às coisas que poderiam dar errado.
Só que tem um monte de coisas que podem dar errado. Vou listar algumas com a certeza de estar deixando muitas outras para trás. 1 - Os bancos de países pobres ou em desenvolvimento não vão começar a emprestar dinheiro magicamente para os pobres, mesmo que eles apareçam lá com uma escritura provando ter como honrar o compromisso. Pra que o banco quer uma casa na favela? Eles não arriscam tanto assim na hora de emprestar. 2 - Mesmo assim, supondo que os bancos emprestem, o que acontece com a pessoa pobre que não consegue honrar a dívida com o banco? Ela perde a casa! De Soto escreveu antes da crise americana do subprime, entao ainda se achava que refinanciar a casa eternamente seria o suficiente para resolver a questão. Bom, agora sabemos que não é. 3 - Os pobres serão jogados no mercado imobiliário selvagem que existe em todas as cidades com tendência de expansão, e se morarem em algum bairro central, serão expulsos para a periferia em poucos anos, porque os preços dos terrenos vão aumentar muito. 4 - Não existe nenhuma preocupação com o ambiente em que essas pessoas vivem. Casas construídas sem planejamento costumam ter problemas de ventilação e insolação, pra falar o mínimo. Incentivar o puxadinho significa adensar ainda mais um lugar que já é pequeno e piorar os problemas ambientais de dentro de casa.
Bom, alguns dos problemas citados têm mais a ver com o que o Serra disse do que outros. Mas o fato de ele ter feito a apologia do puxadinho mostra bem qual a política habitacional que ele pretende implementar.
Que o voto nos livre disso
ps: não tenho nenhuma pretensão de esgotar o tema, até porque estudei pouco o assunto. e não sou profissional de economia nem de planejamento urbano. Se outros comentaristas tiverem outras questões a acrescentar, seria ótimo.
O Banco Mundial e o FMI amam o cara de paixão. Ele é um dos gurus do Bill Clinton. Gostaria de reafirmar que de Soto não exatamente revolucionou a política habitacional, só sistematizou um esquema liberal. E é simplista assim como eu escrevi. Li quase até o fim o livro chave dele - O mistério do Capital, de 2000 - e não há nenhuma complexidade no pensamento, nada de contraditório, nenhuma menção às coisas que poderiam dar errado.
Só que tem um monte de coisas que podem dar errado. Vou listar algumas com a certeza de estar deixando muitas outras para trás. 1 - Os bancos de países pobres ou em desenvolvimento não vão começar a emprestar dinheiro magicamente para os pobres, mesmo que eles apareçam lá com uma escritura provando ter como honrar o compromisso. Pra que o banco quer uma casa na favela? Eles não arriscam tanto assim na hora de emprestar. 2 - Mesmo assim, supondo que os bancos emprestem, o que acontece com a pessoa pobre que não consegue honrar a dívida com o banco? Ela perde a casa! De Soto escreveu antes da crise americana do subprime, entao ainda se achava que refinanciar a casa eternamente seria o suficiente para resolver a questão. Bom, agora sabemos que não é. 3 - Os pobres serão jogados no mercado imobiliário selvagem que existe em todas as cidades com tendência de expansão, e se morarem em algum bairro central, serão expulsos para a periferia em poucos anos, porque os preços dos terrenos vão aumentar muito. 4 - Não existe nenhuma preocupação com o ambiente em que essas pessoas vivem. Casas construídas sem planejamento costumam ter problemas de ventilação e insolação, pra falar o mínimo. Incentivar o puxadinho significa adensar ainda mais um lugar que já é pequeno e piorar os problemas ambientais de dentro de casa.
Bom, alguns dos problemas citados têm mais a ver com o que o Serra disse do que outros. Mas o fato de ele ter feito a apologia do puxadinho mostra bem qual a política habitacional que ele pretende implementar.
Que o voto nos livre disso
ps: não tenho nenhuma pretensão de esgotar o tema, até porque estudei pouco o assunto. e não sou profissional de economia nem de planejamento urbano. Se outros comentaristas tiverem outras questões a acrescentar, seria ótimo.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Debate da Band - "Serra Mil Caras..."
Brasília Confidencial No 359
A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, substituiu ontem o comportamento contido e defensivo que exibiu, predominantemente, nos debates do primeiro turno, por uma reação incisiva à campanha caluniosa e difamatória com que se sente atingida por seu adversário, José Serra (PSDB), e aliados dele. O tucano também se comportou mais agressivamente. Ele aproveitou algumas oportunidades para acusar a petista de exibir “duas caras” - por manifestar supostas posições contraditórias - enquanto Dilma o acusou repetidamente de ter mil caras.
“Você não é o cara. Você tem mil caras”, insistiu a candidata durante o primeiro debate do segundo turno, realizado à noite passada pela Rede Bandeirantes.
Dilma atacou Serra desde sua primeira intervenção declarando-se vítima de calúnias, mentiras e difamações. "Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa, a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera correta essa forma de fazer campanha que usa o submundo?", cobrou a petista já na primeira pergunta que dirigiu ao adversário.
Serra respondeu que se solidariza com "quem é vitima de ataques pessoais", declarou-se vítima e insinuou que Dilma tem a ver com ataques que são dirigidos a ele na internet. "Blogs com seu nome. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas".
Dilma acusou a mulher de Serra, Monica, de usar o tema do aborto para caluniá-la. "Sua esposa, Monica Serra, eu vou dizer o que ela falou: a Dilma é a favor da morte de criancinhas. Isso é um absurdo", disse a petista no segundo bloco. No início do programa, já havia tocado no assunto. "Acho gravíssima a fala da sua senhora".
Serra não respondeu em nenhum dos dois momentos.
A petista se declarou "indignada" diante da acusação de que o escândalo da Casa Civil tivesse relação com a sua campanha, e perguntou a Serra por que ele não investiga o caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal paulista Dersa e responsável pelo Rodoanel, que sumiu com cerca de R$ 4 milhões que arrecadou na campanha do tucano.
Também sobre este assunto, José Serra, provocado duas vezes, não se manifestou.
A presidenciável do PT recomendou a seu adversário que tome cuidado para não ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. “Você tem que ter cuidado para não ter mil caras. A última calúnia era que minha campanha estava envolvida na quebra de sigilo fiscal da Receita. Hoje você é réu pelo crime de injúria e difamação. Se cuida, porque pode estar dando os primeiros passos na questão da Ficha Limpa”, afirmou Dilma em referência à decisão, adotada pela Justiça do Rio Grande do Sul na semana passada, de instaurar processo contra Serra.
Na fase de confronto direto, que evitaram nos debates de primeiro turno, Dilma e Serra atacaram e contra-atacaram com várias referências ao governo federal, mas quase nenhuma ao presidente Lula.
A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, substituiu ontem o comportamento contido e defensivo que exibiu, predominantemente, nos debates do primeiro turno, por uma reação incisiva à campanha caluniosa e difamatória com que se sente atingida por seu adversário, José Serra (PSDB), e aliados dele. O tucano também se comportou mais agressivamente. Ele aproveitou algumas oportunidades para acusar a petista de exibir “duas caras” - por manifestar supostas posições contraditórias - enquanto Dilma o acusou repetidamente de ter mil caras.
“Você não é o cara. Você tem mil caras”, insistiu a candidata durante o primeiro debate do segundo turno, realizado à noite passada pela Rede Bandeirantes.
Dilma atacou Serra desde sua primeira intervenção declarando-se vítima de calúnias, mentiras e difamações. "Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa, a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera correta essa forma de fazer campanha que usa o submundo?", cobrou a petista já na primeira pergunta que dirigiu ao adversário.
Serra respondeu que se solidariza com "quem é vitima de ataques pessoais", declarou-se vítima e insinuou que Dilma tem a ver com ataques que são dirigidos a ele na internet. "Blogs com seu nome. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas".
Dilma acusou a mulher de Serra, Monica, de usar o tema do aborto para caluniá-la. "Sua esposa, Monica Serra, eu vou dizer o que ela falou: a Dilma é a favor da morte de criancinhas. Isso é um absurdo", disse a petista no segundo bloco. No início do programa, já havia tocado no assunto. "Acho gravíssima a fala da sua senhora".
Serra não respondeu em nenhum dos dois momentos.
A petista se declarou "indignada" diante da acusação de que o escândalo da Casa Civil tivesse relação com a sua campanha, e perguntou a Serra por que ele não investiga o caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal paulista Dersa e responsável pelo Rodoanel, que sumiu com cerca de R$ 4 milhões que arrecadou na campanha do tucano.
Também sobre este assunto, José Serra, provocado duas vezes, não se manifestou.
A presidenciável do PT recomendou a seu adversário que tome cuidado para não ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. “Você tem que ter cuidado para não ter mil caras. A última calúnia era que minha campanha estava envolvida na quebra de sigilo fiscal da Receita. Hoje você é réu pelo crime de injúria e difamação. Se cuida, porque pode estar dando os primeiros passos na questão da Ficha Limpa”, afirmou Dilma em referência à decisão, adotada pela Justiça do Rio Grande do Sul na semana passada, de instaurar processo contra Serra.
Na fase de confronto direto, que evitaram nos debates de primeiro turno, Dilma e Serra atacaram e contra-atacaram com várias referências ao governo federal, mas quase nenhuma ao presidente Lula.
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