Mostrando postagens com marcador Estadão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estadão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Brilhante Entrevista No Jô Soares

Do Blog do Miro

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:

Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).

Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!

No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.

Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.

Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?

Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…

Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…

Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…

Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?

Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…

Jô – Sempre tem gente…

Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.

Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.

O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…

Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…

[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]

Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.

Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…

Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.

Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.

A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.

A Veja…

Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.

Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…

Jô – Por isso tão rígido a…

Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.

Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…

Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)

domingo, 14 de novembro de 2010

Indicação Maldosa

Do Cloaca News

O nome dele é Gabriel Benedito Isaac Chalita. Sob sua gestão como Secretário da Educação em São Paulo, mais de R$ 13 milhões foram para o “ar”, disfarçados de antenas parabólicas, entre outras trambicagens
.
O sempre tucano Gabriel Chalita, atualmente homiziado nas hostes do PSB, teve seu nome plantado pelo Estadão para ser o ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff. Segundo a fuxiquenta nota publicada pela centenária e mafiosa gazeta, Chalita “é considerado um gestor agregador e mobilizador das redes de ensino” e alguém que “deverá promover mudanças significativas no Enem”. O que os zelosos jornalistas ribeirinhos da corporação mafiomidiática não contaram é que o elemento tem uma vistosa ficha corrida em matéria de transações tenebrosas.
 
O caso mais indecoroso – devidamente reportado no site Transparência Brasil – é o dos contratos assinados por ele, em 2006, para fornecimento de antenas parabólicas para implementação do projeto Canal do Saber – uma das muitas maracutaias tucanas na Educação paulista. Trata-se de uma trama rocambólica, desenrolada magistralmente pelo blog NaMaria News, em 7 de abril deste ano. Respire fundo e clique aqui para conhecer todos os detalhes da tramóia.
 
Se apenas uma mutreta não for suficiente para deslindar a natureza brejeira do candidato a ministro, experimente esta outra, em que ele “conseguiu” na faixa uma fazenda de 87 hectares do governo de São Paulo para a rede católica Canção Nova, potentado carola – do qual Chalita é prócer – que promove “a evangelização através dos meios de comunicação", e que já conta com editora, rádio e televisão próprias.
 
DO BLOGUEIRO> Não deixe de ler os links da nota. Alguns são longos mas mostram bem as ações do "bom moço". Aqui você pode acompanhar também uma representação ao Ministério Público Federal do deputado Roberto Felício sobre outras "boas ações" do moço.  
 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mais um Escandalo no Ninho Tucano

Do Luis Nassif

Por Fuhgeddaboudit™

Caro Nassif,

MAIS UMA DO PICARETAS DO "RAMO"; esta, no segmento ESTADUAL
ILEGALIDADES NO DETRAN APONTAM DESVIO NA TAXA DE EMPLACAMENTO
Do Estadão

Rombo pode alcançar R$ 2 bilhões 

Ação civil pública acusa quatro ex-diretores do Detran e um ex-secretário adjunto da Segurança Pública de fechar contratos ilegais

- MARCELO GODOY, DE O ESTADO DE S. PAULO - 08 de outubro de 2010 | 0h 00

Quatro ex-diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e um ex secretário adjunto da Segurança Pública são acusados de provocar, entre 1994 e 2006, um rombo que pode chegar a R$ 2 bilhões. A causa são supostas ilegalidades em contratos de emplacamento de carros - durante esse período, a taxa prevista em lei para lacrar veículos em São Paulo deixou de ser cobrada das empresas pelo Estado.

A acusação contra 15 empresários, delegados e o ex-secretário - além de seis empresas - consta de ação civil pública apresentada à 14.ª Vara da Fazenda Pública pelo promotor Roberto Antônio de Almeida Costa, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo. É o resultado de um inquérito que se arrastou por dez anos e a primeira ação contra a chamada máfia das placas. Delegados e empresários ouvidos pelo Estado negam as acusações.

O suposto esquema começou em 1993. Segundo o promotor, foi quando o então diretor do Detran, delegado Cyro Vidal, desistiu de assinar o contrato das placas como concessão, mas licitou os serviços. Para o promotor Costa, o resultado foi o mesmo. Em vez de pagar para o Estado a taxa, o consumidor pagava para a empresa, fazendo o Estado perder o controle sobre uma atividade que é própria da polícia: a lacração.

Prorrogação. O pior, segundo o promotor, ainda estava por vir. A partir da assinatura dos três primeiros contratos - foram cerca de 40, ao longo dos 12 anos -, eles foram prorrogados sem licitação por meio do argumento de que havia urgência para manter o serviço. "Essas situações de emergência foram sempre criadas pelos próprios demandados (acusados)", escreveu o promotor.

Vidal, segundo o promotor, tinha interesse nos contratos provisórios. Sua mulher, Vera Maria Albuquerque Soares da Silva , "era sócia de Odete Maria Colagiovanni, mulher de Miguel Sérgio Colagiovanni ". Este é dono da Comepla, uma das empresas que passaram a fazer a lacração e o emplacamento de carros sem passar por concorrência.

Vera e Odete seriam sócias na empresa SSC, Artes e Decorações Ltda. A sociedade iniciada em 1993 durou até 1996, quando entrou no lugar de Odete o sobrinho de Miguel Sérgio, Gilberto Colagiovanni. Este, por sua vez, é o dono da empresa de placas Centersystem, que hoje domina os serviços de emplacamento no Estado. Atualmente a empresa SSC Artes e Decorações estaria em nome de Vidal e de Francisco José de Albuquerque Soares da Silva.

Sem contrato. O ponto alto das supostas ilegalidades ocorreu entre 2004 e 2005, quando nem mesmo contrato assinado havia entre o Detran e as empresas. O acordo entre o então diretor do departamento, delegado José Francisco Leigo, e os diretores das empresas acusadas era "verbal". "Tudo ao absoluto arrepio aos princípios gerais da administração pública - legalidade, moralidade e eficiência", disse o promotor, ao propor a ação civil. Para ele, houve enriquecimento ilícito das empresas contratadas e prejuízo ao Estado. A não cobrança da taxa causou, segundo ele, "indevida renúncia fiscal sem autorização legal", transferindo a relação financeira (pagamento pelo serviço) para particulares. Ou seja, em vez de pagar para o Estado, os donos de carros pagavam para as empresas. O preço pelo serviço era ainda superfaturado, conforme a Promotoria.

Para se ter uma ideia do prejuízo que a ação pode ter causado aos cofres públicos, o promotor ouviu o delegado chefe da administração atual do Detran, José Paulo Giacomini Pimenta. Este disse que a previsão de arrecadação do Estado com a taxa de lacração em 2010 é de R$ 225 milhões - assim, em dez anos, o prejuízo chegaria a R$ 2 bilhões. Em 1998, a Promotoria soube que deveriam ter sido arrecadados (valores da época) R$ 33 milhões. É com base nesse valor, sem correção e juros, que a Promotoria deu à causa o valor de R$ 336 milhões - o valor final do prejuízo só será apurado em perícia durante a ação.

Defesa. O Estado procurou o ex-secretário adjunto da Segurança entre 1995 e 1999, Luiz Antônio Alves de Souza, mas não o encontrou. O mesmo ocorreu com o delegado José Francisco Leigo, que dirigiu o Detran de 1999 a 2006.

A reportagem também procurou os ex-diretores do Detran Cyro Vidal (até 1994) e Orlando Miranda Ferreira (1997-1999). Vidal disse que as "licitações vinham de muitos anos antes, desde a década de 1970". Afirmou que, ao contrário do que disse a Promotoria, "o governo estadual autorizou isso na época". "Evidente que o Estado mandou fazer, isso não tem a menor dúvida. Tudo foi feito de forma limpa, tudo foi enviado para a Secretaria de Segurança Pública, como sempre foi feito."

Já Ferreira disse à reportagem não estar preocupado com essa ação na Justiça. "Tudo foi feito de forma legal e transparente no período em que fui diretor do Detran." O empresário Miguel Colagiovanni afirmou que só vai manifestar-se após tomar conhecimento dos detalhes da ação. Cássio Paoletti, advogado do empresário Humberto Verre, disse o mesmo. / COLABORARAM RODRIGO BRANCATELLI e BRUNO PAES MANSO

PARA LEMBRAR

A fraude no emplacamento mudou em 2006. Um inquérito concluiu, em junho, que há indícios de dez tipos de crimes envolvendo 162 delegados da Polícia Civil, que favoreceriam pagamentos ilegais a empresas. A Corregedoria da corporação diz que foram desviados R$ 11,9 milhões de janeiro de 2008 a julho de 2009 - a fraude poderia ser de até R$ 40 milhões. O esquema foi descoberto ao se comparar os números de carros que as empresas contratadas para o serviço enviavam ao Detran com o número oficial de emplacamentos no Estado.

COMO FUNCIONAVA
O ESQUEMA QUE DEU PREJUÍZO AO ESTADO ENTRE 1994 E 2006

1 Ilegal
O poder de polícia de trânsito foi delegado a empresas particulares ilegalmente

2 Renúncia fiscal
A taxa fixada por lei para o serviço de lacração não foi cobrada pelo Detran de 1994 a 2006

3 Licitações viciadas
Empresário sócio da mulher de um diretor do Detran ganhou parte dos contratos de placas

4 Prorrogação
Contratos foram prorrogados durante anos, sempre com a alegação de emergência

5 Verbal
De 2004 a 2005, nem contrato assinado havia. O acerto entre o Detran e as empresas era verbal.

DO BLOGUEIRO> Todos atentos para verificarmos onde será divulgado esse golpe. Lembram-se da empresa da filha do candidato tucano? Pois é. Até agora ninguém, com exceção da CARTA CAPITAL, falou sobre o assunto.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Estadão: Dois Pesos e Duas Medidas

Do Tijolaço

O Estadão dedicou sua manchete de hoje e duas páginas inteiras, sem nenhum anunciozinho, à eleição para governador no Tocantins. E o que está acontecendo lá que mereceu tanto espaço do jornalão paulista? Um desembargador do TRE local vetou a divulgação de informações sobre investigações do Ministério Público de São Paulo relacionadas ao candidato a governador pelo PMDB, Carlos Gaguim.
A decisão é realmente questionável, mas o Estadão não mostrou a mesma indignação e nem cedeu espaço comparável à decisão da Justiça Eleitoral do Paraná de impedir a divulgação de pesquisas eleitorais. Aliás, que eu visse, nem publicou uma linha.

O que será que difere um caso do outro, que levou o Estadão a se mobilizar tanto e a protestar contra censura no Tocantins e a não reagir da mesma forma no Paraná? O que terá levado o jornal a não agir com a imparcialidade que tanto apregoa?

O motivo é simples. A proibição de divulgar informações sobre as investigações do MP no Tocantins veio da coligação que apóia o candidato do PMDB e é formada por 11 partidos, entre eles o PT, como destaca o Estadão logo na chamada da primeira página. Já a decisão da Justiça Eleitoral de vetar a divulgação das pesquisas no Paraná foi pedida pela coligação do candidato Beto Richa, do PSDB, mesmo partido do candidato à presidência que o Estadão apóia.

No Paraná, Datafolha, Vox Populi e Ibope estão proibidos de terem suas pesquisas ao governo do estado divulgadas. A do Datafolha é feita em conjunto com a Folha de São Paulo. A do Vox Populi é parceria com a Band. E a do Ibope foi encomendada pela emissora de tv local RPCTV. Mas nem a associação das pesquisas com tradicionais órgãos de comunicação causou tanta indignação quanto o caso do Tocantins.

Contra ele, levantaram-se diversas vozes, como a indefectível Associação Nacional de Jornais (ANJ) e sua parceira das emissoras de televisão (Abert), assim como logo se pronunciou o candidato José Serra, afirmando que a decisão da Justiça Eleitoral do Tocantins esconde um “estelionato eleitoral de esquema político do PT”. O mais curioso é que quebraram a cara, pois a coligação do governador já foi ao Judiciário esclarecer que a proibição que pede é só para o uso eleitoral das acusações. Portanto, não pedem censura alguma aos jornais.

Se a decisão do juiz do TRE do Tocantins põde ser considerada censura à imprensa a da Justiça Eleitoral no Paraná também o é. E o tratamento diferente dado pelo Estadão e outros veículos da grande mídia ao caso revela que atribuem diferentes pesos a sua cobertura jornalística de acordo com os interesses eleitorais que defendem.

domingo, 26 de setembro de 2010

Estadão é Anti-Lula

Do Tijolaço

O editorial em que o Estadão declara publicamente o apoio a José Serra, a uma semana da eleição, destina sete linhas ao que seriam as qualidades do candidato tucano e nove parágrafos a atacar o presidente Lula e sua gestão, aprovados por 80% dos brasileiros segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem.

Para o Estadão, os progressos sociais e econômicos do governo Lula são um “mal a evitar”. O jornal dos paulistas quatrocentões afirma que Lula tem o “mau hábito de perder a compostura quando é contrariado”, que preside um governo “moralmente deteriorado”, que se transformou em “chefe de facção”, que se entrega a “autoglorificação” e que “atropela as leis”.

É incrível como a visão das elites é preconceituosa e oposta ao que percebe e sente a população. Lula é recebido com um sorriso no rosto onde quer que vá,e o povo se sente muito bem representado por ele. Ao contrário dos candidatos historicamente apoiados pelo Estadão, todos paulistas, à exceção de Collor, por falta de opções, Lula é um presidente popular, de bem com o país que preside, e que só encontra hostilidades da parte dos que perderam algum poder com sua chegada à Presidência.

Lula vai deixar para seu sucessor, que certamente não será o candidato do Estadão, um país infinitamente melhor do que recebeu do ex-candidato do Estadão. E ao contrário do que diz o jornmal, jamais atentou contra a democracia, mesmo com a campanha impiedosa que sofreu durante os oito anos de seu governo pelo Estadão e seus similares. O Estadão não é a favor de Serra, como as econômicas sete linhas de seu editorial comprovam, mas contra Lula. Contra o Brasil que dá certo, popular e nacionalista.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exterminador de Factóides

Do Óleo do Diabo


A imprensa amanheceu hoje esperneando que nem porco morrendo à faca. Estão desesperados. A história do sigilo não rendeu votos. O pouco que Dilma perdeu na classe alta, ganhou na classe média e na classe baixa, e os votos perdidos, de qualquer forma, não migraram para o Zé Mídia, e sim para Marina Silva.

Então surgiu a Veja, com nova bala de prata. Os jornalões botaram dezenas de repórteres para repercutir o caso ad nauseam e fuçar a vida inteira de Erenice Guerra e seus parentes. Se usassem 5% dessa energia para investigar Serra ou qualquer tucano, apareciam quatrocentos e cinquenta escândalos cabeludos muito piores do que um factóide mentiroso sobre o amigo do filho da secretária que disse que era dono de uma empresa e não era, ou da irmã da secretária que contratou um escritório onde trabalhava seu irmão pela mixaria de 25 mil reais. E na empresa do amigo do irmão trabalha um advogado que é um dos duzentos advogados da campanha de Dilma Rousseff.

Se você não entendeu nada, não se preocupe. É mais um factóide que eles vão esticar até arrebentar. Mas suspeito que o brasileiro já está de saco cheio dessas baixarias ininteligíveis da oposição midiática. Porque só agora vem perseguir Erenice Guerra? Ela tá no governo desde 2002. Por que às vésperas da eleição o Globo dá manchete para advertir a população de que ela tem uma micro-empresa (provavelmente inativa) de confecção?

O Zé Mídia, que também é Zé Baixaria, agora se juntou com a Marina Traíra, num duetozinho vil para tentar levar as eleições para o segundo turno. Desse jeito, Marina, que poderia sair da eleição com dignidade, ficará marcada pela pecha de ter explorado os preconceitos conservadores da mídia para ganhar alguns pontinhos duvidosos na pesquisa.

Mas se você quer encontrar respostas para o factóide, sugiro alguns drinks de Nassif:

  1. Nassif estoura o Globo.
  2. Desfolhando by Nassif.
  3. Ex-tadinho! do Nassif.

Tomando qualquer um desses drinks, você ganha um especial da casa, esse aqui. 
 

domingo, 12 de setembro de 2010

Terrorismo da Midia Precisa de Resposta

Do blog do Miro

Reproduzo artigo indignado de Mauro Carrara, publicado no blog Viomundo:

Carta ao Presidente Lula e à Sra. Dilma Rousseff

Senhor presidente, senhora candidata,

Certa vez, ao perceber o limite da tolerância ultrapassado, o diplomata italiano Baldassare Castiglione pronunciou uma frase que incomodou seus colegas e o episcopado romano.

– Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.

Baseado nessa sentença, séculos depois, o escritor Émile Zolá escreveu no L’Aurore o célebre artigo J’accuse (Eu acuso), em que aponta os poderosos conspiradores e malfeitores que haviam destruído a reputação e a vida do capitão do exército francês Alfred Dreyfus, injustamente acusado e condenado por traição.

Em seu ácido, duro e brilhante texto, Zolá denuncia cada um dos responsáveis pela produção de falsas provas, assim como a parcela da imprensa que se empenhou em iludir o público e incitar o ódio contra o militar e seus defensores.

O escritor ergue o dedo na direção dos veículos de comunicação que se juntaram à conspiração. Vale recordar o trecho:

– Eu acuso os gabinetes de guerra de terem liderado na imprensa, particularmente no L’Éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável para distrair a opinião e encobrir seus erros.

Hoje, no Brasil, assistimos atônitos a uma série de atentados terroristas praticados pela mídia, mais especificamente pelas Organizações Globo, pela Editora Abril (sobretudo por meio da revista Veja), pela Folha de S. Paulo e pelos veículos do Grupo Estado.

Por conta de interesses eleitorais, esses veículos de comunicação converteram-se em núcleos de terrorismo organizado, servindo especialmente aos partidos neoconservadores, o PSDB, de José Serra, e o DEM.

Liderados pelo Instituto Millenium praticam diariamente atentados contra a Democracia e o Estado de Direito.

Caluniam, difamam, injuriam e praticam fraudes, sempre impunemente, sempre arrogantemente, sem que se sejam alcançados pelo braço da lei.

Infelizmente, não há policial, promotor ou magistrado que se ocupe de enquadrar essas gangues e os grupos econômicos que as sustentam.

O cidadão está só, indefeso, pois não vê qualquer reação dos tribunais regulares, da tendenciosa justiça eleitoral, tampouco do Executivo Federal.

Dessa forma, o consórcio Globo-Abril-Folha-Estado segue agredindo barbaramente não somente os bons valores e princípios, mas também todos aqueles que lutam para consolidar a democracia no Brasil.

A seleção maliciosa de temas e a edição criminosa dos textos jornalísticos têm marcado a cobertura das Eleições 2010.

O golpismo irrompe explícito em todos os conteúdos políticos publicados pelas famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita.

Depois da criação do factoide que envolve a Receita Federal, o “Setembro de Fogo” ganhou mais um crime da lavra do “jornalista” Diego Escosteguy, funcionário do panfleto terrorista da família Civita.

Convém lembrar que o mesmo elemento publicou em 28/01/2006 a reportagem “Caixa financia obra da Vila Panamericana sem licitação”, um peça de sabotagem política construída a partir de dados incorretos, incompletos e fantasiosos.

Diego Escosteguy e muitos de seus colegas do bando de Veja deveriam, na verdade, ocupar celas em prisões de segurança máxima, considerada a natureza destrutiva e criminosa do material contaminado que disseminam, semanalmente, para envenenar as relações sociais em nosso país.

Em seu mais recente crime, Veja e Escosteguy mentem, caluniam, difamam, adulteram fatos e agridem covardemente a Sra. Erenice Guerra, funcionária dedicada do Governo Federal, reconhecida por sua competência e reta conduta.

A “reportagem” denominada “O polvo no poder” constitui-se em inacreditável coleção de mentiras, exageros, deduções ilógicas, deturpações e invenções maliciosas, uma bomba midiática destinada a destruir reputações e estimular os setores mais reacionários da sociedade à prática de delitos que rompam a ordem institucional.

O Sr. Leonel de Moura Brizola nos ofereceu inúmeros exemplos de coragem e determinação, especialmente no que tange às ações de combate aos terroristas midiáticos do consórcio Globo-Abril-Folha-Estado.

Nós o vimos lutando bravamente, por exemplo, quando as Organizações Globo tentaram fraudar o resultado da eleição de 1982, no famoso Escândalo Pronconsult.

Cabe-vos, portanto, neste momento decisivo da vida nacional copiar esse modelo de conduta e liderar sem medo uma ação de cidadania que vise a coibir tais ações terroristas e encaminhar juridicamente o enquadramento não somente dos falsos jornalistas, mas também de seus capatazes e dos donos dos latifúndios midiáticos.

Isso requer de vossa parte um imediato J’accuse público de figuras nefastas como Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, José Roberto Guzzo, Mario Sabino, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita e Otávio Frias Filho.

Ao nomear os mandantes e autores do terrorismo midiático, vacina-se a população brasileira contra a vírus da desinformação.

Além disso, constitui-se precedente para que todos os cidadãos prejudicados pelo consórcio midiático possam engendrar suas defesas e exigir a devida reparação.

Não existe democracia sem que o Direito e a Justiça sejam observados também no labor da informação pública.

Hoje, esse serviço de máxima importância estratégica para o país está controlado por uma malta de coronéis e bandoleiros contratados, cujos crimes têm sido vergonhosamente desconsiderados pelas autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Exige-se uma resposta imediata, vigorosa e esclarecedora. E certamente é vossa a voz que o povo ouvirá.