Mostrando postagens com marcador MPE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MPE. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Investigação Neles.....

Rede Brasil Atual


Segunda representação encaminhada em cinco meses pede ao Ministério Público que apure conduta de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa
Publicado em 13/10/2010, 18:55


São Paulo - A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo ingressou com representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE) pedindo investigação da conduta de José Serra (PSDB) como governador do estado. O atual candidato à Presidência da República é envolvido em função de acusações contra Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor de Engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

É a segunda representação encaminhada ao órgão em cinco meses. Em maio deste ano, a legenda pediu investigação de Paulo Preto por sua ação de arrecadação de fundos de campanha para o PSDB. Ele teria recolhido R$ 4 milhões antes do início do período determinado pela Justiça Eleitoral, mas o destino dos recursos é desconhecido. Na edição de 13 de agosto deste ano, Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido reconhece que houve a arrecadação, embora negue que os recursos tenham ido para a campanha.
O caso foi citado por Dilma Rousseff (PT) durante o debate entre pressidenciáveis no domingo (10), na TV Bandeirantes. Serra inicialmente negou conhecer Souza, mas depois defendeu o ex-diretor da Dersa. Os petistas negam qualquer relação entre a nova representação e a acusação da candidata governista.
Os deputados sustentam que o novo pedido de investigação foi decorrente de reunião com o procurador-geral de Justiça de São Paulo na semana passada. A apuração da representação apresentada em maio corre em sigilo de Justiça.

Representação

No atual pedido de investigação, o centro das atenções é a análise de possível ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na conduta de Serra. Além dele e de Paulo Preto, são citados Delson José Amador, ex-diretor-presidente da empresa, e José Max Reis Alves, atual presidente da Dersa.

Sobre Paulo Preto, recai agora a suspeita de tráfico de influência. A hipótese que os petistas pedem para ser investigada é se ele teria usado sua função de autorizar pagamentos a empreiteiras e de coordenar obras para fazer caixa de campanha. A representação aponta a exoneração do ex-diretor, em abril deste ano, após Alberto Goldman (PSDB) ter assumido o cargo.

O PT pede que se avalie a execução de contratos e o cumprimento de obras efetivamente pagas. Isso porque há suspeitas de desvios de recursos em obras estratégicas no estado, como a expansão da Jacu Pêssego, Rodoanel e a Nova Marginal. "Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem mais recursos politicamente do que eu", disse Souza à Folha de S.Paulo. Ele negou ter feito a arrecadação.

Advogados

Outra frente de investigação de eventual tráfico de influência diz respeito à contratação do escritório Edgar Leite Advogados Associados, no qual trabalha Priscila Arana de Souza Zahram, filha de Souza. Além disso, o escritório trabalha para empreiteiras, contratadas pela Dersa para executar obras. O duplo vínculo indicaria conflito de interesses, na visão da bancada.

A representação sustenta que o Tribunal de Constas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas da União (TCU) apontaram problemas na contratação. "Não houve licitação para o contrato com esse escritório", atesta Antonio Mentor, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa.

Há pedidos de esclarecimento sobre um empréstimo concedido pela advogada e pela ex-mulher de Souza a Aloísio Nunes Ferreira (PSDB), senador eleito por São Paulo. Juntas, elas cederam R$ 300 mil para o ex-secretário da Casa Civil de Serra no estado. Embora não represente ilegalidade, os deputados querem saber se houve algum tipo de relação com as outras acusações.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tucano Denunciado

Rede Brasil Atual

A promotora eleitoral gaúcha, Margarida Teixeira de Moraes, acolheu representação criminal do PT contra o candidato do PSDB
 
Publicado em 27/09/2010, 19:05
Última atualização às 19:13

São Paulo- O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da promotora eleitoral Margarida Teixeira de Moraes ofereceu denúncia contra o candidato do PSDB a presidência, José Serra. A promotora aceitou a representação criminal do Partido dos Trabalhadores por difamação contra o partido e por calúnia contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

A representação relaciona dois fatos considerados delituosos. No dia 22 de julho de 2010, Serra comentou sobre as declarações de seu vive, Indio da Costa, acerca da afirmação de que o PT teria ligações com o narcotráfico, Serra respondeu que é "uma coisa antiga, que está mais do que evidenciado, que o PT tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, por sua vez, são uma força do narcotráfico". Na mesma entrevista, o candidato do PSDB ainda responsabilizou o candidato do PT ao senado de Minas Gerais Fernando Pimentel o crime de violação de sigilos na Receita Federal.

A promotoria eleitoral acolheu a representação do PT e ofereceu denúncia pelos crimes de difamação e de calúnia ao Juiz Eleitoral da 111ª Zona de Porto Alegre contra o candidato do PSDB.

Veja denúncia na íntegra.
 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dra Cureau Ataca Novamente

Do Tijolaço

O Conversa Afiada informa que a Dra. Sandra Cureau, procuradora da Justiça Eleitoral enviou ofício à Carta Capital para saber quais instituições do governo federal anunciam na revista.
Qual será a nobre intenção da Dra. Cureau? Será que considera que empresas do governo não podem anunciar na Carta Capital como em qualquer publicação? Ou será que acha que essas verbas só devem ir para Veja, Folha e cia?

O que terá movido a Dra. Cureau? Alguma denúncia? Alguma constatação? Seria interessante em nome do interesse público que ela esclarecesse essas questões. No site do TSE nada aparece.

É possível imaginar que a Dra. Cureau, como funcionária dedicada apenas ao interesse público, esteja preocupada em saber como andam sendo investidas as verbas governamentais para propaganda, que afinal são dinheiro meu, seu, dela e nosso. O fato de isso ocorrer em período eleitoral é mera coincidência, naturalmente.

Aproveito o nobre propósito da procuradora eleitoral para sugerir que dê uma olhadinha no uso do dinheiro público do Estado de São Paulo, coisa pouca, cerca de R$ 9 milhões, na aquisição, em maio desse ano, de assinaturas de jornais e revistas para o chamado Projeto Sala de Leitura, da Rede Estadual de Ensino, cuja relação público abaixo.

E já que anda tão interessada na Carta Capital, a Dra. Cureau podia indagar por que só a Carta Capital não foi contemplada em tão generosos contratos, que nem de publicidade são, mas de compra direta de milhares de assinaturas – cada uma representando 52 exemplares – de revistas feitas pelo Governo de São Paulo. E nenhuma delas da Carta Capital, que discriminação…

As assinaturas do Serra:
27/maio/2010
Contrato: 15/00548/10/04
- Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.
- Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições – destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010

28/maio/2010
Contrato: 15/00545/10/04
- Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.568.800,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010.

29/maio/2010
Contrato: 15/00547/10/04
- Empresa: Editora Abril S/A
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.

8/junho/2010
Contrato: 15/00550/10/04
- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.581.280,00
- Data de Assinatura: 18-05-2010.

11/junho/2010
Contrato: 15/00546/10/04
- Empresa: Editora Globo S/A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43 Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 305 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ah....a Imprensa!!!

Brasília Confidencial No 330

AYRTON CENTENO

O Brasil inteiro foi martelado, nas últimas semanas, por nomes como Atella, Adeilda, Ademir e outros menos citados, todos em meio aos seus 15 minutos de fama, engolfados pelo episódio da quebra de sigilo de  notáveis do PSDB e da filha do candidato José Serra.

Dia e noite alimentam o tropel dos jornalões e TVs. Mas o Brasil pouco sabe do sargento César Rodrigues  de Carvalho. Ele não serve a uma campanha, mas deveria, ao menos, servir ao jornalismo. Até isso, porém,  tem lhe sido ofertado com parcimônia. Carvalho promete uma história e tanto, mas a mídia nacional faz de  conta que ele não existe.
 
A explicação é simples. O desconhecido Carvalho não escalou os píncaros porque não leva comida à boca da gorda ofensiva contra Dilma Roussef. Ao contrário, subtrai do PSDB a passageira retórica da moral e  dos bons costumes políticos. Porque flagra os tucanos fazendo exatamente aquilo que os tucanos dizem que seus adversários fazem.
 
Aos fatos: o sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na sede do governo do Rio Grande do Sul, sob gestão da governadora Yeda Crusius há quatro anos, usou o privativo Sistema Consultas Integradas para  espionar políticos, delegados, jornalistas, militares e advogados.
 
De posse de uma senha, escarafunchava a trajetória da vítima e de seus parentes. O Ministério Público Estadual calcula que, desde 2009, o militar realizou 10.000 consultas, legais ou não.
 
Carvalho espionou o ex-ministro Tarso Genro (PT), titular de quatro pastas durante o Governo Lula, hoje líder de todas as pesquisas para o governo gaúcho e adversário da governadora e chefe de Carvalho na  mesma disputa. Ele ainda devassou informações confidenciais do Partido dos Trabalhadores. O que falta  para produzir um estardalhaço? Nada, porém há mais.
 
Carvalho também acessou dados do senador Sérgio Zambiasi (PTB), um aliado informal de Tarso; da  deputada Stela Farias (PT), presidente da CPI da Corrupção que investigou o desvio de dinheiro público no governo do PSDB; do ex-deputado Flávio Koutzii (PT), um dos coordenadores da campanha estadual do  PT; de dois deputados do PTB e do ex-vice-prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos, assassinado em  fevereiro deste ano. Bisbilhotou até mesmo sua chefe, o que veio a calhar para o Jornal Nacional, da TV  Globo - em cândida matéria, quatro dias depois do tema bombar na blogosfera - aninhar o PSDB na  condição pitoresca de vítima da sua própria arapongagem!
 
O sargento não é o primeiro espião flagrado utilizando o sistema implantado no Palácio Piratini para fins diversos dos legais. Em 2009, o chefe de gabinete de Yeda, Ricardo Lied, foi acusado de esquadrinhar a  vida pregressa de adversários. A denúncia partiu do próprio ouvidor da Segurança Pública do estado.  Prestigiado por Yeda, Lied permaneceu no cargo, o ouvidor foi exonerado e tudo ficou como antes no  quartel de abrantes.
 
Com a complacência e o silêncio obsequioso da mídia.

Carvalho está preso. A polícia atirou no que viu e acertou no que não viu: chegou ao funcionário de Yeda Crusius através de uma denúncia feita por um dono de bingo a quem o sargento extorquia. Depois,  percebeu-se que a encrenca era de outra grandeza. O promotor de Justiça Amílcar Macedo sabe que o  sargento não bisbilhotou os dados dos políticos por conta própria. Carvalho já avisou que recebia ordens. 

Além do sargento, estão sob investigação dois militares e dois civis, todos ligados ao governo do PSDB. 

Assunto não falta. O que falta é imprensa.