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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Brasil Entre os Três Países que Mais Avançaram na Educação

Brasília Confidencial No 401

O Brasil está entre os três países que alcançaram a maior evolução no setor educacional na última década. É o que apontam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, divulgados nesta terça-feira. Aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a prova do Pisa avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Sessenta e cinco países participaram do teste.

Desde que o país ingressou no programa há dez anos, a média das três provas subiu de 368 para 401 pontos. Na mesma década, apenas dois países conseguiram progresso superior aos 33 pontos alcançados pelo Brasil: Chile (mais 37) e Luxemburgo (mais 38). Na média, os países-membros da OCDE ficaram estagnados de 2000 a 2009.

Metas de melhoria

O Brasil estabeleceu metas de melhoria no Pisa, como as que já existem para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para 2009, o objetivo era atingir 395 pontos, o que foi superado. Em 2021, será preciso alcançar 473 pontos, média dos países da OCDE.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados desmontam a teoria de que o Brasil estaria sempre em defasagem em relação aos países desenvolvidos, já que somente em 2022 atingiria níveis semelhantes na avaliação. “O mundo está estagnado do ponto de vista da qualidade [da educação]. Embora alguns países da OCDE tenham melhorado, outros pioraram e, na média, ficaram estagnados. Em educação sempre há espaço para melhorar, mas o mundo desenvolvido está com dificuldade em fazer a sua média subir”, analisou.

Cultura de avaliação

Para Haddad, o “pior momento” da educação brasileira ocorreu entre 2000 e 2001, quando o país ocupou a lanterna no ranking do Pisa. Ele acha que essa tendência está revertida e os avanços se devem, em parte, às mudanças no sistema de avaliação, especialmente a criação do Ideb em 2005 que atribui e divulga nota para cada escola pública.

“Não tenho dúvida que isso impactou muito favoravelmente, mexeu com a educação no Brasil”, entende. Haddad considera que “a avaliação é um elemento que estava faltando na cultura escolar”. O maior crescimento - de 17 pontos - se deu no último triênio (2006-2009).

A OCDE também ressaltou a criação do Ideb, citando o Brasil como exemplo a ser observado por outros países com baixa proficiência. “Recursos federais agora são direcionados para os estados mais pobres, dando às escolas recursos comparáveis aos que são disponibilizados nos mais ricos”, diz o documento referindo-se ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), criado em 2006.

Os dois extremos do ranking

Mesmo com o avanço, os brasileiros ainda freqüentam os últimos lugares do Pisa. O país deixou de segurar a lanterna da competição mas os alunos brasileiros estão na 53ª posição em ciências e português e na 57ª em matemática. O topo do ranking é ocupado pela província chinesa de Shangai com 577 pontos. Embora pertencente à China, Shangai, por ser autônoma, participa de forma independente. Seguem-se mais três asiáticos e um europeu: Hong Kong (546), Finlândia (543), Cingapura (543) e Japão (529). No extremo oposto estão Albânia (384 pontos), Catar (373), Panamá (369), Peru (368) e Quirziquistão (325).

Dentro do país, os resultados mostraram um melhor desempenho dos alunos das escolas privadas sobre aqueles que estudam na rede pública. Enquanto as particulares atingiram média de 502 pontos, as públicas ficaram em 387. Porém, na rede federal pública de educação básica, a média ultrapassou a das escolas privadas, atingindo 528 pontos.

“É uma rede pequena, mas mostra que o setor público sabe oferecer boa educação, mas pra isso você tem que remunerar bem o professor, investir em laboratórios, em educação integral, [esses] são componentes do sucesso escolar”, observou Haddad. (Com Agência Brasil)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estudantes Ensinam Informática

Portal do MEC

Morrinhos (GO) – Moradores do assentamento Tijunqueiro, situado ao lado do campus Morrinhos do Instituto Federal Goiano, têm conseguido monitorar o orçamento doméstico com ajuda de aulas de informática oferecidas por alunos da instituição. A atividade faz parte da disciplina informática e sociedade, ofertada no quarto período do curso de tecnologia em sistemas para internet.

O curso, ministrado em duas etapas, permitiu o ensinamento de elaboração de planilhas para controle das atividades diárias dos trabalhadores rurais, como a produção de leite e a criação de gado. Em paralelo, foram elaboradas cartilhas para distribuição no município de Morrinhos, com informações sobre segurança na internet, utilização de pendrive, segurança em transações bancárias online, dicas para criação de senhas, guia de usuários para redes sociais e mensagens indesejadas.

A avaliação do projeto por parte dos assentados é positiva. O produtor rural Alceno Delfino de Souza, 71, afirma que as aulas são fundamentais para o trabalhador rural. “Fiz os cursos de informática e incentivei mais pessoas da comunidade a participar. Melhora a autoestima e ajuda no controle das atividades. Isso é inclusão social”, acredita.

Assessoria de Comunicação Social  do Instituto Federal Goiano

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Escolas Técnicas e Universidades Federais - Mais Unidades

Brasília Confidencial No 394

Trinta escolas federais de educação profissional e mais 25 campi ligados a 15 universidades federais foram entregues nesta segunda-feira. A entrega simbólica foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad, da Educação. Das 30 escolas, 18 já estão em funcionamento e 12 com previsão para início em 2011.

As 30 escolas de educação profissional estão distribuídas pelos Estados do Amazonas (2), Bahia (4), Ceará (3), Espírito Santo (2), Goiás (3), Maranhão (3), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1), Pará (1), Pernambuco (2), Piauí (1), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1) e Santa Catarina (5).

Quatro vezes mais recursos

Os 25 campi situam-se no Amazonas (4), Bahia (2), Maranhão (1), Minas Gerais (2), Pará (1), Paraíba (2), Pernambuco (2), Piauí (1), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (2), Rio Grande do Sul (5) e Santa Catarina (1).

Desde 2005, foram criadas 214 escolas federais de educação profissional, totalizando 342. Cento e vinte e seis campi e unidades universitárias foram abertos passando de 148, em 2002, para 274, em 2010.

Em 2003, 140 mil alunos estudavam em escolas de educação profissional. Já em 2010, são 348 mil estudantes matriculados. O aumento no número de matrículas foi de 148% e a tendência, segundo o MEC, é de crescimento.

Os recursos para a educação profissional saltaram de R$ 1,2 bilhão, em 2003, para R$ 4,9 bilhões em 2010, quatro vezes mais.

Interiorização do ensino superior

Atualmente, as universidades federais estão presentes em 230 municípios das 27 unidades da Federação. “Conseguimos levar as universidades federais e as escolas de educação profissional das capitais para o interior do país”, declarou Lula.

Por meio do programa de expansão da educação superior, 14 universidades federais foram criadas a partir de 2003. Dez delas voltadas para a interiorização do ensino superior público. As outras quatro, planejadas para a integração regional e internacional.

Para o ministro da Educação, a expansão da rede federal mudou a vida do brasileiro. “A população, agora, entende o verdadeiro sentido da educação, que é o da emancipação do indivíduo”, disse. Haddad ressaltou que todas as metas previstas em 2007 no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foram cumpridas, em todas as etapas e modalidades da educação.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os Exageros da nossa Justiça

Rede Brasil Atual

Brasília – Depois de o Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendar que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, não seja distribuído às escolas públicas por ser considerado racista, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu que a obra Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século continue sendo entregue a alunos da rede estadual.

De acordo com a decisão, em caráter liminar, a obra contém “elevado conteúdo sexual, com descrições de atos obscenos, erotismo e referência a incesto”.

A obra faz parte de um programa da Secretaria de Educação de São Paulo que distribui livros para alunos da rede. O projeto destina-se a estudantes dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio. O órgão não confirmou quantos exemplares foram distribuídos, nem a faixa etária dos alunos que os receberam. Também não informou se irá recorrer da decisão.

O livro reúne contos de autores brasileiros publicados a partir de 1900, entre eles Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector. A principal motivação para o tribunal vetar a obra seria o texto Obscenidades para uma Dona de Casa, de Ignácio Loyola Brandão, que conta a história de uma mulher casada que recebe cartas anônimas de um homem.

A decisão do tribunal diz que o texto é “inapropriado para estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio, que têm entre 11 e 17 anos, sem desmerecer, em hipótese alguma, a qualidade técnica e literária das obras.”

A Secretaria de Educação está proibida de distribuir o livro sob pena de multa de R$ 200 por exemplar que seja entregue aos alunos. Entretanto, os livros que já estão com os estudantes não precisarão ser recolhidos. Segundo o TJ-SP, “o eventual desrespeito à dignidade das crianças e adolescentes já teria se consolidado, portanto, seria ineficaz o recolhimento das obras”.

 DO BLOGUEIRO> Então.... Difícil determinadas funções públicas, não é mesmo? Qualquer juiz entende mais de educação que vários educadores juntos.....

Programa de Saúde Vocal

Todos Pela Educação

Aprovado programa de saúde vocal para professores da rede pública

Projeto volta à Câmara para análise dos deputados

Volta à Câmara dos Deputados o projeto de lei da Câmara (PLC 11/09) que autoriza o Executivo a instituir o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor nas redes públicas de ensino. O texto foi aprovado com alterações pelo Plenário do Senado nesta quarta-feira (17). Ele estabelece um programa que inclui, entre outras normas, a realização de exames preventivos por ocasião da admissão do profissional para identificar indícios de alterações vocais ou patológicas na laringe.

Uma das emendas ao projeto original autorizou a criação do programa, em vez de impô-la ao Executivo. O relator, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), disse que essa foi a melhor solução encontrada, pois, ao mesmo tempo em que trata de uma área que merece atenção do poder público, leva em conta que o programa implica gastos orçamentários para o governo. A medida é, portanto, de competência exclusiva do Executivo, explica o relator.

Esse programa prevê também a capacitação dos profissionais, a cada seis meses, por meio de treinamentos teóricos e práticos, ministrados por médicos e fonoaudiólogos com experiência comprovada na área, para orientar e habilitar os professores quanto ao uso profissional da voz e aos cuidados com a saúde vocal.

Está incluído ainda programa de prevenção que consiste na adequação do processo de trabalho ao melhor desempenho fonatório dos professores, mediante emprego de tecnologias que reduzam o esforço vocal e a exposição a agentes nocivos à voz.

Também está previsto atendimento fonoaudiológico e médico especializado para a reabilitação dos profissionais acometidos por alterações vocais ou laríngeas. Nesse programa, serão avaliados os casos que exijam redução da carga horária, afastamento temporário ou definitivo do professor ou sua readaptação para funções que não exijam o uso prolongado da voz.

De acordo com o projeto, o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor terá caráter fundamentalmente preventivo. Quando detectada alguma alteração vocal ou na laringe desse profissional, será garantido ao professor o pleno acesso a tratamentos fonoaudiológicos e médicos necessários, segundo o projeto.

A proposta, do deputado Carlos Abicalil (PT-MT), recebeu pareceres favoráveis com emendas, aprovados pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos Sociais (CAS). Os relatores em ambas as comissões foi Papaléo Paes.

O autor e o relator da matéria informam que estudos científicos têm revelado a alta incidência de problemas vocais entre professores. Entre esses problemas, os mais citados são esforço vocal, garganta seca, falta de ar e alteração do tom de voz. Exames médicos e laboratoriais revelam ainda que a maioria dos professores apresenta problemas físicos, tais como fendas glóticas, constrição do vestíbulo laríngeo e sinais de refluxo gastroesofágico na laringe.

Ao citar o senador Josafá Marinho, já falecido, Papaléo disse que "os projetos autorizativos constituem importante indicação ao Executivo acerca das áreas merecedoras de maior atenção".
 
Helena Daltro Pontual / Agência Senado
Fonte: Agência Senado

Autismo - Faltam Profissionais

Campos & Bravo

Professor da Unifesp diz que não há profissionais suficientes para atender a demanda de atendimento ao autista

"Fico extremamente animado com essa possibilidade do Sistema Nacional Integrado, penso que é uma super iniciativa, contudo não temos profissionais para dar conta de uma proposta dessa dimensão". A constatação foi feita pelo professor do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Marcos Tomanik Mercadante, durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Sociais que debateu a criação de um sistema nacional integrado de atendimento aos autistas.

O professor informou que no Departamento de Psiquiatria Infantil da Associação Brasileira de Psiquiatria, ao qual ele também é ligado, apenas 300 profissionais detêm o título de especialista em Psiquiatria da Infância, e existe número similar de neuropediatras. Por outro lado, comparou, a estimativa é que 2 milhões de brasileiros apresentem características de autismo.

Marcos Mercadante defendeu também a necessidade de o debate sobre a criação do sistema integrado para atendimento aos autistas ser estabelecido não a partir de casos únicos ou singulares, mas da maioria. Ele destacou ainda a importância de que as ações governamentais sejam baseadas em dados comprovados para que dinheiro público não seja desperdiçado ou investido em áreas erradas.

http://www.senado.gov.br/noticias/principal.aspx

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fórum Discute a Não Medicalização na Educação

Campos & Bravo

Brasil terá fórum para defender que transtorno de aprendizagem não é doença

Trinta e três organizações sociais vão lançar, no próximo sábado (13/11), o Fórum sobre Medicalização na Sociedade, que trabalhará para reduzir o total de diagnósticos médicos de transtorno de aprendizagem e o uso de remédios para amenizá-los. A ideia é discutir quais características da estrutura escolar podem dificultar a aprendizagem.

O grupo de trabalho, que atuará em escala nacional, está sendo formulado e discutido no "I Seminário Internacional A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros Supostos Transtornos”. No evento, realizado entre 11 e 13 de novembro, em São Paulo (SP), aconteceram pelo menos duas Conferências para discutir e formular as diretrizes de trabalho do Fórum.

"Há uma tendência em considerar as dificuldades de aprendizagem como um problema orgânico do aluno, sem levar em conta que as políticas educacionais, as formas de gestão e o currículo podem contribuir para um desempenho aparentemente ruim”, disse a representante da Associação Brasileira de Psicologia Escola e Educacional, Marilene Proença, durante o Seminário.

A premissa do Fórum é defender o fim do uso de remédios nos supostos transtornos de aprendizagem (dislexia, hiperatividade e transtorno do déficit de atenção). Ele também trabalhará em prol do respeito à diversidade no processo de aprender, do direito à saúde e à educação pública, de acordo com a primeira versão do manifesto de lançamento, a ser modificada no evento.

Para isso, as organizações participantes – entre elas a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o Sindicato dos Psicólogos de São Paulo e o Instituto Sedes Sapientiae — preveem produzir materiais de comunicação, incluir o tema no currículo dos cursos de graduação e acompanhar as políticas públicas para a área.

"Problemas sociais e políticos, que afligem a vida das pessoas, são artificialmente transformados em meras questões individuais, descontextualizadas das condições em que tais dificuldades são produzidas”, aponta a primeira versão do manifesto. A medicalização, segundo o documento, tem o papel de "ocultar violências físicas e psicológicas, transformando as vítimas em portadores de distúrbios em comportamento”.

No evento também foi anunciado um projeto de lei de São Paulo para criar o Dia Municipal de Luta contra a Medicalização, a ser comemorado anualmente, em 11 de novembro.

http://aprendiz.uol.com.br/homepage.mmp

ENEM - MST Recebe Melhor Nota

Do Blog do Miro

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, a mídia demotucana tem feito um grande alarde contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Devido a falhas lamentáveis em algumas provas, ela decidiu transformar o assunto na sua primeira bandeira de oposição ao futuro governo Dilma Rousseff. De quebra, ainda presta um serviço à poderosa indústria do vestibular e às faculdades privadas. O Grupo Folha, dono da gráfica que imprimiu as provas irregulares, é um dos que mais fustiga o Enem.

Com sua cobertura enviesada e manipuladora, a mídia omite fatos curiosos do Enem. Um deles, que ela nunca divulgaria, é que a Escola Semente da Conquista, localizada no assentamento 25 de Maio, em Santa Catarina, foi o destaque do Exame Nacional em 2009, conforme noticiado na página oficial do Enem. Ela ocupou a primeira posição no município, com nota de 505,69.

Semente da Conquista

Nesta escola estudam 112 filhos de assentados, de 14 a 21 anos. Ela é dirigida por militantes do MST e os professores foram indicados pelos próprios assentados do município de Abelardo Luz, cidade com o maior número de famílias assentadas no estado. São 1.418 famílias, morando em 23 assentamentos. A primeira colocação no Enem foi comemorada pelas famílias de sem-terra.

A mídia, porém, nada falou sobre esta vitória. Segundo o sítio do MST, “essa conquista, histórica para uma instituição de ensino do campo, ficou fora da atenção da mídia, como também é pouco reconhecida pelas autoridades políticas de nosso estado. A engrenagem ideológica sustentada pela mídia e pelas elites rejeita todas as formas de protagonismo popular, especialmente quando esses sujeitos demonstram, na prática, que é possível outro modelo de educação”.

“A Escola Semente da Conquista é sinal de luta contra o sistema que nada faz contra os índices de analfabetismo e êxodo rural. Vale destacar que vivemos numa sociedade em que as melhores bibliotecas, cinemas, teatros são para uma pequena elite... Mesmo com todas as dificuldades, a escola foi destaque entre as escolas do município. Este fato não é apenas mérito dos educandos, mas sim da proposta pedagógica do MST, que tem na sua essência a formação de novos homens e mulheres, sujeitos do seu processo histórico em construção e em constante aprendizado”.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Destaques nos Gastos com Educação

Do Todos Pela Educação

De janeiro a setembro, o custeio da área de educação cresceu 35,4%

Fabiano Cerchiari/Valor
Fernando Montero, da Convenção: alta forte das despesas de custeio evidencia empenho do governo em gastar

Os gastos de custeio do governo federal cresceram, de janeiro a setembro, 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado, um ritmo bem mais forte que o registrado pelos dois outros grandes grupos de despesas correntes. Os dispêndios com aposentadorias subiram 13,6% e os com pessoal, 9,3%, segundo números do Tesouro Nacional. Ao lado dos investimentos, que avançaram 56,6% nos nove primeiros meses de 2010, as despesas de custeio são aquelas sobre as quais o governo têm maior controle. A forte alta desses gastos evidencia a disposição do governo de acelerar as despesas neste ano, já que eles subiram com mais força que as obrigatórias (aposentadorias e pessoal), como observa o economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero.

Entre as despesas de custeio, destaca-se o forte aumento dos gastos com educação, revelam dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), que permitem uma desagregação maior dos gastos públicos. De janeiro a setembro, o custeio da área de educação cresceu 35,4%, bem mais que os 6,6% da área de saúde e os 22,9% do custeio restrito, os mais ligados à manutenção da máquina pública. Os números foram levantados no Siafi pelo economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Montero diz que elevar os gastos de custeio exige uma determinação maior do que aumentar despesas com aposentadorias ou pessoal. Para que haja uma alta forte dos benefícios previdenciários, basta um reajuste mais gordo do salário mínimo, por exemplo. No caso de grande parte despesas de custeio, isso não é possível, diz Montero.

O ponto é que não há como fazê-las dar um salto por meio de uma decisão isolada, como o já citado aumento do salário mínimo ou um reajuste expressivo para o funcionalismo. Para ele, o fato de 2010 ser um ano eleitoral ajuda a explicar esse comportamento dos gastos de custeio, que já haviam subido com força no ano passado - 20,6% no acumulado de janeiro a setembro de 2009 sobre igual intervalo do ano anterior.

Entre os gastos de custeio da área de educação, o governo federal destinou, de janeiro a setembro, R$ 2,106 bilhões para o programa Apoio à Alimentação Escolar na educaçãoBásica, 54% a mais do que no mesmo período do ano passado. Foi o segundo programa que mais consumiu recursos de custeio no setor, atrás apenas da Complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da educação Básica (Fundeb), que ficou com R$ 4,396 bilhões nos nove primeiros meses do ano, um valor elevado, mas apenas 4,6% a mais que em igual intervalo de 2009. A ação Dinheiro Direto na Escola para a Edução Básica, por sua vez, recebeu R$ 693 milhões de janeiro a setembro, 38% acima do que foi gasto no mesmo período do ano passado.

No levantamento de Almeida também chama a atenção a alta de quase 23% das despesas com o custeio restrito, que atingiram R$ 57,442 bilhões nos nove primeiros meses de 2010. Um dos aumentos mais significativos do período, de 44%, foi do item material de consumo, que consumiu R$ 7,575 bilhões.

Para cumprir a meta de superávit primário de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 sem recorrer a medidas como o desconto de gastos com investimentos, como têm indicado os assessores econômicos de Dilma Rousseff (PT), um caminho é pelo menos desacelerar o ritmo de expansão dos gastos de custeio, dizem Montero e Almeida. Se o governo concordar com um aumento expressivo para o salário mínimo a partir do ano que vem, a contenção dessas despesas terá de ser mais forte para que a meta fiscal seja cumprida.

O economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria Integrada, acredita que haverá alguma recuperação do esforço fiscal "puro", "com a continuidade do crescimento das receitas e algum ajuste no gasto". Ainda assim, acha difícil o cumprimento da meta de 3,3% do PIB em 2011 para o superávit primário (a diferença entre receitas e despesas, sem considerar pagamento de juros). Salto projeta um superávit "puro" de 2,8% do PIB no ano que vem, sem abatimentos ou artifícios contábeis, um pouco acima dos 2,4% do PIB previstos para este ano (número que não inclui medidas como o aumento de receitas para o governo federal proporcionado pela operação de capitalização da Petrobras).

Salto observa que os chamados outros gastos de custeio ainda são muito superiores às despesas com investimento, mesmo depois do esforço do governo federal em acelerar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Nos 12 meses até setembro, os gastos de custeio equivaleram a 3,54% do PIB, bem acima do 1,33% do PIB do investimento, na mesma base de comparação", diz ele, lembrando ainda que o custeio não inclui os dispêndios com pessoal, que consomem 4,7% do PIB.

Fonte: Valor Econômico (SP)

Fernando Haddad no Senado - Primeiras Notas

Do Todos Pela Educação

Ministro da Educação foi questionado sobre problemas no Enem

Fábio Tito
Do G1, em Brasília

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (16) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, que não tirou a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) quanto aos problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Ele foi questionado pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), autora do convite para que comparecesse à comissão, por ter supostamente minimizado os erros no exame.

Ela mencionou uma entrevista do ministro na edição desta semana da revista "Época" na qual ele afirma que o Inep está "isento de qualquer responsabilidade" em relação aos erros na aplicação das provas do Enem.
"Não tirei a responsabilidade do Inep. Não existe hipótese de o Inep varrer o problema para baixo do tapete. Às vezes, nossas palavras não são reproduzidas corretamente após uma entrevista", disse o ministro.
Haddad ressaltou a importância que o exame ganhou nos últimos anos, quando passou a ser usado, por exemplo, no programa de bolsas universitárias financiadas pelo governo, o Prouni.

Ele afirmou que o aperfeiçoamento do Enem é a única solução para o modelo de vestibular tradicional, que está ultrapassado, segundo ele.

"Estou convencido de que não há outro caminho a seguir, a não ser superar esse anacronismo da realidade educacional brasileira, que é o vestibular tradicional", disse.

Segundo a perguntar, o senador Roberto Cavalcante (PRB-PB) questionou Haddad sobre as gráficas responsáveis pela impressão das provas do Enem em 2009 e 2010, Plural e RR Donnelley Moore, que seriam as duas únicas com capacidade para atender à demanda de mais de 3 milhões de estudantes em todo o Brasil. "Está constatado que o duopólio não deu certo. Em um ano, uma errou; no ano seguinte, a outra errou", disse o senador.

"O problema, na minha opinião, se resolve com mais de uma edição do exame ao longo do ano, como aliás estava programado para termos neste ano. Isso vai permitir que outras empresas (gráficas) entrem na disputa, e que o Enem tenha, assim, mais parceiros", afirmou Haddad na resposta.

Para o ministro, as duas gráficas foram testadas. "A primeira, no ano passado, em que houve uma falha na segurança. A segunda, neste ano, com o problema de impressão em algumas provas. São as duas únicas capazes de imprimir [a grande demanda do Enem] com segurança no Brasil", afirmou.

Haddad disse que, em 2009, foram realizadas três provas distintas: a primeira em 5 e 6 de dezembro, após a remarcação devido ao vazamento do exame, e outras duas em datas posteriores, para estudantes presidiários e para alunos do Espírito Santo que não receberam a prova na data certa em razão de problemas de logística.

Mesmo assim, segundo ele, esse fato não levantou dúvidas quanto à utilização de três provas diferentes para a avaliação do desempenho.

"Nosso número estimado de prejudicados continua em 0,1% dos alunos no Brasil", afirmou. Cerca de 3,3 milhões de estudantes fizeram a prova neste ano. A porcentagem indicada por Haddad equivale a 3,3 mil alunos. Na semana anterior, o ministério indicou que a estimativa era de que menos de 2 mil estudantes foram prejudicados com os erros de impressão.

"Eu recebi milhares de e-mails quando fiz o convite para o senhor ministro falar na comissão, e me preocupei porque as pessoas já estavam descrentes do exame", disse a senadora Marisa Serrano, vice-presidente do PSDB.

domingo, 14 de novembro de 2010

Indicação Maldosa

Do Cloaca News

O nome dele é Gabriel Benedito Isaac Chalita. Sob sua gestão como Secretário da Educação em São Paulo, mais de R$ 13 milhões foram para o “ar”, disfarçados de antenas parabólicas, entre outras trambicagens
.
O sempre tucano Gabriel Chalita, atualmente homiziado nas hostes do PSB, teve seu nome plantado pelo Estadão para ser o ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff. Segundo a fuxiquenta nota publicada pela centenária e mafiosa gazeta, Chalita “é considerado um gestor agregador e mobilizador das redes de ensino” e alguém que “deverá promover mudanças significativas no Enem”. O que os zelosos jornalistas ribeirinhos da corporação mafiomidiática não contaram é que o elemento tem uma vistosa ficha corrida em matéria de transações tenebrosas.
 
O caso mais indecoroso – devidamente reportado no site Transparência Brasil – é o dos contratos assinados por ele, em 2006, para fornecimento de antenas parabólicas para implementação do projeto Canal do Saber – uma das muitas maracutaias tucanas na Educação paulista. Trata-se de uma trama rocambólica, desenrolada magistralmente pelo blog NaMaria News, em 7 de abril deste ano. Respire fundo e clique aqui para conhecer todos os detalhes da tramóia.
 
Se apenas uma mutreta não for suficiente para deslindar a natureza brejeira do candidato a ministro, experimente esta outra, em que ele “conseguiu” na faixa uma fazenda de 87 hectares do governo de São Paulo para a rede católica Canção Nova, potentado carola – do qual Chalita é prócer – que promove “a evangelização através dos meios de comunicação", e que já conta com editora, rádio e televisão próprias.
 
DO BLOGUEIRO> Não deixe de ler os links da nota. Alguns são longos mas mostram bem as ações do "bom moço". Aqui você pode acompanhar também uma representação ao Ministério Público Federal do deputado Roberto Felício sobre outras "boas ações" do moço.  
 

sábado, 13 de novembro de 2010

Piso Salarial Nacional dos Professores

Do Todos Pela Educação

Com "extras", os 26 Estados cumprem piso para professor

A prática de somar gratificações ao piso para alcançar o valor de R$ 1.024 é legal, segundo liminar do STF

De São Paulo

Dois anos após entrar em vigor, a Lei 11.738, que instituiu o piso nacional dos professores da educação básica, fixado hoje em R$ 1.024, ainda gera polêmica. Desde a aprovação da legislação, muitos Estados criaram planos salariais para se enquadrar na lei. Pelo entendimento acatado em liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), todos eles mais o Distrito Federal cumprem a regra em relação à maioria dos docentes das redes estaduais, que são aqueles com diploma universitário. Já na avaliação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação (CNTE), pelo menos três Estados precisam somar o vencimento básico com uma série de gratificações - vantagens comuns na folha de pagamento do magistério público - para cumprir o piso. E outros o descumprem para professores sem curso superior.

Apesar de contestada pelos sindicatos, a prática de somar gratificações ao piso para alcançar o valor de R$ 1.024 é legal, segundo liminar do STF concedida em 2008 à ação direta de inconstitucionalidade de cinco governadores (RS, SC, PR, MS e CE). Para a CNTE, o piso deve ser composto apenas pelo vencimento básico. "É assim que a lei foi aprovada originalmente, por isso trabalhamos com a lógica de que poucos Estados e municípios a cumprem. Existem divergências sobre o valor pago, que não é o salário-base. A ação dos governadores causou uma grande celeuma, que só atrasa avanços nos projetos de valorização e carreira do magistério", conta Roberto Leão, presidente da entidade.

O vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de educação (Consed), Haroldo Corrêa Rocha, disse ao Valor que, apesar das dificuldades, todos os Estados conseguiram ficar dentro da lei, mas não abriram mão das gratificações como componente do piso salarial. "Os penduricalhos são frutos do Brasil inflacionário. Sempre que havia pressões criava-se uma gratificação para o salário do professor não perder valor. Ainda há muitos servidores com essas vantagens, mas os novos chegam com composições salariais mais simples, graças aos planos formulados pelos Estados", explica Rocha, que também é secretário estadual de educação do Espírito Santo.

Excluídos os tradicionais "penduricalhos" da folha de pagamento do magistério, a CNTE insiste em afirmar que o salário-base de professores com licenciatura de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é inferior aos R$ 1.024 estipulados pela lei. No caso de docentes que apenas concluíram o ensino médio - minoria na rede estadual -, a maioria dos governos estaduais precisa complementar o vencimento básico para cumprir o piso salarial. "Por exigência da LDB [Lei de Diretrizes e Bases da educação Básica, de 1996], o professor com curso de normalista está em extinção. Quando a lei foi implementada, em 2008, apenas 16 servidores estavam nessa condição na rede estadual do Espírito Santo, que tem hoje 26 mil docentes", complementa Rocha.

Elizete Mello, diretora de desenvolvimento humano da Secretaria Estadual da educação de Santa Catarina, explica que, com regências de classe e outras vantagens, a remuneração do professor chega a R$ 1.024 ou supera o piso. "O STF entende como valor-base a soma das remunerações, logo o piso passa a ser a remuneração final. A CNTE diz o que quer", argumenta Elizete. Segundo ela, o atual governo catarinense espera a transição pós-eleição para definir nova política de cargos e salários para o magistério público.

Em Minas Gerais, esse planejamento já foi definido e entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. A adoção do pagamento por subsídio no Estado vai unificar a remuneração de 200 mil professores e pôr fim aos "penduricalhos", que, em alguns casos, ocupam mais de 20 itens do contracheque do professor. Segundo João Antonio Filocre, secretário-adjunto da educação, a reformulação salarial da carreira docente no Estado vai reduzir as atuais distorções da folha de pagamento do magistério mineiro. "Para servidores com mais de 20 anos de carreira, o vencimento básico representa 37% da remuneração, enquanto para os mais novos é de 54%. O novo modelo poderá reduzir essa distância ao vincular a remuneração a uma parcela única na remuneração."

Segundo Filocre, a unificação de diferentes vantagens salariais na educação já funciona no Espírito Santo, Mato Grosso e Maranhão e em várias carreiras federais. O impacto da reforma salarial no Orçamento de Minas Gerais será de R$ 1,3 bilhão por ano. "Todos os servidores ganharão um reajuste de pelo menos 5% no processo. O professor com nível superior terá salário médio para início de carreira de R$ 1.650, para jornada semanal de 30 horas."

No Rio Grande do Sul, onde o piso só é cumprido com a soma de salário-base e gratificações, uma reforma salarial na educação foi barrada pela Assembleia Legislativa este ano. "Em função da lei do piso, o Executivo propôs a uniformização dos salários de professores para R$ 1.500, mas a medida não passou por causa do período eleitoral", informou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da educação.

Na avaliação de Cláudia Cruz, superintendente de recursos humanos da Secretaria Estadual da educação da Bahia, o excesso de vantagens contidas no contracheque dos professores brasileiros contribui para "diferentes interpretações sobre o que é piso e o que é remuneração". Lei estadual do ano passado corrigiu os salários na área de educação e estabeleceu apenas uma gratificação fixa. "A referência da lei do piso é um vencimento básico de R$ 1.308, mais 31,18% de vantagem de estímulo à atividade docente. Outras gratificações são variáveis", comenta.

De acordo com apuração do Valor, Ceará, Pará, Sergipe, Paraíba, Acre, Alagoas e Pernambuco, além do Mato Grosso, Espírito Santo e Maranhão, também criaram leis para ajustar os salários dos professores da rede pública à lei do piso, que prevê reformulação dos modelos salariais. "Se o Supremo decidir desconsiderar a atual regra de remuneração do piso, nós não seremos pegos de surpresa nem obrigados a correr para reajustar salários e comprometer o Orçamento do Estado", diz Cláudia.
Fonte: Valor Econômico (SP)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cálculo do IDH - MEC Critica

Campos & Bravo

MEC critica cálculo do IDH e diz que índice não reflete avanços recentes na educação de adultos

O MEC (Ministério da Educação) criticou, em nota, o novo cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no que diz respeito à educação. O índice do Brasil caiu de 0,833 para 0,699 entre 2009 e 2010 mas, segundo o MEC, os resultados não são comparáveis porque houve mudanças na metodologia. O IDH varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano. Ao passar a considerar a escolarização de pessoas com mais de 25 anos como um dos critérios, o cálculo do IDH prejudicou países que começaram a investir pesado em políticas educacionais mais recentemente, caso do Brasil, segundo o MEC.

"Considerado o grupo com mais de 25 anos de idade, cresce o peso do passivo educacional dos países menos desenvolvidos – refere-se a pessoas já adultas que não tiveram oportunidade de escolarização no passado. Essa contagem pune, em termos de índice, os países que construíram políticas sociais e educacionais nos últimos dez anos”, diz o ministério. O MEC ainda questiona as fontes e datas utilizadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – que calcula o IDH. "O recente relatório apresenta variação de fontes de informação e períodos de referência que nem sempre coincidem com as referências dos dados oficiais, no caso do Brasil”. De acordo com o governo, em oito anos, a taxa de escolaridade média de pessoas acima de 25 anos cresceu 25%, mas o aumento não foi considerado no cálculo do IDH.

Divergências Entre CEE e CNE Permanecem.

Campos & Bravo

Escolas de SP devem seguir regras de idade do CEE

A resolução 6/2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologada em 20 de outubro, causou confusão e desinformação entre algumas escolas particulares de São Paulo e pais de alunos com relação à data limite de aniversário com que crianças devem ingressar no primeiro ano do ensino fundamental. A resolução do CNE estabelece que somente as crianças com seis anos completos até 31 de março do ano poderão ser admitidas no primeiro ano do ensino fundamental. A exceção em 2011 é para crianças com dois anos ou mais de pré-escola. Da mesma forma, somente crianças que fazem quatro anos até 31 de março poderão entrar na pré-escola (primeira fase). No entanto, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo (CEE) definiu que esta data limite é 30 de junho.

A confusão ocorreu porque não houve manifestação do Conselho Estadual de Educação após a nova resolução do CNE. As regras para o Estado de São Paulo, definidas em 2008, haviam sido mantidas em comunicado divulgado no último dia 16 de junho. O CEE estabeleceu até 2012 um cronograma para adaptação gradual das matrículas à data limite de 30 de junho. Por exemplo, em 2011 crianças que completam 6 anos até 31 de dezembro poderão ser matriculadas no ensino fundamental, o que não mais será permitido em 2012, quando a data limite passa a ser 30 de junho. Em 2011 e 2012, os alunos com quatro anos completos até 30 de junho deverão entrar na primeira fase da pré-escola, enquanto os que fazem cinco anos até esta mesma data irão para a segunda fase da pré-escola, que antecede o ingresso no ensino fundamental.

"As escolas de São Paulo devem seguir as orientações do Conselho Estadual de Educação", afirmou José Augusto de Mattos Lourenço, vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp). "Pela Constituição, os Estados têm autonomia para deliberarem sobre o assunto. Isso só mudará se houver uma lei aprovada pelo Congresso Nacional assinada pelo presidente da República", explicou.

Após a nova resolução do CNE, algumas escolas particulares do Estado cogitaram reter alunos de quatro e cinco anos nascidos entre 1º de abril e 30 de junho por mais um ano na pré-escola, o que gerou reclamação de pais. Porém, o Sieeesp esclarece que nada muda no Estado. "Após a divulgação da resolução do CNE, enviamos às escolas particulares de São Paulo um comunicado reiterando que a data limite de aniversário para ingresso no ensino fundamental é 30 de junho", acrescentou Lourenço.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação de São Paulo confirma que devem ser seguidas as recomendações do Conselho Estadual de Educação.


DO BLOGUEIRO> Antes de qualquer pergunta, o sistema municipal é autônomo e independente nas suas resoluções do sistema estadual. Por isso aqui em Salto seguimos as orientações do CNE na tentativa de termos uma política nacional geral, já que crianças aqui atendidas podem ir para outras cidades e/ou estados. As diferenças de deliberações acabam prejudicando a criança. Como se vê pela nota acima parece que o CEE não está preocupado com isso....infelizmente.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O ENEM e os Acontecimentos

Do Luis Nassif


Gostaria de expor meus protestos contra a forma de apresentação das questões e da folha de gabarito do Enem 2010.

Antes de mais nada, sou totalmente favorável ao tipo de prova que se realiza nesse sistema de avaliação, priorizando proficiência de leitura, contextualização social/ nacional, a integração de conteúdos e, acima de tudo, ensinando também. As reclamações que vejo expostas por pais, professores de cursinho e outros são feitas por desconhecerem o que se exige hoje de um aluno que vai cursar uma boa universidade ou por má- fé, resultantes de interesses outros: como o político, o econômico etc.

Cumpre salientar que há outra parcela de pais que vêm "cobrando" das escolas particulares que seus filhos apresentem bom desempenho no Enem- o que provoca revisão de conteúdos , antes "acadêmicos demais", para uma nova forma de planejar e acompanhar o que ensinam. Sabe-se que as universidades há muito, muito tempo mesmo, vêm se queixando da formação dos alunos que ali chegam. Importante seria que os pais das escolas públicas, conscientizados e politizados suficientemente, também o fizessem, exigindo essa mesma revisão de contédos , tendo em vista os impostos que pagam.

Mas, não se admite, principalmente porque em seu segundo ano de democratização, que se encontrem os ERROS que se viu nessa edição. Palavras escritas com minúsculas em vez de maiúsculas, sem acento. alternativas pouco ou nada claras, questões de resolução muito óbvia (o que desrespeita a todos os alunos e de qualquer procedência: particular ou pública), folha de gabarito em ordem invertida de áreas avaliadas, entre outros.

Causa-me tristeza observar ERROS tão grosseiros, não que FUVEST, UNICAMP e outros não apresentem os seus também, entretanto como "telhado de vidro" que o Enem vem se tornando, com tantos senões e óbices de todos os lados, não poderia JAMAIS "se dar ao luxo" de deixar que tudo isso viesse a ocorrer.

Já desde o ano anterior, ouviam-se muitas queixas sobre a postura dos fiscais nas salas de exame, uns até lendo e ridicularizando redações que alunos haviam feito. Agora, sabe-se de uso de celulares, relógios, lápis etc. contrariando as regras antes estabelecidas e prejudicando aqueles que as seguiram.

Além disso, há o terrível, terrível mesmo, local de realização dos exames- não se pode pretender um exame democrático, se não se torna este, minimamente viável do ponto de vista do acesso. São dois dias de exame e distâncias enormes entre a residência e o local da prova- parece que em todos os Estados isso já havia acontecido e continua acontecendo da mesma maneira.

Sr. Fernando Haddad e Inep, por favor, sejam esclarecedores, ocupem o espaço reservado aos senhores no rádio e na TV e explicitem o que ocorre e o que ocorreu, por favor.

Caso contrário, o senhor José Serra terá razão ao afirmar que o Enem não é bom, que acabaria com esse tipo de Enem, que falta competência a quem o elabora e mais e mais. E a credibilidade de um EXAME, assim maiúsculo como esse e suas razões, pela SEGUNDA VEZ, podem "ir para o ralo." Quase que literalmente.

POR FAVOR, senhores.


Do Yahoo Notícias

Justiça Federal determina imediata suspensão do Enem
Por Redação Yahoo! Brasil

A Justiça Federal acatou liminar do Ministério Público Federal (MPF) e determinou a imediata suspensão do Enem 2010. A juíza da 7ª Vara Federal acatou argumento do MPF, de que o erro da impressão das provas, que apresentava questões divididas entre o cabeçalho de Ciência e Natureza e de Ciências Humanas, levou prejuízo para os candidatos.

Para a juíza Carla de Almeida Miranda Maia, a disponibilização do requerimento aos estudantes prejudicados pela prova correspondente ao caderno amarelo e a intenção de realizar novas provas para os que reclamarem administrativamente não resolve o problema.

Segundo o procurador da República Oscar Costa Filho, a decisão vem trazer segurança e estabilidade a todos que enfrentam essa comoção nacional. O fato de o diretor do Inep ter aventado realizar provas separadas para o mesmo concurso apenas confirma o total desconhecimento dos princípios que informam os concursos públicos, entre os quais a igualdade. A decisão tem efeito em todo o Brasil.

As provas aplicadas a 3,3 milhões de candidatos apresentaram diversos erros. Vinte e um mil cadernos de prova amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões aplicadas nos sábado (6). Não se sabe ainda quantos candidatos foram prejudicados por esse problema, já que em cada local de aplicação há uma reserva técnica de 10% dos exames que permitiria a troca do material defeituoso. Para evitar cola, o Enem tem quatro versões de prova: amarelo, azul, rosa e branco. As questões são as mesmas, o que varia é a ordem. Em milhares de casos, por um erro no encarte, folhas do caderno de prova amarelo estavam misturadas com folhas da prova branca. Com isso, estudantes se depararam com questões repetidas ou ausentes.

Também no sábado, a folha em que os estudantes marcam as respostas das questões estava com o cabeçalho das duas provas trocado. O exame teve 90 questões, sendo a primeira metade de ciências humanas e o restante de ciências da natureza. Mas, na folha de marcação, as questões de 1 a 45 eram identificadas como de ciências da natureza e as de 46 a 90, como de ciências humanas.

A gráfica RR Donnelley Moore, responsável pela impressão dos cadernos do Enem, emitiu nesta segunda-feira uma nota sobre o caso.

Segundo o texto, a impressão dos cadernos foi realizada dentro de rigorosos controles e o erro encontrado representa apenas 0,003% das 10 milhões de provas impressas. A gráfica informou que houve falha em um dos lotes de produção, que continha 33 mil cadernos amarelos com problema de ordenação. Desse total, 21 mil cópias foram distribuídas. O comunicado explicita que os erros se encontram "dentro da normalidade".

A gráfica também indicou que a manutenção do sigilo do conteúdo impede a leitura do material já impresso. Isto obriga a RR Donnelley Moore a "elaborar critérios especiais de verificação da qualidade de impressão, sem que esse conteúdo seja devassado", de acordo com a nota.

*Com Agência Brasil e Agência Estado



terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Educação nos Tempos da Internet

Campos & Bravo

Educadores dão sinal verde para estudar com MSN, vídeo e música

É possível um jovem estudar e aprender ouvindo MP3, navegando na internet e com a janela de conversas instantâneas aberta na tela do computador? Sim, é a resposta de pedagogos e psicólogos, apesar da descrença ou desconfiança de alguns pais, educados em épocas menos interativas. É consenso entre os educadores que os métodos tradicionais de estudo não combinam com o perfil cada vez mais dinâmico e acelerado dos jovens, que têm acesso irrestrito a informações e tecnologias. Se antes a recomendação era de se reservar um canto silencioso e vazio da casa para o ritual solitário do estudo, hoje existe a percepção de que a interatividade, a internet, a música e até os cheiros podem ser aliados no processo de aprendizado.

Para a psicóloga Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo, até o modo de raciocinar da nova geração sofre influência das tecnologias e, sendo assim, não se pode mesmo esperar que o estudo permaneça igual. "Dá impressão que os jovens raciocinam no formato de hiperlinks. Quando estão discutindo um assunto, juntam as fontes, fazem ligações como se estivessem navegando na internet.” Rosa nota que as novas gerações desenvolvem funções cognitivas diferentes e que isso acaba confundindo, além dos pais que acompanham o estudo dos filhos, os professores, ainda despreparados para esse fenômeno. O comportamento de Kiara Sauer, de 16 anos, estudante do ensino médio, é um sinal dos tempos. Ela só consegue estudar via MSN, programa de conversas instantâneas via internet, usando o canal para explicar aos amigos que estão online o tema que está aprendendo. E, nesse universo, não faz diferença para a jovem se o interlocutor de plantão está ou não interessado no assunto.

"Só assim consigo estudar e, para mim, dá resultado”, diz Kiara, que explica online detalhes de geografia aos amigos ao mesmo tempo em que ouve, no modo aleatório, as 3 mil canções que tem armazenadas no MP3. "Hoje, o aluno conversa pelo Skype (programa de fala via internet), ouve música, responde e-mails, tudo ao mesmo tempo. Por isso, estudos apontam que as crianças têm uma complexidade neural 25% maior do que a de um adulto”, afirma a pedagoga Aline Sério, gerente pedagógica do sistema educacional Universitário.

Mas, com tanta informação disponível, é necessário filtrar e analisar os conteúdos, diz Aline. "Simplesmente receber informações aleatoriamente não leva a nada, provoca confusão.” Para ela, é tarefa dos adultos – pais e professores – ajudar os jovens a encontrar informações importantes e avaliá-las de modo crítico. Disciplina e organização, alertam especialistas, são elementos que não saíram de moda. "Temos de trabalhar a questão do ensinar a buscar informação, fazer o jovem entender o processo de transformar informação em conhecimento”, diz a educadora.

O diretor dos colégios Módulo e Paulista, Wagner Sanchez, enfatiza na geração "multitask”, ou multitarefa, a importância do uso dos cinco sentidos no aprendizado para se criar, na mente do estudante, referências que facilitem a absorção do conteúdo. Como exemplo, cita um professor que, na aula sobre reprodução de plantas, levou um pé de laranjeira para sala. "Aquilo tinha cheiro extraordinário. Quando o professor retomou o tema, os alunos imediatamente se lembraram do cheiro e do que tinham aprendido.” O educador Silvio Barini Pinto, diretor do Colégio São Domingos, afirma que o fato de os alunos estudarem em lugares variados e romperem o antigo ritual de estudo também tem a ver com o perfil modificado das famílias. "O aluno acaba aprendendo a estudar em qualquer lugar. É mais uma condição do que necessariamente uma escolha”, acredita.

Fonte: O Estado de São Paulo - Isis Brum e Mariana Lenharo

sábado, 16 de outubro de 2010

MEC Repudia Declarações de Tucano

Brasília Confidencial No 363

O Ministério da Educação repudiou ontem, em nota, uma série de críticas feitas pelo presidenciável do PSDB, José Serra, ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante evento patrocinado pela campanha tucana para celebrar o Dia do Professor, em São Paulo, Serra atacou enfaticamente o Enem.

"O Enem tem que ser refeito, tudo. Porque a utilização política, propagandística, acabou arruinando o Enem. Já nem falo do uso eleitoral disso, de correspondências aproveitadas com dados cadastrais do Enem, mas digo a substância mesmo, a falta de planejamento".

Serra classificou o Enem como “síntese da desmoralização” do ensino médio lembrando que dados pessoais de inscritos no exame vazaram na internet em agosto deste ano. "Hoje isso acabou virando instrumento de perigo para estudantes universitários que tiveram o cadastro de suas vidas exposto à manipulação de bandidos", disse o candidato.

O Ministério da Educação reagiu classificando as declarações de Serra como levianas e criticando o candidato por “partidarizar” o debate. "O novo Enem foi elogiado por parlamentares de diversos partidos, inclusive do PSDB, tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal. É lastimável que o candidato agora se valha de um crime cometido contra o estado e apurado pela Polícia Federal para partidarizar o debate sobre educação", diz a nota do ministério.

Para o MEC, Serra "quer acabar com o novo Enem”.

A nota ainda critica o principal aliado do PSDB, o DEM, que há seis anos tenta obter do Supremo Tribunal Federal a declaração de inconstitucionalidade do ProUni, programa de bolsa de estudos pagas pelo governo para estudantes universitários em instituições privadas. O Enem, criado pelo Governo FHC em 1998, é a principal forma de entrada no ProUni. O exame avalia o desempenho de estudantes das redes pública e privada que concluíram o ensino médio no ano da prova ou em anos anteriores. E já substitui o vestibular para a distribuição de aproximadamente 92.000 vagas de universidades federais. As provas deste ano do Enem estão marcadas para daqui a 20 dias.

No encontro tucano “comemorativo” ao Dia do Professor, José Serra reservou ataque também à Apeoesp, o sindicato do magistério do estado de São Paulo, que tem um histórico de greves e confrontos com os governos tucanos. Serra apontou "aparelhamento político" no sindicalismo da educação paulista. Em março deste ano, pouco antes de renunciar ao governo paulista para disputar a eleição presidencial, Serra mobilizou tropas policiais para reprimir manifestações de professores em greve.

Uma batalha campal desencadeada pela PM contra os grevistas, nas proximidades da sede do governo estadual, foi lembrada ontem pela presidenciável do PT, Dilma Rousseff, ao participar, também em São Paulo, de um encontro com profissionais da educação na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.

A petista defendeu a valorização dos educadores. “Ficar falando só em qualidade da educação de nada adianta sem que você crie as condições para que socialmente se valorize o professor. E uma dessas questões é salário decente. É plano de carreira, é ter política de formação contínua. E uma outra questão que é fundamental, porque nenhum ser humano se move sem incentivo, é respeito e diálogo. Respeito e diálogo, e não cassetete".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Gestão com a Comunidade Amplia Aprendizado

Campos & Bravo

Com uma gestão baseada na articulação entre escola e comunidade, o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, localizado na zona sul de São Paulo (SP), tem ampliado a aprendizagem dos alunos. Segundo a coordenadora do centro, Eda Luiz, ousar para promover um ensino diferenciado, baseado na educação integral, depende do olhar do gestor da escola.

Existem 13 Ciejas na capital paulista. A estrutura, aprovada em maio de 2008 pelo Conselho Nacional de Educação, é semelhante em todos com, por exemplo, o tempo das aulas e os espaços adaptados. O que diferencia é a metodologia pedagógica, há autonomia para cada Cieja construir seu currículo escolar.

"Não podemos reproduzir a escola regular, o aluno que vai para EJA já vem de um espaço com um método ao qual ele não se adaptou, ficando excluído. Então, temos que fazer diferente. Essa ousadia depende mesmo de quem está no comando, dos gestores”, afirma Eda.

Desde 1999, o Cieja Campo Limpo optou por fazer a formação de seus educadores e trabalhar com uma metodologia pedagógica voltada para o sujeito. "Ajuda o aluno a perceber o seu valor. Ele chega muito receoso, mas depois percebe o acolhimento, que pode colocar o que pensa”, explica a coordenadora. Para ela, o pertencimento faz com que os estudantes acreditem que podem melhorar.

Eda diz que para uma gestão diferenciada é necessário ligar escola e comunidade. Para isso, primeiro é preciso entender o papel da instituição de ensino. Depois, ter a concepção de que é preciso atender a comunidade na qual a escola está. "No nosso caso, a comunidade necessitava se apropriar de espaço. Até pouco tempo, Capão Redondo era um bairro muito violento e isto tem mudado com a intervenção que temos feito junto à comunidade”, acredita.

As aulas e a comunidade
No Cieja Campo Limpo, não há divisão por séries, mas sim organização modular. Quando chegam à escola, os alunos são avaliados e direcionados para os módulos: alfabetização, pós-alfabetização, intermediário ou final. Quando eles terminam o ciclo, recebem o diploma de conclusão do ensino fundamental.

Quase 1500 alunos – dentre eles, 252 deficientes – estudam duas horas e meia, de segunda a quinta-feira. Na sexta, ocorrem oficinas com temas diversificados como o de economia solidária ou o café terapêutico, que faz atendimento aos pais das pessoas com necessidades especiais. A expectativa é de que em 2011, a Prefeitura cumpra com o prometido e passe a realizar aulas de informática, inglês e comunicação.

Aos sábados, acontecem oficinas de capoeira e hip hop, temáticas escolhidas pelos próprios alunos após uma pesquisa na escola. Para as crianças, filhos dos alunos ou de moradores locais, há aulas de ballet e recreação. Também, o Cieja é aberto à comunidade durante a semana. Os moradores podem frequentar os espaços da escola e desenvolver atividades das 7h às 22h30.

Fonte: Portal Aprendiz – Desirèe Luíse

MEC Abre Consulta Pública

Campos & Bravo


Gestores, técnicos e professores podem enviar contribuições até o dia 30 de outubro. O Ministério da Educação (MEC) abriu, no último dia 13, o prazo para enviar sugestões, críticas e propostas para a formulação das orientações curriculares para a Educação Infantil. Os interessados podem remeter suas contribuições até o dia 30 de outubro para e-mail consultapublicacoedi@mec.gov.br.

Veja aqui as diretrizes curriculares para a Educação Infantil - http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=3748&Itemid=

As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil, aprovadas em 17 de dezembro de 2009, determinam que é função do MEC elaborar orientações para sua implementação.

Com esse foco, a Secretaria de Educação Básica (SEB), por meio da Coordenação Geral de Educação Infantil, é responsável pela elaboração das orientações. O trabalho consiste em reunir as conclusões de debates entre consultores e especialistas no assunto. O documento final produzido deverá auxiliar o professor em suas práticas em sala de aula.

O Ministério oferece documentos que já fizeram parte das discussões. Gestores, conselheiros, técnicos, professores, pesquisadores e da comunidade podem acessá-los na página da SEB - http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15860&Itemid=1096

Fonte: Todos Pela Educação

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Novo Plano Nacional de Educação - PNE

Campos & Bravo

Após o término do processo eleitoral, a expectativa é a de que o Ministério da Educação (MEC) encaminhe ao Congresso Nacional o projeto de lei d (PNE), que definirá as macropolíticas para a Educação brasileira relativas ao período de 2011-2020. Espera-se que o novo PNE não traga os defeitos que inviabilizaram o atual, como o excesso de metas que, em sua maioria, não contavam com indicadores para avaliação e acompanhamento e sem os recursos necessários para a sua execução. Muito por conta disso, o atual PNE não conseguiu mobilizar a sociedade brasileira. As notícias dadas pela imprensa e, também, externadas pelo próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, dão conta de que o novo PNE será focado em poucas metas, algo em torno de 25. Como disse o secretário-executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas, durante o V Encontro Internacional de Educação, recentemente realizado na cidade de Campinas, o ministro Haddad pretende apresentar um PNE cujas metas caibam em um banner. Isso está absolutamente certo e só assim ele terá força junto aos brasileiros.

Além disso, há preocupação para assegurar os recursos necessários à sua execução. A perspectiva é a de que, até 2014, pelo menos 7% do PIB nacional estejam destinados à Educação, com foco na Educação básica. Na Conferência Nacional de Educação (Conae) 2010 ficou constatada a necessidade de se aplicar 10% do PIB para a Educação, 8% em Educação básica e 2% em Educação profissionalizante-técnica e superior.

Um novo PNE focado em poucas metas e com indicadores capazes de mensurá-las será determinante para que a aferição seja realizada regularmente, pelo menos a cada dois anos. Não podemos esperar o término dos dez anos, em 2020, para avaliar se as metas foram ou não alcançadas, como aconteceu com o atual PNE. A verificação regular permitirá realizar mudanças de rumo nas políticas, caso estas não sejam eficazes para a execução das metas estabelecidas. É recomendável que, na sua apreciação pelo Congresso Nacional, os parlamentares não criem metas novas e desnecessárias.

Com o foco e a estrutura do novo PNE, é desejável que ele traga as principais recomendações extraídas da Conae 2010. Além disso, o Conselho Nacional de Educação elaborou um importante documento intitulado Contribuições para (2010-2020), que pode servir de base para o novo PNE. Mais recentemente, em 31 de agosto, 27 entidades lançaram a Carta-compromisso pela garantia do direito a Educação de qualidade — Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil’, resultado de um trabalho coletivo, que propõe uma agenda para a Educação brasileira nos próximos anos. Assim, o MEC tem em mãos contribuições valiosas para elaborar um novo PNE, não de governo, mas de Estado.

As entidades proponentes da Carta-compromisso entendem que a construção do novo PNE é uma grande oportunidade de avanço no marco legal educacional, especialmente no que concerne ao estabelecimento de um Sistema Nacional de Educação estruturado em três pilares: nos planos articulados de Educação, no regime de colaboração legalmente constituído entre os entes federados e na criação de uma Lei de Responsabilidade Educacional.

Ao longo dos últimos anos, a sociedade brasileira vem compreendendo cada vez mais que a Educação com qualidade é um dever do Estado e um direito a ser exigido pela nação brasileira, como condição fundamental para o seu desenvolvimento social e econômico.

Mozart Neves Ramos - Membro do Conselho Nacional de Educação

Fonte: Correio Braziliense - Mozart Neves Ramos