Do VioMundo
A Folha apresenta neste domingo uma reportagem sobre ex-vizinhos do Palácio do Planalto que melhoraram de vida desde que Lula assumiu, em 2002.
Sob o título “A classe C mora ao lado”, a reportagem é uma confissão envergonhada de que algo mudou no Brasil.
Mas para por aí.
Usando como “base estatística” quatro famílias, o jornal do Otavinho diz que três delas subiram na vida sem ajuda do governo.
Mas o mais impressionante é a “análise” de Gustavo Patu (reproduzida abaixo).
O analista da Folha diz que não existem estatísticas confiáveis que permitam uma avaliação de longo prazo sobre a ascensão social no Brasil e sobre as causas de tal ascensão.
E, na ausência de tais estatísticas, conclui que “recuar mais no tempo provocaria uma comparação incômoda com os resultados obtidos durante os anos 70, na ditadura militar”.
Ué, Patu, mas na ausência das estatísticas e estudos, como é que você sabe que a comparação seria “incômoda”?
É a lógica do jornal do Otavinho, em ação.
Fiquem com esta jóia:
Oportunismo contamina debate sobre a pobreza
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
“Nós tiramos” X milhões da pobreza (ou miséria) “e elevamos” Y milhões à classe média, repete, desde os tempos de candidata, a presidente eleita, Dilma Rousseff.
A ascensão social não é apresentada como mérito dos indivíduos, mas como feito dos governantes. X e Y variam conforme o estudo mais recente ou conveniente a ser citado. O debate sobre a pobreza permanece contaminado por escassez de diagnósticos e por sobra de oportunismo político.
A pobreza do debate começa pela inexistência de uma base estatística sólida sobre o tema -elaborada com metodologia transparente, atualizada com regularidade e capaz de abarcar uma série histórica longa.
Restam trabalhos isolados, ainda que meritórios, produzidos por meia dúzia de economistas especializados, com variadas definições do que seria um pobre, um miserável ou um cidadão de classe média.
Os governistas só exibem os dados contabilizados a partir de 2004 — o ano de 2003, de aumento da pobreza, é deixado de lado — ou, no máximo, depois do Plano Real. Recuar mais no tempo provocaria uma comparação incômoda com os resultados obtidos durante os anos 70, na ditadura militar.
É indiscutível que a pobreza teve forte queda nos últimos anos, com créditos para a administração petista já reconhecidos pelo eleitorado. Mais complexo é ponderar o peso de cada uma das causas do fenômeno.
Crescimento econômico, que não depende só das políticas domésticas, aparenta ser mais crucial que o salário mínimo ou o Bolsa Família.
A transformação demográfica hoje vivida pelo Brasil, com redução do número de filhos por família e maior proporção de adultos produtivos na população, já ajudou a enriquecer o mundo desenvolvido no passado.
Até o dólar barato, que ameaça a indústria e as exportações, contribuiu decisivamente para a sensação geral de bem-estar ao reduzir a inflação sem necessidade de juros ainda mais altos.
Leia aqui o contorcionismo de O Globo para “provar” que o governo Lula foi uma desgraça econômica, na análise do Miguel do Rosário.
Mostrando postagens com marcador Folha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha. Mostrar todas as postagens
domingo, 12 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Brilhante Entrevista No Jô Soares
Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:
Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).
Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!
No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.
Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.
Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?
Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…
Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…
Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…
Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?
Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…
Jô – Sempre tem gente…
Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.
Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.
O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…
Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…
[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]
Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.
Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…
Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.
Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.
A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.
A Veja…
Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.
Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…
Jô – Por isso tão rígido a…
Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.
Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…
Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)
Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:
Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).
Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!
No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.
Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.
Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?
Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…
Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…
Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…
Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?
Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…
Jô – Sempre tem gente…
Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.
Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.
O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…
Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…
[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]
Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.
Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…
Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.
Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.
A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.
A Veja…
Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.
Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…
Jô – Por isso tão rígido a…
Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.
Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…
Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)
domingo, 5 de dezembro de 2010
A Folhona Não Muda
Do Cloaca News
No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.
Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB, que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas. Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando. Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.
Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição. “Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...”
Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?
Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos... A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”
No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa. Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.
O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.
Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.
Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.
No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".
Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.
À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.
Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.
Para saber quem republicou, acriticamente, a patifaria do desmunhecado funcionário de Otávio Frias Filho, clique aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui.
Para visitar o Talking Hair – novo blog de Márcia Westphalen – e conhecer a repercussão que o episódio teve na chamada imprensa gaúcha, clique aqui.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Preconceito da Folha
Do Luis Nassif
Do Blog do Planalto
Quarta-feira, 24 de novembro de 2010 às 17:48
"Preconceito é uma doença"
A Folha de São Paulo perguntou à Secretaria de Imprensa da Presidência quando exatamente os blogueiros pediram a entrevista com o Presidente concedida hoje e quando tiveram a resposta positiva. Uma pergunta inédita. O Presidente já concedeu 960 entrevistas à imprensa ao longo dos dois mandatos. A Folha nunca teve a mesma curiosidade em relação a outras entrevistas do Presidente.
Do Blog do Planalto
Quarta-feira, 24 de novembro de 2010 às 17:48
"Preconceito é uma doença"
A Folha de São Paulo perguntou à Secretaria de Imprensa da Presidência quando exatamente os blogueiros pediram a entrevista com o Presidente concedida hoje e quando tiveram a resposta positiva. Uma pergunta inédita. O Presidente já concedeu 960 entrevistas à imprensa ao longo dos dois mandatos. A Folha nunca teve a mesma curiosidade em relação a outras entrevistas do Presidente.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
E Agora Folhona? O que Farás?
Do VioMundo
Superior Tribunal Militar acata pedido do jornal e libera acesso ao arquivo. Quais serão as consequências da divulgação das informações agora? por Celso Marcondes, em CartaCapital
“STM libera processo da ditadura contra Dilma”: essa é manchete de capa da edição desta quarta-feira 17 do jornal Folha de S.Paulo. A matéria principal ocupa quase toda a página 4 e na abertura já comemora: “advogada da Folha diz que resultado é vitória ‘de toda a sociedade’ ”.
Essa “vitória” que o jornal encampa em nosso nome começou a ser organizada em setembro deste ano, quando a Folha protocolou mandado de segurança no Superior Tribunal Militar. Na ocasião, ela argumentou que era direito de todos os brasileiros saber o histórico da candidata antes que as urnas presidenciais fossem abertas.
No STM, o julgamento foi suspenso duas vezes, mas a Folha não se fez de rogada, em 19 de outubro apelou para o Supremo Tribunal Federal, na esperança de que ele determinasse a abertura dos arquivos antes da realização do segundo turno. Relatora do caso, a ministra Cármem Lúcia, devolveu o caso ao STM, que só agora, por 10 votos contra 1, liberou o acesso do ávido jornal paulistano ao processo.
Na próxima semana será publicada a ata da sessão e a partir daí os repórteres da Folha poderão se deliciar com a leitura de tudo o que os ditadores e seus funcionários escreveram sobre nossa presidenta eleita quando ela tinha cerca de 20 anos.
Até aqui, o que, em síntese, todos sabem, é que Dilma Rousseff combateu a ditadura militar desde muito jovem. Militou numa organização guerrilheira chamada Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, ficou presa por mais de dois anos, foi torturada barbaramente e depois de libertada retomou sua vida no Rio Grande do Sul.
Do meu ponto de vista, é o suficiente, não preciso saber mais. Fico satisfeito em ter conhecimento que, mesmo usando de métodos que nunca aprovei, ela teve a coragem de combater os terroristas que tomaram de assalto o governo e o Estado brasileiro em 1964. Eram eles, como se sabe, militares, apoiados e sustentados por civis, entre os quais muitos empresários, inclusive da área de comunicação.
No entanto, para muita gente conhecer este resumo daquela fase da vida de Dilma não bastou. Desde o momento em que ela foi cogitada como candidata do presidente Lula, a internet foi dominada por uma onda de mensagens que questionavam o currículo militante da candidata. Taxada de cara como “terrorista” até uma ficha falsa foi montada, a descrever os atentados, sequestros e assaltos a banco nos quais ela teria se metido.
A mesma Folha, na época, foi o único jornal que embarcou na história da suposta ficha e a publicou em primeira página, com os devidos comentários desairosos. Sem ouvir antes a acusada. Revoltada, Dilma reagiu, pediu direito de resposta, o jornal foi obrigado a lhe dar espaço e a recuar na denúncia, reconhecendo que não tinha atestado a autenticidade da peça montada não se sabe aonde, o que se constituiu num dos episódios mais vergonhosos da história recente do jornal.
Porém, seus proprietários não pararam por aí e durante toda a campanha eleitoral colocaram jornalistas para investigar este período de sua vida. Não faltaram entrevistas com ex-companheiros de militância, nem com ex-militares ou carcereiros que teriam tido contato com Dilma nos anos 70. O que se buscava então era, digamos, algo mais concreto no currículo da militante: teria participado de algum sequestro ou assalto? Atirado ou matado alguém? Delatado companheiros? Em nenhum momento, porém, qualquer jornalista, depois de muitas entrevistas e pesquisas em outros arquivos que existem pelo País, conseguiu qualquer prova de participações ou atos da jovem de 20 anos em eventos semelhantes.
O que imaginavam os que pretendiam “conhecer melhor a história” da candidata era que, se acusada concretamente de participação numa ação violenta, haveria material de combustão suficiente para abalar sua campanha eleitoral. Numa sociedade pronta para ser comovida por campanhas conservadoras incentivadas por parte da grande mídia, é fácil imaginar a repercussão que teria uma manchete do tipo “Dilma participou de assalto que ocasionou morte de inocente”.
Esta manchete – ou similares – nunca chegou à televisão ou aos grandes jornais, embora tenha frequentado à exaustão a internet. Durante a campanha de José Serra, porém, cansamos de assistir a insinuação: “no meu currículo não há manchas, nem zonas obscuras”, ele dizia sempre, a deixar claro que o candidato “do bem” não tinha nada a esconder, mas a “do mal” deveria ter.
Às vésperas da realização do segundo turno, a liminar da Folha de S.Paulo endereçada ao STF gerou uma onda de rumores nas campanhas. Esperava-se que uma “grande novidade” vinda da abertura do processo causasse comoção suficiente para abalar a trajetória da candidata rumo à vitória nas urnas. A sabedoria da ministra Cármem Lúcia, porém, tirou do Supremo a responsabilidade pela decisão e inviabilizou o final da história antes do pleito.
Dentro de alguns dias o caso terá seu desfecho. Todo o Brasil saberá o que está escrito na ficha real de Dilma Vana Rousseff guardada no cofre militar até aqui.
Saberemos finalmente se a presidenta eleita – não diplomada ainda -, no auge dos seus 20 anos, participou ou não de assaltos, sequestros e atentados. Conheceremos também como foi seu comportamento nas masmorras.
Estará tudo lá, escrito, bonitinho, preto no branco, apenas marcado pela ação do tempo. Com carimbos, assinaturas, rubricas e protocolos. Também pareceres, fotos, recortes de jornais, talvez. Tudo com as devidas chancelas de Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.
Os jornalistas da Folha devorarão avidamente as informações do processo e nos brindarão com um resumo delas. Outros órgãos de imprensa, como já fizeram no dia de hoje com a decisão do STM, repercutirão tudo.
Aí então, uma parte dos brasileiros dirá: nada me toca, continuo a admirar a coragem que a presidenta tinha aos seus 20 anos. Se ela de fato participou de algum ato violento, seus algozes já a fizeram pagar por isso. Mesmo assim, não reconheço nenhuma credibilidade nos arquivos infectos e nos processos manchados de sangue dos generais que escreveram o pior momento da nossa história. E credibilidade é matéria prima da
imprensa.
Porém, haverá quem vá dizer: não avisamos? Vocês elegeram uma terrorista.
O efeito que este debate irá causar ninguém sabe medir. È fato, porém, que a Folha comemora hoje a “vitória de toda a sociedade”. Enquanto ela comemora, muitos arquivos e processos continuam fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morrem de velhice.
* Celso Marcondes é jornalista, editor do site de CartaCapital e diretor de Planejamento da revistal.
Do Luis Nassif
No Tortura Nunca Mais, no capítulo sobre torturas, tem trechos de denúncias retirados dos autos dos processos que andaram pelo STM. Existem três citações do depoimento da Dilma à Justiça Militar, onde ela relata que foi submetida à tortura – e também ameaçada por um de seus torturadores, um dia antes de sua audiência no STM.
Esse relato é a única coisa que vale no inquérito da Dilma, já que ela declara que os depoimentos assinados no DOI-CODI e no DOPS foram sob coação. E, como são a única coisa que valem de fato, a Folha não precisaria nem ir atrás dos autos: bastaria consultar a pesquisa do Tortura Nunca Mais, disponível na Internet, e colher os trechos onde ela afirma ter sido coagida física e psiquicamente pelas autoridades policiais. ,,
Superior Tribunal Militar acata pedido do jornal e libera acesso ao arquivo. Quais serão as consequências da divulgação das informações agora? por Celso Marcondes, em CartaCapital
“STM libera processo da ditadura contra Dilma”: essa é manchete de capa da edição desta quarta-feira 17 do jornal Folha de S.Paulo. A matéria principal ocupa quase toda a página 4 e na abertura já comemora: “advogada da Folha diz que resultado é vitória ‘de toda a sociedade’ ”.
Essa “vitória” que o jornal encampa em nosso nome começou a ser organizada em setembro deste ano, quando a Folha protocolou mandado de segurança no Superior Tribunal Militar. Na ocasião, ela argumentou que era direito de todos os brasileiros saber o histórico da candidata antes que as urnas presidenciais fossem abertas.
No STM, o julgamento foi suspenso duas vezes, mas a Folha não se fez de rogada, em 19 de outubro apelou para o Supremo Tribunal Federal, na esperança de que ele determinasse a abertura dos arquivos antes da realização do segundo turno. Relatora do caso, a ministra Cármem Lúcia, devolveu o caso ao STM, que só agora, por 10 votos contra 1, liberou o acesso do ávido jornal paulistano ao processo.
Na próxima semana será publicada a ata da sessão e a partir daí os repórteres da Folha poderão se deliciar com a leitura de tudo o que os ditadores e seus funcionários escreveram sobre nossa presidenta eleita quando ela tinha cerca de 20 anos.
Até aqui, o que, em síntese, todos sabem, é que Dilma Rousseff combateu a ditadura militar desde muito jovem. Militou numa organização guerrilheira chamada Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, ficou presa por mais de dois anos, foi torturada barbaramente e depois de libertada retomou sua vida no Rio Grande do Sul.
Do meu ponto de vista, é o suficiente, não preciso saber mais. Fico satisfeito em ter conhecimento que, mesmo usando de métodos que nunca aprovei, ela teve a coragem de combater os terroristas que tomaram de assalto o governo e o Estado brasileiro em 1964. Eram eles, como se sabe, militares, apoiados e sustentados por civis, entre os quais muitos empresários, inclusive da área de comunicação.
No entanto, para muita gente conhecer este resumo daquela fase da vida de Dilma não bastou. Desde o momento em que ela foi cogitada como candidata do presidente Lula, a internet foi dominada por uma onda de mensagens que questionavam o currículo militante da candidata. Taxada de cara como “terrorista” até uma ficha falsa foi montada, a descrever os atentados, sequestros e assaltos a banco nos quais ela teria se metido.
A mesma Folha, na época, foi o único jornal que embarcou na história da suposta ficha e a publicou em primeira página, com os devidos comentários desairosos. Sem ouvir antes a acusada. Revoltada, Dilma reagiu, pediu direito de resposta, o jornal foi obrigado a lhe dar espaço e a recuar na denúncia, reconhecendo que não tinha atestado a autenticidade da peça montada não se sabe aonde, o que se constituiu num dos episódios mais vergonhosos da história recente do jornal.
Porém, seus proprietários não pararam por aí e durante toda a campanha eleitoral colocaram jornalistas para investigar este período de sua vida. Não faltaram entrevistas com ex-companheiros de militância, nem com ex-militares ou carcereiros que teriam tido contato com Dilma nos anos 70. O que se buscava então era, digamos, algo mais concreto no currículo da militante: teria participado de algum sequestro ou assalto? Atirado ou matado alguém? Delatado companheiros? Em nenhum momento, porém, qualquer jornalista, depois de muitas entrevistas e pesquisas em outros arquivos que existem pelo País, conseguiu qualquer prova de participações ou atos da jovem de 20 anos em eventos semelhantes.
O que imaginavam os que pretendiam “conhecer melhor a história” da candidata era que, se acusada concretamente de participação numa ação violenta, haveria material de combustão suficiente para abalar sua campanha eleitoral. Numa sociedade pronta para ser comovida por campanhas conservadoras incentivadas por parte da grande mídia, é fácil imaginar a repercussão que teria uma manchete do tipo “Dilma participou de assalto que ocasionou morte de inocente”.
Esta manchete – ou similares – nunca chegou à televisão ou aos grandes jornais, embora tenha frequentado à exaustão a internet. Durante a campanha de José Serra, porém, cansamos de assistir a insinuação: “no meu currículo não há manchas, nem zonas obscuras”, ele dizia sempre, a deixar claro que o candidato “do bem” não tinha nada a esconder, mas a “do mal” deveria ter.
Às vésperas da realização do segundo turno, a liminar da Folha de S.Paulo endereçada ao STF gerou uma onda de rumores nas campanhas. Esperava-se que uma “grande novidade” vinda da abertura do processo causasse comoção suficiente para abalar a trajetória da candidata rumo à vitória nas urnas. A sabedoria da ministra Cármem Lúcia, porém, tirou do Supremo a responsabilidade pela decisão e inviabilizou o final da história antes do pleito.
Dentro de alguns dias o caso terá seu desfecho. Todo o Brasil saberá o que está escrito na ficha real de Dilma Vana Rousseff guardada no cofre militar até aqui.
Saberemos finalmente se a presidenta eleita – não diplomada ainda -, no auge dos seus 20 anos, participou ou não de assaltos, sequestros e atentados. Conheceremos também como foi seu comportamento nas masmorras.
Estará tudo lá, escrito, bonitinho, preto no branco, apenas marcado pela ação do tempo. Com carimbos, assinaturas, rubricas e protocolos. Também pareceres, fotos, recortes de jornais, talvez. Tudo com as devidas chancelas de Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.
Os jornalistas da Folha devorarão avidamente as informações do processo e nos brindarão com um resumo delas. Outros órgãos de imprensa, como já fizeram no dia de hoje com a decisão do STM, repercutirão tudo.
Aí então, uma parte dos brasileiros dirá: nada me toca, continuo a admirar a coragem que a presidenta tinha aos seus 20 anos. Se ela de fato participou de algum ato violento, seus algozes já a fizeram pagar por isso. Mesmo assim, não reconheço nenhuma credibilidade nos arquivos infectos e nos processos manchados de sangue dos generais que escreveram o pior momento da nossa história. E credibilidade é matéria prima da
imprensa.
Porém, haverá quem vá dizer: não avisamos? Vocês elegeram uma terrorista.
O efeito que este debate irá causar ninguém sabe medir. È fato, porém, que a Folha comemora hoje a “vitória de toda a sociedade”. Enquanto ela comemora, muitos arquivos e processos continuam fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morrem de velhice.
* Celso Marcondes é jornalista, editor do site de CartaCapital e diretor de Planejamento da revistal.
Do Luis Nassif
De Esther

Esse relato é a única coisa que vale no inquérito da Dilma, já que ela declara que os depoimentos assinados no DOI-CODI e no DOPS foram sob coação. E, como são a única coisa que valem de fato, a Folha não precisaria nem ir atrás dos autos: bastaria consultar a pesquisa do Tortura Nunca Mais, disponível na Internet, e colher os trechos onde ela afirma ter sido coagida física e psiquicamente pelas autoridades policiais. ,,
A pesquisa do Brasil: Tortura nunca mais foi feita pela Arquidiocese de São Paulo, com base nos processos que passaram pelo STM. Pode ser consultado no seguinte endereço: http://www.dhnet.org.br/memoria/nuncamais/index.htm.
DO BLOGUEIRO> O mais revoltante nessa história toda é que a folhona tentará a todo custo fazer com que as pessoas acreditem nos militares que provocaram os anos mais nefastos de nossa história. E o pior: terão aqueles que acreditarão....
sábado, 13 de novembro de 2010
Folhona Demitindo Ministros
Do VioMundo
por Luiz Carlos Azenha
Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.
A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.
Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.
O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Sygenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Sygenta, o jornal não esclareceu o que é a Sygenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Sygenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Sygenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Sygenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.
Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.
No entanto, serve ao lobby descarado.
por Luiz Carlos Azenha
Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.
A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.
Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.
O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Sygenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Sygenta, o jornal não esclareceu o que é a Sygenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Sygenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Sygenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Sygenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.
Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.
No entanto, serve ao lobby descarado.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Falha de SP Insiste com Processo de Dilma
Do VioMundo
Jornal paulista entra com ação cautelar no STF: quer conhecer antes das eleições o processo que levou Dilma à prisão durante regime militar
por Celso Marcondes, em CartaCapital
A Folha de S.Paulo anunciou na edição deste sábado 23 – pág. A11 – que protocolou uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que tenha acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão da ditadura militar em 1970.
Antes, o jornal encaminhou o pedido junto ao Supremo Tribunal Militar (STM), mas o órgão suspendeu o julgamento por duas vezes. A Folha recorre agora ao STF porque tem pressa. Ela justifica a urgência dizendo que o conhecimento do caso é “atualidade do interesse público”. Continua: “já que a candidata pode se tornar a próxima presidente”. E arremata: “para os leitores conhecerem o passado de Dilma”.
É estranha esta ação do jornal. Todo Brasil já sabe que Dilma Rousseff ficou presa durante mais de dois anos nas masmorras da ditadura. Que foi barbaramente torturada e que pertencia a uma organização guerrilheira chamada VAR – Palmares. Já lemos inúmeras matérias com declarações de seus ex-companheiros de luta e até de ex-carcereiros.
Todo mundo já sabe também o que foi a ditadura militar no Brasil. E quem defende a democracia e a liberdade deve concluir que não deve ser motivo de desonra ser integrante da lista dos que tiveram coragem de resistir a ela.
As formas e métodos empregados pelos que o fizeram, assim como as organizações e grupos que formaram para o enfrentamento clandestino contra um inimigo de tamanho descomunal podem ser discutidos e criticados. Os caminhos encontrados foram dos mais distintos. É um debate que se trava há 40 anos no País, dezenas de livros foram publicados para avaliar erros e acertos dos que resistiram àqueles tempos bárbaros. Ele poderia ser continuado agora, durante a campanha, sem problemas. Poderíamos, por exemplo, discutir como reagiram aos militares Serra e Dilma, ambos integrantes das resistências ao arbítrio. Felizmente, nenhum dos dois candidatos tem em seu currículo a mancha do adesismo à barbárie.
Porém, o que a Folha insiste em saber agora, na última semana das eleições? Ela quer ler o processo escrito e assinado por militares que apoiaram o golpe de 64 ou juízes a seu serviço. Quer saber o que eles escreveram mais sobre a militância da provável futura presidenta do Brasil. Quer saber de quais ações ela é acusada de participar. Com detalhes.
Com estes dados em mãos, o que faria a Folha? Ela acreditaria no que ler nestes processos? Daria isso como verdade factual e divulgaria para seus leitores? E da Folha, posso supor, iria o assunto para outros jornais, para a tevê, para o rádio e a internet?
E na última semana de campanha – caso o STF responda de imediato a ação cautelar – que manchetes leremos na imprensa?
Já ouvi de amigos um ingênuo, mas compreensível, argumento: “é meu direito saber o que ela fez, não é?”. A eles, e à Folha, eu diria que sim, é seu direito saber o que Dilma fez. Mas não da boca ou dos escritos daqueles que construíram o período mais nefasto da nossa história. Estes deveriam ter sido julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram.
O Manual de Redação da Folha de S.Paulo ensina que o bom jornalista deve apoiar seus escritos em boas e confiáveis fontes. Querer reconstruir o passado de uma candidata à presidência da República com esta base e ainda recorrer ao STF para isso, não cheira nada bem. A alguns dias do pleito, então, nem se fala.
DO BLOGUEIRO> Que tal abrirmos os arquivos para verificarmos a participação da folhona no golpe de 64? Como ela participou? Como ela ajudou? Quem ela ajudou a sofrer torturas? Que tal????
Jornal paulista entra com ação cautelar no STF: quer conhecer antes das eleições o processo que levou Dilma à prisão durante regime militar
por Celso Marcondes, em CartaCapital
A Folha de S.Paulo anunciou na edição deste sábado 23 – pág. A11 – que protocolou uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que tenha acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão da ditadura militar em 1970.
Antes, o jornal encaminhou o pedido junto ao Supremo Tribunal Militar (STM), mas o órgão suspendeu o julgamento por duas vezes. A Folha recorre agora ao STF porque tem pressa. Ela justifica a urgência dizendo que o conhecimento do caso é “atualidade do interesse público”. Continua: “já que a candidata pode se tornar a próxima presidente”. E arremata: “para os leitores conhecerem o passado de Dilma”.
É estranha esta ação do jornal. Todo Brasil já sabe que Dilma Rousseff ficou presa durante mais de dois anos nas masmorras da ditadura. Que foi barbaramente torturada e que pertencia a uma organização guerrilheira chamada VAR – Palmares. Já lemos inúmeras matérias com declarações de seus ex-companheiros de luta e até de ex-carcereiros.
Todo mundo já sabe também o que foi a ditadura militar no Brasil. E quem defende a democracia e a liberdade deve concluir que não deve ser motivo de desonra ser integrante da lista dos que tiveram coragem de resistir a ela.
As formas e métodos empregados pelos que o fizeram, assim como as organizações e grupos que formaram para o enfrentamento clandestino contra um inimigo de tamanho descomunal podem ser discutidos e criticados. Os caminhos encontrados foram dos mais distintos. É um debate que se trava há 40 anos no País, dezenas de livros foram publicados para avaliar erros e acertos dos que resistiram àqueles tempos bárbaros. Ele poderia ser continuado agora, durante a campanha, sem problemas. Poderíamos, por exemplo, discutir como reagiram aos militares Serra e Dilma, ambos integrantes das resistências ao arbítrio. Felizmente, nenhum dos dois candidatos tem em seu currículo a mancha do adesismo à barbárie.
Porém, o que a Folha insiste em saber agora, na última semana das eleições? Ela quer ler o processo escrito e assinado por militares que apoiaram o golpe de 64 ou juízes a seu serviço. Quer saber o que eles escreveram mais sobre a militância da provável futura presidenta do Brasil. Quer saber de quais ações ela é acusada de participar. Com detalhes.
Com estes dados em mãos, o que faria a Folha? Ela acreditaria no que ler nestes processos? Daria isso como verdade factual e divulgaria para seus leitores? E da Folha, posso supor, iria o assunto para outros jornais, para a tevê, para o rádio e a internet?
E na última semana de campanha – caso o STF responda de imediato a ação cautelar – que manchetes leremos na imprensa?
Já ouvi de amigos um ingênuo, mas compreensível, argumento: “é meu direito saber o que ela fez, não é?”. A eles, e à Folha, eu diria que sim, é seu direito saber o que Dilma fez. Mas não da boca ou dos escritos daqueles que construíram o período mais nefasto da nossa história. Estes deveriam ter sido julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram.
O Manual de Redação da Folha de S.Paulo ensina que o bom jornalista deve apoiar seus escritos em boas e confiáveis fontes. Querer reconstruir o passado de uma candidata à presidência da República com esta base e ainda recorrer ao STF para isso, não cheira nada bem. A alguns dias do pleito, então, nem se fala.
DO BLOGUEIRO> Que tal abrirmos os arquivos para verificarmos a participação da folhona no golpe de 64? Como ela participou? Como ela ajudou? Quem ela ajudou a sofrer torturas? Que tal????
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Fato e as Versões
Hoje a Falha de São Paulo publicou em manchete que o caso da quebra do sigilo dos tucanos a partir de um jornalista de Minas Gerais tinha ligações com a campanha da Dilma, segundo a Polícia Federal.
Ai, durante o dia, a mentira foi sendo desconstruída. Vejamos:
Do Óleo do Diabo
Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:
Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Do Luis Nassif
Por JCC
PF divulga nota sobre caso de violação de sigilo
Segundo a PF, 7 pessoas já foram indiciadas.
Caso será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal divulgou nesta qurata-feira (20) uma nota sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal.
Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
Dos Amigos do Presidente Lula
Ai, durante o dia, a mentira foi sendo desconstruída. Vejamos:
Do Óleo do Diabo
Em entrevista coletiva concedida hoje à tarde, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, foi bem direto e objetivo.
Eu acho que a manchete da Folha está certa, só trocou uma palavra: a PF ligou a quebra de sigilo à pré-campanha de Serra, não da Dilma. O jornalista Amaury Jr, quando encomendou os documentos da filha do candidato, não tinha qualquer vínculo com a campanha ou pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele trabalhava para o jornal Estado de Minas, que ontem e hoje eram estreitamente ligado ao governador Aécio Neves. Na época, Serra e Aécio travavam um duro embate para saber quem assumiria a candidatura à presidente. Amaury Jr disse à PF que o núcleo de Aécio temia que Marcelo Itagiba, homem da área de inteligência de Serra, tivesse colhendo informações sobre o mineiro, e por isso, houve a determinação, por parte de Aécio e do jornal, de se defenderem com dados de tucanos paulistas e de parentes de Serra.
Há grande expectativa agora sobre como a mídia irá digerir essa nova direção das informações sobre a quebra de sigilo, de que teria sido fruto de um embate interno do PSDB, como aliás, há tempos se suspeitava...
Eu acho que a manchete da Folha está certa, só trocou uma palavra: a PF ligou a quebra de sigilo à pré-campanha de Serra, não da Dilma. O jornalista Amaury Jr, quando encomendou os documentos da filha do candidato, não tinha qualquer vínculo com a campanha ou pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele trabalhava para o jornal Estado de Minas, que ontem e hoje eram estreitamente ligado ao governador Aécio Neves. Na época, Serra e Aécio travavam um duro embate para saber quem assumiria a candidatura à presidente. Amaury Jr disse à PF que o núcleo de Aécio temia que Marcelo Itagiba, homem da área de inteligência de Serra, tivesse colhendo informações sobre o mineiro, e por isso, houve a determinação, por parte de Aécio e do jornal, de se defenderem com dados de tucanos paulistas e de parentes de Serra.
Há grande expectativa agora sobre como a mídia irá digerir essa nova direção das informações sobre a quebra de sigilo, de que teria sido fruto de um embate interno do PSDB, como aliás, há tempos se suspeitava...
Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Do Luis Nassif
Por JCC
PF divulga nota sobre caso de violação de sigilo
Segundo a PF, 7 pessoas já foram indiciadas.
Caso será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal.
Do G1, em Brasília
A Polícia Federal divulgou nesta qurata-feira (20) uma nota sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal.
Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
Dos Amigos do Presidente Lula
E vamos nós falar do Amaury, de novo. Primeiro. Vamos analisar a mudança da Folha. No jornal imprenso manchete é"PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma" Depois, mudou para; "Jornalista admite que encomendou dados fiscais de tucanos" E agora está em:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra."Para ajudar o patrocinador Serra, a Folha não se envergonha de mentir em manchetes que são desmentidas pelo próprio texto da matéria.
O Destaque deveria ser:"Amaury Ribeiro Jr. afirmou que agiu para "proteger" Aécio Neves em disputa com Serra".
Acabei de saber que, a Folha sabia o tempo todo do depoimento do jornalista, mas não publicou.Engavetou.. Somente hoje, o jornal está soltando em conta gotas a história.Nem a Folha de São Pualo e nem a grande mídia em geral vão poder tapar o sol com a peneira.O vínculo de Amaury com o Estado de Minas e deste com o aecismo é evidente; atribuir a quebra de sigilo ao PT é uma armação insustentável. Se o próprio Amaury ou a PF não vierem a público desmentir essa armação, isso transbordará a partir da blogosfera e da própria campanha da Dilma.
Primeiro a Folha mancheteou para que o candidato José Serra usasse no seu programa eleitoral.Agora, a Folha publicada meias verdade, para o Serra usar em entrevista.
Porque a Folha não deu destaque ao fato de Amaury estar trabalhando para o jornal Estado de Minas quando aconteceu o pedido da quebra de sigilo?
Porque não disseram que havia briga dentro do PSDB entre Aécio e Serra pela vaga de candidato à presidência?
Por que a Folha não disse que foi o jornal "Estado de Minas" que solicitou e pagou pelos dados sigilosos?
Porque a imprensa protegem Aecio?
Para proteger Serra?
A imprensa deveria dar destaque à verdade!
Mas não é isso que vemos. Na matéria tedenciosa da Folha, diz que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). A Folha mente. Até outro dia, o jornal dizia que Amaury fazia parte da campaha. A partir do momento em que a candidata Dilma disse que em 2009 não tinha se quer campanha, o jornal também mudou o discurso. Impressionante a manipulação da notícia para que se ressalte um ou outro aspecto.
Fica claro que a manchete maior, em uma situação normal seria o "fogo amigo" entre os partidarios de Aécio e Serra.
Mas o que se busca é ligar de qualquer maneira a quebra de sigilo à campanha de Dilma, chegando ao cumulo de "esclarecer" tratar-se da pré-campanha, para que não haja direito de resposta.
Ufa....haja liberdade de imprensa para suportar a manipulação da Folha
Amaury confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB)
Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista.Isso quem diz é a Folha e não o jornalista
O repórter disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal "Estado de Minas", para "proteger" o ex-governador tucano Aécio Neves --que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.(conforme eu afirmei neste post publicado pela manhã)
Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.
Amaury afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio.
Vamos falar assim...
Como disse Nassif; A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê aserviço do jornal Estado de Minas e do governador Aécio Neves. A advogada de Eduardo Jorge, conferindo seu conteúdo explosivo, montou um antídoto. Vazou as informações para a Folha de São Pualo, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
E mais
Uma coisa está passando despercebida: O jornal Estado de Minas, onde Amaury Ribeiro Jr trabalhava à época da quebra de sigilo, pertence ao Grupo Associados, e o ex-governador e atual senador Aécio Neves tem participação societária neste Grupo, conforme consta de sua declaração de bens arquivada no TSE, por ocasião do lançamento de sua candidatura. Logo, acredito eu, Amaury não fez nada por conta própria e, sim, a mando de alguém. Este alguém é que precisa ser revelado...
DO BLOGUEIRO> Resumindo: de novo a folhona tentou, a partir da advogada do tucano, criar um factoide para instrumentalizar a campanha do tucano. LAMENTÁVEL!!!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Folhona Tentando se Recompor
Do Tijolaço
Meu avô(*) dizia sempre que quando você tem que ficar se explicando muito, a sua situação está esquisita.
É o que estyá acontecendo com a Folha de S.Paulo , que já tinha se proclamado isenta em editorial no fim de semana, e hoje fez um texto, com direito à chamada de primeira página, para dizer que também foi crítica em relação aos presidentes que antecederam Lula no período pós-ditadura (ué, não era ditabranda?) militar.
A Folha se esforça para dizer que fez reportagens contrárias a Fernando Henrique Cardoso, citando o grampo no BNDES na época das privatizações e o dossiê Cayman, e que o tucano deixou o governo se considerando perseguido pelo jornal.
Mas como a Folha tem o rabo preso, ela acaba se entregando mesmo quando faz a sua defesa. O texto publicado ontem conta que o jornal teve acesso, após a reeleição de FHC, ao material posteriormente conhecido como “dossiê Caribe”, e que não o divulgou imediatamente porque ainda apurava a sua autenticidade.
Aliás, só o fez quando o próprio Planalto vazou alguns trechos. A prudência, que seria louvável jornalisticamente, não se viu com Lula e, muito menos, com Dilma nessa campanha eleitoral. A Folha divulgou, por exemplo, a ficha falsa de Dilma, com manchete na primeira página, mesmo sabendo que ela provinha de um site de ultradireita e que não havia nenhuma confirmação de sua veracidade. O cuidado de apuração com o dossiê que envolvia FHC não se viu agora.
Cautela semelhante por parte da Folha nessa eleição só se viu com a apuração que diz estar fazendo da denúncia da Carta Capital de que uma empresa da filha de Serra quebrou o sigilo bancários de 60 milhões de brasileiros ao deixar os dados expostos na internet. Cobrada por seus leitores sobre o desprezo ao fato, respondeu que os dados estão sendo verificados. Faz tempo…
Mas a Folha não colocou nenhuma dúvida e nem gastou tempo na apuração da veracidade quando um escroque, condenado por receptação de carga roubada e com passagem pela cadeia, denunciou tráfico de influência na Casa Civil.
A Folha não engana ninguém. O rigor jornalístico que apregoa funciona de acordo com os seus interesses. Não tem editorial ou texto que limpe a sua ficha pregressa. Que começou fornecendo seus carros de distribuição para os agentes da repressão da ditadura militar, passou pela atitude desrespeitosa e preconceituosa do filho do dono ao então candidato Lula à presidência, em 2002, e foi coroada agora com a prática de um dos jornalismos mais sórdidos de que se tem notícia em uma campanha eleitoral.
(*) O avô em questão é Leonel Brizola (nota do blogueiro)
Meu avô(*) dizia sempre que quando você tem que ficar se explicando muito, a sua situação está esquisita.
É o que estyá acontecendo com a Folha de S.Paulo , que já tinha se proclamado isenta em editorial no fim de semana, e hoje fez um texto, com direito à chamada de primeira página, para dizer que também foi crítica em relação aos presidentes que antecederam Lula no período pós-ditadura (ué, não era ditabranda?) militar.
A Folha se esforça para dizer que fez reportagens contrárias a Fernando Henrique Cardoso, citando o grampo no BNDES na época das privatizações e o dossiê Cayman, e que o tucano deixou o governo se considerando perseguido pelo jornal.
Mas como a Folha tem o rabo preso, ela acaba se entregando mesmo quando faz a sua defesa. O texto publicado ontem conta que o jornal teve acesso, após a reeleição de FHC, ao material posteriormente conhecido como “dossiê Caribe”, e que não o divulgou imediatamente porque ainda apurava a sua autenticidade.
Aliás, só o fez quando o próprio Planalto vazou alguns trechos. A prudência, que seria louvável jornalisticamente, não se viu com Lula e, muito menos, com Dilma nessa campanha eleitoral. A Folha divulgou, por exemplo, a ficha falsa de Dilma, com manchete na primeira página, mesmo sabendo que ela provinha de um site de ultradireita e que não havia nenhuma confirmação de sua veracidade. O cuidado de apuração com o dossiê que envolvia FHC não se viu agora.
Cautela semelhante por parte da Folha nessa eleição só se viu com a apuração que diz estar fazendo da denúncia da Carta Capital de que uma empresa da filha de Serra quebrou o sigilo bancários de 60 milhões de brasileiros ao deixar os dados expostos na internet. Cobrada por seus leitores sobre o desprezo ao fato, respondeu que os dados estão sendo verificados. Faz tempo…
Mas a Folha não colocou nenhuma dúvida e nem gastou tempo na apuração da veracidade quando um escroque, condenado por receptação de carga roubada e com passagem pela cadeia, denunciou tráfico de influência na Casa Civil.
A Folha não engana ninguém. O rigor jornalístico que apregoa funciona de acordo com os seus interesses. Não tem editorial ou texto que limpe a sua ficha pregressa. Que começou fornecendo seus carros de distribuição para os agentes da repressão da ditadura militar, passou pela atitude desrespeitosa e preconceituosa do filho do dono ao então candidato Lula à presidência, em 2002, e foi coroada agora com a prática de um dos jornalismos mais sórdidos de que se tem notícia em uma campanha eleitoral.
(*) O avô em questão é Leonel Brizola (nota do blogueiro)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Bomba!!! A Folhona Descobriu Onde Dilma Perde!!!
Do Tijolaço
O Datafolha descobriu o único lugar do Brasil em que Serra vence as eleições: entre os leitores da Folha de S.Paulo. Ao contrário do país, os leitores do jornal da Barão de Limeira preferem Serra, com 50% das intenções voto, depois Marina, com 21%, e por último Dilma, a preferida do povo brasileiro, com 15%.
Pela última pesquisa nacional do Datafolha, feita entre os dias 13 e 14 de setembro, Dilma tem 51% das intenções de voto, Serra tem 27% e Marina 11%. Resultado diametralmente oposto ao dos leitores da Folha.
Como naquela pergunta do biscoito, não dá para saber se a Folha é ruim porque seus leitores pensam assim, ou se os seus leitores pensam assim porque a Folha é ruim.
Quando a atual ombudsman do jornal assumiu o cargo, em abril, disse que iria ignorar a blogosfera, que “interessa a poucos”, e se concentrar nos leitores dos 290 mil exemplares do jornal. Com essa pesquisa se percebe que tipo de público a Folha procura atender com seu jornalismo.
Aliás, se considerarmos que 50% dos leitores da Folha preferem Serra, a outra metade não o prefere. Assim, a Folha estaria escrevendo mesmo para umas 145 mil pessoas do setor mais conservador da sociedade. É a Casa Grande, muito bem descrita por Lula no discurso de ontem à noite em Curitiba.
O reacionarismo dos leitores da Folha não tem idade. De acordo com a pesquisa, entre os leitores de 16 a 29 anos, 36% afirmam votar em José Serra, 28% em Marina Silva e 23% em Dilma Rousseff. Entre aqueles com 70 anos ou mais, 66% votam em Serra e 5% em Dilma. Entre os que têm salário familiar médio de até dez salários mínimos, 42% votam no tucano, 24% em Marina e 24% em Dilma.
Os leitores da Folha também estão muito satisfeitos com o que o jornal publica. A cobertura das eleições é aprovada por 86% e 55% não vê pontos negativos nas reportagens e artigos, praticamente a mesma proporção que confere o voto a Serra.
Mas 24% dos leitores vêem favorecimento da Folha a algum candidato, e, destes, 15% acham que o beneficiário é Serra. (Será????). O pior são outros 6% que acham que Dilma é beneficiada pelo jornal. Só se for pela qualidade da cobertura que é tão ruim, que leva alguns dos leitores a optar por Dilma só de raiva.
Folhona Não Entendeu
Do Tijolaço
Em outro recado dirigido à grande mídia, que escreve o que quer, mas não tolera ouvir o que não quer, Lula ironizou os jornais, revistas e seus colunistas, que o acusam de ameaçar a democracia. “Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia?”
Todo mundo que acompanhou o comício de Lula em Curitiba ou pela internet – no de Campinas o vídeo no Tijolaço foi assistido por mais de 4 mil pessoas – entendeu claramente a quem Lula se dirigia. Menos a Folha de S. Paulo. Ou melhor, entendeu, mas fingiu que não entendeu.
No seu típico jornalismo dissimulado, no qual finge que noticia tudo para não revelar sua parcialidade, a Folha publicou a crítica de Lula, mas afirmou que o presidente se referia ao DEM. No Paraná, Lula apóia a candidatura de Osmar Dias (PDT), que enfrenta um adversário do PSDB. Por que iria se referir ao minguado DEM, sem a menor relevância na disputa?
A Folha não quis passar aos seus leitores que era a ela, entre outros, que Lula se referia. Que ela é uma das donas do engenho. Propriedade de uma das oito ou dez famílias, como disse Lula na entrevista ao Terra, que defendem seus privilégios e não a liberdade.
A Folha tem sido um expoente na campanha contra Lula e Dilma. Desde antes do início da campanha eleitoral já disseminava notícias levianas como a falsa ficha de Dilma, produzida por um site de ultradireita. Agora, tenta de todas as maneiras ir contra a vontade popular de eleger Dilma e empenha sua estrutura, inclusive o instituto de pesquisas que detém, para criar fatos e manipular informações.
Só que a senzala já está instruída, tem acesso a novas fontes de informação e não cai mais no conto das oligarquias. O povo brasileiro, muito mais que os jornais de algumas famílias, preza a democracia que possibilitou a eleição de Lula e a melhora constante em sua qualidade de vida. Deseja que Dilma leve adiante esse projeto e repudia o candidato da mídia e suas baixarias.
Em outro recado dirigido à grande mídia, que escreve o que quer, mas não tolera ouvir o que não quer, Lula ironizou os jornais, revistas e seus colunistas, que o acusam de ameaçar a democracia. “Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia?”
Todo mundo que acompanhou o comício de Lula em Curitiba ou pela internet – no de Campinas o vídeo no Tijolaço foi assistido por mais de 4 mil pessoas – entendeu claramente a quem Lula se dirigia. Menos a Folha de S. Paulo. Ou melhor, entendeu, mas fingiu que não entendeu.
No seu típico jornalismo dissimulado, no qual finge que noticia tudo para não revelar sua parcialidade, a Folha publicou a crítica de Lula, mas afirmou que o presidente se referia ao DEM. No Paraná, Lula apóia a candidatura de Osmar Dias (PDT), que enfrenta um adversário do PSDB. Por que iria se referir ao minguado DEM, sem a menor relevância na disputa?
A Folha não quis passar aos seus leitores que era a ela, entre outros, que Lula se referia. Que ela é uma das donas do engenho. Propriedade de uma das oito ou dez famílias, como disse Lula na entrevista ao Terra, que defendem seus privilégios e não a liberdade.
A Folha tem sido um expoente na campanha contra Lula e Dilma. Desde antes do início da campanha eleitoral já disseminava notícias levianas como a falsa ficha de Dilma, produzida por um site de ultradireita. Agora, tenta de todas as maneiras ir contra a vontade popular de eleger Dilma e empenha sua estrutura, inclusive o instituto de pesquisas que detém, para criar fatos e manipular informações.
Só que a senzala já está instruída, tem acesso a novas fontes de informação e não cai mais no conto das oligarquias. O povo brasileiro, muito mais que os jornais de algumas famílias, preza a democracia que possibilitou a eleição de Lula e a melhora constante em sua qualidade de vida. Deseja que Dilma leve adiante esse projeto e repudia o candidato da mídia e suas baixarias.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Ontem a Folhona Tentou de Novo
Por vários motivos não consegui ontem sentar à frente do computador para atualizar meu blog.
Cá estou de volta hoje, sem deixar de trazer a tentativa da folhona ontem novamente tentar descaracterizar a candidata Dilma, imputando-lhe mais acusações sem nenhuma prova ou mesmo coerência no que escreveu. Vamos então ver na página da CARTA MAIOR o que aconteceu e a resposta de Dilma ao jornaleco:
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (20) que a Folha de São Paulo agiu com parcialidade e má-fé ao publicar uma matéria sobre supostas irregularidades encontradas em pareceres do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. O jornal tenta estabelecer uma relação irregular entre a empresa Meta Instituto de Pesquisa e a candidata, quando esta era secretária estadual, mas não informa que as contas de Dilma foram todas aprovadas pelo TCE. Ela falou sobre o tema durante uma visita ao bairro Alcântara, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Dilma contou que a contratação da Meta (empresa referida na matéria da Folha) ocorreu via tomada de preços e leu um trecho de um parecer do Ministério Público gaúcho no processo que foi analisado pelo TCE, demonstrando que ela não podia ser responsabilizada pela falta de funcionários na Secretaria de Energia do estado. A candidata lamentou que o jornal tenha agido de má fé ao abordar o tema.
Segue a íntegra da fala de Dilma (conforme vídeo aqui):
Eu quero fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal Folha de S. Paulo. Eu fui julgada em todos os anos, vou dizer precisamente quais anos, pelo TCE: 93, 94, 95, 2000, 2001, 2002. Todas as minhas contas foram aprovadas. Todas. Esta informação não está na matéria. Chega ao ponto de me acusar de eu ter feito um contrato em 94 e depois a empresa ter feito um contrato em 2009. É a única acusação de futuro que já vi na vida. Ou seja, a minha responsabilidade é porque 10 anos depois fizeram um contrato com a empresa. Que história é essa?
Em algum momento da matéria ficou claro para vocês que eu tive as contas aprovadas? Não. Esta informação, extremamente relevante, foi ocultada. A matéria é parcial e de má fé. Além disso, eu cheguei na Secretaria de Energia do Rio Grande do Sul e tinha dois funcionários concursados. Não se faz uma secretaria com dois funcionários concursados.
O parecer do Ministério Público [diz]: ´considerando que a situação em tela se trata de deficiência de ordem estrutural, que perdura de longa data, e as procedentes manifestações da senhora Dilma Vana Rousseff, somos da opinião que a mesma não pode ser responsabilizada´.
O voto do pleno do tribunal é pela aprovação das minhas contas. Eu gostaria de saber onde está isso escrito nessa matéria? Onde essa matéria parcial, enviesada, colocou que as minhas contas foram aprovadas? Todas [as contas foram aprovadas]. Eu nunca tive uma conta rejeitada.
Me acusar? Sabe o que era a pesquisa da Meta [empresa de consultoria]? Sobre emprego e desemprego. Porque na época [a fundação] Seade/Dieese de São Paulo tinha feito uma apuração de emprego e desemprego. Contratamos por tomada de preço a empresa Meta. Me acusar porque em 2009 a Secom [Secretaria de Comnicação Social da Presidência da República] contratou a Meta é de fato um absurdo. É prova absoluta de má fé. Pergunto outra vez: onde está na matéria que minhas contas foram aprovadas? Em que parte da matéria está isso?
No meu blog eu vou colocar todas as manifestações do tribunal para evitar essa distorção escandalosa cometida contra mim pelo jornal Folha de S. Paulo.
Cá estou de volta hoje, sem deixar de trazer a tentativa da folhona ontem novamente tentar descaracterizar a candidata Dilma, imputando-lhe mais acusações sem nenhuma prova ou mesmo coerência no que escreveu. Vamos então ver na página da CARTA MAIOR o que aconteceu e a resposta de Dilma ao jornaleco:
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (20) que a Folha de São Paulo agiu com parcialidade e má-fé ao publicar uma matéria sobre supostas irregularidades encontradas em pareceres do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. O jornal tenta estabelecer uma relação irregular entre a empresa Meta Instituto de Pesquisa e a candidata, quando esta era secretária estadual, mas não informa que as contas de Dilma foram todas aprovadas pelo TCE. Ela falou sobre o tema durante uma visita ao bairro Alcântara, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Dilma contou que a contratação da Meta (empresa referida na matéria da Folha) ocorreu via tomada de preços e leu um trecho de um parecer do Ministério Público gaúcho no processo que foi analisado pelo TCE, demonstrando que ela não podia ser responsabilizada pela falta de funcionários na Secretaria de Energia do estado. A candidata lamentou que o jornal tenha agido de má fé ao abordar o tema.
Segue a íntegra da fala de Dilma (conforme vídeo aqui):
Eu quero fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal Folha de S. Paulo. Eu fui julgada em todos os anos, vou dizer precisamente quais anos, pelo TCE: 93, 94, 95, 2000, 2001, 2002. Todas as minhas contas foram aprovadas. Todas. Esta informação não está na matéria. Chega ao ponto de me acusar de eu ter feito um contrato em 94 e depois a empresa ter feito um contrato em 2009. É a única acusação de futuro que já vi na vida. Ou seja, a minha responsabilidade é porque 10 anos depois fizeram um contrato com a empresa. Que história é essa?
Em algum momento da matéria ficou claro para vocês que eu tive as contas aprovadas? Não. Esta informação, extremamente relevante, foi ocultada. A matéria é parcial e de má fé. Além disso, eu cheguei na Secretaria de Energia do Rio Grande do Sul e tinha dois funcionários concursados. Não se faz uma secretaria com dois funcionários concursados.
O parecer do Ministério Público [diz]: ´considerando que a situação em tela se trata de deficiência de ordem estrutural, que perdura de longa data, e as procedentes manifestações da senhora Dilma Vana Rousseff, somos da opinião que a mesma não pode ser responsabilizada´.
O voto do pleno do tribunal é pela aprovação das minhas contas. Eu gostaria de saber onde está isso escrito nessa matéria? Onde essa matéria parcial, enviesada, colocou que as minhas contas foram aprovadas? Todas [as contas foram aprovadas]. Eu nunca tive uma conta rejeitada.
Me acusar? Sabe o que era a pesquisa da Meta [empresa de consultoria]? Sobre emprego e desemprego. Porque na época [a fundação] Seade/Dieese de São Paulo tinha feito uma apuração de emprego e desemprego. Contratamos por tomada de preço a empresa Meta. Me acusar porque em 2009 a Secom [Secretaria de Comnicação Social da Presidência da República] contratou a Meta é de fato um absurdo. É prova absoluta de má fé. Pergunto outra vez: onde está na matéria que minhas contas foram aprovadas? Em que parte da matéria está isso?
No meu blog eu vou colocar todas as manifestações do tribunal para evitar essa distorção escandalosa cometida contra mim pelo jornal Folha de S. Paulo.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Desmonte dos Factóides
Rede Brasil Atual
São Paulo – Desde o início da série de acusações contra Erenice Guerra, que na quinta-feira (16) pediu demissão do cargo de ministra-chefe da Casa Civil para se defender dos ataques, internautas e blogueiros descobrem cada vez mais indícios de que as matérias veiculadas pelos principais grupos de comunicação do país contêm erros básicos de jornalismo e se utiliza de fontes de pouca credibilidade.
O jornalista Luis Nassif reproduz a primeira página do jornal Folha de S.Paulo desta sexta (17) e demonstra, em seu post de título "Folha - a mentira na primeira página", que a história do empresário que teria sido vítima de tentativa de corrupção por parte de um filho da ex-ministra, carece de precisão e, por isso mesmo, levanta suspeitas de nova manipulação da mídia para atacar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, e favorecer a do tucano José Serra.
O mesmo blog (luisnassifonline.com.br), mostra que a Folha tentou esconder que Rubnei Quícoli, a quem chama de consultor, é ex-presidiário. Esconde também que a empresa ERDB, para a qual o "consultor" tentou levantar um empréstimo bilionário junto ao BNDES, afirma em nota que "Quícoli "não responde legalmente pela empresa, nem tampouco, está habilitado a fazer declarações em nome da empresa" (leia a íntegra).
"Quando publicou a matéria completa em seu portal, o jornal limitou o acesso a uma pequena nota com o histórico criminal de Quícoli apenas para assinantes - mas manteve todas as demais matérias com as acusações abertas para todos os internautas. O "esquecimento" foi notado - veja no Vi o Mundo - e corrigido mais tarde.
Brizola Neto, em seu Tijolaço, questiona se o destino da República pode ser jogado nas maos de um extorcionista. Segundo novas matérias dos grandes jornais e portais, e-mails enviados por Quícoli à órgãos do governo seriam a prova de que o Planalto já saberia de supostos esquemas de propina envolvendo a Casa Civil, quando pode muito mais ser sinal de o "consultor" possa ter apenas buscado meios de obter ganhos financeiros por vias ilegais.
DO BLOGUEIRO> NÃO DEIXE DE LER OS LINKS DA MATÉRIA.
São Paulo – Desde o início da série de acusações contra Erenice Guerra, que na quinta-feira (16) pediu demissão do cargo de ministra-chefe da Casa Civil para se defender dos ataques, internautas e blogueiros descobrem cada vez mais indícios de que as matérias veiculadas pelos principais grupos de comunicação do país contêm erros básicos de jornalismo e se utiliza de fontes de pouca credibilidade.
O jornalista Luis Nassif reproduz a primeira página do jornal Folha de S.Paulo desta sexta (17) e demonstra, em seu post de título "Folha - a mentira na primeira página", que a história do empresário que teria sido vítima de tentativa de corrupção por parte de um filho da ex-ministra, carece de precisão e, por isso mesmo, levanta suspeitas de nova manipulação da mídia para atacar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, e favorecer a do tucano José Serra.
O mesmo blog (luisnassifonline.com.br), mostra que a Folha tentou esconder que Rubnei Quícoli, a quem chama de consultor, é ex-presidiário. Esconde também que a empresa ERDB, para a qual o "consultor" tentou levantar um empréstimo bilionário junto ao BNDES, afirma em nota que "Quícoli "não responde legalmente pela empresa, nem tampouco, está habilitado a fazer declarações em nome da empresa" (leia a íntegra).
"Quando publicou a matéria completa em seu portal, o jornal limitou o acesso a uma pequena nota com o histórico criminal de Quícoli apenas para assinantes - mas manteve todas as demais matérias com as acusações abertas para todos os internautas. O "esquecimento" foi notado - veja no Vi o Mundo - e corrigido mais tarde.
Na internet, as novas acusações da Folha já começam a ganhar o apelido de "a notícia 171".
Brizola Neto, em seu Tijolaço, questiona se o destino da República pode ser jogado nas maos de um extorcionista. Segundo novas matérias dos grandes jornais e portais, e-mails enviados por Quícoli à órgãos do governo seriam a prova de que o Planalto já saberia de supostos esquemas de propina envolvendo a Casa Civil, quando pode muito mais ser sinal de o "consultor" possa ter apenas buscado meios de obter ganhos financeiros por vias ilegais.
DO BLOGUEIRO> NÃO DEIXE DE LER OS LINKS DA MATÉRIA.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Eles Continuarão Tentando
Parece que agora caímos no vale tudo. Todo e qualquer denuncismo vira notícia e manchete de jornais e revistas que tentam a todo custo salvar a eleição para o candidato tucano. Na edição de hoje a folhona baseou-se no depoimento de um ex-presidiário para montar ilações sobre o "tráfico de influência" que segundo a Veja aconteceu na Casa Civil do governo federal. Segundo o meliante todo o dinheiro iria para a campanha da Dilma. Realmente eles estão desesperados. Ninguém vai pará-los? Veja detalhes abaixo.
Do Nassif:
Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:
DE BRASÍLIA
O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.
Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.
Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.
A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:20
Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.
Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.
Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.
No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.
Comunicado do BNDES
Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:
Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.
Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.
O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.
Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:53
Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.
No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".
Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.
Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.
Mas o texto da Folha diz o contrário:
"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."
Alguém pode me explicar porque cargas d'agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.
Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?
Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.
É.....O DESESPERO CRIA SITUAÇÕES INIMAGINÁVEIS. E AINDA FALTAM 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES. O QUE VEM AMANHÃ??????
Do Nassif:
Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:
- Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas.
- A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C . Todo o restante são acusações declaratórias. Nenhum juiz do mundo tomaria como verdade acusações desacompanhadas de provas, de um sujeito que acaba de sair da cadeia.
- O jornal não explica como um sujeito com duas condenações criminais, que passou dez meses na prisão dois anos atrás, pilota um projeto de R$ 9 bilhões. É apostar demais na ignorância dos leitores.
- O BNDES é um banco técnico, constituído exclusivamente por funcionários de carreira trabalhando de forma colegiada. É impossível a qualquer pessoa – até seu presidente – influenciar a análise do comitê de crédito. Essa informação pode ser facilmente confirmada com qualquer ex-presidente do banco, de qualquer governo. É só conversar com o Luiz Carlos Mendonça de Barros, Pérsio Arida, Antonio Barros de Castro, Márcio Fortes – que foram presidentes durante o governo FHC. A ilação principal da reportagem – a de que o projeto de financiamento foi recusado pelo BNDES depois da empresa ter recusado a assessoria da Capital – não se sustenta. Coloca sob suspeita uma instituição de reconhecimento público fiando-se na palavra de um sujeito que já sofreu três condenações na Justiça e três anos atrás passou dez meses preso.
- Existem empresas de consultoria que preparam projetos para o BNDES e cobram entre 5 a 7% sobre o valor financiado. É praxe no mercado. Confundir essa taxa com propina é má fé. Segundo o empresário que denunciou, Israel apresentou uma proposta de acompanhamento jurídico de processos da empresa, que acabou não sendo assinado. Tudo em cima de declarações.
- Ninguém vai negociar propostas ocultas em reuniões formais na Casa Civil, à luz do dia. Só faltava.
PERFIL Consultor teve 2 condenações na Justiça de SP
DE BRASÍLIA
O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.
Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.
Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.
A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:20
Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.
Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.
Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.
No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.
Comunicado do BNDES
Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:
Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.
Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.
O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.
Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.
Enviado por luisnassif, qui, 16/09/2010 - 16:53
Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.
No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".
Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.
Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.
Mas o texto da Folha diz o contrário:
"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."
Alguém pode me explicar porque cargas d'agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.
Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?
Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.
É.....O DESESPERO CRIA SITUAÇÕES INIMAGINÁVEIS. E AINDA FALTAM 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES. O QUE VEM AMANHÃ??????
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Exterminador de Factóides
Do Óleo do Diabo
A imprensa amanheceu hoje esperneando que nem porco morrendo à faca. Estão desesperados. A história do sigilo não rendeu votos. O pouco que Dilma perdeu na classe alta, ganhou na classe média e na classe baixa, e os votos perdidos, de qualquer forma, não migraram para o Zé Mídia, e sim para Marina Silva.
Então surgiu a Veja, com nova bala de prata. Os jornalões botaram dezenas de repórteres para repercutir o caso ad nauseam e fuçar a vida inteira de Erenice Guerra e seus parentes. Se usassem 5% dessa energia para investigar Serra ou qualquer tucano, apareciam quatrocentos e cinquenta escândalos cabeludos muito piores do que um factóide mentiroso sobre o amigo do filho da secretária que disse que era dono de uma empresa e não era, ou da irmã da secretária que contratou um escritório onde trabalhava seu irmão pela mixaria de 25 mil reais. E na empresa do amigo do irmão trabalha um advogado que é um dos duzentos advogados da campanha de Dilma Rousseff.
Se você não entendeu nada, não se preocupe. É mais um factóide que eles vão esticar até arrebentar. Mas suspeito que o brasileiro já está de saco cheio dessas baixarias ininteligíveis da oposição midiática. Porque só agora vem perseguir Erenice Guerra? Ela tá no governo desde 2002. Por que às vésperas da eleição o Globo dá manchete para advertir a população de que ela tem uma micro-empresa (provavelmente inativa) de confecção?
O Zé Mídia, que também é Zé Baixaria, agora se juntou com a Marina Traíra, num duetozinho vil para tentar levar as eleições para o segundo turno. Desse jeito, Marina, que poderia sair da eleição com dignidade, ficará marcada pela pecha de ter explorado os preconceitos conservadores da mídia para ganhar alguns pontinhos duvidosos na pesquisa.
Mas se você quer encontrar respostas para o factóide, sugiro alguns drinks de Nassif:
Tomando qualquer um desses drinks, você ganha um especial da casa, esse aqui.
Então surgiu a Veja, com nova bala de prata. Os jornalões botaram dezenas de repórteres para repercutir o caso ad nauseam e fuçar a vida inteira de Erenice Guerra e seus parentes. Se usassem 5% dessa energia para investigar Serra ou qualquer tucano, apareciam quatrocentos e cinquenta escândalos cabeludos muito piores do que um factóide mentiroso sobre o amigo do filho da secretária que disse que era dono de uma empresa e não era, ou da irmã da secretária que contratou um escritório onde trabalhava seu irmão pela mixaria de 25 mil reais. E na empresa do amigo do irmão trabalha um advogado que é um dos duzentos advogados da campanha de Dilma Rousseff.
Se você não entendeu nada, não se preocupe. É mais um factóide que eles vão esticar até arrebentar. Mas suspeito que o brasileiro já está de saco cheio dessas baixarias ininteligíveis da oposição midiática. Porque só agora vem perseguir Erenice Guerra? Ela tá no governo desde 2002. Por que às vésperas da eleição o Globo dá manchete para advertir a população de que ela tem uma micro-empresa (provavelmente inativa) de confecção?
O Zé Mídia, que também é Zé Baixaria, agora se juntou com a Marina Traíra, num duetozinho vil para tentar levar as eleições para o segundo turno. Desse jeito, Marina, que poderia sair da eleição com dignidade, ficará marcada pela pecha de ter explorado os preconceitos conservadores da mídia para ganhar alguns pontinhos duvidosos na pesquisa.
Mas se você quer encontrar respostas para o factóide, sugiro alguns drinks de Nassif:
Tomando qualquer um desses drinks, você ganha um especial da casa, esse aqui.
domingo, 12 de setembro de 2010
Terrorismo da Midia Precisa de Resposta
Do blog do Miro
Reproduzo artigo indignado de Mauro Carrara, publicado no blog Viomundo:
Carta ao Presidente Lula e à Sra. Dilma Rousseff
Senhor presidente, senhora candidata,
Certa vez, ao perceber o limite da tolerância ultrapassado, o diplomata italiano Baldassare Castiglione pronunciou uma frase que incomodou seus colegas e o episcopado romano.
– Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.
Baseado nessa sentença, séculos depois, o escritor Émile Zolá escreveu no L’Aurore o célebre artigo J’accuse (Eu acuso), em que aponta os poderosos conspiradores e malfeitores que haviam destruído a reputação e a vida do capitão do exército francês Alfred Dreyfus, injustamente acusado e condenado por traição.
Em seu ácido, duro e brilhante texto, Zolá denuncia cada um dos responsáveis pela produção de falsas provas, assim como a parcela da imprensa que se empenhou em iludir o público e incitar o ódio contra o militar e seus defensores.
O escritor ergue o dedo na direção dos veículos de comunicação que se juntaram à conspiração. Vale recordar o trecho:
– Eu acuso os gabinetes de guerra de terem liderado na imprensa, particularmente no L’Éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável para distrair a opinião e encobrir seus erros.
Hoje, no Brasil, assistimos atônitos a uma série de atentados terroristas praticados pela mídia, mais especificamente pelas Organizações Globo, pela Editora Abril (sobretudo por meio da revista Veja), pela Folha de S. Paulo e pelos veículos do Grupo Estado.
Por conta de interesses eleitorais, esses veículos de comunicação converteram-se em núcleos de terrorismo organizado, servindo especialmente aos partidos neoconservadores, o PSDB, de José Serra, e o DEM.
Liderados pelo Instituto Millenium praticam diariamente atentados contra a Democracia e o Estado de Direito.
Caluniam, difamam, injuriam e praticam fraudes, sempre impunemente, sempre arrogantemente, sem que se sejam alcançados pelo braço da lei.
Infelizmente, não há policial, promotor ou magistrado que se ocupe de enquadrar essas gangues e os grupos econômicos que as sustentam.
O cidadão está só, indefeso, pois não vê qualquer reação dos tribunais regulares, da tendenciosa justiça eleitoral, tampouco do Executivo Federal.
Dessa forma, o consórcio Globo-Abril-Folha-Estado segue agredindo barbaramente não somente os bons valores e princípios, mas também todos aqueles que lutam para consolidar a democracia no Brasil.
A seleção maliciosa de temas e a edição criminosa dos textos jornalísticos têm marcado a cobertura das Eleições 2010.
O golpismo irrompe explícito em todos os conteúdos políticos publicados pelas famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita.
Depois da criação do factoide que envolve a Receita Federal, o “Setembro de Fogo” ganhou mais um crime da lavra do “jornalista” Diego Escosteguy, funcionário do panfleto terrorista da família Civita.
Convém lembrar que o mesmo elemento publicou em 28/01/2006 a reportagem “Caixa financia obra da Vila Panamericana sem licitação”, um peça de sabotagem política construída a partir de dados incorretos, incompletos e fantasiosos.
Diego Escosteguy e muitos de seus colegas do bando de Veja deveriam, na verdade, ocupar celas em prisões de segurança máxima, considerada a natureza destrutiva e criminosa do material contaminado que disseminam, semanalmente, para envenenar as relações sociais em nosso país.
Em seu mais recente crime, Veja e Escosteguy mentem, caluniam, difamam, adulteram fatos e agridem covardemente a Sra. Erenice Guerra, funcionária dedicada do Governo Federal, reconhecida por sua competência e reta conduta.
A “reportagem” denominada “O polvo no poder” constitui-se em inacreditável coleção de mentiras, exageros, deduções ilógicas, deturpações e invenções maliciosas, uma bomba midiática destinada a destruir reputações e estimular os setores mais reacionários da sociedade à prática de delitos que rompam a ordem institucional.
O Sr. Leonel de Moura Brizola nos ofereceu inúmeros exemplos de coragem e determinação, especialmente no que tange às ações de combate aos terroristas midiáticos do consórcio Globo-Abril-Folha-Estado.
Nós o vimos lutando bravamente, por exemplo, quando as Organizações Globo tentaram fraudar o resultado da eleição de 1982, no famoso Escândalo Pronconsult.
Cabe-vos, portanto, neste momento decisivo da vida nacional copiar esse modelo de conduta e liderar sem medo uma ação de cidadania que vise a coibir tais ações terroristas e encaminhar juridicamente o enquadramento não somente dos falsos jornalistas, mas também de seus capatazes e dos donos dos latifúndios midiáticos.
Isso requer de vossa parte um imediato J’accuse público de figuras nefastas como Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, José Roberto Guzzo, Mario Sabino, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita e Otávio Frias Filho.
Ao nomear os mandantes e autores do terrorismo midiático, vacina-se a população brasileira contra a vírus da desinformação.
Além disso, constitui-se precedente para que todos os cidadãos prejudicados pelo consórcio midiático possam engendrar suas defesas e exigir a devida reparação.
Não existe democracia sem que o Direito e a Justiça sejam observados também no labor da informação pública.
Hoje, esse serviço de máxima importância estratégica para o país está controlado por uma malta de coronéis e bandoleiros contratados, cujos crimes têm sido vergonhosamente desconsiderados pelas autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Exige-se uma resposta imediata, vigorosa e esclarecedora. E certamente é vossa a voz que o povo ouvirá.
Reproduzo artigo indignado de Mauro Carrara, publicado no blog Viomundo:
Carta ao Presidente Lula e à Sra. Dilma Rousseff
Senhor presidente, senhora candidata,
Certa vez, ao perceber o limite da tolerância ultrapassado, o diplomata italiano Baldassare Castiglione pronunciou uma frase que incomodou seus colegas e o episcopado romano.
– Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.
Baseado nessa sentença, séculos depois, o escritor Émile Zolá escreveu no L’Aurore o célebre artigo J’accuse (Eu acuso), em que aponta os poderosos conspiradores e malfeitores que haviam destruído a reputação e a vida do capitão do exército francês Alfred Dreyfus, injustamente acusado e condenado por traição.
Em seu ácido, duro e brilhante texto, Zolá denuncia cada um dos responsáveis pela produção de falsas provas, assim como a parcela da imprensa que se empenhou em iludir o público e incitar o ódio contra o militar e seus defensores.
O escritor ergue o dedo na direção dos veículos de comunicação que se juntaram à conspiração. Vale recordar o trecho:
– Eu acuso os gabinetes de guerra de terem liderado na imprensa, particularmente no L’Éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável para distrair a opinião e encobrir seus erros.
Hoje, no Brasil, assistimos atônitos a uma série de atentados terroristas praticados pela mídia, mais especificamente pelas Organizações Globo, pela Editora Abril (sobretudo por meio da revista Veja), pela Folha de S. Paulo e pelos veículos do Grupo Estado.
Por conta de interesses eleitorais, esses veículos de comunicação converteram-se em núcleos de terrorismo organizado, servindo especialmente aos partidos neoconservadores, o PSDB, de José Serra, e o DEM.
Liderados pelo Instituto Millenium praticam diariamente atentados contra a Democracia e o Estado de Direito.
Caluniam, difamam, injuriam e praticam fraudes, sempre impunemente, sempre arrogantemente, sem que se sejam alcançados pelo braço da lei.
Infelizmente, não há policial, promotor ou magistrado que se ocupe de enquadrar essas gangues e os grupos econômicos que as sustentam.
O cidadão está só, indefeso, pois não vê qualquer reação dos tribunais regulares, da tendenciosa justiça eleitoral, tampouco do Executivo Federal.
Dessa forma, o consórcio Globo-Abril-Folha-Estado segue agredindo barbaramente não somente os bons valores e princípios, mas também todos aqueles que lutam para consolidar a democracia no Brasil.
A seleção maliciosa de temas e a edição criminosa dos textos jornalísticos têm marcado a cobertura das Eleições 2010.
O golpismo irrompe explícito em todos os conteúdos políticos publicados pelas famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita.
Depois da criação do factoide que envolve a Receita Federal, o “Setembro de Fogo” ganhou mais um crime da lavra do “jornalista” Diego Escosteguy, funcionário do panfleto terrorista da família Civita.
Convém lembrar que o mesmo elemento publicou em 28/01/2006 a reportagem “Caixa financia obra da Vila Panamericana sem licitação”, um peça de sabotagem política construída a partir de dados incorretos, incompletos e fantasiosos.
Diego Escosteguy e muitos de seus colegas do bando de Veja deveriam, na verdade, ocupar celas em prisões de segurança máxima, considerada a natureza destrutiva e criminosa do material contaminado que disseminam, semanalmente, para envenenar as relações sociais em nosso país.
Em seu mais recente crime, Veja e Escosteguy mentem, caluniam, difamam, adulteram fatos e agridem covardemente a Sra. Erenice Guerra, funcionária dedicada do Governo Federal, reconhecida por sua competência e reta conduta.
A “reportagem” denominada “O polvo no poder” constitui-se em inacreditável coleção de mentiras, exageros, deduções ilógicas, deturpações e invenções maliciosas, uma bomba midiática destinada a destruir reputações e estimular os setores mais reacionários da sociedade à prática de delitos que rompam a ordem institucional.
O Sr. Leonel de Moura Brizola nos ofereceu inúmeros exemplos de coragem e determinação, especialmente no que tange às ações de combate aos terroristas midiáticos do consórcio Globo-Abril-Folha-Estado.
Nós o vimos lutando bravamente, por exemplo, quando as Organizações Globo tentaram fraudar o resultado da eleição de 1982, no famoso Escândalo Pronconsult.
Cabe-vos, portanto, neste momento decisivo da vida nacional copiar esse modelo de conduta e liderar sem medo uma ação de cidadania que vise a coibir tais ações terroristas e encaminhar juridicamente o enquadramento não somente dos falsos jornalistas, mas também de seus capatazes e dos donos dos latifúndios midiáticos.
Isso requer de vossa parte um imediato J’accuse público de figuras nefastas como Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, José Roberto Guzzo, Mario Sabino, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita e Otávio Frias Filho.
Ao nomear os mandantes e autores do terrorismo midiático, vacina-se a população brasileira contra a vírus da desinformação.
Além disso, constitui-se precedente para que todos os cidadãos prejudicados pelo consórcio midiático possam engendrar suas defesas e exigir a devida reparação.
Não existe democracia sem que o Direito e a Justiça sejam observados também no labor da informação pública.
Hoje, esse serviço de máxima importância estratégica para o país está controlado por uma malta de coronéis e bandoleiros contratados, cujos crimes têm sido vergonhosamente desconsiderados pelas autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Exige-se uma resposta imediata, vigorosa e esclarecedora. E certamente é vossa a voz que o povo ouvirá.
Folhona Perde o Senso de Ridículo
Do Luis Nassif
Nassif,
o Tavinho enlouqueceu de vez: touxe um agente de segurança do governo militar para opinar sobre o caráter da Dilma. Os caras enlouquecerem de vez. Link para assinantes :
Espião de Dilma
Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"
PLÍNIO FRAGA
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. "Ela não é tão boazinha assim", afirma.
"Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela."
Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.
Por Wagner Moraes
Nassif,
o Tavinho enlouqueceu de vez: touxe um agente de segurança do governo militar para opinar sobre o caráter da Dilma. Os caras enlouquecerem de vez. Link para assinantes :
Espião de Dilma
Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"
PLÍNIO FRAGA
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. "Ela não é tão boazinha assim", afirma.
"Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela."
Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.
Não se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada "comunidade de informações" na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a "subversiva".
O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.
"LOBO"
O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.
"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.
Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.
À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.
"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul. "Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."
Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.
CONTATO
"Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava", afirma ele hoje.
Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.
A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. "Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior", declara Ribeiro.
"O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas", declara.
Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.
Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar.
Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.
Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram "documentos, fotos e fitas" que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. "Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas", releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas.
"Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava."
Colaborou FERNANDO RODRIGUES, da Sucursal de Brasília
DO BLOGUEIRO> VOCÊ AINDA LÊ ESSE LIXO? GASTA SEU DINHEIRINHO PARA COMPRAR ISSO????
O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.
"LOBO"
O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.
"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.
Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.
À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.
"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul. "Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."
Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.
CONTATO
"Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava", afirma ele hoje.
Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.
A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. "Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior", declara Ribeiro.
"O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas", declara.
Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.
Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar.
Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.
Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram "documentos, fotos e fitas" que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. "Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas", releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas.
"Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava."
Colaborou FERNANDO RODRIGUES, da Sucursal de Brasília
DO BLOGUEIRO> VOCÊ AINDA LÊ ESSE LIXO? GASTA SEU DINHEIRINHO PARA COMPRAR ISSO????
sábado, 11 de setembro de 2010
Folhona: Cai a Máscara.
Brasília Confidencial No 333
O filme “A Vila” não é lá grande coisa, mas seu cenário é cheio de metáforas: um lugarejo de onde ninguém ousa sair por medo de monstros que habitariam a floresta que o cerca. Alguém disse que os monstros existem, mas eles nunca foram vistos e ninguém tem coragem de procurar a verdade.
Há exatos três meses, em 12 de junho, o maior jornal do país publicou uma notícia que, embora não citasse nenhuma fonte, era taxativa: um “grupo de inteligência” do comitê eleitoral de Dilma Rousseff usara dados fiscais sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, na montagem de um dossiê contra José Serra. Descobriu-se depois que outros sigilos teriam sido quebrados – da filha de Serra, do genro dele, de mais dois tucanos de alta plumagem – e ficou estabelecido a partir daí, como fato incontestável, que todos os dados acabaram fazendo parte do mesmo dossiê.
Assim como as feras da floresta de “A Vila”, os monstros que habitariam o submundo da campanha de Dilma nunca foram vistos em ação. Não há provas de que algum crime tenha sido cometido. Não há sequer indícios de que alguma ação clandestina tenha sido praticada. E praticamente ninguém teve coragem de procurar a verdade.
Até que…
A própria Folha de S. Paulo, autora da denúncia, publicou ontem, sexta-feira, uma notícia que desmente, uma por uma, suas acusações.
Depois de 90 dias em que tratou todas as contestações de Dilma e do PT com arrogância, a Folha confessa, em texto sem assinatura, produzido pela sucursal de Brasília: o comitê de Dilma não produziu um dossiê; apenas teve acesso a um dossiê feito pelo PT de São Paulo há cinco anos. Trata-se, na verdade, de uma papelada de cem páginas escrita pelo partido para solicitar que o Ministério Público e a Procuradoria da República investigassem possíveis irregularidades em privatizações tucanas, que poderiam ter beneficiado José Serra, sua filha e seu genro.
A Folha informa que o material que teria sido produzido pelo suposto “grupo de inteligência” da campanha de Dilma “é idêntico ao que o partido havia encaminhado cinco anos antes ao MP”. O jornal ainda confessa que as cem páginas produzidas pelo PT paulista resultam “de pesquisa em cartórios de registros de documentos, na Junta Comercial de São Paulo e em sites na internet”. E mais: reconhece que “não há nesse lote de papéis indício de quebra de sigilo bancário ou fiscal”.
Não há monstros na floresta. Apenas mentira e medo para assustar os moradores da vila.
A Folha não se retrata. Limita-se a noticiar “naturalmente” que mentiu. Durante 90 dias todos os grandes jornais e revistas adotaram as acusações da Folha como postulado e ponto de partida para a cobertura dos vazamentos de dados da Receita. Nos últimos 20 dias, praticamente não se falou em outra coisa, inclusive no Jornal Nacional, que tem dedicado blocos inteiros ao assunto.
Alguém vai pagar por isso?
No momento, quem paga é o eleitor, privado de informações isentas da imprensa.
No dia 3 de outubro, a conta pode ser jogada na mesa da oposição. E a vila toda poderá, enfim, passear livremente na floresta. Sem medo.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mais uma Tentativa???
Do Viomundo
Vejam só o artigo que a folhona publicou hoje. Será que vem ai uma ofensiva diferente da campanha tucana?
Dilma e o Senhor Jesus Cristo
FRANCESCO SCAVOLINI, na Folha de S. Paulo
As cartilhas cristãs de Dilma falam de opção pelos pobres e pelos menos favorecidos, mas a realidade dos seus projetos é totalmente diferente disso
Depois de saber que a então ministra Dilma Rousseff, há pouco tempo, havia participado da missa do padre Marcelo Rossi, abrindo inclusive a celebração com a leitura da Bíblia, procurei descobrir onde poderia ficar a “estrada de Damasco” da conversão da ex-guerrilheira comunista; dessa mulher que, aliás, há dois anos, questionada sobre a existência de Deus, respondera: “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?”.
Mas voltemos a “Damasco”. Eu estava ainda procurando, sem muita esperança, a tal estrada, quando, de repente, no último dia 19 de agosto, fui “transportado em espírito” para Brasília e eis que apareceu na sede da CNBB a própria Dilma, com uma voz fulgurante como o sol do meio-dia: “Você me desculpe, mas eu não sou de outra religião para ser convertida. Eu sou de origem cristã e católica, fui batizada”, respondeu a agora candidata petista ao jornalista que ousara perguntar se ela havia se convertido. E eis que apareceram nas mãos de Dilma dois documentos que ela brandia como armas vitoriosas: a carta-compromisso intitulada “Carta Aberta ao Povo de Deus” e a cartilha “Treze Motivos para o Cristão Votar em Dilma Rousseff”.
Nesses dois documentos, pude ler que Dilma “tem feito a opção de governar olhando pelos pobres e menos favorecidos, a mesma do evangelho do Senhor Jesus Cristo”.
Tudo realmente deslumbrante.
Eu ainda estava “em êxtase” quando tocou o meu telefone. Do outro lado estava um caro amigo, um padre muito engajado na pastoral das crianças, especialmente as mais pobres.
Quando lhe falei que eu estava encantado com as ideias da candidata petista, ele me levou de volta à realidade, bradando: “Você está louco, meu irmão? Leia com atenção o programa político do partido de Dilma, o PT, e volte a me ligar!”.
Desconfiado, comecei a pesquisar na internet : “PT pune dois deputados por serem contrários ao aborto”; “PT quer implementar a descriminalização do aborto”; “PT quer aprovar a lei da homofobia (padres e pastores poderão ser presos se falarem contra o homossexualismo)”; “PT é a favor do casamento homossexual”; “Dilma critica a greve de fome dos presos políticos cubanos”; “Dilma afirma que preso político em Cuba tem acesso mais fácil a mídia”.
Essas foram algumas das manchetes que encontrei. Confesso que fiquei horrorizado.
Pegando o telefone, liguei para o meu amigo e disse: “Padre, que absurdo! Como é possível? As cartilhas da Dilma dizem uma coisa. Falam de opção pelos pobres e menos favorecidos, mas a realidade dos seus projetos é totalmente outra.
Para o partido da Dilma, os mais indefesos, as criancinhas no ventre materno, os presos políticos, não valem nada, como também as ideias e opiniões diferentes devem ser menosprezadas e reprimidas”.
“Meu filho”, disse meu amigo ao telefone, “nunca esqueça aquela palavra do Senhor Jesus: “Cuidado, porque muitos virão em Meu nome. Vós, porém, não os sigais, pois são lobos vestidos de cordeiros; pelos frutos os conhecereis. Não pode árvore má dar frutos bons nem árvore boa dar maus frutos’”.
FRANCESCO SCAVOLINI, 54, doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino (Itália), é especialista em direito canônico.
Vejam só o artigo que a folhona publicou hoje. Será que vem ai uma ofensiva diferente da campanha tucana?
Dilma e o Senhor Jesus Cristo
FRANCESCO SCAVOLINI, na Folha de S. Paulo
As cartilhas cristãs de Dilma falam de opção pelos pobres e pelos menos favorecidos, mas a realidade dos seus projetos é totalmente diferente disso
Depois de saber que a então ministra Dilma Rousseff, há pouco tempo, havia participado da missa do padre Marcelo Rossi, abrindo inclusive a celebração com a leitura da Bíblia, procurei descobrir onde poderia ficar a “estrada de Damasco” da conversão da ex-guerrilheira comunista; dessa mulher que, aliás, há dois anos, questionada sobre a existência de Deus, respondera: “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?”.
Mas voltemos a “Damasco”. Eu estava ainda procurando, sem muita esperança, a tal estrada, quando, de repente, no último dia 19 de agosto, fui “transportado em espírito” para Brasília e eis que apareceu na sede da CNBB a própria Dilma, com uma voz fulgurante como o sol do meio-dia: “Você me desculpe, mas eu não sou de outra religião para ser convertida. Eu sou de origem cristã e católica, fui batizada”, respondeu a agora candidata petista ao jornalista que ousara perguntar se ela havia se convertido. E eis que apareceram nas mãos de Dilma dois documentos que ela brandia como armas vitoriosas: a carta-compromisso intitulada “Carta Aberta ao Povo de Deus” e a cartilha “Treze Motivos para o Cristão Votar em Dilma Rousseff”.
Nesses dois documentos, pude ler que Dilma “tem feito a opção de governar olhando pelos pobres e menos favorecidos, a mesma do evangelho do Senhor Jesus Cristo”.
Tudo realmente deslumbrante.
Eu ainda estava “em êxtase” quando tocou o meu telefone. Do outro lado estava um caro amigo, um padre muito engajado na pastoral das crianças, especialmente as mais pobres.
Quando lhe falei que eu estava encantado com as ideias da candidata petista, ele me levou de volta à realidade, bradando: “Você está louco, meu irmão? Leia com atenção o programa político do partido de Dilma, o PT, e volte a me ligar!”.
Desconfiado, comecei a pesquisar na internet : “PT pune dois deputados por serem contrários ao aborto”; “PT quer implementar a descriminalização do aborto”; “PT quer aprovar a lei da homofobia (padres e pastores poderão ser presos se falarem contra o homossexualismo)”; “PT é a favor do casamento homossexual”; “Dilma critica a greve de fome dos presos políticos cubanos”; “Dilma afirma que preso político em Cuba tem acesso mais fácil a mídia”.
Essas foram algumas das manchetes que encontrei. Confesso que fiquei horrorizado.
Pegando o telefone, liguei para o meu amigo e disse: “Padre, que absurdo! Como é possível? As cartilhas da Dilma dizem uma coisa. Falam de opção pelos pobres e menos favorecidos, mas a realidade dos seus projetos é totalmente outra.
Para o partido da Dilma, os mais indefesos, as criancinhas no ventre materno, os presos políticos, não valem nada, como também as ideias e opiniões diferentes devem ser menosprezadas e reprimidas”.
“Meu filho”, disse meu amigo ao telefone, “nunca esqueça aquela palavra do Senhor Jesus: “Cuidado, porque muitos virão em Meu nome. Vós, porém, não os sigais, pois são lobos vestidos de cordeiros; pelos frutos os conhecereis. Não pode árvore má dar frutos bons nem árvore boa dar maus frutos’”.
FRANCESCO SCAVOLINI, 54, doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino (Itália), é especialista em direito canônico.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Mais Provas do Uso Eleitoral
Para quem ainda nutre esperanças de que todo o estardalhaço criado pelo candidato tucano a respeito do vazamento de sigilos a partir da receita federal é algo novo e repugnante, três posts de hoje mostram que isso já vem sendo denunciado enquanto crime organizado no país desde 2000, quando o presidente era o Sr. FHC.
O primeiro post do Óleo do Diabo vai falar daquela época e dos mais de 17 milhões de brasileiros que foram vítimas da tal quadrilha. Leiam:
Respire fundo, amigo. Com essa, a bala de prata disparada por Serra contra sua adversária se torna lançamento de bolinha de papel. Após as declarações bombásticas de agentes políticos e editoriais histéricos falando de ameaça ao Estado de Direito, eis que o blog Tijolaço teve a idéia genial de pesquisar notícias (nem tão) antigas e descobriu que o maior vazamento de dados fiscais de contribuintes aconteceu em 2000, ou seja, durante o governo FHC. A polícia civil de SP (a PF na época estava ocupada queimando maconha no Jornal Nacional) desbaratou, na época, um esquema que lograra violar o sigilo de mais de 17 milhões de brasileiros.
Reproduzo abaixo post do Brizola Neto:
O segundo vem com informações sobre um requerimento do Deputado Arnaldo Faria de Sá, datado de 2009, que solicita uma audiência pública com os responsáveis da receita por conta de vazamentos de várias autoridades, inclusive do Presidente Lula. Veja o requerimento aqui no blog do Nassif.
Ainda sobre os vazamentos de 2009, uma série de reportagens foram feitas pelo SBT mostrando os esquemas das quadrilhas especializadas nessas informações. Na época da reportagem o então governador de São Paulo, José Serra, já sabia do vazamento de dados de seus familiares e foi entrevistado pela reportagem do SBT. Vejam aqui a tranquilidade com que ele fala sobre o assunto.
É de impressionar!!!
O primeiro post do Óleo do Diabo vai falar daquela época e dos mais de 17 milhões de brasileiros que foram vítimas da tal quadrilha. Leiam:
Respire fundo, amigo. Com essa, a bala de prata disparada por Serra contra sua adversária se torna lançamento de bolinha de papel. Após as declarações bombásticas de agentes políticos e editoriais histéricos falando de ameaça ao Estado de Direito, eis que o blog Tijolaço teve a idéia genial de pesquisar notícias (nem tão) antigas e descobriu que o maior vazamento de dados fiscais de contribuintes aconteceu em 2000, ou seja, durante o governo FHC. A polícia civil de SP (a PF na época estava ocupada queimando maconha no Jornal Nacional) desbaratou, na época, um esquema que lograra violar o sigilo de mais de 17 milhões de brasileiros.
Reproduzo abaixo post do Brizola Neto:
Violado sigilo fiscal de FHC! Em 2000…
Por sugestão de um comentarista, foi possível lembrar que há dez anos atrás, vazaram da Receita Federal os dados do Imposto de Renda de Fernando Henrique Cardoso, Sílvio Santos, Gugu Liberato e dados cadastrais de “apenas” 17 milhões de brasileiros.
Isso foi em abril de 2000. O presidente (o presidente “é o responsável pela bandidagem”, disse há dias o Estadão sobre o caso da atual quebra de sigilo) era um certo senhor chamado Fernando Henrique Cardoso, atualmente em viagem ao exterior e que se apresenta apenas nos seus artigos de jornal, onde pede ao Ministério Público que casse a candidatura de Dilma Rousseff.
Os dados eram vendidos em disquete, pela quantia de R$ 6 mil e a desfaçatez era tanta que chegavam a anunciar em classificados de jornal.
Não me recordo de o assunto ter ido parar nas manchetes de todos os jornais. Não me lembro de uma indignação da grande mídia, dos colunistas advertindo que a democracia estava ameaçada. Não registro a revolta de Serra e de outros “graúdos” da política com o vazamento. Era um caso de polícia e como caso de polícia foi tratado.
Mas as matérias da Época e a da Folha de 2000 estão aí, recordadas e disponíveis para os “lasserras” de ocasião olharem e se cobrirem de vergonha.
Tolice minha: como hão de se cobrir com o que não têm?
O segundo vem com informações sobre um requerimento do Deputado Arnaldo Faria de Sá, datado de 2009, que solicita uma audiência pública com os responsáveis da receita por conta de vazamentos de várias autoridades, inclusive do Presidente Lula. Veja o requerimento aqui no blog do Nassif.
Ainda sobre os vazamentos de 2009, uma série de reportagens foram feitas pelo SBT mostrando os esquemas das quadrilhas especializadas nessas informações. Na época da reportagem o então governador de São Paulo, José Serra, já sabia do vazamento de dados de seus familiares e foi entrevistado pela reportagem do SBT. Vejam aqui a tranquilidade com que ele fala sobre o assunto.
É de impressionar!!!
Assinar:
Postagens (Atom)

