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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bolinhagate: Serra e Globo Na Justiça

Do Conversa Afiada

O amigo navegante Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, enviou e-mail com informações sobre o caso da bolinha de papel na cabeça de Cerra durante a campanha presidencial deste ano.

Segundo Zelic, uma ação ao lado do Deputado Estadual Adriano Diogo solicita apuração dos fatos e a responsabilização deste caso, que pode ser considerado crime eleitoral.

A perícia independente da Rede Globo foi desmentida na internet, inclusive aqui no Conversa Afiada.

Clique aqui para ler “Professor desmoraliza fita adesiva do jn”.

E aqui para conferir o vídeo: “Outro vídeo desmoraliza a #globomente. É o que não falta”.

Confira trechos da carta de Marcelo Zelic:

A questão será decidida pelo Sr. Roberto Gurgel dando continuidade ao despacho do Procurador Regional Eleitoral Pedro Barbosa Pereira Neto do TRE-SP, apurando as mentiras apresentadas no caso “bolinhagate”.


É fundamental para que nas próximas eleições práticas subterrâneas como as que vivemos nas eleições 2010 sejam coibidas e o povo brasileiro possa escolher seus representantes sem a manipulação reincidente de uma emissora de tv e falsos debates em cima de fatos criados para atingir os adversários, distantes dos temas relevantes para uma boa decisão.


Se o Procurador Geral da República Sr. Roberto Gurgel decidir por se omitir e arquivar a apuração da farsa do bolinhagate; o estímulo à calúnia, à mentira visando ganho eleitoral e político, o jogo rasteiro do vale-tudo e a manipulãção estarão contemplados e liberados para a eleição de 2012.


Veja, também, os documentos em questão:





DO BLOGUEIRO> Para ler toda a ação proposta, entre no link do Conversa Afiada

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Brilhante Entrevista No Jô Soares

Do Blog do Miro

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:

Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).

Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!

No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.

Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.

Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?

Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…

Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…

Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…

Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?

Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…

Jô – Sempre tem gente…

Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.

Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.

O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…

Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…

[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]

Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.

Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…

Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.

Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.

A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.

A Veja…

Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.

Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…

Jô – Por isso tão rígido a…

Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.

Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…

Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bomba no Próprio Colo

Do Luis Nassif

Por Stanley Burburinho

1 - Hoje todas as mídias, principalmente as das Organizações Globo, fizeram alarde sobre umas caixas de madeiras que foram deixadas em alguns locais do Rio de Janeiro, em Ipanema. O Esquadrão Anti-Bombas foi chamado e as caixas foram explodidas:

“Enviado por Casos de Polícia - 24.11.2010 | 10h57m

TERROR URBANO

Esquadrão Anti-Bombas explode caixa em Ipanema

(...)”

http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/11/24/esquadrao-anti-bombas-explode-caixa-em-ipanema-343315.asp

2 – Mais tarde a Procter & Gamble soltou nota no O Globo dizendo que caixas suspeitas faziam parte de ação promocional da empresa:

“Procter & Gamble diz que caixas suspeitas faziam parte de ação promocional da empresa

Plantão | Publicada em 24/11/2010 às 14h43m
O Globo

RIO - A Procter & Gamble Brasil informou em um comunicado que as caixas encontradas na Zona Sul do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira faziam parte de uma ação publiciária da empresa.

Diante do clima de insegurança na cidade por conta de ataques do tráfico de drogas, as caixas levantaram suspeitas de bomba. Policiais chegaram a interditar ruas de Ipanema no entorno das praças onde estavam duas das embalagens.

A companhia lamentou o ocorrido e afirmou que suspendeu a ação promocional em todas as cidades em que estavam programadas.

Leia a íntegra do comunicado divulgado pela Procter & Gamble Brasil:

IMPORTANTE: COMUNICADO

"A P&G esclarece que as caixas colocadas em alguns pontos na cidade Rio de Janeiro faziam parte de uma ação promocional da empresa.

Lamentamos profundamente pelo desconforto causado à população.

Aproveitamos para informar que a ação foi imediatamente suspensa no Rio de Janeiro e nas demais cidades.

A empresa se coloca à disposição para quaisquer informações.

Procter & Gamble Brasil"

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/24/procter-gamble-diz-que-caixas-suspeitas-faziam-parte-de-acao-promocional-da-empresa-923096804.asp

3 – Acontece que a nota da Procter & Gamble publicada pelo O Globo omitiu a informação de que era uma ação da Procter & Gamble para a Promoção Provou Gostou Avião do Faustão que é apresentado pela Rede Globo:

“Procter & Gamble faz ação que gera pânico no Rio de Janeiro

por Luiz Felipe Barros | comunicação, guerrilha mkt

(...)

Hoje, a primeira notícia que li sobre a cidade era ainda mais preocupante: duas caixas de madeira foram abandonadas nas praças General Osório e Nossa Senhora da Paz, ambas em Ipanema, bairro nobre da Zona Sul carioca. O alerta soou. O esquadrão anti-bombas da polícia foi acionado e a sensação de insegurança em toda a cidade cresceu ainda mais. Mais de 50 policiais foram mobilizados e várias ruas da cidade isoladas. A mídia cobriu intensamente o ocorrido e os cariocas, apreensivos, acompanharam temerosos após os diversos carros queimados por criminosos durante a madrugada e os diversos arrastões que vem assolando a cidade.

Após todo o pânico instaurado, a polícia abriu as caixas e, SURPRESA, era uma ação da Procter & Gamble para a Promoção Provou Gostou Avião do Faustão. A promoção, com ampla divulgação no maior canal de TV do país e que utiliza como âncora o apresentador Faustão, busca divulgar a marca institucional e a relação dela com os produtos da companhia.

(...)”

http://updateordie.com/blog/2010/11/24/procter-gamble-fail/?utm_source=wordtwit&utm_medium=social&utm_campaign=wordtwit

4 – O Globo retirou da primeira página a notícia sobre as caixas suspeitas.

Por Vania

Eu passei pela praça General Osório hoje de manhã e vi o "cerco à caixa". Ridículo! Ninguém estava com medo, estavam rodeando o cerco com cara de curiosos apenas. Não tinha nenhum sinal de pânico.

Quando eu perguntei o que era, um rapaz respondeu rindo: Uma bomba. Eu ri e não acreditei, perguntei pra outra pessoa que confirmou. Mas era óbvio que não se tratava de uma bomba. Uma caixa de mais de um metro de altura por um e meio de comprimento (mais ou menos). Ainda por cima uma caixa até 'fashion'. Deixada à vista de todos na praça. Que tipo de bandido burro faria isso se quisesse explodir alguma coisa?

Quando cheguei em casa entrei na net e vi no alto da página do portal Globo: "Publicidade fora de hora". Depois entrei no site do JB e li uma referência ao programa do FAustão. voltei pro portal do Globo e o título da manchete já tinha mudado.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Preconceito Maldoso e Doentio

Do VioMundo

por Conceição Lemes

Em São Paulo, há muitos anos existe o rodízio de circulação de carros, baseado no final das placas.  Para driblá-lo, as famílias mais abastadas logo deram um jeito.  Passaram a ter dois, três, quatro carros na garagem, o que contribuiu, sem dúvida, para o aumento da frota nas ruas. Engraçado. Ninguém reclamou.

Porém, bastou o sonho do  veículo próprio (automóvel ou moto)  se tornar realidade para muita gente das camadas populares, para a chiadeira começar. A culpa? Ora, para a elite inconformada com o ascensão social dos pobres, é do presidente Lula, graças às facilidades de crédito.

O comentário  do jornalista Luis Carlos Prates (veja o vídeo abaixo) num dos telejornais da RBS, afiliada de TV Globo em Santa Catarina, é exemplo da intolerância e do  preconceito.  O que será que ele disse quando um “mauricinho”,  filho de um dos diretores da emissora em que trabalha, estuprou uma colega adolescente de Florianópolis? Será que o abafamento do caso pela polícia e mídia locais também é culpa do Lula?

VEJA O VÍDEO AQUI

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ENEM - Exageros ou Consistências?

Continua a polêmica - levantada principalmente pela rede globo - envolvendo as provas do ENEM do último final de semana. O dia de hoje trouxe novas luzes ao debate, principalmente no que diz respeito aos exageros da imprensa e da justiça federal do Ceará. Erros existiram e o MEC está afirmando que propiciará aos envolvidos novas provas já que os últimos números dão conta de pouco mais de 1500 alunos em um universo de 3 milhões e 600 mil. Por conta de 1500 todos devem fazer a prova novamente? Quais os reais erros do MEC? O que pretende o PIG nessa nova tacada no governo federal pós-eleição da DILMA? Perguntas que tento responder com os argumentos de vários lados. Vamos aos de hoje.

Da Carta Capital 1

Haddad defende que número de afetados no Enem é menor do que o estimado

Ministrou encontrou-se com presidente nacional da OAB; Justiça Federal do CE suspende a divulgação do gabarito
O número de afetados com a falha no caderno amarelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está abaixo dos dois mil alunos inicialmente estimados. Quem diz é o ministro da Educação, Fernando Haddad, que se encontrou, nesta terça-feira 9, com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante. “Já não são dois mil, a cada dia este número cai. Há 12 casos em Sergipe, alguns poucos casos no Paraná, sobretudo em Curitiba”, disse Haddad.

Após o encontro, o presidente da Ordem afirmou que no momento seria “precipitado” a OAB defender a reaplicação da prova. “Se a prova (nova) resguardar o princípio da igualdade constitucionalmente previsto, não vejo problema de ela ser reaplicada para um número reduzido de pessoas”, disse Cavalcante, referindo-se a proposta do MEC para que um exame com o mesmo nível de dificuldade fosse realizado apenas entre os candidatos prejudicados. “Se o princípio de igualdade não for resguardado, a Ordem terá um posicionamento pela anulação completa do exame”. Por último, ele cobrou mais rigor do ministério na impressão e verificação das provas.

Veto ao gabarito

A Justiça Federal do Ceará determinou a suspensão da divulgação do gabarito da prova, previsto para as 18 horas desta terça-feira 9. Mesmo após ação do MEC por meio da Advocacia Geral da União solicitando a revisão da medida, a juíza Karla de Almeida, da 7ª Vara Federal, considerou que a conhecimento dos resultados acarretaria em “ânimos acirrados” entre os que eventualmente forem aprovados e os com desempenho inferior.

A juíza também destacou as transgressões “às normas editalícias, especialmente no que se refere à presença de celulares dentro da sala de prova”.

Da Carta Capital 2

UNE e UBES criticam problemas com o Enem

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) divulgaram uma nota conjunta criticando os problemas ocorridos na aplicação do Enem e a postura do MEC pela rede social Twitter.

A prova, aplicada neste final de semana, teve problemas em alguns cadernos distribuídos para parte dos alunos. A impressão de algumas questões estava falha e a ordem do caderno de respostas foi invertida. A gráfica responsável pela impressão admitiu o erro. A Justiça Federal resolveu nesta segunda-feira 8 suspender o exame em todo o país. O Inep, órgão do MEC que organiza o Enem, tenta reverter a decisão.

Leia a nota divulgada pelas entidades estudantis:

NOTA OFICIAL – UNE E UBES SE POSICIONAM SOBRE O ENEM 2010

Diante dos problemas ocorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 e da comunicação do MEC feita pelo Twitter (“Alunos q já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”), a UNE e a UBES se manifestam oficialmente:

É lamentável que o Ministério da Educação (MEC) tenha usado umas das mais importante redes sociais da atualidade, o Twitter, não para esclarecer e informar a respeito dos lapsos ocorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 e, sim, para criar um clima de perseguição na internet. A inversão dos gabaritos e provas com falhas de impressão foram dois dos principais problemas que sabemos até o momento prejudicaram milhares de estudantes em todo o Brasil. Dessa maneira, a UNE e a UBES exigem:

1.     A imediata retratação pública do MEC e a responsabilização do autor da frase escrita no Twitter oficial da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação. A UNE e a UBES não aceitam qualquer tipo de ameaça aos estudantes brasileiros.

2.     O imediato e minucioso diagnóstico do Ministério da Educação sobre os problemas ocorridos e o exato número de estudantes prejudicados.

3.     A imediata decisão por parte do MEC de que os estudantes prejudicados terão o direito de realizar um novo exame.

Esses são os passos mínimos e gestos iniciais que o MEC deve atender para que a credibilidade do Enem 2010 seja garantida. A UNE e a UBES ainda fazem questão de esclarecer:

Não nos somamos  àqueles que se utilizam dos problemas para descredibilizar o Enem. Na opinião da UNE e da UBES, o Enem deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros.

UNE e UBES lançam canal de denúncias e reclamações

Para que os estudantes lesados possam fazer suas reclamações e compartilhar os problema enfrentados no Enem 2010, a UNE e a UBES lançaram uma central de denúncias pelo e-mail enem2010@une.org.br e, também, pelo telefone 11 2771.0792. A central vai funcionar das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. A partir desse levantamento é que as entidades estudantis irão identificar possíveis medidas individuais ou coletivas ou outros posicionamentos a serem tomados frente ao Enem 2010.


Do Luis Nassif

A Entrevista do Ministro ao Bom Dia Brasil da Globo

Opinião de Augusto Cezar no post do Nassif

A inacreditável Rede Globo brinca de fazer jornalismo.

Aliás, faz jornalismo como se fosse novela.

O Bom Dia Brasil de hoje chamou Haddad para trucidá-lo. Trucidar a ele a ao Enem. Mas esqueceu de combinar com os russos. Seus jornalistas(?) foram mastigados pelo ministro que deu demonstração técnica inequívoca de que poder-se-á aplicar o exame apenas para os prejudicados sem qualquer quebra de isonomia.

Aí acabou o jornalismo e começou a novela.

Perguntar sobre o Enem não deu para desconstruir Haddad/Enem? Mude-se o assunto para IDH. Haddad jogou o mau índice da educação de maiores de 25 anos do IDH no colo dos tucanos, mostrou que o índice educacional IDH dos joves aponta para o dobro do antigo e desafiou a Globo para debater COM ANALISTAS EDUCACIONAIS INTERNACIONAIS o acerto da política educacional da última década.
Perguntar sobre IDH não deu certo? Mude-se a trama tele-drama-jornalística novamente para Enem. Algumas poucas questões mal formuladas, erros pontuais no gabarito. E um drama danado com os coitadinhos dos estudantes que passaram noites em claro estudando.

Dramalhão.

Os jornalistas da Globo não entendem nada de concurso. Não sabem que até em concursos de muito menor vulto shit happens, assim como shit happens no jornalismo da Globo.

Os jornalistas da Globo não fizeram concurso para lá estarem. Foram apadrinhados. Rostinhos bonitos, vozes agradáveis e muita desenvoltura para demonstrar indignação, raiva, alegria, indiferença, tristeza, esperança, enfim, demonstrar o que o diretor ordena no ponto eletrônico. São atores.

É o jornalismo-dramaturgia.

Por isso Kamel é o maior salário da Globo. Ele escreve a novela e dirige o elenco.

É o dois em um.

A Entrevista

Ministro da Educação participou de entrevista sobre polêmica envolvendo o Enem. Haddad declarou que é normal o cancelamento de questões em provas de vestibular e que nova prova deve ser aplicada para estudantes.

O Bom Dia conversa com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Alexandre Garcia: Repetir erro significa não ter aprendido as lições? Por que esse descuido?
Fernando Haddad, ministro da Educação:
Na verdade, é o contrário. No ano passado, nós tivemos o furto de uma prova, o que obrigou ao adiamento do exame que foi bem realizado 60 dias depois da data prevista. Foi um furto em uma gráfica de grande porte, uma gráfica que no dia do furto declarou que cumpria todos os requisitos de segurança. Depois, vocês mesmo mostraram as imagens de que isso não era verdadeiro.

Alexandre Garcia: Agora, o edital exigia uma conferência por parte do Inep que não houve?
Fernando Haddad, ministro da Educação:
Houve a conferência da matriz. O Inep não tem de condição de fiscalizar e ler 4,6 milhões de provas. O Inep lê a matriz, confere a matriz e dá ordem de impressão. A própria gráfica que é a maior empresa gráfica do mundo - que fatura US$ 20 bilhões por ano e é uma multinacional – em carta, ontem pela manhã, reconheceu que um lote de 21 mil provas saiu com erro de impressão.

Alexandre Garcia: A gente ouviu a decepção de alunos. O que o senhor tem a dizer para esses alunos que estão desconfiados?
Fernando Haddad, ministro da Educação: Que nós vamos recorrer da decisão da juíza. Não há nenhuma razão objetiva, técnica para cancelar a prova do sábado.

Alexandre Garcia: Não há razão para pedir desculpas a esses alunos?

Fernando Haddad, ministro da Educação: Todo desconforto merece por parte do poder público uma retratação. A questão é que se nós não acatarmos a teoria da resposta ao item, se nós não considerarmos que é possível aplicar uma prova aos alunos prejudicados, com o mesmo grau de dificuldade da primeira, nós vamos colocar em risco todo sistema de avaliação do Brasil.

Alexandre Garcia: Esse é o ponto. A Justiça está entendendo que, se aplicar nova prova a dois mil alunos ou menos de dois mil alunos, feriria o princípio da isonomia em concurso.
Fernando Haddad, ministro da Educação: Eu entendo o argumento, mas nós vamos levar ao conhecimento da Justiça que a tecnologia educacional nacional hoje permite com toda precisão fazer isso. Eu vou citar um exemplo. No ano passado, nós aplicamos dois Enems. Nós aplicamos um Enem para todo mundo e um Enem para os alunos que sofreram com as enchentes no Espírito Santo e para os alunos dos presídios. Eram duas provas distintas aplicadas em dias distintos. E os resultados saíram rigorosamente na mesma escala e na mesma data. Veja bem: o pagamento de bônus para professor de São Paulo. A Justiça vai derrubar porque os resultados não são comparáveis? O IDEB a Prova Brasil vão ser derrubados porque os resultados não são comparáveis. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) que permite a comparação entre estudantes de países diferentes de um ano para o outro: nós vamos derrubar? Nós vamos derrubar o TOEFL? Quer dizer, a Justiça precisa ser informada de que essa tecnologia está disponível e justamente para exames da escala do Enem.

Renato Machado: Ministro, o senhor e o Alexandre Garcia acabaram de mencionar vários exames internacionais que medem a capacidade de alunos de vários países. Eu queria mudar um pouco o assunto. Nesse ponto, o Brasil não tem se saído bem. Na verdade, no IDH da ONU, que foi publicado a poucos dias, o Brasil está em uma posição muito ruim por causa da educação. O senhor tem alguma coisa a dizer sobre isso?
Fernando Haddad, ministro da Educação: Eu discordo um pouco dessa avaliação por uma razão muito simples. O IDH conta com duas variáveis. Uma variável que olha para o passado que a escolaridade média do brasileiro com 25 nos ou mais. Nessa variável, nós vamos muito mal. Temos 7,2 anos. Mas essa variável olha para o sistema de ensino no século passado. A variável que olha para o nosso sistema educacional é expectativa de escolaridade que é quase o dobro da escolaridade média dos adultos brasileiros. Se você comparar as duas, você vai verificar que o Brasil é um dos países que mais avançou em escolaridade média. O PISA que vai ser anunciado em dezembro já nos dá conta de que, na primeira década do século XXI, o Brasil também está entre os três países que mais avançou em proficiência de leitura, matemática e ciências. Então, se você olhar para o que o Brasil foi na educação e verificar o local que nós ocupamos no ranking, você se decepciona, porque você pensa assim: “por que nós não fizemos mais pela educação no nosso país”? Mas se você olhar para o presente e para o futuro, o cenário é completamente diferente do século XX. Nós estreamos no século XXI com resultados importantes. E eu faço um convite a vocês: façam um debate com observadores externos ao Brasil. Façam um debate com pessoas que entendem de educação da CDE, do Banco Mundial, do BIDE, da UNESCO, da UNICEF e da OAI. Façam um debate público sobre o que foi a educação brasileira na primeira década do século XXI. Eu faço questão de participar ou assistir a essa debate, com toda tranqüilidade agora que nós estamos concluindo a primeira década do século.

Renata Vasconcellos: Ministro, vamos voltar para a prova do Enem. Além do problema de logística, foram apontados problemas na qualidade das provas, como erro de digitação, erro de pontuação, inclusive erros conceituais. Havia uma pergunta com duas respostas possíveis, questões repetidas, pergunta que não haveria uma resposta possível, apontadas por professores que avaliaram as provas. E agora?
Fernando Haddad, ministro da Educação: Isso na verdade, é o seguinte: o Enem tem 180 questões. E o gabarito oficial sai depois que os formuladores das provas que são professores universitários fazem a checagem final. No ano passado, por exemplo, nós tivemos que anular uma questão das 180. Quer dizer, há vários casos de vestibulares em que, a cada 100 questões, você tem uma taxa de tolerância em que se admite uma pergunta sem resposta ou com duas respostas em que a questão não é considerada. Então, nós vamos aguardar o parecer dos técnicos que elaboraram a prova. Conforme eu disse, são professores universitários convidados pelo Inep para formular a prova. E o gabarito oficial dá a palavra final sobre o assunto.

Renata Vasconcellos: No ano passado, grandes universidades descartaram o exame. Como o senhor vê a possibilidade de faculdades desistirem de usar o Enem no seu processo de avaliação, por causa das mudanças, inclusive no calendário?
Fernando Haddad, ministro da Educação: A desistência do ano passado se deveu ao fato de que nós não conseguimos processar os resultados em virtude do adiamento por 60 dias da prova. Não tem nada a ver com o Enem. Tanto é verdade, que todas que não usaram o Enem no ano passado, em função disso, voltaram a usar. O dobro de universidades usará o Enem este ano em relação ao ano passado. Ao todo, 500 mil alunos a mais se inscreveram no exame.

Alexandre Garcia: Estamos concluindo a entrevista. O que o senhor diria para os 3,4 milhões de estudantes que estão nessa dúvida? Eu sei que hoje o senhor vai falar com juristas para tentar convencê-los de que não há quebra de isonomia.
Fernando Haddad, ministro da Educação: Na verdade, o que nós vamos fazer é convencer o Judiciário que a tecnologia educacional hoje permite aplicar uma segunda prova sem nenhum prejuízo para os estudantes, com total isonomia, porque nós vamos seguir rigorosamente a mesma escala, como todas as avaliações nacionais e internacionais. Fazendo chegar essa informação à juíza, eu tenho certeza que ela vai mudar sua posição. Caso contrário, nós vamos recorrer ao tribunal, sem nenhuma dificuldade.

Aqui, no VioMundo, você pode ver o vídeo da entrevista, que também está disponível no link do Nassif


terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Globo e sua Semântica

Do Luis Nassif

Por Marco Aurélio Barroso
Incidências Semânticas nos títulos de O Globo

O resultado do 1º turno, com a expressiva votação em Marina, trouxe para os adeptos da candidatura Serra, como O Globo, uma tênue esperança de virada.

Platão dizia: as palavras dizem o que são. Então, vamos a elas.

Façamos, sem índole poética, um breve estudo das incidências semânticas dos 27 títulos do vespertino carioca no interregno da 1ª para 2º urna.

Em nenhum momento, O Globo se ausentou da luta. Diariamente, via-se estampada essa moral severa sempre bem utilizada quando se trata de ajudar o candidato dos sonhos e denegrir o candidato infernal.

Foi assim com Eduardo Gomes, foi assim com Juarez Távora, foi assim com Jânio Quadros, foi assim com Collor, foi assim com Serra.

Ocasionalmente, quando o candidato de O Globo vence, a vida os derrota. Um saiu (Collor), o outro foi saído (Jânio). Com O Globo sempre foi assim. Mas passemos.  

Nesses 27 títulos, tivemos 262 palavras. Dilma foi citada 11 vezes e Serra, 7. Os dois juntos apenas 2 vezes (no dia 12: Dilma e Serra mantêm mudança de tática;  e no dia 17: Meio ambiente não entra no discurso de Dilma e Serra).

A notar que, logo no dia seguinte, tem-se o dissabor da omissão de Marina.

Todas as incidências com o nome Dilma ou são negativas ou levam o leitor a algo vulnerável:

Dilma fará ofensiva para atrair voto conservador -  Dilma admite “salto alto” –
Dilma muda estratégia -Dilma lançará “Carta” contra aborto – Queda de Dilma, junta Lula, PT e Petrobras  - Inquérito liga nome de Dilma à violação de sigilo - Dilma nega acusação.

Somente no dia da eleição é que se tem, e pela primeira vez,  o nome Dilma sem estar ligado a algo negativo e mesmo assim num sub-titulo: Dilma mantém vantagem sobre Serra.  Enfim! 

Já o nome de Serra, a semelhanças de certas realezas, é sempre positivo. São poucas incidências pois não é fácil, mesmo para O Globo, achar algo positivo em seu patético candidato: Serra muda de rumo e defende legado de FH na campanha -  O novo resgate dos mineiros (com foto de Serra alusivo à vitória dos mineiros de Copiapó) -  Serra sobe o tom.   

Outro interessante aspecto é a utilização das aspas. Sempre com ironia e sempre a favor de Serra: Dilma:admite “salto alto” – Dilma lançará “Carta”  contra o aborto e o casamento gay – Imagens desmentem “indignação” de Lula.

A palavra Petrobras aparece 4 vezes. Em todas, negativamente: Diretor de estatal tem contratos com a Petrobras -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobras e MST  - Petrobrás muda prazo e explora o pré-sal na eleição - Petrobras faz campanha todos os dias.

Todas as palavras de cunho negativo, e são várias, juntam-se à Dilma: conservador, - aborto ilegal -  ataque direto -  inquérito -  violação -  nega acusação -  Erenice -  superavit falso - Casamento gay.

Nenhuma incidência de palavra de cunho negativo ligada ao nome Serra.

A palavra Lula (presidente)  é sempre mal-vista: Lula paralisa o governo, -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobrás e MST -  Lula não cumpriu -  “indignação” de Lula -  Lula adota o silêncio -  O presidente sai menor.

O nome Deus é citado uma vez: Candidatos invocam Deus e se atacam na propaganda da TV.  Mas, já ao fim, vendo que seu candidato não emplacava, o vespertino lança mão do representante dEle, aqui, na terra, para dar uma ajudazinha: Pressão dos bispos dá certo e Papa interfere na eleição.

O primeiro título de 5 de outubro poderia ser analisado mais profundamente: Dilma fará ofensiva religiosa para atrair voto conservador - sem querer me meter em assuntos Sociológicos, pois unir Igreja a conservadorismo, nos dias que correm, é algo perigoso, mas fica-se com o nítido proclama de que o derrotado Tasso, ao meter o braço no Sacerdote-celebrante,lá no norte, fez com o conservadorismo do título do vespertino o que, sobretudo em época eleitoral, não se deveria ter feito jamais.

O adérvbio não, só apareceu duas vezes: Meio ambiente não entra em discurso de Dilma e Serra -  Lula não cumpriu.....

Como o leitor pode concluir, mesmo que perfunctoriamente, a cobertura de O Globo é de desprezo total à verdade e ao leitor. Ou os fatos se submetem aos seus títulos ou danem-se os fatos. Não é jornalismo a ser seguido.   

sábado, 30 de outubro de 2010

A Avaliação do Debate de Ontem

Do Luis Nassif

Alguns pontos que levam a campanha de Dilma a acreditar que ela venceu amplamente o debate na Gobo.

Os grupos de análise qualitativa montadas pela campanha (pessoas indecisas no voto que vão avaliando minuto a minuto o debate) constatou:

1. O debate começou equilibrado, mas a cada bloco crescia a aprovação de Dilma. Em todos eles, era vista como ponderada e com conteúdo. Serra era avaliado como mais experiente (no sentido de desenvoltura no debate), mas que usava a malícia para não responder as perguntas. Foi visto como sem conteúdo e falso.

2. Dois dos melhores momentos de Dilma foi quando respondeu sobre Amazônia e sobre pequenas e médias empresas. Também foi bem avaliada quando respondeu sobre segurança.

A melhor prova da vitória de Dilma, segundo esses assessores, foi no final do debate. Quando Serra terminou de falar houve aplausos calorosos. Seus analistas interpretaram como aprovação de sua fala. Os de Dilma, como aplausos gerais para o debate em si.

Mas, terminado o debate, os 80 brasileiros convocados pela Globo avançaram em direção a Dilma, pedindo autógrafos e fotos ao seu lado. O segundo mais assediado por William Bonner. Serra teria sido meio deixado de lado.

O entusiasmo com Dilma foi tão grande que Ali Kamel precisou fazer um apelo para que esvaziassem o local, para o Jornal da Globo poder ir ao ar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Globo Consegue Mais um Laudo

Do Luis Nassif

A GLOBO E O LAUDO BIQUÍNI - MOSTRA TUDO MENOS O ESSENCIAL...


A Globo providenciou um segundo laudo sobre o incidente da bolinha. E se enrola mais ainda. O laudo responde tudo, menos o essencial.

O laudo se limita a dizer que houve o segundo objeto que atingiu Serra. Dá um close do objeto. O digno perito forense Mauricio de Cunto certamente entregou o que lhe foi pedido: exclusivamente a informação se houve um segundo objeto ou não. Nem se deu ao trabalho de calcular o diâmetro do objeto - minúsculo, ridículo. Ora, essa é a informação essencial. Se foi um objeto inofensivo, incapaz de machucar, em vez de uma bolinha, se terá  pantomima das duas bolinhas.

Na sexta fui a Kalunga e peguei um rolo de fita crepe de dimensão semelhante ao da foto. O peso é ridículo. Se Hulk arremessasse um rolo daquele em uma criança, não provocaria nem cócegas. Para ter algum efeito teria que ser o rolo maior, pesado. Mas a foto mostra um objeto minúsculo, menor do que a embalagem de duas pilhas palito. Não deve ter a espessura de dois dedos colados.

A imagem 6 (4,9 segundos) mostra Serra sendo supostamente atingido pelo objeto. As duas imagens seguintes (5,0 e 5,1 segundos) mostra o suposto objeto caindo, mas nenhuma reação de Serra que demonstrasse ter sid duramente atingido. Tudo bem, são 0,2 segundos apenas. A imagem seguinte, a 9, é aos 8,5 segundos. Nada de Serra levar a mão à cabeça. A imagem 10, aos 16,8 segundos, mostra correligionários protegendo a cabeça de Serra.

Certamente faltam quadros essenciais nessa seqüência.

domingo, 24 de outubro de 2010

JN Calado Mas Sempre Fazendo Campanha

Do Viomundo

Neste sábado, o Jornal Nacional seguiu deturpando a cobertura eleitoral.

Desconheceu o protesto de um eleitor em Araraquara (mas, lembrem-se, mostrou o protesto contra Dilma, por parte do Greenpeace, em Brasília) num evento de José Serra; desconheceu os discursos agressivos de apoiadores de Serra, com o governador paulista falando em Hitler; desconheceu o acerto entre militantes do PT e do PSDB em Diadema.

Além disso, enfatizou a entrevista de Dilma pedindo “paz” aos apoiadores.

Assistam e comparem!

Vídeo 1 - Imagens do Jornal da Record


Vídeo 2 - Imagens da Globo sobre o tucano

Vídeo 3 - Imagens da Globo sobre a Dilma

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vergonha Nacional: Globo Mente Descaradamente

Ontem publiquei aqui a reportagem do SBT mostrando que o "objeto" que atingiu o candidato tucano na quarta-feira não passava de uma bolinha de papel.

Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.

Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.

Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.

Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui. 

Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.

A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.

Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.

Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:


José Antônio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.

Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.

Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?

E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…

Tudo pode ser digitalizado, menos a  credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…

 

 Veja aqui quadro a quadro o estudo do professor José Antônio Meira da Rocha e sinta vergonha de todas as vezes que assistimos esse escroto de jornalismo. 

 

Agora, o Escrevinhador e a reação dos jornalistas da Globo em São Paulo:


O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.

Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.

E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:

Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.

VERGONHOSO!!! 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Candidato Tucano Não Responde e Mente




Brasília Confidencial No 366

 O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, experimentou ontem a sua mais desastrada performance na televisão e, provavelmente, os piores 10 minutos de toda a campanha. Foi em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo. Questionado especialmente sobre o fato de explorar a religião para atacar sua adversária, Dilma Rousseff, e sobre as reações contraditórias que adotou diante das denúncias relativas a seu ex-assessor Paulo de Souza, o presidenciável tucano produziu um emaranhado verborrágico – e voltou a mentir sobre os dois temas Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista:

Fátima Bernardes: Esse segundo turno está radicalizado. Uma mistura entre religião e política que normalmente não costuma dar certo em lugar nenhum. A sua campanha tem explorado posições do PT e da candidata do partido, por exemplo, em relação ao aborto. Essa mistura, política e religião, não deveria ser evitada?

José Serra: Olha, não fomos nós que levantamos, nem nós exploramos. Acontece o seguinte: a Dilma manifestou-se a favor do aborto. Deu uma entrevista que está, enfim, tem o vídeo. O PT, no final do ano passado, fez aquele Programa Nacional de Direitos Humanos que tornava transgressor, criminoso, aquele que fosse contra o aborto. Então eles puseram a questão no ar.

Fátima: Mas a sua campanha também, candidato.

Serra: Eu sempre manifestei, eu sempre manifestei o seguinte: eu sou contra a liberação do aborto e nunca explorei isso do ponto de vista de que ela estaria errada por ser a favor do aborto. O que acontece é que ela afirmou uma coisa e depois afirmou o oposto. Nem reconhece que disse o oposto. E numa campanha, esses temas, Fátima, acabam sendo postos pela própria população.

Fátima: Mas, candidato...

José Serra: Nunca me passou pela cabeça transformar isso num centro de campanha.

Fátima: Mas candidato, sua campanha tem mostrado, falado insistentemente em Deus, tem mostrado imagens de missas, de cultos religiosos. Questões como essas do aborto, até mesmo a união civil entre homossexuais, elas não deveriam receber um tratamento de políticas públicas e não uma abordagem do ponto de vista da religião? Isso não contribui para um retrocesso no debate político?

Serra: Olha, eu insisto: quem introduziu esse ingrediente na campanha foi o PT e foi a Dilma. Como eu tenho uma posição contrária ao aborto, eu sempre fui perguntado, e sempre disse isso.

Fátima: Mas é um retrocesso. O senhor considera um retrocesso?

Serra: Todas as campanhas que eu fiz, eu sempre visitei igrejas, né, eu sou católico, mas sempre visitei igrejas, inclusive igrejas cristãs, evangélicas. Sempre falo no meu linguajar cotidiano, porque está incorporado, eu sempre digo: 'se Deus quiser'. Eu sou uma pessoa religiosa. Não há nada forçado neste sentido. E, aliás, a candidata não fez outra coisa senão passar a frequentar igrejas, coisa que habitualmente ela não fazia. Então isso dá um tipo de aquecimento que se transforma no que você falou. Agora o que eu quero dizer é que a base disso está no fato de que uma hora ela disse uma coisa e em outra hora ela diz o oposto. Aliás, não é o único caso que isso acontece.

Wiiliam Bonner: Candidato, na sua propaganda eleitoral o senhor tem mostrado obras grandes que realizou como governador em São Paulo: Rodoanel, a ampliação da Marginal do Tietê. Essas obras foram tocadas, em parte ou totalmente, pela Dersa, que é a empresa estadual que cuida disso. Quando o senhor era governador, o diretor da Dersa era Paulo de Souza, também conhecido como Paulo Preto por alguns. Paulo Preto foi acusado de ter arrecadado ilegalmente dinheiro para a campanha do PSDB e de ter ficado com esse dinheiro pra ele. O PSDB e o senhor já negaram essa afirmação, disseram que não houve essa arrecadação. Mas o fato é que antes de os senhores negarem isso, Paulo Preto, ao jornal “Folha de S.Paulo”, disse o seguinte: "Não se abandona um líder ferido na estrada”. O que ele quis dizer com isso?

Serra: Olha, William, antes dessa entrevista nós já tínhamos desmentido. Não houve desvio de dinheiro na minha campanha, que seria a vítima no caso. Ou seja: não houve ninguém que tivesse doado, o dinheiro não tivesse chegado, e a pessoa tivesse feito chegar a gente de que a contribuição não tinha chegado, porque ele tinha dado e não chegou. Isso não aconteceu.

Bonner: Mas esta frase, esta frase: "não se abandona um líder ferido na estrada".

José Serra: Esta frase...

Bonner: Parece ameaça.

Serra: Não, não. Porque sempre tem, dentro de um partido, gente que gosta de um, gente que não gosta de outro, mas o fato é que não houve o essencial que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia. Em todo o caso, nós seríamos a vítima. Você percebe? Quer dizer, e aí não se trata, inclusive, nem de dinheiro do governo. É um dinheiro que foi contribuição para uma campanha. Eu desmenti isso há muito tempo. E o assunto volta posto, inclusive pelo PT, porque o que eles gostam de fazer? De vir com ataques, esses às vezes meio incompreensíveis para nivelar todo mundo, como se os escândalos da Casa Civil, como se os escândalos desse senhor Cardeal agora na Eletrobras, como se tudo isso pudesse ser também reproduzido, o que não aconteceu do outro lado. Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil...

Bonner: Sim, candidato...

Serra: ...que ficou do meu lado que aprontou tudo que a Erenice aprontou. Braço direito da Dilma.

Bonner: Sim, mas eu tenho de observar o seguinte: primeiro, Paulo de Souza tinha um cargo estratégico no seu governo. Era um cargo importante, de grandes obras. E teve uma filha dele, inclusive, contratada pelo senhor tanto na Prefeitura de São Paulo quanto no governo do estado em cargo de confiança. Quer dizer: essa relação sua com parentes, também, de alguma maneira, não configura aí um nepotismo dentro do governo?

Serra: Veja, essa menina foi contratada, eu nem conhecia, não foi diretamente por mim, para trabalhar no Cerimonial, que é, que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais, entre muitas outras. Tinha um currículo, sabia dois idiomas, ou sabe dois idiomas, sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois. Ela não está em nenhum cargo, nunca teve nenhuma acusação, nem nenhum cargo que tome decisões, faça lobby, pegue dinheiro, como no caso dos filhos da Erenice.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma No Jornal Nacional

DILMA13

Dilma: bom governo investiga e pune malfeitos

A candidata Dilma Rousseff foi entrevistada hoje (ontem) pelo Jornal Nacional e apontou uma grande diferença entre o tratamento dado à corrupção no governo Lula e a atitude do seu adversário, José Serra, em relação aos desvios sob sua responsabilidade.

Dilma explicou que não há como saber se as pessoas irão ou não cometer erros e desvios antes que isso aconteça. O bom governo, segundo ela, ao tomar conhecimento de erros investiga e pune. O mau governo acoberta erros e cria impunidade.

“A gente tem que ser muito claro com o eleitor e não tentar enganá-lo. Erros e pessoas que erram acontecem em todos os governos. O que diferencia um governo de outro é a atitude em relação ao erro”, disse.

Ela usou dois exemplos recentes para mostrar a diferença entre os projetos que estão em disputa no país hoje. No caso Erenice, a petista contou que já foram ouvidas 16 pessoas pela Polícia Federal que investiga se houve ou não tráfico de influência na Casa Civil. Nos poucos casos de nomeação de parentes no serviço público eles foram demitidos.

Caso Paulo Preto

“Veja que há uma diferença em relação ao meu adversário. O meu adversário tem uma acusação gravíssima que o Paulo Vieira de Souza [conhecido como Paulo Preto], que está sendo investigado na operação da Polícia Federal chamada Castelo de Areia por propina e era diretor do departamento de estradas e cuidava as obras mais importantes do governo de São Paulo. Até agora não houve uma investigação e não houve nenhum processo. Pelo contrário, há uma diferença entre quem investiga e quem acoberta e não pune. Quem acoberta cria a impunidade”, comparou.

Dilma concluiu dizendo como agirá com os eventuais irregularidades: “No meu governo, eu serei implacável com essa questão de nepotismo, com trafico de influência ou com o conhecimento de qualquer malfeito relacionado a propina e outras variantes disso”.

Aborto

Dilma reafirmou que não mudou de posição em relação ao aborto. Ela sempre foi, pessoalmente, contra a prática, que caracteriza como uma violência contra a mulher.

Segundo ela, não haverá qualquer modificação na legislação atual, regulamentada no governo Fernando Henrique Cardoso, e que permite o aborto em caso de risco de morte para a gestante ou para mulheres que foram vítimas de estupro.

A petista afirmou que, nesse tema, o Estado precisa proteger as milhares de adolescentes que estão grávidas e que muitas vezes não têm a família por perto para dar apoio.

A candidata pediu o voto dos brasileiros para continuar avançando o projeto iniciado por Lula. “Quero fazer um apelo humilde. Peço o voto e o apoio de vocês que me assistem porque eu represento um projeto que permitiu que o Brasil distribuísse renda, criasse um grande mercado consumidor e pagasse a dívida com o FMI [Fundo Monetário Internacional]. E, sobretudo, porque ficamos respeitados lá fora. Quero contar com seu voto para, se Deus quiser, ser a primeira presidente da Brasil”, afirmou.

VEJA AQUI a entrevista completa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais um Escândalo Escondido

Fonte - Tijolaço - Retirado do site da Macro do PT ABC


Semana passada uma equipe enviada pela direção nacional de jornalismo da TV Globo esteve em Campo Grande, MS. A Globo estava de posse de gravações, das quais reproduzo alguns trechos, que revelavam o esquema de corrupção envolvendo os poderes públicos naquele estado.

O homem que aparece na imagem é o deputado estadual Ary Rigo, eleito pelo PDT e comprado pelo esquema político do governador André Puccinelli- aquele que apareceu ontem aqui distribuindo cota de casas populares para vereadores e prefeitos e dizendo que elas podiam ser dadas aos “cupinchas”.
A Globo abafou o escândalo, mas ele estourou hoje no youtube.

Embora eu esteja escandalizado com o nível de imundície em que as coisas chegaram não posso deixar de me sentir aliviado por ver que este sacripanta, que deixou o PDT, foi para os tucanos, e que contou com a proteção da Justiça para não ter que devolver ao Partido o mandato conquistado com os votos pedetistas, ter este castigo providencial.

É contra este esquema que meu companheiro Dagoberto Nogueira, candidato ao Senado, ao lado de Zeca do PT, está lutando.

Não há explicações para Globo estar abafando este escândalo, até porque reafirmo: ela tinha as fitas. Não há uma notícia sobre o assunto, exceto por um site de notícias campograndense, o Mídiamax, que valentemente divulgou.

Esta é a liberdade de imprensa que defendem. Liberdade para abafar os escândalos dos seus aliados. Liberdade para exercer uma vigilância seletiva. Contra as forças populares uma migalha vira banquete. Contra as forças do serrismo até um elefante varrem para debaixo do tapete.

Graças à internet não somos mais escravos dessa gente. Assista e veja porque eles querem ser donos da opinião pública.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rede Globo - Cartel no Futebol

Rede Brasil Atual


São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF), consultado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), emitiu parecer contra o Clube dos 13 e a TV Globo. O órgão público entende que as partes praticam cartel na negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. O processo tramita no Cade desde 1997 e cita até o SBT, que não entrou na briga pelos direitos de TV nas duas últimas negociações trienais. Até o fim do ano, o órgão deve definir uma pena para a Globo ou o Clube dos 13.

A entidade esportiva não quis comentar o caso, segundo reportagem do UOL. A emissora ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto. O grande ponto questionável, segundo o MPF, é a cláusula de preferência da Rede Globo, que tem sempre o direito de igualar a proposta das rivais. Segundo Marcus da Penha, procurador regional da República e representante do MPF no Cade, o sistema não é legal.
“A prática teve efeitos anticompetitivos. O Clube dos 13 e a Globo limitaram e prejudicaram a livre concorrência ao usar a cláusula de preferência”, disse o procurador, em nota divulgada no site oficial do MPF.

Desde que o processo foi iniciado, outras empresas também reclamaram do sistema. A Record, por exemplo, abandonou a negociação de 2008 por entender que a cláusula dava preferência à Globo. A próxima negociação de direitos de TV do Campeonato Brasileiro está marcada para o primeiro semestre de 2011, quando serão acertados contratos dos próximos três anos.

A receita com direitos de transmissão das partidas é uma das principais fontes de renda dos clubes de futebol profissional. Além da fonte, transações de jogadores, principalmente para o exterior, e ações de marketing relacionadas ao fornecimento de material esportivo e patrocínios no uniforme completam a arrecadação.

Reforço à oposição do C13

Dirigentes que fazem oposição a Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, ganham um argumento a mais com o parecer. Eles teriam iniciado um plano chamado de "implosão" da entidade, com o objetivo de minar o poder da atual diretoria. Corinthians, Vasco e Botafogo estão entre os  líderes da oposição de acordo com o Blog do jornalista Ricardo Perrone.

Parte importante da ação é uma chuva de pedidos de clubes para negociarem diretamente com a Globo o próximo contrato de transmissão para o Brasileirão. Dez times teriam até procurado a emissora para negociar diretamente e afastar o Clube dos 13 – tirando sua principal função.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Tentativa do Globo on Line

Do Óleo do Diabo


(Capa do Globo Online, às 15:00, desta quinta-feira)

Repare na foto procurando envolver Dilma, no destaque que dão a mensagens de oposição. Apertem os cintos, colegas, a campanha entra na fase mais agressiva e suja. Sabe-se lá o que ainda virá. Sites rádios e tvs ligadas aos interesses do PSDB estão todos trabalhando em conjunto, usando todas as suas armas para prejudicar a petista e levar o pleito para um segundo turno.

Noblat fez uma pesquisa há pouco para sondar se os leitores achavam que a imprensa beneficiava algum candidato. Confiram o resultado:

Serra conseguiu, finalmente, superar Dilma: 52% dos que responderam disseram que a imprensa beneficia o tucano.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exterminador de Factóides

Do Óleo do Diabo


A imprensa amanheceu hoje esperneando que nem porco morrendo à faca. Estão desesperados. A história do sigilo não rendeu votos. O pouco que Dilma perdeu na classe alta, ganhou na classe média e na classe baixa, e os votos perdidos, de qualquer forma, não migraram para o Zé Mídia, e sim para Marina Silva.

Então surgiu a Veja, com nova bala de prata. Os jornalões botaram dezenas de repórteres para repercutir o caso ad nauseam e fuçar a vida inteira de Erenice Guerra e seus parentes. Se usassem 5% dessa energia para investigar Serra ou qualquer tucano, apareciam quatrocentos e cinquenta escândalos cabeludos muito piores do que um factóide mentiroso sobre o amigo do filho da secretária que disse que era dono de uma empresa e não era, ou da irmã da secretária que contratou um escritório onde trabalhava seu irmão pela mixaria de 25 mil reais. E na empresa do amigo do irmão trabalha um advogado que é um dos duzentos advogados da campanha de Dilma Rousseff.

Se você não entendeu nada, não se preocupe. É mais um factóide que eles vão esticar até arrebentar. Mas suspeito que o brasileiro já está de saco cheio dessas baixarias ininteligíveis da oposição midiática. Porque só agora vem perseguir Erenice Guerra? Ela tá no governo desde 2002. Por que às vésperas da eleição o Globo dá manchete para advertir a população de que ela tem uma micro-empresa (provavelmente inativa) de confecção?

O Zé Mídia, que também é Zé Baixaria, agora se juntou com a Marina Traíra, num duetozinho vil para tentar levar as eleições para o segundo turno. Desse jeito, Marina, que poderia sair da eleição com dignidade, ficará marcada pela pecha de ter explorado os preconceitos conservadores da mídia para ganhar alguns pontinhos duvidosos na pesquisa.

Mas se você quer encontrar respostas para o factóide, sugiro alguns drinks de Nassif:

  1. Nassif estoura o Globo.
  2. Desfolhando by Nassif.
  3. Ex-tadinho! do Nassif.

Tomando qualquer um desses drinks, você ganha um especial da casa, esse aqui. 
 

domingo, 12 de setembro de 2010

Terrorismo da Midia Precisa de Resposta

Do blog do Miro

Reproduzo artigo indignado de Mauro Carrara, publicado no blog Viomundo:

Carta ao Presidente Lula e à Sra. Dilma Rousseff

Senhor presidente, senhora candidata,

Certa vez, ao perceber o limite da tolerância ultrapassado, o diplomata italiano Baldassare Castiglione pronunciou uma frase que incomodou seus colegas e o episcopado romano.

– Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.

Baseado nessa sentença, séculos depois, o escritor Émile Zolá escreveu no L’Aurore o célebre artigo J’accuse (Eu acuso), em que aponta os poderosos conspiradores e malfeitores que haviam destruído a reputação e a vida do capitão do exército francês Alfred Dreyfus, injustamente acusado e condenado por traição.

Em seu ácido, duro e brilhante texto, Zolá denuncia cada um dos responsáveis pela produção de falsas provas, assim como a parcela da imprensa que se empenhou em iludir o público e incitar o ódio contra o militar e seus defensores.

O escritor ergue o dedo na direção dos veículos de comunicação que se juntaram à conspiração. Vale recordar o trecho:

– Eu acuso os gabinetes de guerra de terem liderado na imprensa, particularmente no L’Éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável para distrair a opinião e encobrir seus erros.

Hoje, no Brasil, assistimos atônitos a uma série de atentados terroristas praticados pela mídia, mais especificamente pelas Organizações Globo, pela Editora Abril (sobretudo por meio da revista Veja), pela Folha de S. Paulo e pelos veículos do Grupo Estado.

Por conta de interesses eleitorais, esses veículos de comunicação converteram-se em núcleos de terrorismo organizado, servindo especialmente aos partidos neoconservadores, o PSDB, de José Serra, e o DEM.

Liderados pelo Instituto Millenium praticam diariamente atentados contra a Democracia e o Estado de Direito.

Caluniam, difamam, injuriam e praticam fraudes, sempre impunemente, sempre arrogantemente, sem que se sejam alcançados pelo braço da lei.

Infelizmente, não há policial, promotor ou magistrado que se ocupe de enquadrar essas gangues e os grupos econômicos que as sustentam.

O cidadão está só, indefeso, pois não vê qualquer reação dos tribunais regulares, da tendenciosa justiça eleitoral, tampouco do Executivo Federal.

Dessa forma, o consórcio Globo-Abril-Folha-Estado segue agredindo barbaramente não somente os bons valores e princípios, mas também todos aqueles que lutam para consolidar a democracia no Brasil.

A seleção maliciosa de temas e a edição criminosa dos textos jornalísticos têm marcado a cobertura das Eleições 2010.

O golpismo irrompe explícito em todos os conteúdos políticos publicados pelas famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita.

Depois da criação do factoide que envolve a Receita Federal, o “Setembro de Fogo” ganhou mais um crime da lavra do “jornalista” Diego Escosteguy, funcionário do panfleto terrorista da família Civita.

Convém lembrar que o mesmo elemento publicou em 28/01/2006 a reportagem “Caixa financia obra da Vila Panamericana sem licitação”, um peça de sabotagem política construída a partir de dados incorretos, incompletos e fantasiosos.

Diego Escosteguy e muitos de seus colegas do bando de Veja deveriam, na verdade, ocupar celas em prisões de segurança máxima, considerada a natureza destrutiva e criminosa do material contaminado que disseminam, semanalmente, para envenenar as relações sociais em nosso país.

Em seu mais recente crime, Veja e Escosteguy mentem, caluniam, difamam, adulteram fatos e agridem covardemente a Sra. Erenice Guerra, funcionária dedicada do Governo Federal, reconhecida por sua competência e reta conduta.

A “reportagem” denominada “O polvo no poder” constitui-se em inacreditável coleção de mentiras, exageros, deduções ilógicas, deturpações e invenções maliciosas, uma bomba midiática destinada a destruir reputações e estimular os setores mais reacionários da sociedade à prática de delitos que rompam a ordem institucional.

O Sr. Leonel de Moura Brizola nos ofereceu inúmeros exemplos de coragem e determinação, especialmente no que tange às ações de combate aos terroristas midiáticos do consórcio Globo-Abril-Folha-Estado.

Nós o vimos lutando bravamente, por exemplo, quando as Organizações Globo tentaram fraudar o resultado da eleição de 1982, no famoso Escândalo Pronconsult.

Cabe-vos, portanto, neste momento decisivo da vida nacional copiar esse modelo de conduta e liderar sem medo uma ação de cidadania que vise a coibir tais ações terroristas e encaminhar juridicamente o enquadramento não somente dos falsos jornalistas, mas também de seus capatazes e dos donos dos latifúndios midiáticos.

Isso requer de vossa parte um imediato J’accuse público de figuras nefastas como Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, José Roberto Guzzo, Mario Sabino, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita e Otávio Frias Filho.

Ao nomear os mandantes e autores do terrorismo midiático, vacina-se a população brasileira contra a vírus da desinformação.

Além disso, constitui-se precedente para que todos os cidadãos prejudicados pelo consórcio midiático possam engendrar suas defesas e exigir a devida reparação.

Não existe democracia sem que o Direito e a Justiça sejam observados também no labor da informação pública.

Hoje, esse serviço de máxima importância estratégica para o país está controlado por uma malta de coronéis e bandoleiros contratados, cujos crimes têm sido vergonhosamente desconsiderados pelas autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Exige-se uma resposta imediata, vigorosa e esclarecedora. E certamente é vossa a voz que o povo ouvirá.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tucano de Novo Bate nos Blogs

Rede Brasil Atual


Rio de Janeiro – Entrevistado por colunistas do jornal O Globo em sabatina realizada nesta sexta-feira (10) no auditório da sede do jornal, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, negou que já soubesse da quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica Serra antes da campanha eleitoral. O tucano, no entanto, entrou em contradição ao admitir que falou sobre o caso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro, quando ainda não havia sequer sido escolhido candidato por seu partido.

Indagado sobre o caso pelo jornalista Ricardo Noblat, Serra afirmou: “Eu só tive consciência do caso agora. A minha primeira reação não foi de divulgar, você geralmente não quer envolver familiar, só que me pareceu inevitável. Eu, por mim, não teria nem divulgado. Não estou dando muita importância a isso, é uma crítica”, disse Serra.
 
Minutos antes, no entanto, o candidato tucano havia admitido que sabia da quebra de sigilo há pelo menos sete meses. “Em janeiro, aniversário de São Paulo, eu disse ao Lula que seria candidato. A conversa girou em torno disso. No final eu passei cópias do blog dele e da Dilma (Rousseff). O blog tinha coisas sujas a respeito da minha família. Eu dei pra eles as cópias e disse: se a gente vai começar a falar de família... Isso ocupou 5% do tempo da conversa”.
Serra acusou o PT de bancar “blogs sujos” na internet que teriam vazado dados obtidos com a quebra dos sigilos de Verônica e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. O tucano voltou a citar a TV Brasil, criada pelo atual governo como parte do que ele considera uma trama contra ele. “Tem uma industria de blogs mantida pelo PT. Por exemplo, a TV Brasil que paga blogs que se dedicam à difamação. Você pode ter quebras de sigilos e tal, mas no caso deles, do Eduardo Jorge, foi em função de campanha”, disse.

Antes, o candidato tucano já havia feito esse tipo de acusação. Em agosto, ele usou o termo "blogs sujos" para qualificar páginas na internet que fazem campanha pela candidata governista. Segundo o oposicionista, os autores são remunerados pelo governo federal, usando inclusive a TV pública criada em 2006.

Indagado pelo jornalista Jorge Bastos Moreno sobre uma eventual união política entre petistas e tucanos no futuro, Serra demonstrou que, com a polarização desta campanha, trata-se de uma possibilidade remota.

“Não conheço esses tucanos (que desejam a aliança com o PT), devem ser mais exóticos que o natural.

Tem uma diferença entre PT e PSDB muito grande”, disse.

O tucano garantiu que, se eleito presidente, “a parte política estará bem conduzida” mesmo que tenha que governar com minoria no Congresso. “Conheço a vida parlamentar e tenho certeza que conseguirei elevar satisfatoriamente a questão política no Congresso, embora as forças majoritárias sejam deles. O Congresso no governo Lula foi o mais fraco desde (o governo) Collor. (Para) tudo lá tem que compor a maioria e isso fica mais caro. Acho que levo de outra maneira”, projetou.

Outra promessa de Serra foi fazer a reforma política e implantar o voto distrital nos municípios com mais de 200 mil habitantes. “Começaria por aí, já na próxima eleição. Eleito, vou me jogar a partir de janeiro para fazer isso. Deputados em geral são ligados a prefeitos de cidades médias e pequenas. Prefiro um tipo de voto distrital misto porque uma coisa é uma cidade mais homogênea”, disse o tucano.

Ainda no tema da reforma política, Serra também defendeu o voto em lista, em que os votos são dados aos partidos ou coligações, que definem a ordem de entrada dos candidatos conforme o número de cadeiras conquistadas. “A campanha eleitoral seria muito mais a questão da chapa e haveria um debate maior.

Resolve o problema de oligarquia partidária? Não, mas melhora o custo da campanha”, disse.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ah....a Imprensa!!!

Brasília Confidencial No 330

AYRTON CENTENO

O Brasil inteiro foi martelado, nas últimas semanas, por nomes como Atella, Adeilda, Ademir e outros menos citados, todos em meio aos seus 15 minutos de fama, engolfados pelo episódio da quebra de sigilo de  notáveis do PSDB e da filha do candidato José Serra.

Dia e noite alimentam o tropel dos jornalões e TVs. Mas o Brasil pouco sabe do sargento César Rodrigues  de Carvalho. Ele não serve a uma campanha, mas deveria, ao menos, servir ao jornalismo. Até isso, porém,  tem lhe sido ofertado com parcimônia. Carvalho promete uma história e tanto, mas a mídia nacional faz de  conta que ele não existe.
 
A explicação é simples. O desconhecido Carvalho não escalou os píncaros porque não leva comida à boca da gorda ofensiva contra Dilma Roussef. Ao contrário, subtrai do PSDB a passageira retórica da moral e  dos bons costumes políticos. Porque flagra os tucanos fazendo exatamente aquilo que os tucanos dizem que seus adversários fazem.
 
Aos fatos: o sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na sede do governo do Rio Grande do Sul, sob gestão da governadora Yeda Crusius há quatro anos, usou o privativo Sistema Consultas Integradas para  espionar políticos, delegados, jornalistas, militares e advogados.
 
De posse de uma senha, escarafunchava a trajetória da vítima e de seus parentes. O Ministério Público Estadual calcula que, desde 2009, o militar realizou 10.000 consultas, legais ou não.
 
Carvalho espionou o ex-ministro Tarso Genro (PT), titular de quatro pastas durante o Governo Lula, hoje líder de todas as pesquisas para o governo gaúcho e adversário da governadora e chefe de Carvalho na  mesma disputa. Ele ainda devassou informações confidenciais do Partido dos Trabalhadores. O que falta  para produzir um estardalhaço? Nada, porém há mais.
 
Carvalho também acessou dados do senador Sérgio Zambiasi (PTB), um aliado informal de Tarso; da  deputada Stela Farias (PT), presidente da CPI da Corrupção que investigou o desvio de dinheiro público no governo do PSDB; do ex-deputado Flávio Koutzii (PT), um dos coordenadores da campanha estadual do  PT; de dois deputados do PTB e do ex-vice-prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos, assassinado em  fevereiro deste ano. Bisbilhotou até mesmo sua chefe, o que veio a calhar para o Jornal Nacional, da TV  Globo - em cândida matéria, quatro dias depois do tema bombar na blogosfera - aninhar o PSDB na  condição pitoresca de vítima da sua própria arapongagem!
 
O sargento não é o primeiro espião flagrado utilizando o sistema implantado no Palácio Piratini para fins diversos dos legais. Em 2009, o chefe de gabinete de Yeda, Ricardo Lied, foi acusado de esquadrinhar a  vida pregressa de adversários. A denúncia partiu do próprio ouvidor da Segurança Pública do estado.  Prestigiado por Yeda, Lied permaneceu no cargo, o ouvidor foi exonerado e tudo ficou como antes no  quartel de abrantes.
 
Com a complacência e o silêncio obsequioso da mídia.

Carvalho está preso. A polícia atirou no que viu e acertou no que não viu: chegou ao funcionário de Yeda Crusius através de uma denúncia feita por um dono de bingo a quem o sargento extorquia. Depois,  percebeu-se que a encrenca era de outra grandeza. O promotor de Justiça Amílcar Macedo sabe que o  sargento não bisbilhotou os dados dos políticos por conta própria. Carvalho já avisou que recebia ordens. 

Além do sargento, estão sob investigação dois militares e dois civis, todos ligados ao governo do PSDB. 

Assunto não falta. O que falta é imprensa.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Infantilidade ou Baixaria?

Do Óleo do Diabo

Nos últimos dias, a campanha do Globo em favor de Serra conseguiu a proeza de se tornar ainda mais explícita, cara-de-pau e desonesta. Ontem, segunda-feira, a manchete de primeira página era simplesmente mentirosa. O próprio jornal publica nota hoje que desmente a manchete de ontem. Aliás, ontem mesmo, a própria matéria desmentia a manchete.

A nota de hoje:
Receita: cadastro foi acessado

A Corregedoria da Receita Federal confirmou que o acesso aos dados de Eduardo Jorge Caldas Pereira na Agência da Receita Federal em Formiga, em Minas Gerais, teria se restringido a informações cadastrais, sem que tenha havido quebra de sigilo fiscal.

Como antecipou O GLOBO, os acessos, no dia 03/04/2009, entre 16h32m18s e 16h32m59s, responsável por Minas Gerais, representam uma única consulta, em que dez linhas registram o acesso, a entrada, as rolagens de páginas e a saída do sistema. Segundo a Receita, o caso já está sendo apurado pela Corregedoria da 6ª Região Fiscal.
É muita má-fé. Repare que o título não diz nada. É apenas para tentar confundir o leitor, visto que o principal ponto da nota é esta frase: "sem que tenha havido quebra de sigilo fiscal".

Não houve quebra de sigilo.

No entanto, qual foi a manchete do Globo de ontem? Confira abaixo:



Dias antes, o jornal estampara outra manchete alarmista e mentirosa, baseada apenas em rumores que depois não se confirmaram:


O jornal perdeu qualquer pudor. Em pleno período eleitoral, quando um jornal sério deveria tomar cuidado redobrado para não publicar matérias que pudessem afetar indevidamente a vontade do eleitor, faz-se o contrário: estampa-se manchetes gigantes, tendenciosas, alarmistas e mesmo descaradamente mentirosas. Muitas contradizem a própria matéria, pois o objetivo é causar impacto emocional. Muitos leitores não lêem as matérias, apenas as manchetes, que agem como verdadeiros cartazes partidários ao ficarem penduradas por todo o dia nas bancas de jornal.

Hoje, o jornal, na falta de coisa mais bombástica, entra numa guerrinha pirracenta com o PT de São Paulo para provar que o "contador" Artella era sim filiado ao partido.


Ora, o PT nunca negou que Artella efetivamente se cadastrou. O que vem ao caso é que o sujeito não tinha qualquer vivência partidária. Não era um militante. Não participava de qualquer reunião. Não convivia com nenhum outro petista da cidade. O próprio Artella volta a afirmar isso hoje:
'Não me lembro da filiação'

Atella diz ter ido a Mauá pois serviço é mais rápido

MAUÁ (SP). O suposto contador Antonio Carlos Atella Ferreira disse ontem que usou a Receita de Mauá para obter os dados de Verônica Serra porque lá os serviços ficam prontos "no mesmo dia ou no dia seguinte". Atella disse que trabalha em outra região, no Centro de São Paulo, mas que, pelo serviço rápido, buscou o atendimento de Mauá.

- No Centro de São Paulo, o serviço seria entregue após muitos dias. Em Mauá, o atendimento é rápido. Agora, você tem de perguntar à Receita por que ela funciona diferente em cada lugar - disse, afirmando que fornecer declaração é procedimento geral na Receita no ABC.

Ele disse não se lembrar de como se filiou ao PT:

- Não me lembro da filiação. Deve ter sido nesses shows do partido, em que as moças pedem para a gente se filiar. Ou foi algo do tipo. Não gosto do PT. Meu irmão era metalúrgico no ABC, sempre ajudou Lula e Vicentinho. Quando perdeu o emprego, essas pessoas que hoje você chama de Excelência viraram as costas a ele. Meu irmão teve de ir para o Canadá, trabalhar com faxina, embora fosse ferramenteiro.
Não é preciso ser uma brilhante investigador policial nem ao menos um repórter investigativo com salário de vinte mil reais ao mês como os caras que trabalham no Globo para concluir que Artella é uma espécie de "mula" de máfias de São Paulo especializadas em adquirir e vender documentos fiscais sigilosos, seja aleatoriamente, de celebridades, políticos e ricaços, para vender a qualquer interessado, seja a mando de alguém com objetivo de atingir determinado indivíduo. Trata-se de um crime gravíssimo sim, mas de ordem policial.

Os principais interessados em acessar o sigilo de Verônica Serra não eram petistas e sim a turma de Aécio Neves, que disputava com Serra, em setembro de 2009, a vaga de candidato a presidente da República, e Daniel Dantas, que já teve ligações empresariais com a filha do tucano e com o próprio tucano. Há vários suspeitos. Não é lógico, porém, acusar o governo federal e não porque o governo federal seja "santinho", mas pense bem: se o governo federal aparelhou a Receita (como acusa a oposição), a troco de que usaria um paspalho desequilibrado como Artella e uma procuração falsa, se podia acessar diretamente o sigilo fiscal de Verônica, por qualquer um das dezenas de milhares de computadores da Receita, sem sair de Brasília? Não tem sentido.

A imprensa força uma interpretação descabida e irracional apenas para produzir um factóide eleitoral negativo para a candidata do governo. Com isso, o Globo comete um crime eleitoral, sobretudo em seus telejornais televisivos, que devem obedecer as leis constitucionais que exigem de concessões públicas uma postura neutra e imparcial durante o período eleitoral.

O que a mídia está fazendo? Ela está simplesmente abafando o debate político, transformando-no num grande carnaval policialesco, repleto de factóides que se desmancham nos dias seguintes. Enquanto isso, Dilma continua crescendo nas pesquisas, tendo ampliado sua vantagem sobre Serra para 33 pontos, no tracking diário do Vox Populi: 55% X 22%.

Mesmo assim, a oposição aposta no factoide para reverter o quadro:
(Panorama Político, Globo, de hoje 7 de setembro de 2010)

Essa é uma aposta mais "serrista" do que propriamente "tucana", embora eu não tenha muita certeza de que haja diferença entre os dois adjetivos. Outro tiro no pé, ou melhor, no que restou da sandália, visto que Serra não tem mais pé de tanto que atirou neles nos últimos tempos. A melhor definição para a estratégia tucana eu li outro dia num comentário num blog, que dizia mais ou menos o seguinte: "quando a gente acha que Serra chegou ao fundo do poço, ele se põe a cavar".