domingo, 5 de dezembro de 2010

EUA Ameaçam Comentários Sobre Wikileaks

Do Luis Nassif

Por Edson Joanni


O Depto. de Estado rasgou de vez a primeira emenda. Agora são os estudantes que se veem ameaçados caso divulguem ou comentem arquivos do Wikileaks em e-mails, facebook ou outras redes sociais:
democracynow.org
The U.S. State Department has imposed an order barring employees from reading the leaked WikiLeaks cables. State Department staffers have been told not to read cables because they were classified and subject to security clearances. The State Department’s WikiLeaks censorship has even been extended to university students. An email to students at Columbia University’s School of International and Public Affairs says: "The documents released during the past few months through Wikileaks are still considered classified documents. [The State Department] recommends that you DO NOT post links to these documents nor make comments on social media sites such as Facebook or through Twitter. Engaging in these activities would call into question your ability to deal with confidential information, which is part of most positions with the federal government."
 TRADUÇÃO VIA GOOGLE TRADUTOR (meus filhos que me perdoem...rs...):
O Departamento de Estado dos EUA impôs uma ordem que proibe os funcionários de ler os vazamentos da WikiLeaks. Funcionários do Departamento de Estado tem sido orientados a não ler as informações porque elas foram classificadas e estão sujeitas a aprovações de segurança. Censura do Departamento de Estado foi estendido para estudantes universitários. Um e-mail para os alunos da Escola da Universidade de Columbia de Assuntos Internacionais e Públicos diz: "Os documentos divulgados durante os últimos meses através Wikileaks ainda são considerados documentos classificados. [O Departamento de Estado] recomenda que você  não poste esses documentos, nem faça comentários. em sites de mídia social como o Facebook ou no Twitter. Participar destas atividades  põem em xeque a sua capacidade de lidar com informações confidenciais, que fazem parte da maioria dos cargos do governo federal. "

Se alguém puder melhorar a tradução agradeço, mas parece que a ameaça está clara.....

A Folhona Não Muda

Do Cloaca News


No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.
 
Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB,  que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas. Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando. Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.

Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição. “Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...”

Segue o relato: Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?
Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos... A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”

No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa. Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.  


O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.
 Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.
Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.
No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".
Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.
À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.
Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.

Para saber quem republicou, acriticamente, a patifaria do desmunhecado funcionário de Otávio Frias Filho, clique aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui.

Para visitar o Talking Hair – novo blog de Márcia Westphalen – e conhecer a repercussão que o episódio teve na chamada imprensa gaúcha, clique aqui

sábado, 4 de dezembro de 2010

CRAS -Nova Unidade no Santa Cruz

Hoje tivemos a inauguração do novo espaço do CRAS - Centro de Referência da Assistência Social - do Jd Santa Cruz. A unidade foi aberta no antigo prédio do Posto de Saúde, que também foi substituído por uma Clinica de Saúde no ano passado.

A região do Jd. Santa Cruz é uma das mais populosas da cidade contando com várias unidades de serviço público. Um espaço bastante amplo no meio da região ainda abrigará um belo parque para o lazer de todos os habitantes.

O CRAS vem no seio da nova política do SUAS - Sistema Único de Assistência Social - implantado no país e que procura eliminar a visão de assistencialismo ainda muito impregnada no serviço social, descentralizando o atendimento e procurando colocar a comunidade participe do espaço e da gestão.

Nossa querida secretária da Ação Social, Jussara, não pode estar presente pois sofreu uma cirurgia ontem. As notícias dão conta de que ela está muito bem, recuperando-se da cirurgia. Tenho certeza de que ela vibrou muito, mesmo acamada, com mais essa conquista da Ação Social em nossa cidade.

Parabéns Jussara!!! Parabéns a toda a equipe da sua Secretaria!!!

Momento do Hino de Salto

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wikileaks - Governo Brasileiro é um Tédio...

Da Revista Piauí

BRASÍLIA - O vazamento dos telegramas diplomáticos americanos pelo site WikiLeaks vem causando grande constrangimento ao governo brasileiro. Uma fonte ligada ao Itamaraty revelou que cada nova revelação aumenta o sentimento de desconforto do Palácio do Planalto em relação à condução da política externa brasileira. "O Rei Abdallah da Arábia quer bombardear o Irã, a China quer a união das duas Coréias, o Sarkozy é inconstante, a Angela Merkel não tem imaginação, o Berlusconi está praticamente namorando o Putin e o Kirshner era chamado de maluco pelos seus próprios ministros", disse a fonte, constrangido. "E nós? Necas. Niente. Zilch. No máximo, o Jobim dizendo que o Chávez é meio chato." 

Numa reunião tensa, Lula teria dado um murro na mesa e, diante dos ministros, passado uma descompostura em Celso Amorim: "Nem uma fofoquinha?! Nem um boatinho sobre quem está comendo quem no Ministério da Pesca?!!", gritou, aspergindo perdigotos no rosto do Chanceler. "Somos um porre! Assim jamais conseguiremos um assento no Conselho de Segurança da ONU!"

Numa tentativa frenética de convencer o embaixador americano a enviar alguma mensagem picante para Washington, o próprio Lula teria ligado para o diplomata para informar que "a Marisa acha o Obama jeitoso".

Paralelamente, o assessor especial para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia entrou em contato com a embaixadora dos EUA na ONU para fazer a confidência de que "Dilma acha o penteado da Hillary uma verdadeira catástrofe".

As medidas não surtiram efeito, e às 17h de ontem, horário de Brasília, um funcionário do consulado americano do Rio de Janeiro foi flagrado bocejando. Não foi possível confirmar a informação de que a maioria de seus colegas teria pedido transferência para Assunción, "onde ao menos o presidente é um padre cheio de filhos". No final do dia, um funcionário da Casa Civil anunciou a contratação de Joyce Pascovitch para espalhar fofocas infundadas entre membros do governo. Uma empresa de assessoria de imprensa ficará com a responsabilidade de vazar tudo para os americanos.

Celso Amorin e o Wikileaks

Amigos do Presidente Lula

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, minimizou mal-estar causado pelos vazamentos de telegramas diplomáticos dos EUA pelo Wikileaks:

“Tem coisas que ou a gente já sabia ou são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos”, disse em viagem ao Rio de Janeiro nesta sexta.

Alfinetada na velha imprensa sobre Honduras

Amorim comentou um telegrama do embaixador estadunidense em Honduras, Hugo Llorens, avaliando que a destituição do ex-presidente do país Manuel Zelaya, no mesmo ano, foi “ilegal” e “inconstitucional”:

“Isso é muito interessante, porque nós (governo) fomos muito criticados, por muitos, inclusive por alguns de vocês (da imprensa)”, disse o chanceler, referindo-se às críticas recebidas pela atuação do governo brasileiro durante a crise em Honduras.

Guantánamo:

Ao comentar os telegramas narrando pedidos para o Brasil recebesse presos de Guantánamo, Amorim explicou porque o Brasil não foi receptivo à ideia (assim como outros países):

“Houve sondagens efetivas, mas o Brasil não achou adequado recebê-los (os presos) por várias razões. Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eram inocentes, que encontrassem de volta seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse Amorim.

O presídio de Guantánamo foi aberto após o 11 de Setembro, para prender suspeitos de terrorismo, mas a maioria não teve julgamento, e ainda houve denúncias de tortura. Barack Obama prometeu o fechamento do presídio, mas até hoje não conseguiu. (Com informações da BBC Brasil e Agência Brasil)

Quando no Livraremos da Síndrome do Quepe?

Do Valor Econômico

2 de Dezembro de 2010 – 11h00
por Maria Inês Nassif, em Valor Econômico, via Vermelho

O período militar é um cadáver insepulto. A jovem democracia brasileira tem uma enorme dificuldade de lidar com seu passado. Nos momentos em que os conflitos políticos são de baixa intensidade, a tendência da sociedade é simplesmente jogar esse período negro da vida do país para debaixo do tapete. Quando são de média intensidade, o passado põe a cabeça de fora e lembra que continua no ar, como uma nuvem, e a chuva pode desabar a qualquer momento sobre nossas cabeças.

Em situações de grandes conflitos, como no recente período eleitoral, grupos sociais mais conservadores retiram do embornal um discurso que parece ter saído da boca de um general-presidente, com grande espaço para teorias conspiratórias dando conta de perigosas “ameaças comunistas”.

Como o uso do cachimbo normalmente entorta a boca, os movimentos políticos, desde o pré-64, voltam sempre para a lógica segundo a qual um lado sempre deve estar na ofensiva e o outro, na defensiva. A contaminação da oposição pelo velho udenismo trouxe junto o hábito de pedir a tutela dos quartéis, quando seu projeto político não consegue se viabilizar pelo voto.

Mas uma das coisas que alimenta a recaída permanente da elite brasileira ao conservadorismo –  e ao militarismo –  é o outro lado. O velho PSD, de Tancredo Neves, também permanece como padrão de comportamento político: a recusa a qualquer tipo de confronto, em especial quando pode resvalar na área militar. Os dois lados se alimentam de um consenso forjado sabe-se lá onde, de que a direita tem legitimidade para levar o confronto ao limite, enquanto, do centro à esquerda, os atores políticos tornam-se irresponsáveis se não estiverem sempre conciliando.

As Forças Armadas são peça central nas situações de confronto: não só assimilam apelos de tutela da democracia, como são a instituição que avaliza as pressões de um grupo minoritário – de direita – sobre o resto da sociedade. A lembrança do passado só vem à cena política quando serve a esse jogo de pressão.

O Ministério da Defesa, concebido teoricamente para submeter o poder militar às instituições democráticas, nem bem nasceu e parece estar contaminado pela visão udenista das Forças Armadas, que requer sempre uma ação pessedista, de conciliação, para evitar o pior. O ministro Nelson Jobim, que o governo Lula considera ter desempenhado um papel importante na consolidação do Ministério da Defesa, é tido como um ponto de equilíbrio não por ter assumido o comando das armas, mas por ter exercido um papel de mediador das pressões militares junto a um governo civil de esquerda.

O vazamento de documentos relativos ao ministro, pelo Wikileaks, trouxe à luz provas de que as forças militares continuam um capítulo à parte na história da democracia brasileira – e isso, mesmo quando o seu chefe é civil. Um ministro da Defesa que foi mantido e se fortaleceu nas brigas que comprou dentro do governo, com colegas mais comprometidos com visões não-conservadoras sobre os Direitos Humanos e sobre a forma de lidar com o passado autoritário do país, expôs as suas divergências com o Ministério das Relações Exteriores a ninguém menos que o embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Gentilmente, cedeu ao embaixador a informação, dada confidencialmente pelo seu chefe, o presidente da República, sobre o estado de saúde do presidente da Bolívia, Evo Morales. As inconfidências ganham os jornais dias depois de Jobim ter sido confirmado, na mesma pasta, para o próximo governo. Continua ministro de Lula e será o ministro de Dilma Rousseff.

O governo Dilma acena para a manutenção de uma situação em que o Ministério da Defesa – e portanto as Forças Armadas – não se integra a um governo legitimamente eleito, mas se mantém no governo com altíssimo grau de autonomia, graças a ondas de pânico criadas por grupos de direita. Paga o mico das inconfidências de “um ministro da Defesa invulgarmente ativo”, segundo definição do próprio Sobel em um de seus telegramas.

A falta de reação a ofensivas da direita tem seu preço. As Forças Armadas são um terreno fértil à pregação conservadora e a absorve com rapidez e clareza. Não deve ser à-toa que, depois de um processo eleitoral particularmente radicalizado –  onde prevaleceu a lógica do udenismo que confronta e apela aos quartéis e do pessedismo que concilia — que a turma que se forma este ano na Academia Militar de Agulhas Negras (Aman) tenha se batizado com o nome do general Emílio Garrastazu Médici, presidente militar do período mais sangrento da ditadura.

Os militares se retiraram para os quartéis, mas é evidente que continuaram reproduzindo internamente uma ideologia altamente conservadora, que não afasta o papel de tutela sobre a sociedade civil. Isso aconteceu porque não houve uma contra-ofensiva capaz de colocar outra visão sobre o papel dos militares na sociedade e fazê-la dominante. A discussão do aprimoramento da democracia deve passar por uma profunda revisão do papel das Forças Armadas e por uma integração, de fato, da instituição nos esforços democráticos da sociedade.

A propósito: as consultas sobre os processos contra os adversários políticos da ditadura instruídos pela Justiça Militar podem ser consultados na Unicamp, que recebeu todos os arquivos reunidos pelo grupo Tortura Nunca Mais, abrigado na Arquidiocese de São Paulo, durante a ditadura. O grupo copiou os processos na Justiça Militar e, com base neles, fez um importante trabalho de denúncia de torturas e assassinatos de opositores políticos do regime. O trabalho final do grupo assume como legítima a ideia de que as denúncias de tortura por parte dos presos políticos, feitas no período à Justiça Militar, tornam sem valor as informações obtidas por esses meios. Para saber o que fizeram os presos políticos para se tornarem presos políticos, é mais garantido que se pergunte isso a eles hoje. Na democracia e em liberdade.

* Repórter especial de Política, para o jornal Valor Econômico

LULA Reconhece Estado Palestino

Do Luis Nassif

Do UOL
Lula atende a pedido de Abbas e reconhece Estado palestino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta para o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reconhecendo o Estado palestino "nas fronteiras existentes em 1967", segundo informação do Itamaraty divulgada nesta sexta-feira (3).

"A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967", afirma nota do ministério das Relações Exteriores.

A iniciativa é uma resposta a correspondência enviada em 24 de novembro de Abbas a Lula. "Enquanto expressamos a Vossa Excelência o nosso orgulho das valorosas e históricas relações brasileiro-palestinas, que refletem suas posições firmes em relação ao nosso povo ao longo dos anos e em nossos recentes encontros, esperamos, nosso caro amigo, que Vossa Excelência decida tomar a iniciativa de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967", escreveu o presidente palestino a Lula.

"Essa será uma decisão importante e histórica, porque encorajará outros países em seu continente e em outras regiões do mundo a seguir a sua posição de reconhecer o Estado palestino. Essa decisão levará também ao avanço do processo de paz e à promoção da posição palestina, que busca o reconhecimento internacional do Estado da Palestina. Esperamos que o nosso pedido possa receber sua bondosa aceitação e esperamos também que essa iniciativa possa ser tomada antes do fim de seu mandato presidencial", acrescentou Abbas.

Em 1º de dezembro, o presidente brasileiro respondeu à solicitação. "Por considerar que a solicitação apresentada por Vossa Excelência é justa e coerente com os princípios defendidos pelo Brasil para a Questão Palestina, o Brasil, por meio desta carta, reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967", escreveu Lula.

"Ao fazê-lo, quero reiterar o entendimento do Governo brasileiro de que somente o diálogo e a convivência pacífica com os vizinhos farão avançar verdadeiramente a causa palestina. Estou seguro de que este é também o pensamento de Vossa Excelência", acrescenta.

O Itamaraty destaca que "o Brasil reafirma sua tradicional posição de favorecer um Estado palestino democrático, geograficamente coeso e economicamente viável, que viva em paz com o Estado de Israel. Apenas uma Palestina democrática, livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios israelenses por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional".



LULA e o Povo

Do Luis Nassif


Por Walter Decker
Do IG
Do Último Segundo

Lula e o Povo
Fotógrafo oficial da presidência desde o início do mandato, em 2002, Ricardo Stuckert mostra uma seleção de fotos da relação do Presidente Lula com a população.

Presidente Lula discursa para populares.
Presidente Lula cumprimenta populares durante viagem inaugural do Trem do Pantanal, em Aquidauana. Mato Grosso do Sul, 8 de maio
Presidente Lula cumprimenta crianças durante cerimônia de assinatura do PAC, no município de Lauro de Freitas. Bahia, 9 de maio
Presidente Lula em refinaria da Petrobras.
Presidente Lula na comunidade de Lagoa Seca. Paraíba, 30 de outubro de 2003.
Presidente Lula cumprimenta populares na cerimônia de instalação do Comitê Estadual de Articulação, do programa Territórios da C
Presidente Lula durante cerimônia de entrega de ampliação das instalações do IFPI no Piauí. Teresina, 14 de outubro de 2010.
Presidente Lula participa da inauguração de usina de biodiesel em Iraquara. Bahia, 10 de fevereiro de 2007.
Presidente Lula na cerimônia de inauguração de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Casas do
Presidente Lula ajuda na colheita da mamona destinada à produção de biodiesel, em Eliseu Martins. Piauí, 4 de agosto de 2005
Presidente Lula na cerimônia de Lançamento do Programa Territórios de Paz, no Complexo do Alemão. Rio de Janeiro, 4 de dezembro
Presidente Lula cumprimenta crianças durante comício em Timon. Maranhão, 24 de outubro de 2006.
Presidente Lula durante viagem inaugural do Trem do Pantanal. Mato Grosso do Sul, 8 de maio de 2009.

O Secretário Chorou

Do Luis Nassif

Por André

No rescaldo da guerra que o Rio promoveu à bandidagem organizada, temos algumas histórias de moradores que foram vítimas de maus policiais, mas também temos histórias interessantes como a do garçom que fez o secretário Beltrame chorar:
Luiz Ernesto Magalhães
02/04/2009 Servidores que estão há anos na prefeitura - Gyleno dos Santos (Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo)
RIO - Depois de toda a tensão para retomar o Complexo do Alemão, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, deixou o ar sério de lado e chorou em plena hora do almoço, na segunda-feira. O responsável pela emoção do secretário foi o veterano garçom Gyleno dos Santos, de 73 anos, funcionário da prefeitura desde 1982.
A história foi contada nesta quarta-feira pelo prefeito Eduardo Paes, durante a cerimônia de lançamento das obras para a construção do Museu do Amanhã, na Zona Portuária. Ao encontrar Paes na prefeitura, no início da semana, o garçom, morador de Del Castilho, comentou que, pela primeira vez, havia saído de casa sem medo, sentindo-se seguro após a tomada do Alemão. Ele disse ao prefeito que, se pudesse, daria um abraço no governador Sérgio Cabral e no secretário Beltrame. Por coincidência, um almoço com o secretário estava marcado para o mesmo dia no Palácio da Cidade.
- No almoço, o Gyleno pediu licença e deu um abraço no Beltrame. Ele foi às lágrimas. Quem conhece o Beltrame sabe que ele é um sujeito esquisito. Ele não ri, não chora. Tem aquele jeito fechado de uma pessoa centrada no trabalho. O Gyleno, na verdade, foi responsável por expressar um sentimento de toda a população - disse Paes.
Segundo Paes, Beltrame contou que estava sensibilizado porque os elogios não partiram de políticos, mas de uma pessoa comum.
O garçom, que, nas horas vagas, dá aulas de dança de salão para os servidores da prefeitura e já ganhou uma Medalha Pedro Ernesto, contou que também ficou emocionado:
- Moro na Rua Adhemar Babiano, paralela ao Complexo do Alemão. Tenho vários vizinhos que já foram assaltados. Como saio de casa às 5h40m, me sentia inseguro. O prefeito mandou me chamar quando já estavam tomando o café. Contei o que estava sentindo para o secretário e pedi licença para dar um abraço nele - contou Gyleno. - Ele ficou muito feliz e chorou. Me disse que um abraço daqueles significava para ele mais do que um bonito discurso - disse o garçom.

Dia Internacional da Pessoa Com Deficiência

Espaço da Cidadania

3 de Dezembro: Um dia de atitudes e reflexões  

Hoje se comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU.

Boa parte da sociedade brasileira já tem o que comemorar, especialmente aquela que olha para as pessoas e enxerga pessoas e não sua deficiência, cor da pele, idade, sexo, etc.

Na Virada da Inclusão capitaneada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que acontece hoje e amanhã em diversas cidades paulistas, a programação oferece espaços para todos os setores da sociedade.

Mas no mundo do trabalho há problemas, principalmente pelas barreiras humanas, preconceito cultural e infelizmente, despreparo de alguns juizes e desembargadores que preferem ser guiados pela petição de descumpridores da lei em vez de acompanhar o que está acontecendo na vida real da inclusão na sociedade que os cerca. (Em São Paulo há decisões judiciais afirmando que pessoa cega não consegue trabalhar em tele-atendimento, enquanto o VI FÓRUM SENADO DEBATE BRASIL recebe para palestra dia 8/12/10 o Desembargador Federal Ricardo Tadeu, do TRT do Paraná, que é cego).

Pesquisa recente apresentada pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social comprova descumprimento da Lei nas 500 maiores empresas brasileiras, justamente aquelas que  deveriam dar o melhor exemplo para o empresariado nacional, com suas ações afirmativas. 

Não faltam leis. De um lado, temos consolidado amplo repertório de recomendações e orientações internacionais a favor da inclusão, vindos da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Nacionalmente, temos o artigo 93 da lei 8.213/91, conhecido como Lei de Cotas que completou, em julho, 19 anos, para o setor privado, e 11 anos, em dezembro, para o setor público.

De outro lado, temos um grande contingente de pessoas com deficiência suficiente para ocupar o equivalente a 19 vezes o que comporta a Lei de Cotas. Um grupo que tende a crescer se a sociedade não combater a violência urbana, reduzir os acidentes de trânsito e de trabalho, os acidentes domésticos e durante o lazer, controlar doenças (como o diabetes, que pode levar à cegueira), entre outras medidas de prevenção das causas que levam à deficiência.

O que está faltando para que as pessoas com deficiência possam trabalhar com igualdade de direitos? O argumento da falta de escolaridade e qualificação não se sustenta mais, porque os dados fornecidos ao Ministério do Trabalho e Emprego pelas empresas brasileiras indicam que, quando contratadas com registro em carteira, as pessoas com deficiência apresentam perfil semelhante aos dos trabalhadores sem deficiência.

Enquanto na população brasileira o número de pessoas com deficiência apontado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Censo de 2000 corresponde a14,5%, sua presença no mercado formal de trabalho indicada pelo Ministério do Trabalho por meio da RAIS, ainda não atingiu 1%. Seria mais fácil transferir a responsabilidade desta situação para aquela parcela omissa da fiscalização trabalhista ou mesmo para aqueles juízes e desembargadores que – quando raramente convocados a decidir sobre recursos de multas pelo descumprimento da Lei de Cotas – simplesmente “lavam as mãos”, produzindo sentenças e acórdãos que farão parte do anedotário e de preconceito cultural de julgadores que já estão sendo coletados na trajetória do embate da Lei de Cotas. O difícil é reconhecer que cada cidadão pode transformar esta realidade agora, mudando suas próprias atitudes, buscando informações que derrubem mitos e enfrentem o preconceito cultural sobre a deficiência, ainda tão presente em todas as classes sociais.