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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Destempero de Senador Paulista

Rede Brasil Atual


São Paulo – O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), perdeu a cabeça logo ao chegar aos estúdios da Record, para o debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano passou a xingar o repórter da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil João Peres, após ser avisado por um assessor de quais publicações se tratavam.

"Não vou conversar com você, seu pelego filho da p... Esta revista é bancada pelo PT", disse ao sair.

"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.

Em seu perfil no Twitter, Aloysio admitiu ter usado o termo "pelego", mas negou ter xingado o repórter de "filho da p.". O senador eleito acusa o jornalista de mentir. "Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior", escreveu. Ao Comuniquese, a assessoria de imprensa do tucano alega que “palavrões não fazem parte do vocabulário” e reforçou a acusação de mentira.

Na semana passada, a coligação tucana pediu que a edição número 52 da Revista do Brasil fosse retirada das bancas e do site. A demanda incluía ainda que a questão tramitasse em segredo de Justiça. O pedido foi atendido em parte pelo TSE. O pedido ocorreu após a distribuição dos exemplares a assinantes, mas o número continua fora de circulação na página da Rede Brasil Atual.

Nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, várias entidades fazem um ato no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, contra a censura pedida pelo PSDB.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dilma e as Reportagens de Última Hora

DILMA13

“Repudio terminantemente as acusações sem provas”

23.10.2010

A candidata Dilma Rousseff disse hoje que repudia terminantemente acusações sem provas, feitas na véspera das eleições, contra ela e sua campanha. A mais recente tentativa foi divulgada pela revista Veja, que publicou um susposto diálogo de um secretário do Ministério da Justiça, que teria falado de pressões para produção de informações contra os adversários do governo Lula.

Assista aqui a íntegra da entrevista coletiva.

“Eu nego terminantemente esse tipo de conversa na véspera da eleição. Gostaria muito que houvesse da parte de quem acusou a comprovação. É muito fácil vir na última semana da eleição e fazer acusação desse tipo sem nenhuma prova. Eu acho extremamente grave utilizar desses métodos na reta final. Repudio esse tipo de acusação absolutamente sem prova à minha pessoa”, disse.

Dilma fez questão de deixar clara que os adversários acusam sem provas sua campanha pela elaboração de dossiês e quebra de sigilos fiscais. Mas, segundo ela, o caso do jornalista Amaury Ribeiro Jr aponta, na verdade, para uma guerra interna na campanha do PSDB, entre José Serra e Aécio Neves. A Polícia Federal já afirmou que não há vínculo da campanha de Dilma com essa disputa. Clique aqui para entender o caso de Amaury Ribeiro Jr.

“O único vínculo mesmo [dessas acusações] é um processo de quebra de sigilo ocorrido entre setembro e outubro [de 2009] quando não tinha campanha e nem pré-campanha. O depoimento do Amaury aponta um conflito dentro da campanha dos tucanos como origem desse documento [o suposto dossiê]. Querer transportar para mim essa responsabilidade é muito sério. Saiu publicado, no auge do tema quebra de sigilo, uma declaração do editor do Estado de Minas, dizendo o seguinte: ´de fato tivemos um processo de uma reportagem investigativa e se investigou´. Se é [uma briga entre Aécio e Serra] eu não sei. Não cabe a mim investigar isso”, explicou Dilma, hoje em Carapicuíba (SP).

Paz

Diante dessa clima de acusações, Dilma pediu novamente à militância de façam campanha sem violência e que usem o amor e a tolerância ao pedir votos.

“Faço um apelo para que gente crie mais esse ambiente de confraternização com o eleitor, mais do que esse ambiente que cria desavenças, episódios desagradáveis. Espero que daqui para frente a gente não tenha clima de ódio, ou clima que desperte aquilo que não é adequado quando se trata da cultura do povo brasileiro. Não é adequado instigar desavença, criar a calunia. É muito possível um ambiente de paz”, disse.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tucanos Pegos no Flagra!!!

Do Terra

Ana Gissoni e Bruna Carolina Carvalho

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (21), em Coxilha, no interior do Rio Grande do Sul, três pessoas acusadas de distribuír, em um caminhão de campanha do PSDB, sacolas com produtos alimentícios para compra de votos.

"Eles foram presos por estarem distribuindo sacolas econômicas em um caminhão caracterizado por propaganda eleitoral", afirmou o delegado da Polícia Federal de Passo Fundo, Celso Santos, ao Terra.

De acordo com o delegado, a mulher e dois homens pegos em flagrante estão no Presídio Regional do Passo Fundo, enquadrados por crime eleitoral de compra de votos: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto. Tal crime implica em pena de prisão de até quatro anos ou multa. Tanto o caminhão quanto as 18 sacolas restantes foram apreendidas.

O secretário-geral do PSDB no Rio Grande do Sul, Carlos Callegaro, afirmou ao Terra que as pessoas presas não têm relação com o partido. O secretário disse que uma assistente social - conhecida por membros do PSDB de Passo Fundo -, recebeu 35 sacolas de alimentos e pediu um transporte emprestado para poder fazer a distribuição desses alimentos. "Ela não é do PSDB, mas se dá com pessoas do partido", afirmou Callegaro.

De acordo com o delegado da PF, no entanto, as pessoas alegaram prestar serviços para o comitê do PSDB. "Eles prestam serviço para o comitê do PSDB em Passo Fundo, segundo eles (acusados) informaram", disse Santos. Questionado sobre essa afirmação, Callegaro voltou a negar a ligação dos acusados com o partido.

Segundo o secretário, foi oferecido para a assistente social um caminhão "que não estava mais contratado pelo partido" e servia de trio elétrico durante a campanha. Callegaro diz que os adesivos do caminhão foram retirados antes dele ser emprestado. "Aí deu toda essa confusão. As três pessoas que estavam no caminhão, que não são filiadas ao PSDB, foram presas e o caminhão apreendido. Mas nem as pessoas são do PSDB e nem o caminhão estava mais contratado pela gente", contou. "Estavam simplesmente levando 35 sacolas de alimento".

A Polícia Federal divulgou uma nota no fim da tarde desta sexta-feira, confirmando o caso e informando que o caminhão e os alimentos ficarão apreendidos na Polícia Federal à disposição da Justiça Eleitoral.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diretor de Hospital Detido

Brasília Confidencial No 366

O médico Celmo Felski, diretor da Fundação Sanatório São Paulo (Hospital São Paulo), de Campos do Jordão, foi detido no fim da tarde de ontem quando distribuía, numa padaria, panfletos de ataque à candidata do PT, Dilma Rousseff.

Os panfletos eram semelhantes aos apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo, durante o fim de semana, numa gráfica que tem como sócia uma filiada ao PSDB e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha presidencial de José Serra.

No carro do doutor Felski foi apreendido um pequeno lote do material. Depois da apreensão, o diretor do Hospital São Paulo foi liberado.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fascismo Ataca Novamente

Nota do PT/SP

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O presidente do PT do estado de São Paulo, Edinho Silva, em nome do Diretório Estadual PT-SP, vem a público comunicar que a assessoria jurídica do Partido está representando na Justiça Eleitoral e no Ministério Público, além de registrar Boletim de Ocorrência, contra e-mail que circula na rede usando o nome do partido para atacar a Igreja Católica, pessoas e práticas religiosas. A mensagem é assinada por um blog falso, que se identifica como vinculado ao PT.

A Assessoria Jurídica da Campanha Dilma Presidente foi acionada para também tomar as medidas judiciais cabíveis.

A origem de tais mensagens é desconhecida e desautorizada pela direção do Partido. O PT-SP salienta que, além de não endossar esse tipo de conteúdo, repudia a propagação de quaisquer ataques pessoais ou direcionados a instituições religiosas, crenças ou práticas religiosas individuais.

Esse é mais um dos episódios da campanha disseminada no submundo do atual processo eleitoral que tem por objetivo atacar o PT e a imagem da candidata Dilma. Para nós, esse fato tem vínculo direto com todos os demais com intuito de propagar mentiras, calúnias e disseminar o ódio no atual processo eleitoral.

No que se refere aos materiais divulgados por setores da Igreja Católica, o PT considera o episódio superado com a manifestação da Regional Sul 1 da CNBB no último sábado em Itaici/SP. O Partido dos Trabalhadores tem muitos dos seus filiados assumidos como católicos e tem atuação cotidiana na vida da Igreja. O PT, que sempre teve relação harmoniosa e respeitosa com todas as religiões, continuará pautando a sua atuação pela convivência democrática e respeitando a diversidade cultural e étnica do povo brasileiro.

O PT continuará denunciando e exigindo providências legais contra aqueles que escolheram as trevas em vez da luz da democracia; que escolheram a mentira e os ataques pessoais em vez do debate de projetos e de propostas para o Brasil. Nós continuamos com a nossa convicção de que tais práticas não devem prosperar porque elas alimentam uma cultura de disputa política contraditória com a tradição pacífica e ética do povo brasileiro.

Edinho Silva
Presidente do PT-SP

Segue abaixo a carta e o blog falsos atribuídos ao PT e que circulam na internet



domingo, 17 de outubro de 2010

Democracia Tucana

Rede Brasil Atual

São Paulo – O ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, provocou tumulto com um padre que se posicionou contra a campanha de boatos utilizando a Igreja Católica e o aborto.

A confusão ocorreu durante compromisso de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra, na Basílica de São Francisco das Chagas em Canindé, no Ceará. O ex-governador tem montado uma agenda religiosa neste segundo turno, tentando se aproveitar da campanha de boatos contra a adversária, a petista Dilma Rousseff.

O problema começou quando o padre disse que eram falsos os panfletos que circulavam pela igreja afirmando que Dilma é favorável ao aborto e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Foi então que Jereissatti se irritou, afirmando que um “padre petista” como aquele estava “causando problemas à igreja.” De acordo com a reportagem da Agência Brasil, os administradores da paróquia não informaram o nome do padre.

Na sequência, partidários tucanos se exaltaram e o padre teve de deixar a basílica protegido por seguranças. Do lado de fora, militantes do PSDB e do PT chegaram a ter um princípio de briga.

Campanha

Antes da missa, Serra voltou a prometer criar o 13º do Bolsa Família, promessa que incorporou ao centro de sua agenda, mesmo depois de seu partido e dos dois principais aliados, DEM e PPS, terem feito forte campanha ao longo dos últimos oito anos contra o principal programa social do governo Lula.

O ex-governador lembrou também suas outras duas promessas para as classes populares: salário mínimo a R$ 600 e reajuste de 10% para as aposentadorias. “Não podemos ter um país dividido por aqueles que consideram adversários como inimigos, porque aí vale qualquer coisa”, completou.

Além de Jereissati, derrotado nas eleições para o Senado, Serra esteve ao lado de Lúcio Alcântara, que tentava voltar ao governo do Ceará, mas acabou batido por Cid Gomes (PSB). Os discursos dos aliados tucanos apontaram que o êxito eleitoral do PT no Nordeste se deveria ao que eles consideram mentiras em torno do Bolsa Família.

DO BLOGUEIRO> Se todos que pensam diferente deles são petistas, nós estamos "bem na fita".....

CARTA ABERTA À CNBB

Do VioMundo

Carta Aberta à CNBB.
São Paulo 17 de outubro de 2010.

Como membro da CJP-SP fui chamado pelo Deputado Estadual Adriano Diogo a registrar o flagrante de crime eleitoral na Editora Gráfica Pana LTDA, que foi contratada pelo Bispo Diocesano de Guarulhos para reproduzir 2,1 milhões de panfletos falsos da CNBB e estava para distribuir, ontem, pelo país 1,1 milhão de cópias do material e fiz estes registros, por ter ciência da orientação de nossa Comissão Brasileira de Justiça e Paz a partir do documento que li, recebido dias atrás sobre a falsificação de panfleto em nome da CNBB.

A encomenda foi realizada a pedido Mitra Diocesana de Guarulhos conforme imagens abaixo, a saber: email de encomenda, cópia do boleto bancário e carta de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini ao Pe. Jean Rogers Rodrigo de Souza, solicitando distribuição, que encaminho também anexo para divulgação, uma vez que constituem a documentação probatória da encomenda e do crime eleitoral praticado.

A gráfica iria entregar 2,1 milhões de panfletos, cuja informação fornecida pelo gerente da empresa pego em flagrante, pode variar em sua tiragem de 20 a 50 milhões. Foram apreendidos somente 1 milhão dos panfletos falsos, cuja liminar de apreensão já foi expedida pelo juiz responsável. Isso significa que muitos panfletos podem ter sido feitos em outras gráficas e continuarão a ser distribuído pelo país, caso não haja uma ação efetiva da CNBB.

Penso que nossos Bispos devam considerar, dada a gravidade dos fatos, encaminhar a Nota de Esclarecimento elabora no encontro de Itaici, para ser lida em todas as paróquias, em todas as missas do próximo domingo, sua publicação no Jornal O São Paulo e demais revistas e jornais católicos, bem como a leitura nas Tvs e rádios da igreja, buscando por fim ao assunto.

Recomendo esta atitude para nossos pastores reunidos em Itaici, entendendo ser este um gesto que favorecerá a distensão dos mal-entendidos provocados, visando o amplo esclarecimento dos fiéis que receberam tal documento apócrifo e criminoso, sobre a real posição de nossos bispos do Regional 1 e da CNBB, contribuindo desta forma para serenarmos os conflitos gerados entre os católicos, reafirmando a integridade da CNBB e reforçando a cidadania, a democracia e a livre escolha de todos os brasileiros, tão atingidas com esta manifestação difamatória, que desvirtua o foco do debate que interessa à nação e o sentido das eleições de 2010.

A cizânia que a calúnia, as ofensas e as mentiras imputadas geram entre aos cristãos, por ações como está promovida pelo Bispo Diocesano de Guarulhos, estão explicitadas de forma dramática nos fatos que ocorreram hoje em Canindé, no Ceará, onde a missa acabou em TUMULTO, uma vez que o padre corretamente,  informou aos presentes que o documento que estava sendo distribuído na missa era falso e acabou sendo atacado por um político, durante a celebração. Pergunto aos nossos Bispos da CNBB; quando na igreja uma missa tão tradicional como a de Canindé, acabou desta maneira?  Os fatos demonstram a gravidade do momento e a tentativa de aparelhamento do sentimento religioso em nosso país, conforme nota publicada pla CNBB.

Faz-nos refletir a justeza das palavras da candidata Dilma Rousseff, divulgadas na imprensa recentemente, sobre a campanha de ódio que estas ações subterrâneas estão gerando nos corações e mentes dos brasileiros por todo nosso país. Isso pode ficar mais grave ainda, se não for feita uma ampla campanha de esclarecimento junto aos fiéis. A CNBB e o país tem muito a perder com isso. É preciso por um basta a esta campanha baseada na mentira, na calúnia, na difamação!

Só a Verdade nos libertará.

Atenciosamente:

Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória

DOCUMENTOS ANEXADOS




Histórico da Gráfica Flagrada Ontem

Luis Nassif do NaMariaNews

Do NaMariaNews
Os panfletos mentirosos da CNBB e suas relações obscuras


Coisas pavorosas.

A desgraça dos panfletos contra a Dilma, que "supostamente" bispos da CNBB mandaram
imprimir na Gráfica Pana, no Cambuci, tem em documento de encomenda/fatura o e-mail de
senhor chamado "kelmon.luis@theotokianos.org.br" (Kelmon Luis da S. Souza). Vide imagem.



Ora, trata-se e-mail da Associação Theotokos, da qual o Sr. Kelmon é o presidente.

Pelo RegistroBR sabe-se que o site está em nome da Casa de Plínio Salgado, que por sua vez é isto (credo!).

 


Será o benedito que a santa madre igreja tá nesse terror de mandar essa gente mandar uma gráfica fazer e entregar panfleto mentiroso, descarado, sórdido e podre no Paraíso, Barra Funda e Rua do Bosque? E quem paga é a Mitra Diocesana de Guarulhos? Vide imagem.



Que relações são essas?

Desculpe, sou alma ingênua.

ATUALIZAÇÕES:




Dando voltas.

O dono da Editora Gráfica Pana LTDA é Alexandre Takeshi Ogawa. O pai, Paulo Ogawa, é o "contador". Sócia da gráfica é Arlety Satiko Kobayashi, funcionária pública da Assembleia Legislativa de SP

(ver DO: matrícula 5057); filiada do PSDB do bairro da Bela Vista; décima maior doadora da campanha
de Victor Kobayashi (vereador suplente PSDB, 2008; em 2010 candidato a deputado estadual, não eleito),
que por sua vez é filho do também político Paulo Kobayashi, falecido, e que solta belezas difamatórias feito esta no Twitter.

2.100.000 panfletos, por R$33 mil - Quem paga?

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/10/os-panfletos-mentirosos-da-cnbb-e-suas.html?spref=fb#ixzz12cOUcdxY

Comentário
O irmão de Paulo, Sérgio, é um dos coordenadores e arrecadadores da campanha de José Serra

sábado, 16 de outubro de 2010

Artigo - O CALUNIADOR, FIGURA DA BARBÁRIE

Carta Capital

De todas as eleições presidenciais realizadas após a redemocratização, esta é certamente aquela que a calúnia cumpre um papel mais central na definição do voto. Ela foi utilizada em um momento decisivo por Collor contra Lula, compareceu sempre todas as vezes nas quais Lula foi candidato mas agora ela mudou de intensidade e abrangência, tornou-se multiforme e onipresente.

A calúnia foi ao centro da nossa vida democrática. A senhora ao lado no ônibus me diz que recebeu a informação que Dilma desafiou Jesus Cristo em um comício realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O motorista de táxi conta que um médico lhe assegurou que um outro médico, seu amigo, diagnosticou gonorréia em Dilma.

Um e-mail recebido traz documento do TSE impugnando a candidatura de Dilma por ter “ficha suja”. Um aluno me diz ter recebido carta em casa da Regional 1 da CNBB, contendo mensagem para não votar em Dilma por ser contra a vida. Um comerciante na papelaria me diz que “não vota em bandida”. Após divulgar o resultado da primeira pesquisa Sensus/CNT para o segundo turno, o sociólogo Ricardo Guedes, afirmou que “nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagem. O processo de difamação, até certo ponto, pegou.” Quem conhece alguém que não recebeu uma calúnia contra Dilma ?

Houve uma mudança nos meios: a internet permite o anonimato e a profusão da calúnia. A Igreja brasileira, sob a pressão de mais de duas décadas de Ratzinger, tornou-se mais conservadora na sua cúpula e mobiliza hoje uma mensagem de ultra-direita, como não se via desde 1964. A mídia empresarial brasileira, já se sabia, vinha trilhando o seu caminho de partidarização e difamação pública, no qual até o direito de resposta tornou-se um crime contra a liberdade de expressão. Mas tudo isso não havia encontrado ainda o seu ponto de fusão: agora, sim.

O que está ocorrendo aos nossos olhos não pode ser banalizado. O caluniador é uma figura da barbárie, o sinistro que mobiliza o submundo dos preconceitos, dos ódios e dos fanatismos. A calúnia traz a violência para o centro da cena pública, pronunciando a morte pública de uma pessoa, sem direito à defesa. Perante a calúnia não há diálogo, direitos ou tribunais isentos. Na dúvida, contra o “réu”: a suspeição atirada sobre ele, visa torná-lo impotente pois já, de partida, a humanidade lhe foi negada.

Mas quem é o caluniador, essa figura de mil caras e rosto nenhum? É preciso dizer alto e bom som, em público, o seu nome, antes que seja tarde: o nome do caluniador é hoje a candidatura José Serra! Friso a candidatura porque não quero exatamente negar a humanidade de quem calunia. É o que fez, com a coragem que lhe é própria, a companheira Dilma Roussef no primeiro debate do segundo turno, apontando o nome de uma caluniadora – a mulher de Serra – e chamando o próprio de o “homem das mil caras”.

Dia a dia, de forma crescente e orquestrada, a calúnia foi indo ao centro de sua campanha, de sua mensagem, de sua fala, de sua identidade proclamada, de seus aliados midiáticos, de parceiros fanáticos (TFP) ou escabrosos (nazistas de Brasília), de sua estratégia eleitoral e de seu cálculo. “Homem do bem” contra a “candidata do mal”? Homem de uma “palavra só” contra a “mulher de duas caras”? Político “ficha limpa” contra a “candidata ficha suja”? Protetor dos fetos e dos ofendidos (como mostra a imagem na TV) contra aquela que “assassina criancinhas”, como disse publicamente sua mulher? Homem público contra a “mulher das sombras”?

O que está se passando mesmo aqui e agora na jovem democracia brasileira? Que arco é este que vai da TFP a Caetano Veloso, quem , quase em uníssomo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamou o presidente Lula de analfabeto e ignorante já no início deste ano? Afinal, que cruzada é esta e qual a sua força ?

O que está ocorrendo aqui e agora é uma aliança dirigida por um liberal conservador com o fanático religioso e com o proto-fascista. Cada uma dessas figuras – que sustentam o lugar comum da calúnia – precisa ser entendida em sua própria identidade e voz. A democracia brasileira ainda é o lugar da razão, do sentimento e da dignidade do público: por isso, defender a candidatura Dilma Roussef é hoje assumir a causa que não pode ser perdida.

Liberalismo conservador: o criador e sua criatura – Nunca como agora em que esconde ou quase não mostra a imagem de Fernando Henrique Cardoso, Serra foi tão criatura de seu mestre intelectual. É dele que vem o discurso e a narrativa que, ao mesmo tempo, dá a senha e liga toda a cruzada da direita brasileira.

A noção de que o PT e seu governo ameaçam a liberdade dos brasileiros pois instrumentalizam o Estado, fazem reviver a “República sindical”, formam gangues de corrupção e ameaçam a liberdade de expressão não deixa de ser uma evocação da vertente lacerdista da velha UDN. Mas certamente não é uma doutrina local.

A cartilha do liberal-conservador Fernando Henrique Cardoso é um autor chamado Isaiah Berlin, autor de um famoso ensaio “Dois conceitos de liberdade” e do livro “A traição da liberdade. Seis inimigos da liberdade humana”. Neste ensaio e neste livro, define-se a liberdade como “liberdade negativa”, isto é aquele espaço que não é regulado pelas leis ou pelo Estado contraposto à noção de “liberdade positiva”. Quanto menos Estado, mais liberdade; quanto mais Estado, menos liberdade. Ao confundir liberdade com autonomia, ao vincular liberdade aos ideais de justiça ou de interesse comum, republicanos, sociais-democratas, liberais cívicos e, é claro, socialistas, trairiam a própria idéia de liberdade.

É por este conceito e seus desdobramentos que Fernando Henrique mobiliza o clamor midiático contra o PT e o governo Lula. É este conceito que estrutura também o discurso de Serra, que acusa o governo Lula de ser proto-totalitário. É evidente que o conceito não é passado de forma iluminista: a mídia brasileira tornou-se uma verdadeira artista na criação das mediações de opinião, imagem e notícia que se centralizam, em última instância, neste conceito. Daí ele dialoga com o senso comum.

Seja dito em favor de Fernando Henrique Cardoso: é o lado mais sombrio de seu liberalismo que vem à tona agora, na cena agônica, quando o candidato que representa a sua herança ameaça perder pela última vez. Pois este liberalismo sempre foi de viés cosmopolita, atento em seu diálogo com os democratas norte-americanos e aos “filósofos da Terceira Via”, a certos direitos inscritos na pauta, como aqueles da liberdade sexual, do direito ao aborto legal, dos gays, dos negros, da vida cultural. Mas agora para fazer a ponte com o fanatismo religioso, ele resolveu descer aos infernos: nada sobrou de progressista na candidatura Serra, das ameaças à Bolívia à moral sexual de Ratzinger?

O liberal conservador não é o fanático religioso nem o proto-fascista, aquele que julga que a melhor maneira de dissuadir o adversário é simplesmente eliminá-lo. Mas dialoga com eles na causa comum de derrotar os “proto-totalitários” de esquerda”. Como disse bem, Jean Fabien Spitz, autor de “ O conceito de liberdade”, os ensaios de Berlin trazem o sentido e a tonalidade da época da “guerra fria”.

O fanático religioso: os frutos de Ratzinger – Se a social-democracia, o republicanismo e o socialismo
são os inimigos de Berlin, a Modernidade em um sentido amplo é o inimigo central do ex-cardeal Ratzinger. O programa político- teológico que veio construindo a ferro e fogo nestas últimas três décadas é centrado na idéia que é preciso restaurar a dogmática da fé contra os efeitos dissolutivos da moral emancipadora, da racionalização científica e da secularização. Este discurso político, que se fecha no fundamentalismo religioso, como bem denunciou Leonardo Boff, é, na verdade, um discurso de poder, de recentramento do poder do Vaticano.

Neste programa, não é apenas a esquerda enquanto topografia política que é o inimigo mas principalmente o processo de emancipação das mulheres. Entre a “Eva pecadora” e a “Maria mãe de Deus” não há outra identidade possível às mulheres.

A dimensão fundamentalista desde discurso não reconhece o direito do pluralismo na política, nem mesmo na linha do “consenso sobreposto” proposto por John Rawls ( a possibilidade de convergências sobre direitos, partido de um pluralismo de fundamentos). Ou se concorda ou se é proscrito, ex-comungado ou desqualificado.

É essa idéia força, que veio ganhando terreno na hierarquia do clero brasileiro a partir das perseguições à Teologia da Libertação, que agora irrompe na política brasileira, difamando Dilma Roussef. A calúnia é conveniente ao fundamentalista religioso: nesta visão de mundo, não há luz e sombra, não há e não pode haver semi-tons: quando Serra proclamou que o “direito ao aborto no Brasil seria uma carnificina”, ele estava dando a senha para a campanha difamatória da direita católica e evangélica.

O proto-fascista e seus privilégios – Todo processo político e social de democratização e de inclusão tão amplo como o que está se vivendo no Brasil provoca reações de resistência e regressão política à sua volta. Mas este também não é um fenômeno apenas brasileiro: observa-se à volta de nós fenômenos e operações muito típicas daquelas que estão sendo promovidas pela direita republicana norte-americana contra Obama ou que percorrem quase todo o continente europeu em torno ao tema dos imigrantes.

O proto-fascista brasileira não veste camisa preta nem usa suástica no braço ( embora, é claro, ninguém duvide, redes simbolicamente ostensivas estão em ação), nem precisa ser sociologicamente configurado como “lumpen proletariado” ou “pequeno burguesia vacilante”, para lembrar as figuras de uma linguagem simplificadora. O proto-fascista brasileiro é aquele que não quer receber em sua casa comum – a democracia brasileira – estes que não que reconhecem mais o seu antigo lugar, os pobres e os negros.

Há uma violência inaudita no ato do jornal liberal “O Estado de São Paulo” em punir com a demissão Maria Rita Kehl, por escrever um artigo em prol da dignidade dos pobres. Esta violência, que está muito distante do proclamado pluralismo mesmo restrito de alguns liberais, cheira a proto-fascismo, este ato que pretende abolir as razões públicas dos pobres simplesmente negando dignidade a eles.

A força da liberdade que hoje mora no coração dos brasileiros, os braços abertos do Cristo Redentor e o que há de imaginação e magnífica pulsão de vida na cultura popular dos brasileiros são os verdadeiros antídotos contra as figuras do ódio do caluniador.Por detrás da sua máscara, o povo brasileiro há de reconhecer os centenários adversários de seus direitos.

Diante do caluniador, somos todos hoje Dilma Roussef!

Juarez Guimarães

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais Panfletos Denuncistas

Brasília Confidencial No 360

Quatro homens, que se identificaram apenas como “católicos” e defenderam o voto em José Serra (PSDB), valeram-se ontem de uma missa campal em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para distribuir panfletos que atribuem ao presidente Lula, ao governo, ao PT e à presidenciável Dilma Rousseff posições favoráveis ao aborto. A missa homenageou Nossa Senhora Aparecida e foi comandada pelo arcebispo metropolitano, dom Walmor Azevedo. No início da celebração, um locutor afirmou que a arquidiocese não tinha relação com o panfleto.

O texto distribuído ontem é o assinado pelos bispos que comandam a Regional Sul 1 da CNBB que atua no estado de São Paulo e é presidida pelo bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp. Publicado no site da regional desde o fim de agosto, afirma que o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos "foi assinado pelo atual presidente e pela ministra da Casa Civil, na qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antissocial e contrária ao verdadeiro progresso do país". Por fim, recomenda que os eleitores votem somente em candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.



DO BLOGUEIRO> Impressionante como eles querem reduzir a discussão de um país inteiro em apenas um tópico. Não sei se continuo a mostrar isso tudo ou se deixo de fazê-lo diante da pequenez em que as pessoas estão transformando o debate. Para quem quer argumentos contrários aos acima, vejam este vídeo que é a fala de um padre também católico.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Baixarias Retomam Ficha Falsa

Realmente o Serra saiu dos limites.

Nunca imaginei  que um homem com a historia dele e com a historia do Fernando Henrrique fossem capazes de negar a historia da luta contra a ditadura, a historia de muitos companheiros que deram a vida para que hoje pudéssemos viver em liberdade sem torturas e sem  opressão.

O Serra e o FHC ontem propagaram no programa eleitoral que o Serra era o candidato ficha limpa ao mesmo tempo que mandaram pregar nos postes da cidade de São Paulo cartazes apócrifos com a ficha falsa (já foi provado pela justiça que é falsa), da Dilma.

A ficha falsa de Dilma no DOPS

Há um tempo circula por e-maill uma ficha de Dilma Rousseff dos arquivos do DOPS da época da ditadura militar. A tal ficha foi publicada até pela Folha de S. Paulo no ano passado, porém esta ficha é FALSA, foi confeccionada em um computador qualquer, com recursos simplistas de um usuário iniciante de Photoshop.


Esta é a ficha falsa que circula como sendo de Dilma

A blogosfera na época apontou o erro e acusou o jornal de ter publicado uma ficha falsa. A Folha refutou, dizendo que não poderia garantir que a ficha era verdadeira, mas tampouco comprovar que era falsa.

Após essa resposta absurda, foram enviados ao jornal dois laudos contratados junto a peritos da Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Unicamp. A Folha insistiu que não poderia garantir que a ficha era falsa, por não ter o original para comparar – um contra-senso que, levado ao pé da letra, legitimaria qualquer falsificação.

Aqui estão os laudos para comprovar que tal ficha de Dilma Rousseff que circula pela internet é FALSA.

O laudo da Unicamp é assinado por Siome K. Goldenstein e Anderson R. Rocha, do Instituto de Computação. Suas conclusões:

1. A imagem publicada na Folha Online não é a mesma publicada pelo jornal.

2. A imagem foi digitalmente fabricada. A foto foi recortada de uma outra fonte, o texto foi adicionado posteriormente de forma digital e é improvável que qualquer parte da ficha tenha sido escaneada do Arquivo Público de São Paulo – onde a ficha estaria depositada, segundo a Folha.

3. A moldura da ficha foi escaneada (copiada através de uma máquina scanner). Já a foto de Dilma foi colocada digitalmente. Na foto, os pixels (pontos que compõem a imagem) são exatamente iguais. A probabilidade de isso ocorrer em uma foto convencional é de 10 elevado a 30.000. Para efeito de comparação, a possibilidade de duas pessoas terem o mesmo DNA é de 10 elevado à 12ª potência.

4. As letras foram digitalmente acrescentadas.

O laudo da UnB é ainda tão definitivo quanto o da Unicamp:

1. O laudo analisou três sites que tinham a tal ficha. E se baseou naquele que tinha melhor resolução, o Viomundo. Na sua resposta, a Folha disse que o laudo se baseou na foto de um site que costuma criticar a imprensa – argumento tolo, já que o laudo concluía que as três fichas tinham a mesma procedência.

2. Comparou as impressões digitais da ficha original, do DOPS, com os da ficha falsa. Constatou que eram diferentes. A probabilidade de serem iguais era de zero.

3. Analisando as bordas da ficha, constatou que as duas dobras eram exatamente iguais, possivelmente usando o chamado efeito espelhado.

4. Foram utilizadas as fonte MS Sans Serif (do sistema operacional Windows) e Courier (BM). Em alguns casos, foram colocadas letras desalinhadas (como o S), mas também de forma digital, porque todas as letras S são idênticas.

Guarde este post para responder àqueles emails reacionários, mal intencionados ou de colegas que são apenas desinformados. Você pode também copiar e colar esta “ficha” que fizeram para o Zé Serra para provar que hoje em dia qualquer um pode criar factóides na internet.



Assista e repasse também o vídeo analisando a ficha falsa da Dilma.

Como Combater as Baixarias

Do Blog da Nivia

Essa é para quem ainda não sabe como repassar e-mails com boatos e calúnias para a central anti-boatos da candidata Dilma à Presidência da República.

A equipe do Marcelo Branco acaba de facilitar as coisas para quem deseja denunciar a CORRENTE DO MAL que uma horda de degenerados insiste em espalhar e entupir as caixas postais na internet com mentiras e baixaria.

É bem simples encaminhar o conteúdo assim como o nome de quem envia esse tipo de e-mail. Siga o passo-a-passo:

1. Selecione a mensagem que está dentro do seu programa de correio;

2. Vá na barra do menu, em ‘Arquivos’ > ‘Salvar como…’ e escolha um local onde salvar a mensagem. Eu prefiro a ‘Área de Trabalho’ (ou ‘Desktop‘) para não esquecer;

3. Esse procedimento irá salvar um arquivo com o nome da mensagem em questão com uma extensão ‘.eml‘ (abreviatura de e-mail). Ficaria assim, por exemplo, ‘mensagem.eml‘;

4. Depois disso acesse este link: http://www.dilma13.com.br/verdades e clique naquele botão amarelo ‘COMUNIQUE UM BOATO’. Se quiser cortar caminho, entre direto na página http://acao.dilma13.com.br/page/s/em-nome-da-verdade, preencha o formulário e deixe o seu recado na caixa de comentários;

5. A seguir vá no botão ‘Escolher’ (ou `Browse`), localize a mensagem que você salvou na sua ‘Área de Trabalho’, dê um clique sobre ela e depois no botão ‘Abrir’;

6. Feito isso, confira se está tudo certinho e clique no botão vermelho ‘ENVIAR FORMULÁRIO’. Assim, você enviará o arquivo inteiro, do jeito que recebeu, para o site da Dilma;

7. Espere a página recarregar. Isso indica que o arquivo já foi devidamente encaminhado;

Pronto! Você acabou de dizer “Não à baixaria” e contribuiu para dar um basta à grosseria e à falta de escrúpulos na rede. Melhor, passou a fazer parte da CORRENTE DO BEM.