Amigos do Presidente Lula
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, minimizou mal-estar causado pelos vazamentos de telegramas diplomáticos dos EUA pelo Wikileaks:
“Tem coisas que ou a gente já sabia ou são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos”, disse em viagem ao Rio de Janeiro nesta sexta.
Alfinetada na velha imprensa sobre Honduras
Amorim comentou um telegrama do embaixador estadunidense em Honduras, Hugo Llorens, avaliando que a destituição do ex-presidente do país Manuel Zelaya, no mesmo ano, foi “ilegal” e “inconstitucional”:
“Isso é muito interessante, porque nós (governo) fomos muito criticados, por muitos, inclusive por alguns de vocês (da imprensa)”, disse o chanceler, referindo-se às críticas recebidas pela atuação do governo brasileiro durante a crise em Honduras.
Guantánamo:
Ao comentar os telegramas narrando pedidos para o Brasil recebesse presos de Guantánamo, Amorim explicou porque o Brasil não foi receptivo à ideia (assim como outros países):
“Houve sondagens efetivas, mas o Brasil não achou adequado recebê-los (os presos) por várias razões. Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eram inocentes, que encontrassem de volta seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse Amorim.
O presídio de Guantánamo foi aberto após o 11 de Setembro, para prender suspeitos de terrorismo, mas a maioria não teve julgamento, e ainda houve denúncias de tortura. Barack Obama prometeu o fechamento do presídio, mas até hoje não conseguiu. (Com informações da BBC Brasil e Agência Brasil)
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
LULA e o Conselho a um Reporter
Do VioMundo
Segundo a Folha, o presidente Lula se irritou com um repórter que perguntou a ele se agradeceria o apoio político da “oligarquia Sarney” no Maranhão. Ao que Lula respondeu:
“Eu agradeço [aos Sarney] e a pergunta preconceituosa sua é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília. Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado. E o Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito”, disse o presidente. Roseana ainda disse que a pergunta demonstrava “preconceito contra a mulher”.
Segundo a Folha, o presidente Lula se irritou com um repórter que perguntou a ele se agradeceria o apoio político da “oligarquia Sarney” no Maranhão. Ao que Lula respondeu:
“Eu agradeço [aos Sarney] e a pergunta preconceituosa sua é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília. Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado. E o Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito”, disse o presidente. Roseana ainda disse que a pergunta demonstrava “preconceito contra a mulher”.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Eles Estão Nervosos
Do VioMundo
A Veja andou atrás do blogueiro Renato Rovai querendo saber como foi feita a articulação para que o presidente Lula concedesse uma entrevista a blogs de diferentes pontos do Brasil. Estão preocupadíssimos.
por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Maior
O blogueiro Renato Rovai contou durante o curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, realizado semana passada no Rio, que a Veja andou atrás dele querendo saber como foi feita a articulação para que o presidente Lula concedesse uma entrevista a blogs de diferentes pontos do Brasil. Estão preocupadíssimos.
À essa informação somam-se as matérias dos jornalões e de algumas emissoras de TV sobre a coletiva, sempre distorcidas, tentando ridicularizar entrevistado e entrevistadores.
O SBT chegou a realizar uma edição cuidadosa daquele encontro destacando as questões menos relevantes da conversa para culminar com um encerramento digno de se tornar exemplo de mau jornalismo.
Ao ressaltar o problema da inexistência de leis no Brasil que garantam o direito de resposta, tratado na entrevista, o jornal do SBT fechou a matéria dizendo que qualquer um que se sinta prejudicado pela mídia tem amplos caminhos legais para contestação (em outras palavras). Com o que nem o ministro Ayres Brito, do Supremo, ídolo da grande mídia, concorda.
Jornalões e televisões ficaram nervosos ao perceberem que eles não são mais o único canal existente de contato entre os governantes e a sociedade.
Às conquistas do governo Lula soma-se mais essa, importante e pouco percebida. E é ela que permite entender melhor o apoio inédito dado ao atual governo e, também, a vitória da candidata Dilma Roussef.
Lula, como presidente da República, teve a percepção nítida de que se fosse contar apenas com a mídia tradicional para se dirigir à sociedade estaria perdido. A experiência de muitos anos de contato com esses meios, como líder sindical e depois político, deu a ele a possibilidade de entendê-los com muita clareza.
Essa percepção é que explica o contato pessoal, quase diário, do presidente com públicos das mais diferentes camadas sociais, dispensando intermediários.
Colunistas o criticavam dizendo que ele deveria viajar menos e dar mais expediente no palácio. Mas ele sabia muito bem o que estava fazendo. Se não fizesse dessa forma corria o risco de não chegar ao fim do mandato.
Mas uma coisa era o presidente ter consciência de sua alta capacidade de comunicador e outra, quase heróica, era não ter preguiça de colocá-la em prática a toda hora em qualquer canto do pais e mesmo do mundo.
Confesso que me preocupei com sua saúde em alguns momentos do mandato. Especialmente naquela semana em que ele saía do sul do país, participava de evento no Recife e de lá rumava para a Suíça. Não me surpreendi quando a pressão arterial subiu, afinal não era para menos. Mas foi essa disposição para o trabalho que virou o jogo.
Um trabalho que poderia ter sido mais ameno se houvesse uma mídia menos partidarizada e mais diversificada. Sem ela o presidente foi para o sacrifício.
Pesquisadores nas áreas de história e comunicação já tem um excelente campo de estudos daqui para frente. Comparar, por exemplo, a cobertura jornalística do governo Lula com suas realizações. O descompasso será enorme.
As inúmeras conquistas alcançadas ficariam escondidas se o presidente não fosse às ruas, às praças, às conferências setoriais de nível nacional, aos congressos e reuniões de trabalhadores para contar de viva voz e cara-a-cara o que o seu governo vinha fazendo. A NBR, televisão do governo federal, tem tudo gravado. É um excelente acervo para futuras pesquisas.
Curioso lembrar as várias teses publicadas sobre a sociedade mediatizada, onde se tenta demonstrar como os meios de comunicação estabelecem os limites do espaço público e fazem a intermediação entre governos e sociedade.
Pois não é que o governo Lula rompeu até mesmo com essas teorias. Passou por cima dos meios, transmitiu diretamente suas mensagens e deixou nervosos os empresários da comunicação e os seus fiéis funcionários, abalados com a perda do monopólio da transmissão de mensagens.
Está dada, ao final deste governo, mais uma lição. Governos populares não podem ficar sujeitos ao filtro ideológico da mídia para se relacionarem com a sociedade.
Mas também não pode depender apenas de comunicadores excepcionais como é caso do presidente Lula. Se outros surgirem ótimo. Mas uma sociedade democrática não pode ficar contando com o acaso.
Daí a importância dos blogueiros, dos jornais regionais, das emissoras comunitárias e de uma futura legislação da mídia que garanta espaços para vozes divergentes do pensamento único atual.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).
A Veja andou atrás do blogueiro Renato Rovai querendo saber como foi feita a articulação para que o presidente Lula concedesse uma entrevista a blogs de diferentes pontos do Brasil. Estão preocupadíssimos.
por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Maior
O blogueiro Renato Rovai contou durante o curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, realizado semana passada no Rio, que a Veja andou atrás dele querendo saber como foi feita a articulação para que o presidente Lula concedesse uma entrevista a blogs de diferentes pontos do Brasil. Estão preocupadíssimos.
À essa informação somam-se as matérias dos jornalões e de algumas emissoras de TV sobre a coletiva, sempre distorcidas, tentando ridicularizar entrevistado e entrevistadores.
O SBT chegou a realizar uma edição cuidadosa daquele encontro destacando as questões menos relevantes da conversa para culminar com um encerramento digno de se tornar exemplo de mau jornalismo.
Ao ressaltar o problema da inexistência de leis no Brasil que garantam o direito de resposta, tratado na entrevista, o jornal do SBT fechou a matéria dizendo que qualquer um que se sinta prejudicado pela mídia tem amplos caminhos legais para contestação (em outras palavras). Com o que nem o ministro Ayres Brito, do Supremo, ídolo da grande mídia, concorda.
Jornalões e televisões ficaram nervosos ao perceberem que eles não são mais o único canal existente de contato entre os governantes e a sociedade.
Às conquistas do governo Lula soma-se mais essa, importante e pouco percebida. E é ela que permite entender melhor o apoio inédito dado ao atual governo e, também, a vitória da candidata Dilma Roussef.
Lula, como presidente da República, teve a percepção nítida de que se fosse contar apenas com a mídia tradicional para se dirigir à sociedade estaria perdido. A experiência de muitos anos de contato com esses meios, como líder sindical e depois político, deu a ele a possibilidade de entendê-los com muita clareza.
Essa percepção é que explica o contato pessoal, quase diário, do presidente com públicos das mais diferentes camadas sociais, dispensando intermediários.
Colunistas o criticavam dizendo que ele deveria viajar menos e dar mais expediente no palácio. Mas ele sabia muito bem o que estava fazendo. Se não fizesse dessa forma corria o risco de não chegar ao fim do mandato.
Mas uma coisa era o presidente ter consciência de sua alta capacidade de comunicador e outra, quase heróica, era não ter preguiça de colocá-la em prática a toda hora em qualquer canto do pais e mesmo do mundo.
Confesso que me preocupei com sua saúde em alguns momentos do mandato. Especialmente naquela semana em que ele saía do sul do país, participava de evento no Recife e de lá rumava para a Suíça. Não me surpreendi quando a pressão arterial subiu, afinal não era para menos. Mas foi essa disposição para o trabalho que virou o jogo.
Um trabalho que poderia ter sido mais ameno se houvesse uma mídia menos partidarizada e mais diversificada. Sem ela o presidente foi para o sacrifício.
Pesquisadores nas áreas de história e comunicação já tem um excelente campo de estudos daqui para frente. Comparar, por exemplo, a cobertura jornalística do governo Lula com suas realizações. O descompasso será enorme.
As inúmeras conquistas alcançadas ficariam escondidas se o presidente não fosse às ruas, às praças, às conferências setoriais de nível nacional, aos congressos e reuniões de trabalhadores para contar de viva voz e cara-a-cara o que o seu governo vinha fazendo. A NBR, televisão do governo federal, tem tudo gravado. É um excelente acervo para futuras pesquisas.
Curioso lembrar as várias teses publicadas sobre a sociedade mediatizada, onde se tenta demonstrar como os meios de comunicação estabelecem os limites do espaço público e fazem a intermediação entre governos e sociedade.
Pois não é que o governo Lula rompeu até mesmo com essas teorias. Passou por cima dos meios, transmitiu diretamente suas mensagens e deixou nervosos os empresários da comunicação e os seus fiéis funcionários, abalados com a perda do monopólio da transmissão de mensagens.
Está dada, ao final deste governo, mais uma lição. Governos populares não podem ficar sujeitos ao filtro ideológico da mídia para se relacionarem com a sociedade.
Mas também não pode depender apenas de comunicadores excepcionais como é caso do presidente Lula. Se outros surgirem ótimo. Mas uma sociedade democrática não pode ficar contando com o acaso.
Daí a importância dos blogueiros, dos jornais regionais, das emissoras comunitárias e de uma futura legislação da mídia que garanta espaços para vozes divergentes do pensamento único atual.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Artigo - As Favas a Verdade Factual
Carta Capital
Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção
Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.
Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.
Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.
Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.
Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré.
Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.
O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.
Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.
A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.
Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.
Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.
A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.
Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção
Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.
Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.
Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.
Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.
Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré.
Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.
O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.
Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.
A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.
Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.
Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.
A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.
Mino Carta - diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Vergonha Nacional: Globo Mente Descaradamente
Ontem publiquei aqui a reportagem do SBT mostrando que o "objeto" que atingiu o candidato tucano na quarta-feira não passava de uma bolinha de papel.
Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.
Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.
Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.
Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui.
Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.
A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.
Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.
Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:
O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.
E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:
Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.
VERGONHOSO!!!
Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.
Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.
Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.
Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui.
Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.
A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.
Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.
Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:
José Antônio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.
Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.
Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.
Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?
E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…
Tudo pode ser digitalizado, menos a credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…
Veja aqui quadro a quadro o estudo do professor José Antônio Meira da Rocha e sinta vergonha de todas as vezes que assistimos esse escroto de jornalismo.
Agora, o Escrevinhador e a reação dos jornalistas da Globo em São Paulo:
O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.
E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:
Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.
VERGONHOSO!!!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
TV Canção Nova Interpelada Judicialmente
DILMA 13
Por meio de representação direcionada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação “Para o Brasil seguir mudando” e sua candidata à Presidência da República, Dilma Roussef, solicitaram direito de resposta contra a TV Canção Nova, no tempo de 15 minutos, em horário matutino. Isso porque na manhã da terça-feira, dia 5, a emissora teria exibido, ao vivo, a realização de uma homilia na qual um padre pediu aos fiéis que não votem na candidata Dilma no segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo a representação, em toda a homilia transmitida pela TV Canção Nova, o religioso emitiu opiniões ofensivas à candidata e ao Partido dos Trabalhadores, com afirmações falsas de caráter difamatório e injurioso. “Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas”, esclarece.
Sustenta que a emissora não se limitou a emitir opinião contrária à coligação e á candidata, mas fez graves ofensas à honra e à reputação, “a ensejar a concessão de direito de resposta”. Entre as supostas acusações estão a de que: o país piorará se o PT e sua candidata ganharem as eleições; o partido defende a prática de aborto; a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa; ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais; eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista com terrorista. Em todas elas, conforme a representação, o religioso afirma que poderia ser morto ou preso em virtude de suas afirmações, “em clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física”.
Fundamentação
A coligação e sua candidata destacam que o artigo 45, da Lei 9504/97, em seus incisos III e IV, estabelece que, a partir de 1º de julho do ano da eleição, é expressamente vedado às emissoras de televisão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes, bem como dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.
“É cediço que as emissoras de rádio e televisão devem conferir tratamento equânime às candidaturas, com vistas a respeitar o equilíbrio do pleito eleitoral e o princípio da paridade de armas”, dizem, ressaltando que a veiculação da referida homilia privilegiou a candidatura adversária. “Por esta razão, a Lei das Eleições, em seu artigo 45, incisos III e IV, proíbe que as emissoras de televisão, por concessão pública, confiram tratamento desfavorável a determinado candidato, partido ou coligação”, completaram.
Ao sustentarem que a TV Canção Nova difundiu afirmações difamatórias e caluniosas em relação aos representantes “conferindo-lhe tratamento desfavorável em relação a outra candidatura, em evidente desequilíbrio do pleito eleitoral”, solicitam a concessão do direito de resposta, assegurado aos ofendidos pela da Lei das Eleições (artigo 58, caput, parágrafo 1º, inciso II).
Por meio de representação direcionada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação “Para o Brasil seguir mudando” e sua candidata à Presidência da República, Dilma Roussef, solicitaram direito de resposta contra a TV Canção Nova, no tempo de 15 minutos, em horário matutino. Isso porque na manhã da terça-feira, dia 5, a emissora teria exibido, ao vivo, a realização de uma homilia na qual um padre pediu aos fiéis que não votem na candidata Dilma no segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo a representação, em toda a homilia transmitida pela TV Canção Nova, o religioso emitiu opiniões ofensivas à candidata e ao Partido dos Trabalhadores, com afirmações falsas de caráter difamatório e injurioso. “Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas”, esclarece.
Sustenta que a emissora não se limitou a emitir opinião contrária à coligação e á candidata, mas fez graves ofensas à honra e à reputação, “a ensejar a concessão de direito de resposta”. Entre as supostas acusações estão a de que: o país piorará se o PT e sua candidata ganharem as eleições; o partido defende a prática de aborto; a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa; ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais; eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista com terrorista. Em todas elas, conforme a representação, o religioso afirma que poderia ser morto ou preso em virtude de suas afirmações, “em clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física”.
Fundamentação
A coligação e sua candidata destacam que o artigo 45, da Lei 9504/97, em seus incisos III e IV, estabelece que, a partir de 1º de julho do ano da eleição, é expressamente vedado às emissoras de televisão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes, bem como dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.
“É cediço que as emissoras de rádio e televisão devem conferir tratamento equânime às candidaturas, com vistas a respeitar o equilíbrio do pleito eleitoral e o princípio da paridade de armas”, dizem, ressaltando que a veiculação da referida homilia privilegiou a candidatura adversária. “Por esta razão, a Lei das Eleições, em seu artigo 45, incisos III e IV, proíbe que as emissoras de televisão, por concessão pública, confiram tratamento desfavorável a determinado candidato, partido ou coligação”, completaram.
Ao sustentarem que a TV Canção Nova difundiu afirmações difamatórias e caluniosas em relação aos representantes “conferindo-lhe tratamento desfavorável em relação a outra candidatura, em evidente desequilíbrio do pleito eleitoral”, solicitam a concessão do direito de resposta, assegurado aos ofendidos pela da Lei das Eleições (artigo 58, caput, parágrafo 1º, inciso II).
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Estadão: Dois Pesos e Duas Medidas
Do Tijolaço
O Estadão dedicou sua manchete de hoje e duas páginas inteiras, sem nenhum anunciozinho, à eleição para governador no Tocantins. E o que está acontecendo lá que mereceu tanto espaço do jornalão paulista? Um desembargador do TRE local vetou a divulgação de informações sobre investigações do Ministério Público de São Paulo relacionadas ao candidato a governador pelo PMDB, Carlos Gaguim.
A decisão é realmente questionável, mas o Estadão não mostrou a mesma indignação e nem cedeu espaço comparável à decisão da Justiça Eleitoral do Paraná de impedir a divulgação de pesquisas eleitorais. Aliás, que eu visse, nem publicou uma linha.
O que será que difere um caso do outro, que levou o Estadão a se mobilizar tanto e a protestar contra censura no Tocantins e a não reagir da mesma forma no Paraná? O que terá levado o jornal a não agir com a imparcialidade que tanto apregoa?
O motivo é simples. A proibição de divulgar informações sobre as investigações do MP no Tocantins veio da coligação que apóia o candidato do PMDB e é formada por 11 partidos, entre eles o PT, como destaca o Estadão logo na chamada da primeira página. Já a decisão da Justiça Eleitoral de vetar a divulgação das pesquisas no Paraná foi pedida pela coligação do candidato Beto Richa, do PSDB, mesmo partido do candidato à presidência que o Estadão apóia.
No Paraná, Datafolha, Vox Populi e Ibope estão proibidos de terem suas pesquisas ao governo do estado divulgadas. A do Datafolha é feita em conjunto com a Folha de São Paulo. A do Vox Populi é parceria com a Band. E a do Ibope foi encomendada pela emissora de tv local RPCTV. Mas nem a associação das pesquisas com tradicionais órgãos de comunicação causou tanta indignação quanto o caso do Tocantins.
Contra ele, levantaram-se diversas vozes, como a indefectível Associação Nacional de Jornais (ANJ) e sua parceira das emissoras de televisão (Abert), assim como logo se pronunciou o candidato José Serra, afirmando que a decisão da Justiça Eleitoral do Tocantins esconde um “estelionato eleitoral de esquema político do PT”. O mais curioso é que quebraram a cara, pois a coligação do governador já foi ao Judiciário esclarecer que a proibição que pede é só para o uso eleitoral das acusações. Portanto, não pedem censura alguma aos jornais.
Se a decisão do juiz do TRE do Tocantins põde ser considerada censura à imprensa a da Justiça Eleitoral no Paraná também o é. E o tratamento diferente dado pelo Estadão e outros veículos da grande mídia ao caso revela que atribuem diferentes pesos a sua cobertura jornalística de acordo com os interesses eleitorais que defendem.
O Estadão dedicou sua manchete de hoje e duas páginas inteiras, sem nenhum anunciozinho, à eleição para governador no Tocantins. E o que está acontecendo lá que mereceu tanto espaço do jornalão paulista? Um desembargador do TRE local vetou a divulgação de informações sobre investigações do Ministério Público de São Paulo relacionadas ao candidato a governador pelo PMDB, Carlos Gaguim.
A decisão é realmente questionável, mas o Estadão não mostrou a mesma indignação e nem cedeu espaço comparável à decisão da Justiça Eleitoral do Paraná de impedir a divulgação de pesquisas eleitorais. Aliás, que eu visse, nem publicou uma linha.
O que será que difere um caso do outro, que levou o Estadão a se mobilizar tanto e a protestar contra censura no Tocantins e a não reagir da mesma forma no Paraná? O que terá levado o jornal a não agir com a imparcialidade que tanto apregoa?
O motivo é simples. A proibição de divulgar informações sobre as investigações do MP no Tocantins veio da coligação que apóia o candidato do PMDB e é formada por 11 partidos, entre eles o PT, como destaca o Estadão logo na chamada da primeira página. Já a decisão da Justiça Eleitoral de vetar a divulgação das pesquisas no Paraná foi pedida pela coligação do candidato Beto Richa, do PSDB, mesmo partido do candidato à presidência que o Estadão apóia.
No Paraná, Datafolha, Vox Populi e Ibope estão proibidos de terem suas pesquisas ao governo do estado divulgadas. A do Datafolha é feita em conjunto com a Folha de São Paulo. A do Vox Populi é parceria com a Band. E a do Ibope foi encomendada pela emissora de tv local RPCTV. Mas nem a associação das pesquisas com tradicionais órgãos de comunicação causou tanta indignação quanto o caso do Tocantins.
Contra ele, levantaram-se diversas vozes, como a indefectível Associação Nacional de Jornais (ANJ) e sua parceira das emissoras de televisão (Abert), assim como logo se pronunciou o candidato José Serra, afirmando que a decisão da Justiça Eleitoral do Tocantins esconde um “estelionato eleitoral de esquema político do PT”. O mais curioso é que quebraram a cara, pois a coligação do governador já foi ao Judiciário esclarecer que a proibição que pede é só para o uso eleitoral das acusações. Portanto, não pedem censura alguma aos jornais.
Se a decisão do juiz do TRE do Tocantins põde ser considerada censura à imprensa a da Justiça Eleitoral no Paraná também o é. E o tratamento diferente dado pelo Estadão e outros veículos da grande mídia ao caso revela que atribuem diferentes pesos a sua cobertura jornalística de acordo com os interesses eleitorais que defendem.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Leonardo Boff e o Ato Golpista
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso" pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais", onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como "famiglia" mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), "a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)".
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para "fazedores de cabeça" do povo. Quando Lula afirmou que "a opinião pública somos nós", frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
[Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra].
Ato em SP é Sucesso!!!
Do Blog do Miro:
Reproduzo artigo de Renato Rovai, publicado em seu blog no sítio da Revista Fórum:
O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo viveu um dos seus melhores dias nesta quinta-feira à noite.
Eram 18h15 quando este blogueiro chegou ao local e mais de cinquenta pessoas já se aglomeravam no auditório Wladimir Herzog, que tem capacidade para 100 pessoas sentadas.
O ato começaria às 19h, registre-se.
Entramos numa das salas da diretoria da entidade pra discutir os encaminhamentos do evento e quando saimos, umas 18h45, o auditório já está lotado.
O ato começou às 19h20. Éramos umas 300 pessoas no auditório e uma fila de mais de 100 tentando entrar.
Ao fim, os mais pessimistas falavam em 600 presentes. E os otimistas em mais de 1 mil. Este blogueiro arrisca dizer que de 700 a 800 pessoas estiveram no Sindicato dos Jornalistas nesta quinta à noite.
Havia gente no corredor, no saguão do prédio e na rua. Algo impressionante.
E gente de diversos lugares. Um número considerável de pessoas de outras cidades e até de outros estados.
Além da presença de muitos veículos da mídia independente e livre, o que surpreendeu foi a presença maciça de órgãos da mídia tradicional. Provavelmente esses veículos esperavam que algo fosse dar errado. Ou imaginavam que a gente repetiria o fiasco do ato que ajudaram a promover na tarde de ontem na Faculdade do Largo São Francisco. E que não juntou nem 100 pessoas.
De qualquer forma é importante que se registre aqui que a relação com a imprensa comercial foi absolutamente respeitosa. Nenhum jornalista teve qualquer dificuldade pra realizar o seu trabalho.
Posso assegurar, porque fiz essa mediação, que todos foram tratados de forma democrática e respeitosa.
Havia gente do Globo, do Estadão, da Folha, da Record, da Veja etc.
Da mesa do ato participaram representantes da CUT, CTB, CGTB, Nova Central Sindical, MST, Altercom, Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas, PDT, PCdoB e PSB.
Pelo PSB falou a deputada federal Luiza Erundina. Ela encerrou o encontro e foi a mais aplaudida da noite.
Do Tijolaço:
Ontem, mergulhado nessa reta final de campanha eleitoral aqui no Rio, não pude estar em São Paulo no ato organizado pelos blogueiros, representantes dos movimentos sociais, centrais e partidos – coordenados pelo recém fundado Centro de Estudos Barão de Itararé de defesa da imprensa alternativa, presidido pelo jornalista Altamiro Borges.
Mas esteve lá, em nome do PDT, o jornalista Osvaldo Maneschy, um grande coladorador de meu avô, editor do site do PDT e meu amigo e representante onde quer que esteja.
Dele, esta madrugada, recebi um e-mail que transcrevo aqui:
“Brizolinha, como você me pediu, além de representar o PDT, fiquei satisfeito em representar você ontem, no ato em São Paulo. Acho que seria ocioso descrever o encontro, que, à esta altura, está narrado em todos os blogs progressistas – e eram muitos – que estavam lá com seus próprios autores.
Além disso, já está no youtube o discurso de encerramento – brilhante – da deputada Luiza Erundina que diz tudo que se poderia dizer.
Só quero te dizer o seguinte: não há nada de mais reconfortante para minha geração do que ver tanta gente jovem participando de um encontro como muitos dos quais participei, então jovem, no final dos anos 70, início dos 80.
A causa da liberdade era a mesma, a causa da democracia era igual, mas agora – que diferença – temos a proteção de um Estado de Direito e as armas da comunicação pela internet, que tão cedo despertaram a atenção de seu avô, ainda nos anos 90.
Por ironia, ontem na coluna do Merval Pereira – o que este sujeito já fez contra Brizola é inacreditável – um dirigente daquele famigerado Instituto Millenium, Paulo Uebel, referindo-se ao encontro num clube militar do qual Merval e Reinaldo Azevedo participariam, disse que “por ironia do destino, os militares organizaram um evento para defender a liberdade de imprensa no mesmo dia em que os sindicatos e os movimentos sociais organizaram uma manifestação para atacar a liberdade de imprensa. Os tempos mudaram”.
Sim, senhor Uebel, os tempos mudaram. Não fomos atacar a liberdade de imprensa, porque por ela demos os melhores anos de nossas juventudes, nossas liberdades e alguns, a própria vida. Nem mesmo fomos atacar as empresas de comunicação, pois não há um jornalista que não ame aqueles empreendedores que transformaram sonhos em papel impresso, que penduraram “papagaios” para mantê-los vivos, que enfrentaram aventuras e desventuras que os tornaram referências para gerações de jornalistas como eu.
Os tempos mudaram, senhor Uebel, porque o Brasil excludente, autoritário, censurado e triste que os anos pós 64 criaram não vai se repetir. Porque agora há liberdade, há regras institucionais que são sagradas, inclusive para os próprios militares, há um povo mais informado e as empresas e interesses representados por estas vozes que falam, hipocritamente, na democracia que mataram, naqueles tempo, já não são as únicas que se pode ouvir.
Lembro-me de uma frase de seu avô: nós, sermos contra a propriedade? De jeito nenhum, achamos a propriedade uma coisa tão boa que queremos que todos tenham direito a ela. O mesmo pode-se dizer da liberdade de informação e de imprensa. Nós a achamos tão boa, mas tão boa, que não queremos que ela seja privilégio dos donos das empresas de comunicação e dos jornalistas que os servem, antes de servirem ao povo brasileiro.
Queremos liberdade de imprensa para todos, não apenas para alguns; assim como queremos liberdade com emprego, com salário, com comida, com dignidade para todo ser humano e não apenas para uma parte deles.
Deste sonho de liberdade de informação – escute este veterano jornalista - nada nos aproximou tanto quanto a internet. Não pude pensar, pelos mais de 20 anos de convívio que tivemos, em como o velho Briza estaria feliz ali, naquele encontro. E como é bom ver o seu neto como um dos ponta-de-lança deste combate limpo, aberto e valente que a blogosfera trava, todos os dias, contra as
trevas da desinformação e a perversidade da manipulação”
Um grande abraço e espero ter sido, nesta hora em que você, compreensivelmente, não pôde estar lá, o teu coração naquele encontro”
Reproduzo artigo de Renato Rovai, publicado em seu blog no sítio da Revista Fórum:
O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo viveu um dos seus melhores dias nesta quinta-feira à noite.
Eram 18h15 quando este blogueiro chegou ao local e mais de cinquenta pessoas já se aglomeravam no auditório Wladimir Herzog, que tem capacidade para 100 pessoas sentadas.
O ato começaria às 19h, registre-se.
Entramos numa das salas da diretoria da entidade pra discutir os encaminhamentos do evento e quando saimos, umas 18h45, o auditório já está lotado.
O ato começou às 19h20. Éramos umas 300 pessoas no auditório e uma fila de mais de 100 tentando entrar.
Ao fim, os mais pessimistas falavam em 600 presentes. E os otimistas em mais de 1 mil. Este blogueiro arrisca dizer que de 700 a 800 pessoas estiveram no Sindicato dos Jornalistas nesta quinta à noite.
Havia gente no corredor, no saguão do prédio e na rua. Algo impressionante.
E gente de diversos lugares. Um número considerável de pessoas de outras cidades e até de outros estados.
Além da presença de muitos veículos da mídia independente e livre, o que surpreendeu foi a presença maciça de órgãos da mídia tradicional. Provavelmente esses veículos esperavam que algo fosse dar errado. Ou imaginavam que a gente repetiria o fiasco do ato que ajudaram a promover na tarde de ontem na Faculdade do Largo São Francisco. E que não juntou nem 100 pessoas.
De qualquer forma é importante que se registre aqui que a relação com a imprensa comercial foi absolutamente respeitosa. Nenhum jornalista teve qualquer dificuldade pra realizar o seu trabalho.
Posso assegurar, porque fiz essa mediação, que todos foram tratados de forma democrática e respeitosa.
Havia gente do Globo, do Estadão, da Folha, da Record, da Veja etc.
Da mesa do ato participaram representantes da CUT, CTB, CGTB, Nova Central Sindical, MST, Altercom, Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas, PDT, PCdoB e PSB.
Pelo PSB falou a deputada federal Luiza Erundina. Ela encerrou o encontro e foi a mais aplaudida da noite.
Do Tijolaço:
Ontem, mergulhado nessa reta final de campanha eleitoral aqui no Rio, não pude estar em São Paulo no ato organizado pelos blogueiros, representantes dos movimentos sociais, centrais e partidos – coordenados pelo recém fundado Centro de Estudos Barão de Itararé de defesa da imprensa alternativa, presidido pelo jornalista Altamiro Borges.
Mas esteve lá, em nome do PDT, o jornalista Osvaldo Maneschy, um grande coladorador de meu avô, editor do site do PDT e meu amigo e representante onde quer que esteja.
Dele, esta madrugada, recebi um e-mail que transcrevo aqui:
“Brizolinha, como você me pediu, além de representar o PDT, fiquei satisfeito em representar você ontem, no ato em São Paulo. Acho que seria ocioso descrever o encontro, que, à esta altura, está narrado em todos os blogs progressistas – e eram muitos – que estavam lá com seus próprios autores.
Além disso, já está no youtube o discurso de encerramento – brilhante – da deputada Luiza Erundina que diz tudo que se poderia dizer.
Só quero te dizer o seguinte: não há nada de mais reconfortante para minha geração do que ver tanta gente jovem participando de um encontro como muitos dos quais participei, então jovem, no final dos anos 70, início dos 80.
A causa da liberdade era a mesma, a causa da democracia era igual, mas agora – que diferença – temos a proteção de um Estado de Direito e as armas da comunicação pela internet, que tão cedo despertaram a atenção de seu avô, ainda nos anos 90.
Por ironia, ontem na coluna do Merval Pereira – o que este sujeito já fez contra Brizola é inacreditável – um dirigente daquele famigerado Instituto Millenium, Paulo Uebel, referindo-se ao encontro num clube militar do qual Merval e Reinaldo Azevedo participariam, disse que “por ironia do destino, os militares organizaram um evento para defender a liberdade de imprensa no mesmo dia em que os sindicatos e os movimentos sociais organizaram uma manifestação para atacar a liberdade de imprensa. Os tempos mudaram”.
Sim, senhor Uebel, os tempos mudaram. Não fomos atacar a liberdade de imprensa, porque por ela demos os melhores anos de nossas juventudes, nossas liberdades e alguns, a própria vida. Nem mesmo fomos atacar as empresas de comunicação, pois não há um jornalista que não ame aqueles empreendedores que transformaram sonhos em papel impresso, que penduraram “papagaios” para mantê-los vivos, que enfrentaram aventuras e desventuras que os tornaram referências para gerações de jornalistas como eu.
Os tempos mudaram, senhor Uebel, porque o Brasil excludente, autoritário, censurado e triste que os anos pós 64 criaram não vai se repetir. Porque agora há liberdade, há regras institucionais que são sagradas, inclusive para os próprios militares, há um povo mais informado e as empresas e interesses representados por estas vozes que falam, hipocritamente, na democracia que mataram, naqueles tempo, já não são as únicas que se pode ouvir.
Lembro-me de uma frase de seu avô: nós, sermos contra a propriedade? De jeito nenhum, achamos a propriedade uma coisa tão boa que queremos que todos tenham direito a ela. O mesmo pode-se dizer da liberdade de informação e de imprensa. Nós a achamos tão boa, mas tão boa, que não queremos que ela seja privilégio dos donos das empresas de comunicação e dos jornalistas que os servem, antes de servirem ao povo brasileiro.
Queremos liberdade de imprensa para todos, não apenas para alguns; assim como queremos liberdade com emprego, com salário, com comida, com dignidade para todo ser humano e não apenas para uma parte deles.
Deste sonho de liberdade de informação – escute este veterano jornalista - nada nos aproximou tanto quanto a internet. Não pude pensar, pelos mais de 20 anos de convívio que tivemos, em como o velho Briza estaria feliz ali, naquele encontro. E como é bom ver o seu neto como um dos ponta-de-lança deste combate limpo, aberto e valente que a blogosfera trava, todos os dias, contra as
trevas da desinformação e a perversidade da manipulação”
Um grande abraço e espero ter sido, nesta hora em que você, compreensivelmente, não pôde estar lá, o teu coração naquele encontro”
Osvaldo Maneschy
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Vídeos de Hoje
Gostaria de postar dois vídeos bastante interessantes.
O primeiro você vê aqui e descobre porque o Brasil não é dos tucanos. Imperdível!!!
O segundo, aproveitando todo o golpismo do PIG que teve seu ápice ontem em SP, um vídeo muito bem feito do site CRÍTICA MIDIÁTICA, que mostra trechos dos editoriais dos jornais brasileiros logo após o golpe de 1964. Veja aqui. Este é histórico!!!
O primeiro você vê aqui e descobre porque o Brasil não é dos tucanos. Imperdível!!!
O segundo, aproveitando todo o golpismo do PIG que teve seu ápice ontem em SP, um vídeo muito bem feito do site CRÍTICA MIDIÁTICA, que mostra trechos dos editoriais dos jornais brasileiros logo após o golpe de 1964. Veja aqui. Este é histórico!!!
Folhona Não Entendeu
Do Tijolaço
Em outro recado dirigido à grande mídia, que escreve o que quer, mas não tolera ouvir o que não quer, Lula ironizou os jornais, revistas e seus colunistas, que o acusam de ameaçar a democracia. “Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia?”
Todo mundo que acompanhou o comício de Lula em Curitiba ou pela internet – no de Campinas o vídeo no Tijolaço foi assistido por mais de 4 mil pessoas – entendeu claramente a quem Lula se dirigia. Menos a Folha de S. Paulo. Ou melhor, entendeu, mas fingiu que não entendeu.
No seu típico jornalismo dissimulado, no qual finge que noticia tudo para não revelar sua parcialidade, a Folha publicou a crítica de Lula, mas afirmou que o presidente se referia ao DEM. No Paraná, Lula apóia a candidatura de Osmar Dias (PDT), que enfrenta um adversário do PSDB. Por que iria se referir ao minguado DEM, sem a menor relevância na disputa?
A Folha não quis passar aos seus leitores que era a ela, entre outros, que Lula se referia. Que ela é uma das donas do engenho. Propriedade de uma das oito ou dez famílias, como disse Lula na entrevista ao Terra, que defendem seus privilégios e não a liberdade.
A Folha tem sido um expoente na campanha contra Lula e Dilma. Desde antes do início da campanha eleitoral já disseminava notícias levianas como a falsa ficha de Dilma, produzida por um site de ultradireita. Agora, tenta de todas as maneiras ir contra a vontade popular de eleger Dilma e empenha sua estrutura, inclusive o instituto de pesquisas que detém, para criar fatos e manipular informações.
Só que a senzala já está instruída, tem acesso a novas fontes de informação e não cai mais no conto das oligarquias. O povo brasileiro, muito mais que os jornais de algumas famílias, preza a democracia que possibilitou a eleição de Lula e a melhora constante em sua qualidade de vida. Deseja que Dilma leve adiante esse projeto e repudia o candidato da mídia e suas baixarias.
Em outro recado dirigido à grande mídia, que escreve o que quer, mas não tolera ouvir o que não quer, Lula ironizou os jornais, revistas e seus colunistas, que o acusam de ameaçar a democracia. “Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia?”
Todo mundo que acompanhou o comício de Lula em Curitiba ou pela internet – no de Campinas o vídeo no Tijolaço foi assistido por mais de 4 mil pessoas – entendeu claramente a quem Lula se dirigia. Menos a Folha de S. Paulo. Ou melhor, entendeu, mas fingiu que não entendeu.
No seu típico jornalismo dissimulado, no qual finge que noticia tudo para não revelar sua parcialidade, a Folha publicou a crítica de Lula, mas afirmou que o presidente se referia ao DEM. No Paraná, Lula apóia a candidatura de Osmar Dias (PDT), que enfrenta um adversário do PSDB. Por que iria se referir ao minguado DEM, sem a menor relevância na disputa?
A Folha não quis passar aos seus leitores que era a ela, entre outros, que Lula se referia. Que ela é uma das donas do engenho. Propriedade de uma das oito ou dez famílias, como disse Lula na entrevista ao Terra, que defendem seus privilégios e não a liberdade.
A Folha tem sido um expoente na campanha contra Lula e Dilma. Desde antes do início da campanha eleitoral já disseminava notícias levianas como a falsa ficha de Dilma, produzida por um site de ultradireita. Agora, tenta de todas as maneiras ir contra a vontade popular de eleger Dilma e empenha sua estrutura, inclusive o instituto de pesquisas que detém, para criar fatos e manipular informações.
Só que a senzala já está instruída, tem acesso a novas fontes de informação e não cai mais no conto das oligarquias. O povo brasileiro, muito mais que os jornais de algumas famílias, preza a democracia que possibilitou a eleição de Lula e a melhora constante em sua qualidade de vida. Deseja que Dilma leve adiante esse projeto e repudia o candidato da mídia e suas baixarias.
Miguel do Rosário Analisa Ato Golpista
Os jornais desta quinta-feira acordaram com sangue nos olhos. O fato político de ontem, e que reverbera hoje na imprensa escrita, foi o lançamento de um manifesto antilula por um grupo de intelectuais vinculados ao tucanato.
Trata-se de um texto sofrivelmente escrito, repleto de chavões partidários colhidos às pressas na imprensa conservadora. Em termos jurídicos, é lixo puro, por apresentar versões e denúncias não provadas para acusar autoridades constituídas.
O manifesto não tem um pingo de legitimidade, apenas respinga ódio, rancor e preconceito. Reclama das atitudes do presidente ao mesmo tempo em que o acusa de forma leviana e caluniosa. Ao falar sobre a relação entre Executivo e Legislativo, o texto busca somente intrigar dois poderes que devem conviver em harmonia.
O texto tem cores antidemocráticas do começo ao fim. E isso eu acho perigoso, essa insidiosa interpretação conservadora do regime democrático, segundo a qual a Constituição é quase um código de Hamurabi, imutável, e o povo tem mais é que se submeter em silêncio ao que diz a lei. Há uma sinistra inversão conceitual logo no início do texto:
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Essa frase soaria melhor em meus ouvidos se fosse lida ao contrário: Soberano é o povo, pois ele é quem dá corpo e alma à Constituição.
Nesse trecho do manifesto, encontramos um chororô tucano autoexplicativo:
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
*
E o Gabeira, ou melhor, o ex-Gabeira esteve ontem no Clube da Aeronáutica, no centro do Rio, e proferiu insanidades golpistas simplesmente inacreditáveis:
Trechos da matéria do Globo:
Fernando Gabeira (…) criticou o governo federal, que, na sua visão, tem a “tentação de suprimir a liberdade de imprensa e até as próprias leis”.
“há a tentação de suprimir a propriedade privada, evidentes em iniciativas do MST; tentação de suprimir a liberdade de imprensa; e tentação de suprimir em certos momentos as próprias leis”.
Mas o pior vem agora. Respirem fundo:
Gabeira defendeu a utilização das Forças Armadas no enfrentamento do tráfico no Rio. (…) “Falta inteligência na segurança. E as Forças Armadas têm grande know-how. O deslocamento de tropas para áreas da cidade tem questões de legislação… Serviço de inteligência, quando bem-feito, ninguém sabe quem fez. E já houve trabalho de inteligência do Exército no combate a civis”.
Mon Dieu! Macacos me mordam! Ele defende o uso de inteligência do exército no combate a civis! Tudo bem, o exército sempre pode cooperar, mas a maneira como ele se posiciona, parece que está mesmo incentivando um golpe! Primeiro fala que o governo quer suprimir as leis e a propriedade privada, e depois diz que o exército pode usar seu serviço de inteligência para combater civis! Onde ele quer chegar!
*
Mais manifestações golpistas:
- Editorial velhaco e velhusco do Estadão, talvez copiado de alguma edição de março de 1964. Eles atacam o presidente dia e noite, desde que ele tomou posse, e quando Lula reage, eles se colocam como vítimas inocentes.
- Dora Kramer e Merval Pereira e suas xaropadas reaças de sempre.
Eu me irritei mesmo com essa notinha do Ancelmo Goes:
Mundo maluco II – O Clube Militar promove hoje um seminário “Democracia & Liberdade de Expressão”. No mesmo dia, em São Paulo, alguns sindicatos realizam um ato contra a imprensa. Na ditadura, era o contrário.
Goes sabe muito bem que não era bem assim. Os sindicatos, na época de Jango, apoiavam o governo e também viviam em pé de guerra com a imprensa, a qual, por sua vez, tambem acusava dia e noite o governo de pretender instalar um regime totalitário no paí
LULA Repudia Acusações
Brasília Confidencial No 343
O presidente Lula repudiou ontem, durante comício na periferia de Curitiba (PR), as acusações oposicionistas de que ele, o PT e Dilma ameaçam a democracia.
“Agora inventam o discurso que nós ameaçamos a democracia. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia.
Para eles, democracia era bom no tempo em que a gente podia se reunir em praça pública apenas para gritar que estava com fome. Para nós, democracia é comer, estudar, trabalhar, ter acesso à cultura e lazer. É isso que incomoda”, afirmou o presidente.
A reação de Lula coincidiu com a realização, no centro de São Paulo, de um ato denominado Se Liga Brasil, estrelado por alguns ministros do Governo Fernando Henrique, assim como por dissidentes petistas, anunciado e filmado pela assessoria da campanha do candidato tucano José Serra.
O ato foi promovido em nome da defesa da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão e dos direitos individuais.
Manifesto lido pelo jurista Hélio Bicudo, dissidente do PT, condenou a participação do presidente Lula na campanha da petista Dilma Rousseff e a “ação de grupos” que atuariam contra a imprensa.
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses".
Outra personalidade, o advogado Reale Júnior, que foi ministro da Justiça no Governo FHC, acusou o PT de fazer ameaças a jornalistas.
“A imprensa, quando denuncia a corrupção, é transformada no partido da imprensa golpista. Ou seja, não existe mais liberdade de denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto", afirmou.
José Carlos Dias, também ministro da Justiça de FHC, disse que se instalou no país o que chamou de um caudilhismo assustador.
Em Curitiba, a presidenciável Dilma Rousseff acusou a campanha oposicionista de, “na hora do desespero, levantar falsidades e mentiras” e “tentar criar clima de ódio no Brasil".
Tanto Dilma quanto Lula criticaram também as promessas de José Serra, de aumentar o salário mínimo e o público beneficiário do Bolsa Família.
"Meu adversário vive prometendo, mas a gente tem que sempre lembrar: quando estavam no governo, não criaram Bolsa Família coisíssima nenhuma, não aumentaram o salário mínimo. Hoje, perto da eleição, vão e prometem mundos e fundos pensando que o povo é tolo, disse Dilma".
Intensificam-se as Baixarias
Dizíamos aqui na terça-feira que o Ato Público que deve acontecer em São Paulo hoje estava preocupando e muito o PIG e seus aliados.
Pois é!!!
De uma forma inédita e baixa, eles organizaram um manifesto no centro de São Paulo ontem para caluniar nosso presidente e o PT. Chamado de Manifesto em Defesa da Democracia, reuniu vários intelectuais que apoiam a candidatura tucana, toda a imprensa que aqui chamamos de PIG, além de personalidades que construíram seu curriculo com uma ajuda imensa do PT e hoje criticam de forma vil e sem propósito. Um dia antes do Ato que está sendo chamado há pelo menos dez dias.
Vamos às primeiras análises do que aconteceu ontem. Neste post um artigo publicado no BRASÍLIA CONFIDENCIAL No 343. Nos próximos trago outras análises. Vamos à leitura:
Pois é!!!
De uma forma inédita e baixa, eles organizaram um manifesto no centro de São Paulo ontem para caluniar nosso presidente e o PT. Chamado de Manifesto em Defesa da Democracia, reuniu vários intelectuais que apoiam a candidatura tucana, toda a imprensa que aqui chamamos de PIG, além de personalidades que construíram seu curriculo com uma ajuda imensa do PT e hoje criticam de forma vil e sem propósito. Um dia antes do Ato que está sendo chamado há pelo menos dez dias.
Vamos às primeiras análises do que aconteceu ontem. Neste post um artigo publicado no BRASÍLIA CONFIDENCIAL No 343. Nos próximos trago outras análises. Vamos à leitura:
Não é saudável, mas é comum que alguns protagonistas, coadjuvantes e/ou figurantes de processos eleitorais, como de outras disputas, acabem desprovidos de juízo, como em surtos de desvario.
Também é comum que, por falta de inspiração ou por deficiências de qualquer outra ordem, improvisem fantasmas, como vilões ou como heróis.
A campanha eleitoral foi posta nessa fase logo no início e não saiu dela.
O manifesto “em defesa da democracia”, lido ontem no centro paulistano, antecedeu um ato programado para hoje por diversos segmentos que apoiam o governo, igualmente em São Paulo, contra “a mídia golpista”, e também algumas horas de palestras de jornalistas aos sócios do Clube Militar, no Rio, sobre “os riscos à liberdade de imprensa e à democracia”.
Quer dizer que, nove dias antes da eleição, atribui-se à imprensa (e também ela se atribui) um protagonismo jamais identificado em qualquer outro momento da pré-campanha ou da campanha. E, também, uma influência nunca refletida pelas pesquisas de intenção de voto.
A discussão sobre o papel da imprensa e o seu esforço para influenciar os eleitores parece mais importante, agora, do que as propostas dos candidatos e, nos últimos dias, até mesmo do que as denúncias – vazias ou não - contra o governo e a campanha petista.
A polêmica sugere que os brasileiros estão divididos entre lulistas e anti-lulistas ou, segundo a ideia propagada pelos maiores veículos de mídia, entre autoritários e democráticos, entre liberticidas e defensores da liberdade.
Por esta ótica, o lulismo (Lula, o governo, o PT e Dilma) representa a ameaça de retrocesso político e de crise institucional. Já o anti-lulismo (oposição, parte da imprensa, alguns intelectuais, celebridades e instituições da sociedade) representa a defesa da democracia.
Na verdade, Lula nunca ameaçou a Constituição, diferentemente do Governo Fernando Henrique que conduziu o Congresso a mudá-la para permitir a reeleição do presidente.
Na verdade, também, a democracia foi fortalecida no Governo Lula, não está ameaçada hoje e não há rigorosamente nada que sustente a especulação, a suspeita e, menos ainda, a acusação de que um eventual Governo Dilma a ameace.
Sob o Governo Lula, o país começou a se movimentar da democracia formal para a democracia social.
Às regras da democracia formal, respeitadas, se juntaram as conquistas democráticas traduzidas e geradas pela distribuição de renda e pela inclusão social.
A democracia foi ampliada.
Ao contrário de qualquer ameaça à liberdade e, em particular, à liberdade da imprensa, o que marca essencialmente a campanha eleitoral que está por terminar é, no âmbito da mídia, a democratização do debate viabilizada pela internet. Muito mais do que em qualquer outra das eleições recentes, o tempo das informações e das opiniões incontrastáveis foi reduzido a minutos e até a segundos; e o conteúdo delas nunca foi submetido a tão vasto questionamento. Felizmente para o Brasil e os brasileiros.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Mais Informações Sobre o Meliante
“Empresário”, “negociador”, “consultor”.
Com esta pose aí em cima, a Folha apresentou sua grande “testemunha”, tratando de fazer o possível para esconder as “credenciais” do homem sobre o qual se assenta a credibilidade da denúncia de que o negócio tentado por ele resultaria em contribuição de 5 milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff.
Hoje, o Tijolaço, do deputado Brizola Neto, avança na ficha do “empresário”. Clique aqui para ler.
E o blog Amigos do Presidente Lula também traz um link da Justiça onde é possível ler a sentença de uma das condenações de Rubnei.
As acusações que pesaram contra ele: receptação de uma carga roubada de condimentos, posse de um BMW roubado e de notas falsas de 50 reais.
Essas informações estão disponíveis em bases públicas de dados.
Mas, reitero o que já escrevi anteriormente: por mera “coincidência” a manchete da Folha foi parar na propaganda eleitoral do PSDB, como se viu aqui (notem o trecho destacado pela campanha de José Serra).
Além desta postagem do VIOMUNDO, Nassif mostra mais duas postagens onde a trama criada pela folhona, globo, estadão e outros começa a virar um castelinho de areia que se desmonta nos primeiros ventos. Nem precisa da subida da mare para se arrebentar todo.
No primeiro deles mostra a confusão de datas que aparecem nas reportagens, onde o tal meliante vem a cobrar posicionamentos antes mesmo de ter enviado o tal projeto para o BNDES.
E no segundo, mostra reportagem da UOL que a partir de uma empresa especializada em tecnologias de detecção de mentiras, mostra quão "tranquilo e verdadeiro" é o tal meliante.
Enfim, acho que agora a blogosfera deve ficar atenta para os próximos factoides, já que este parece ter tido seu final bem rapidamente.
Dra Cureau Ataca Novamente
Do Tijolaço
O Conversa Afiada informa que a Dra. Sandra Cureau, procuradora da Justiça Eleitoral enviou ofício à Carta Capital para saber quais instituições do governo federal anunciam na revista.
Qual será a nobre intenção da Dra. Cureau? Será que considera que empresas do governo não podem anunciar na Carta Capital como em qualquer publicação? Ou será que acha que essas verbas só devem ir para Veja, Folha e cia?
O que terá movido a Dra. Cureau? Alguma denúncia? Alguma constatação? Seria interessante em nome do interesse público que ela esclarecesse essas questões. No site do TSE nada aparece.
É possível imaginar que a Dra. Cureau, como funcionária dedicada apenas ao interesse público, esteja preocupada em saber como andam sendo investidas as verbas governamentais para propaganda, que afinal são dinheiro meu, seu, dela e nosso. O fato de isso ocorrer em período eleitoral é mera coincidência, naturalmente.
Aproveito o nobre propósito da procuradora eleitoral para sugerir que dê uma olhadinha no uso do dinheiro público do Estado de São Paulo, coisa pouca, cerca de R$ 9 milhões, na aquisição, em maio desse ano, de assinaturas de jornais e revistas para o chamado Projeto Sala de Leitura, da Rede Estadual de Ensino, cuja relação público abaixo.
E já que anda tão interessada na Carta Capital, a Dra. Cureau podia indagar por que só a Carta Capital não foi contemplada em tão generosos contratos, que nem de publicidade são, mas de compra direta de milhares de assinaturas – cada uma representando 52 exemplares – de revistas feitas pelo Governo de São Paulo. E nenhuma delas da Carta Capital, que discriminação…
As assinaturas do Serra:
27/maio/2010
Contrato: 15/00548/10/04
- Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.
- Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições – destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010
28/maio/2010
Contrato: 15/00545/10/04
- Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.568.800,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010.
29/maio/2010
Contrato: 15/00547/10/04
- Empresa: Editora Abril S/A
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.
8/junho/2010
Contrato: 15/00550/10/04
- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.581.280,00
- Data de Assinatura: 18-05-2010.
11/junho/2010
Contrato: 15/00546/10/04
- Empresa: Editora Globo S/A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43 Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 305 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.
O Conversa Afiada informa que a Dra. Sandra Cureau, procuradora da Justiça Eleitoral enviou ofício à Carta Capital para saber quais instituições do governo federal anunciam na revista.
Qual será a nobre intenção da Dra. Cureau? Será que considera que empresas do governo não podem anunciar na Carta Capital como em qualquer publicação? Ou será que acha que essas verbas só devem ir para Veja, Folha e cia?
O que terá movido a Dra. Cureau? Alguma denúncia? Alguma constatação? Seria interessante em nome do interesse público que ela esclarecesse essas questões. No site do TSE nada aparece.
É possível imaginar que a Dra. Cureau, como funcionária dedicada apenas ao interesse público, esteja preocupada em saber como andam sendo investidas as verbas governamentais para propaganda, que afinal são dinheiro meu, seu, dela e nosso. O fato de isso ocorrer em período eleitoral é mera coincidência, naturalmente.
Aproveito o nobre propósito da procuradora eleitoral para sugerir que dê uma olhadinha no uso do dinheiro público do Estado de São Paulo, coisa pouca, cerca de R$ 9 milhões, na aquisição, em maio desse ano, de assinaturas de jornais e revistas para o chamado Projeto Sala de Leitura, da Rede Estadual de Ensino, cuja relação público abaixo.
E já que anda tão interessada na Carta Capital, a Dra. Cureau podia indagar por que só a Carta Capital não foi contemplada em tão generosos contratos, que nem de publicidade são, mas de compra direta de milhares de assinaturas – cada uma representando 52 exemplares – de revistas feitas pelo Governo de São Paulo. E nenhuma delas da Carta Capital, que discriminação…
As assinaturas do Serra:
27/maio/2010
Contrato: 15/00548/10/04
- Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.
- Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições – destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010
28/maio/2010
Contrato: 15/00545/10/04
- Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.568.800,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010.
29/maio/2010
Contrato: 15/00547/10/04
- Empresa: Editora Abril S/A
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.
8/junho/2010
Contrato: 15/00550/10/04
- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.581.280,00
- Data de Assinatura: 18-05-2010.
11/junho/2010
Contrato: 15/00546/10/04
- Empresa: Editora Globo S/A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43 Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 305 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Eles Continuarão Tentando
Parece que agora caímos no vale tudo. Todo e qualquer denuncismo vira notícia e manchete de jornais e revistas que tentam a todo custo salvar a eleição para o candidato tucano. Na edição de hoje a folhona baseou-se no depoimento de um ex-presidiário para montar ilações sobre o "tráfico de influência" que segundo a Veja aconteceu na Casa Civil do governo federal. Segundo o meliante todo o dinheiro iria para a campanha da Dilma. Realmente eles estão desesperados. Ninguém vai pará-los? Veja detalhes abaixo.
Do Nassif:
Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:
DE BRASÍLIA
O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.
Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.
Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.
A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:20
Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.
Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.
Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.
No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.
Comunicado do BNDES
Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:
Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.
Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.
O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.
Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:53
Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.
No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".
Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.
Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.
Mas o texto da Folha diz o contrário:
"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."
Alguém pode me explicar porque cargas d'agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.
Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?
Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.
É.....O DESESPERO CRIA SITUAÇÕES INIMAGINÁVEIS. E AINDA FALTAM 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES. O QUE VEM AMANHÃ??????
Do Nassif:
Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:
- Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas.
- A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C . Todo o restante são acusações declaratórias. Nenhum juiz do mundo tomaria como verdade acusações desacompanhadas de provas, de um sujeito que acaba de sair da cadeia.
- O jornal não explica como um sujeito com duas condenações criminais, que passou dez meses na prisão dois anos atrás, pilota um projeto de R$ 9 bilhões. É apostar demais na ignorância dos leitores.
- O BNDES é um banco técnico, constituído exclusivamente por funcionários de carreira trabalhando de forma colegiada. É impossível a qualquer pessoa – até seu presidente – influenciar a análise do comitê de crédito. Essa informação pode ser facilmente confirmada com qualquer ex-presidente do banco, de qualquer governo. É só conversar com o Luiz Carlos Mendonça de Barros, Pérsio Arida, Antonio Barros de Castro, Márcio Fortes – que foram presidentes durante o governo FHC. A ilação principal da reportagem – a de que o projeto de financiamento foi recusado pelo BNDES depois da empresa ter recusado a assessoria da Capital – não se sustenta. Coloca sob suspeita uma instituição de reconhecimento público fiando-se na palavra de um sujeito que já sofreu três condenações na Justiça e três anos atrás passou dez meses preso.
- Existem empresas de consultoria que preparam projetos para o BNDES e cobram entre 5 a 7% sobre o valor financiado. É praxe no mercado. Confundir essa taxa com propina é má fé. Segundo o empresário que denunciou, Israel apresentou uma proposta de acompanhamento jurídico de processos da empresa, que acabou não sendo assinado. Tudo em cima de declarações.
- Ninguém vai negociar propostas ocultas em reuniões formais na Casa Civil, à luz do dia. Só faltava.
PERFIL Consultor teve 2 condenações na Justiça de SP
DE BRASÍLIA
O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.
Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.
Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.
A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:20
Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.
Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.
Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.
No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.
Comunicado do BNDES
Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:
Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.
Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.
O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.
Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:53
Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.
No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".
Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.
Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.
Mas o texto da Folha diz o contrário:
"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."
Alguém pode me explicar porque cargas d'agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.
Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?
Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.
É.....O DESESPERO CRIA SITUAÇÕES INIMAGINÁVEIS. E AINDA FALTAM 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES. O QUE VEM AMANHÃ??????
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Silêncio Gritante
Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Leandro Fortes, publicado no blog "Brasília, eu Vi":
Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal).
Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.
Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha.
Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.
Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.
Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor ideia.
Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.
DO BLOGUEIRO> tenho a opinião de que na verdade o governo ainda está aguardando o término das eleições para se manifestar a respeito. Apesar de que a PF não precisaria aguardar, aparentemente a opção é estritamente política de não ir para o confronto. Como diz o autor do texto e que entendo como órgãos não vinculados diretamente com o governo, poderiam tomar a atitude de investigar. Mas ainda não o fizeram. Quero crer - e devemos cobrar - que isso se dará após as eleições. Se é a melhor tática, vamos aguardar. Por enquanto tem dado certo.
Reproduzo artigo de Leandro Fortes, publicado no blog "Brasília, eu Vi":
Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal).
Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.
Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha.
Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.
Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.
Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor ideia.
Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.
DO BLOGUEIRO> tenho a opinião de que na verdade o governo ainda está aguardando o término das eleições para se manifestar a respeito. Apesar de que a PF não precisaria aguardar, aparentemente a opção é estritamente política de não ir para o confronto. Como diz o autor do texto e que entendo como órgãos não vinculados diretamente com o governo, poderiam tomar a atitude de investigar. Mas ainda não o fizeram. Quero crer - e devemos cobrar - que isso se dará após as eleições. Se é a melhor tática, vamos aguardar. Por enquanto tem dado certo.
sábado, 11 de setembro de 2010
Veja Traz Próxima Tentativa.
Do Luis Nassif
Por foo
Nassif,
Desculpe repetir a notícia aqui -- já mandei para o Clipping do dia, mas essa é importante.
O Reinaldo Azevedo está todo eriçado: parece que encontraram o próximo factóide, ou melhor, a próxima bala de prata. As maiúsculas são do próprio blogueiro:
A MÃE DE TODOS OS ESCÂNDALOS 1 - FILHO DE ERENICE, QUE É SOMBRA DE DILMA, COMANDA INTERMEDIAÇÃO MILIONÁRIA DE VERBA PÚBLICA. PIOR: ERENICE PARTICIPA DE REUNIÕES. COMISSÃO: 6%
"Veio à luz a mãe de todos os escândalos do governo Lula-Dilma. É muito mais grave do que o mensalão. Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra — sucessora de Dilma na pasta e seu braço-direito, como todos sabem —, montou um grupo para fazer a intermediação de verbas públicas. Ele cobra uma taxa de sucesso: 6%. É pouco? Erenice, que já andou metida em outros casos nada republicanos do governo Lula, participou de reuniões. (...)
A matéria de capa da VEJA é de estarrecer. Posts abaixo, reproduzo trechos da reportagem de Diego Escosteguy, que contou com a colaboração de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira. Ainda que espantosos, dão uma idéia pálida do que vai na revista."
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-mae-de-todos-os-escandalo...
Detalhe: a Veja está em tamanho descrédito que se viu obrigada a justificar a matéria no Editorial:
"A publicação da reportagem a vinte dias do primeiro turno das eleições fará brotar acusações de que o objetivo é prejudicar a candidata oficial, Dilma Rousseff. São especulações inevitáveis. Mas quais seriam as opções? Não publicar? Só publicar depois das eleições? Essas não são opções válidas no mundo do jornalismo responsável, a atividade dedicada à busca da verdade e sua revelação em benefício do país."
E alguém ainda acredita?
A manifestação de Erenice Guerra
Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares – as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;
2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;
3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;
4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.
Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
Por foo
Nassif,
Desculpe repetir a notícia aqui -- já mandei para o Clipping do dia, mas essa é importante.
O Reinaldo Azevedo está todo eriçado: parece que encontraram o próximo factóide, ou melhor, a próxima bala de prata. As maiúsculas são do próprio blogueiro:
A MÃE DE TODOS OS ESCÂNDALOS 1 - FILHO DE ERENICE, QUE É SOMBRA DE DILMA, COMANDA INTERMEDIAÇÃO MILIONÁRIA DE VERBA PÚBLICA. PIOR: ERENICE PARTICIPA DE REUNIÕES. COMISSÃO: 6%
"Veio à luz a mãe de todos os escândalos do governo Lula-Dilma. É muito mais grave do que o mensalão. Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra — sucessora de Dilma na pasta e seu braço-direito, como todos sabem —, montou um grupo para fazer a intermediação de verbas públicas. Ele cobra uma taxa de sucesso: 6%. É pouco? Erenice, que já andou metida em outros casos nada republicanos do governo Lula, participou de reuniões. (...)
A matéria de capa da VEJA é de estarrecer. Posts abaixo, reproduzo trechos da reportagem de Diego Escosteguy, que contou com a colaboração de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira. Ainda que espantosos, dão uma idéia pálida do que vai na revista."
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-mae-de-todos-os-escandalo...
Detalhe: a Veja está em tamanho descrédito que se viu obrigada a justificar a matéria no Editorial:
"A publicação da reportagem a vinte dias do primeiro turno das eleições fará brotar acusações de que o objetivo é prejudicar a candidata oficial, Dilma Rousseff. São especulações inevitáveis. Mas quais seriam as opções? Não publicar? Só publicar depois das eleições? Essas não são opções válidas no mundo do jornalismo responsável, a atividade dedicada à busca da verdade e sua revelação em benefício do país."
E alguém ainda acredita?
A manifestação de Erenice Guerra
Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares – as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;
2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;
3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;
4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.
Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
domingo, 5 de setembro de 2010
Você Se Lembra???
Amigos do Presidente Lula
O sumiço de um arrecadador de recursos financeiros da campanha do candidato José Serra (PSDB) cerca de R$ 4 milhões - não chamou a atenção da grande imprensa paulista, ou o PIG - Partido da Imprensa Golpista - como o jornalista Paulo Henrique Amorim gosta de referir aos “jornalões”. Somente os blogueiros estão tocando no assunto. Se fosse o PT envolvido num caso idêntico, o comportamento dos jornalões seria igual?
O sumiço de um arrecadador de recursos financeiros da campanha do candidato José Serra (PSDB) cerca de R$ 4 milhões - não chamou a atenção da grande imprensa paulista, ou o PIG - Partido da Imprensa Golpista - como o jornalista Paulo Henrique Amorim gosta de referir aos “jornalões”. Somente os blogueiros estão tocando no assunto. Se fosse o PT envolvido num caso idêntico, o comportamento dos jornalões seria igual?
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