Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks e o Tucano Perdedor

Brasília Confidencial No 406

O governo federal conseguiu aprovar no Congresso, no dia 2 deste mês, o novo marco regulatório da exploração de petróleo na camada de pré-sal mas as multinacionais norte-americanas do setor eram contrárias à mudança. E uma delas, a Chevron, recebeu em 2009, do então pré-candidato José Serra (PSDB), a promessa de que, caso eleito em 2010, modificaria as normas agora aprovadas. É o que está em telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch).

A revelação remete à campanha eleitoral. Os riscos que a Petrobrás sofreria e a ameaça sobre a riqueza do pré-sal sob um eventual governo do PSDB foi tecla insistentemente batida pela candidata Dilma Rousseff (PT), afirmações que Serra sempre negou.

“Nós mudaremos de volta” “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron. É o que relata telegrama citado pelo jornal Folha de S. Paulo que tem acesso antecipado, no Brasil, às informações vazadas através do WikiLeaks. Na época, Serra liderava as pesquisas de opinião e era, por muitos, considerado o provável futuro presidente.

“Vocês vão e voltam”

Conforme o jornal, o despacho mostra a frustração das petroleiras com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro. O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu: “Vocês vão e voltam”. A representante da Chevron relatou a conversa com o tucano ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio de Janeiro.

Ouvido pelo diário paulistano, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa mesmo o retorno ao modelo passado. Biasoto foi o responsável pela área de energia do programa de Serra. Na sua avaliação, o modelo de agora “impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”. Ele acrescentou que essa era a opinião de Serra.

Mais vantagem
O monopólio da Petrobras acabou em 1997, durante o governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso. Assim, a exploração das jazidas passou a seguir o modelo de concessão. Ou seja, a empresa vitoriosa na licitação tornava-se dona do petróleo a ser explorado. Em troca, pagava royalties ao governo. Quando os grandes campos de petróleo do pré-sal foram encontrados, o governo brasileiro, já no período Lula, alterou a proposta. As megajazidas passam a ser licitadas através de partilha e quem vencer terá de obrigatoriamente dividir o petróleo encontrado com a União. Uma situação mais vantajosa para o Brasil que passa a contar com a Petrobras na condição de operadora exclusiva dos campos e terá, pelo menos, 30% de participação nos consórcios com as demais empresas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Filha de Fujimori é Candidata

TeleSur


Keiko Fujimori, hija mayor del condenado ex presidente Alberto Fujimori, oficializó este martes su candidatura a las elecciones del próximo 10 abril en Perú, en que aparece entre los favoritos para suceder al actual mandatario, Alan García, según todos los sondeos.

De 35 años -edad mínima para postular a la presidencia en Perú-, Keiko Fujimori ingresó a la arena electoral desde el populoso barrio de Huaycán, uno de los más pobres de Lima, a 15 km al este de Lima, ante decenas de simpatizantes que enarbolaban carteles de su partido 'Fuerza 2011'.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os Tabus dos Mapas Eleitorais

Do Blog do Miro

Mapa eleitoral identifica a direita

Reproduzo artigo de Marcos Coimbra, intitulado "Os tons do azul", publicado na revista CartaCapital:

Quase toda a imprensa usou mapas coloridos nas representações dos resultados da eleição presidencial. E, por razões evidentes, foi consenso pintar de vermelho os estados onde Dilma Rousseff ganhou e de azul aqueles em que José Serra se saiu melhor.

É um procedimento que ajuda a visualizar o que aconteceu, mas que leva a diversos equívocos. O mais grave é dar a impressão de que fomos “dois Brasis” na eleição: na metade- de baixo (Sul, Sudeste e Centro-Oeste), predominando o azul e, na de cima (Nordeste e Norte), o vermelho.

Como todo mundo sabe que a parte azul é mais rica e moderna e a vermelha mais pobre e atrasada, a impressão provocada por mapas desse tipo é de que o Brasil desenvolvido foi derrotado pelo subdesenvolvido. Se dependesse do primeiro, Serra seria o presidente. Inversamente, dos mapas emerge a conclusão de que Dilma venceu à custa da pobreza.

Mas é possível ir adiante nessa cartografia, buscando os matizes de cada cor. Por meio deles podemos identificar os nichos mais típicos de cada candidato, os lugares onde o azul é mais azul e o vermelho mais vermelho. É neles que o serrismo e o dilmismo atingiram seu auge e sua essência ficou mais clara.

Os da presidente eleita são fáceis de antecipar: Dilma alcançou seu máximo nos bolsões de extrema pobreza do interior do Nordeste. Lá, onde o Bolsa Família cobre quase toda a população, ela ultrapassou 90% dos votos, esmagando o adversário.

Que bela e convincente maneira de demonstrar que, quanto maior a pobreza, maior a derrota de Serra, maior a vitória do “paternalismo” sobre a “modernidade”, do analfabeto sobre o educado. O que deixa o quadro menos arrumado e complica a versão fácil que empolga os setores conservadores é que o serrismo tem uma geografia que desafia essa explicação. Pois, se o vermelho se acentua de forma previsível, o azul fica mais carregado em lugares inesperados. Em outras palavras, o voto Serra chegou ao ápice em municípios e regiões que de modernos e educados não têm nada.

São várias as explicações para o fato de o Acre ter sido o paraíso do serrismo. Não foi em São Paulo, onde ninguém estranharia que vencesse por larga margem, nem nas partes mais tradicionais do País que ele teve sua melhor performance. Foi lá, longe do “Sul Maravilha”, que Serra obteve mais que o dobro dos votos da petista, venceu em todos os municípios (salvo em Feijó) e está o município mais serrista do Brasil, Porto Acre, cidade miserável e de baixos níveis de escolaridade, onde suplantou Dilma por uma vantagem amazônica.

A versão mais corrente é que o petismo acriano seria responsável pela catástrofe. Depois de 12 anos no poder, o eleitorado teria mostrado, pelo voto em Serra, sua insatisfação com os irmãos Viana e seu grupo. Hipotéticas evidências são arroladas para sustentar a tese, desde desgastes com o funcionalismo público estadual a críticas ao modo como dialogam com a mídia.

O problema desse raciocínio é que tanto Tião Viana se elegeu governador quanto Jorge Viana senador. Ou seja, os acrianos teriam se comportado de maneira totalmente esdrúxula: para protestar contra os dois, os elegeram, mas derrotaram a candidata a presidente que apoiavam. Não seria muito mais lógico impedir que continuassem a administrar o estado?

Para complicar o “mistério acriano” e colocar sob suspeita as explicações localistas, Marina Silva também perdeu para Serra, apesar de “filha da terra”. E, em outros estados do “corredor do agronegócio”, houve vários resultados que sugerem que a avaliação de quem apoiava Dilma não teve efeito no voto que ela recebeu. Blairo Maggi, por exemplo, foi um dos campeões de voto para o Senado, elegeu seu candidato ao governo do Mato Grosso, mas viu Dilma perder.

Não foram fatos locais que explicaram o que aconteceu no Acre e nos demais estados vencidos pelo tucano. Também não foi uma oposição “Brasil moderno” vs. “Brasil arcaico”, como ilustram amplamente os casos do Acre e de Porto Acre. Não foi a educação que deu votos a Serra e a ignorância a Dilma.

Serra venceu onde venceu por fatores ideológicos (exceção de São Paulo, onde o bairrismo teve influência). Não foi um voto explicado pela sociologia (ou a geografia), mas pela política.

No Brasil inteiro, foi basicamente o eleitor antipetista, em muitos casos anticonservacionista, anti-indigenista e “antimovimentos sociais”, a favor da “agenda moral” e dos “valores tradicionais” que votou em Serra. Foi o eleitor de direita. No Sul e no Centro-Oeste, chegando ao Acre e a Roraima, ele era maioria, ainda que pequena. Por isso, Serra venceu nessas regiões. E perdeu no País, onde esse voto é minoria.

O predomínio do voto de direita no Acre é algo que merece estudo. Mas o certo é que Tião e Jorge Viana estão de parabéns pela vitória que tiveram em um estado que se inclinou tanto nessa direção. Sua votação mostra que, apesar disso, o eleitorado do Acre reconhece o trabalho que fizeram em benefício do estado.

sábado, 13 de novembro de 2010

Tiririca Sabe Ler e Escrever

Extra On Line

Donizeti Costa

SÃO PAULO - O presidente do TRE-SP, Walter de Almeida Guilherme, relatou nesta quinta-feira o que está ocorrendo a portas fechadas no processo que questiona se o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, nome de batismo do palhaço Tiririca, é ou não alfabetizado. Guilherme, além de falar dos procedimentos, divulgou alguns dos textos que o réu teve que ler para provar sua alfabetização. Segundo ele, o juiz aplicou um ditado retirado do livro "60 anos de Justiça Eleitoral", na página 51. Tiririca leu em voz alta a frase 'a promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral'. Almeida Guilherme revelou que Tiririca escreveu o texto lido. O comediante teve quer ler também duas manchetes de um jornal do dia.

- Hoje está se realizando a audiência do processo criminal, por objeto da denúncia do Ministério Público Eleitoral. O deputado eleito veio de manhã para fazer eventualmente uma perícia (escrita). Ele se recusou a fazer a perícia, como permite a lei, no sentido de ninguém ter que fornecer dados de autoincriminação. Mas o juiz na sua prerrogativa, como está fixado na lei, pediu a ele que se submetesse a um teste justamente para avaliar a sua alfabetização.

No entanto, Guilherme de Almeida enfatizou que não seria dele a sentença sobre o processo envolvendo o deputado eleito pelo PR.

DO BLOGUEIRO> As vezes a justiça brasileira cai em algumas armadilhas com uma ingenuidade inacreditável. Evidente que os interesses em "derrubar" o candidato Tiririca passaram muito longe das possíveis falhas em sua formação...
 

ENEM - Conclusões

Parece que o processo eleitoral do segundo turno - ou os interesses que cada lado defendiam - continuaram nos últimos dias na polêmica sobre o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. Aqueles que defendem uma sociedade controlada e dirigida pelo capital ou defende os interesses privados em detrimento dos interesses coletivos tomaram a postura de demonizar o ENEM, como uma ação desprovida de qualquer objetivo e utilidade. Outros, por sua vez, mais preocupados com a universalização dos direitos tiveram a prudência de ponderar possíveis falhas sem, entretanto, matar a iniciativa. Até a justiça teve embates internos ou procedimentais que caminharam nos dois espaços. Primeiro, pediu a anulação da prova, proibindo inclusive a divulgação do gabarito com os resultados. Depois, ouvindo os argumentos do MEC, volta atras e libera os resultados, garantindo novas provas para os que foram prejudicados, como já defendia o MEC anteriormente.

Mas os debates foram acalorados e dignos de serem reproduzidos (alguns deles, claro), pois esclarecem uma série de dúvidas e argumentos que alguns tentaram nos fazer acreditar durante os últimos dias. Nos próximos posts tomarei a liberdade de reproduzir alguns deles. Aqui, coloco a última decisão da justiça, divulgada na tarde de ontem.

Do TODOS PELA EDUCAÇÃO

Justiça libera o Enem 2010

Exame havia sido suspenso após decisão da Justiça Federal do Ceará

Ministro e advogado geral da União participam de reunião no Recife.
Do G1, em São Paulo

O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, derrubou a liminar que suspendia o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana. Segundo a assessoria de imprensa do TRF, a decisão saiu na manhã desta sexta-feira (12).

Após a decisão, o Ministério da Educação (MEC) informou que o gabarito e a página da internet que vai receber reclamações de estudantes prejudicados devem ser lançados ainda nesta sexta.

O exame havia sido suspenso na segunda-feira (8), em todo o país, depois de uma decisão da Justiça Federal do Ceará. A juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara, citou os erros verificados na prova e disse que a realização de uma nova prova poderia beneficiar um grupo de estudantes. De acordo com a decisão, também foram suspensas a divulgação do gabarito, a abertura de um site oficial para receber reclamações dos estudantes que se sentiram prejudicados e a realização da nova prova.

Na quinta (11), a Advocacia-Geral da União recorreu, a pedido do MEC.

O ministério alega que a teoria de resposta ao item (TRI), aplicada na elaboração e correção do Enem, garante que a nova prova terá o mesmo grau de dificuldade e não vai acarretar em vantagem a alguns estudantes.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o advogado geral Luís Inácio Adams se encontraram com o desembargador Gurgel de Faria, no Recife, depois da liberação do Enem.
 
Decisão
Segundo nota divulgada pelo TRF-5, o desembargador Gurgel de Faria entendeu que "a suspensão de um certame envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos" aos organizadores e candidatos de todo o país e que "a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de ensino superior".

Na decisão, também é citado um prejuízo de cerca de R$ 180 milhões aos cofres públicos, referentes à contratação da logística necessária.

Gurgel de Faria defendeu ainda que a decisão da Justiça Federal cearense de suspender a prova devido a uma "eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a 2.000 estudantes, finda por prejudicar todos os demais".

O Ministério Público Federal do Ceará, autor da ação civil pública que resultou na liminar que suspendeu o Enem, informou que ainda não foi notificado. Segundo a assessoria de imprensa, o procurador federal Oscar Costa Filho aguarda a decisão da Justiça Federal do Ceará sobre o pedido de anulação do Enem, feito na quarta-feira (10).
 
Exame
Cerca de 3,3 milhões de estudantes participaram do Enem 2010. Logo depois da primeira prova, no sábado, os estudantes reclamaram de erros na folha de respostas e no caderno de provas amarelo.

Na folha de respostas, os enunciados das áreas de conhecimentos estavam invertidos, na comparação com o caderno de questões. Alguns alunos alegam que preencheram o gabarito de forma invertida. O MEC havia informado que abriria uma página na internet para receber as queixas e que os casos seriam avaliados separadamente.

Estudantes que fizeram a prova amarela reclamaram que faltavam questões, outras estavam repetidas, a sequência numérica estava errada e havia, inclusive, páginas da prova branca incluídas no mesmo caderno. A estimativa é que cerca de 2 mil alunos tiveram problemas com a prova amarela. O ministério avalia a possibilidade de realizar um novo exame para essas pessoas.

Fonte: G1

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Globo e sua Semântica

Do Luis Nassif

Por Marco Aurélio Barroso
Incidências Semânticas nos títulos de O Globo

O resultado do 1º turno, com a expressiva votação em Marina, trouxe para os adeptos da candidatura Serra, como O Globo, uma tênue esperança de virada.

Platão dizia: as palavras dizem o que são. Então, vamos a elas.

Façamos, sem índole poética, um breve estudo das incidências semânticas dos 27 títulos do vespertino carioca no interregno da 1ª para 2º urna.

Em nenhum momento, O Globo se ausentou da luta. Diariamente, via-se estampada essa moral severa sempre bem utilizada quando se trata de ajudar o candidato dos sonhos e denegrir o candidato infernal.

Foi assim com Eduardo Gomes, foi assim com Juarez Távora, foi assim com Jânio Quadros, foi assim com Collor, foi assim com Serra.

Ocasionalmente, quando o candidato de O Globo vence, a vida os derrota. Um saiu (Collor), o outro foi saído (Jânio). Com O Globo sempre foi assim. Mas passemos.  

Nesses 27 títulos, tivemos 262 palavras. Dilma foi citada 11 vezes e Serra, 7. Os dois juntos apenas 2 vezes (no dia 12: Dilma e Serra mantêm mudança de tática;  e no dia 17: Meio ambiente não entra no discurso de Dilma e Serra).

A notar que, logo no dia seguinte, tem-se o dissabor da omissão de Marina.

Todas as incidências com o nome Dilma ou são negativas ou levam o leitor a algo vulnerável:

Dilma fará ofensiva para atrair voto conservador -  Dilma admite “salto alto” –
Dilma muda estratégia -Dilma lançará “Carta” contra aborto – Queda de Dilma, junta Lula, PT e Petrobras  - Inquérito liga nome de Dilma à violação de sigilo - Dilma nega acusação.

Somente no dia da eleição é que se tem, e pela primeira vez,  o nome Dilma sem estar ligado a algo negativo e mesmo assim num sub-titulo: Dilma mantém vantagem sobre Serra.  Enfim! 

Já o nome de Serra, a semelhanças de certas realezas, é sempre positivo. São poucas incidências pois não é fácil, mesmo para O Globo, achar algo positivo em seu patético candidato: Serra muda de rumo e defende legado de FH na campanha -  O novo resgate dos mineiros (com foto de Serra alusivo à vitória dos mineiros de Copiapó) -  Serra sobe o tom.   

Outro interessante aspecto é a utilização das aspas. Sempre com ironia e sempre a favor de Serra: Dilma:admite “salto alto” – Dilma lançará “Carta”  contra o aborto e o casamento gay – Imagens desmentem “indignação” de Lula.

A palavra Petrobras aparece 4 vezes. Em todas, negativamente: Diretor de estatal tem contratos com a Petrobras -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobras e MST  - Petrobrás muda prazo e explora o pré-sal na eleição - Petrobras faz campanha todos os dias.

Todas as palavras de cunho negativo, e são várias, juntam-se à Dilma: conservador, - aborto ilegal -  ataque direto -  inquérito -  violação -  nega acusação -  Erenice -  superavit falso - Casamento gay.

Nenhuma incidência de palavra de cunho negativo ligada ao nome Serra.

A palavra Lula (presidente)  é sempre mal-vista: Lula paralisa o governo, -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobrás e MST -  Lula não cumpriu -  “indignação” de Lula -  Lula adota o silêncio -  O presidente sai menor.

O nome Deus é citado uma vez: Candidatos invocam Deus e se atacam na propaganda da TV.  Mas, já ao fim, vendo que seu candidato não emplacava, o vespertino lança mão do representante dEle, aqui, na terra, para dar uma ajudazinha: Pressão dos bispos dá certo e Papa interfere na eleição.

O primeiro título de 5 de outubro poderia ser analisado mais profundamente: Dilma fará ofensiva religiosa para atrair voto conservador - sem querer me meter em assuntos Sociológicos, pois unir Igreja a conservadorismo, nos dias que correm, é algo perigoso, mas fica-se com o nítido proclama de que o derrotado Tasso, ao meter o braço no Sacerdote-celebrante,lá no norte, fez com o conservadorismo do título do vespertino o que, sobretudo em época eleitoral, não se deveria ter feito jamais.

O adérvbio não, só apareceu duas vezes: Meio ambiente não entra em discurso de Dilma e Serra -  Lula não cumpriu.....

Como o leitor pode concluir, mesmo que perfunctoriamente, a cobertura de O Globo é de desprezo total à verdade e ao leitor. Ou os fatos se submetem aos seus títulos ou danem-se os fatos. Não é jornalismo a ser seguido.   

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Salto e a Vitória de Dilma

Hoje, sem dúvida, é um dia especial. Depois de uma campanha regada a baixaria em grande escala até os últimos momentos, nossa candidata ganhou as eleições com mais de 12 milhões de votos de vantagem. A única decepção talvez esteja em ver alguns próximos fazer apologias pobres e sem nenhuma perspectiva de preocupação com o futuro, como comparações com desenhos animados, vontade de não ser brasileiro e remexer os números para afirmar que somente 41% dos brasileiros elegeram Dilma, querendo fazer crer que o índice de abstenção é um "protesto" ou mesmo desinteresse as coisas do país. Pode até ser. Por isso que sou ferrenho defensor do voto facultativo. Acho que até a irresponsabilidade precisa ser respeitada. Então, vote quem se preocupa com o país.

Mas aqui em Salto, nosso partido teve um desempenho bastante interessante. Dilma teve 52,1% dos votos e o tucano, 47,9%. Foram 31.047 votos para Dilma e 28.546 para o tucano. Na região, as cidades mais próximas em que Dilma ganhou as eleições foram Monte Mor, Votorantim e Cabreúva. No estado de SP, o tucano venceu com 54,05% frente a Dilma, com 45, 95%.

Nas grandes cidades como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto além da capital, também o candidato tucano foi mais feliz. Destaque para a vizinha cidade de Itu, onde o apoio do PV local teve bastante resultado. O tucano passou da casa dos 60%. Já em Indaiatuba, onde o partido que governa apoiava Dilma, o tucano também "levou", com quase 51% dos votos.

O que fez a diferença em Salto?

O que sempre fez a diferença no PT. Além de termos um histórico local bastante pró-PT, a atuação de nossa liderança - JUVENIL CIRELLI - e de nossos militantes, fez a diferença. Não foram medidos esforços para que a campanha na cidade estivesse sempre presente.

Poderia ser melhor? Sempre um resultado eleitoral pode ser melhor. Por ex., não foi TODA a militância que se engajou na campanha. Muitos companheiros e companheiras até históricos do partido, não participaram. Isso poderia trazer certamente mais votos.

Outra coisa bastante sentida na região foi a atuação (ou a não atuação) das lideranças locais e regionais. Como já disse, em Salto a atuação de JUVENIL foi preponderante. A pergunta que fica é: se as lideranças locais do PDT, do PSB, do próprio PP que teve votação expressiva na disputa a deputado federal, estivessem engajados na campanha do segundo turno, não teríamos um resultado mais expressivo?

O PDT, em nível nacional, "abraçou" a campanha de Dilma. Não podemos dizer o mesmo de nossa região. Indaiatuba e Salto, onde essas lideranças são mais expressivas, não vimos as mesmas atuando no segundo turno. Diferente do PV de Itu que com sua liderança eleita deputada, assumiu a candidatura do tucano e lhe proporcionou mais de 60% dos votos da cidade.

O que quero dizer com tudo isso?

1) Que o resultado de DILMA em Salto seria muito melhor se todos os partidos aliados nacionalmente atuassem localmente.
2) Que se as lideranças locais, ligadas a Dilma pelos seus partidos, fizessem campanha, como JUVENIL fez, teríamos um resultado mais positivo não só em Salto, mas na micro região também. Por que não fizeram?
3) Que a vitória de Dilma em Salto e no país forçará uma definição clara das lideranças regionais sobre o novo governo e nossa região.
4) Que isso tudo terá interferências claras nas eleições municipais de 2012. E quando falo tudo, incluo as questões regionais também. Não só as locais.

Por fim a grata surpresa desta eleição para mim foi o avanço do PSB nas esferas de poder nacionais. Nada menos que 6 governadores foram eleitos pelo partido. E o que é mais gratificante: todos com cortes claros de esquerda. Isso também terá evidentes interferências aqui em Salto. Os atuais pessebistas saltenses seguirão essa linha clara de opção do partido à esquerda?

Agora o momento é de descanso político e de muitas reflexões. Entretanto, é um momento muito curto. Nossa futura presidente já começou hoje a agendar as reuniões para transição de governo. No mundo da política os acontecimentos não esperam. Para nós saltenses é chegada a hora de pensarmos e definirmos as possibilidades e alternativas para 2012. Logo!!!

Oposição - O que Fica

Do Luiz Nassif

A grande disputa política pós-eleições não será entre PSDB e Dilma. Será, mais ostensivamente, entre José Serra e Aécio Neves pelo espólio do PSDB brasileiro. Mais discretamente, entre Serra e Alckmin, pelo comando do PSDB paulista.

Este é Serra. Seu estilo político, sua compulsão, seu perfil psicológico é o do conflito permanente, da desagregação, do estilo trator. Só que desta vez não terá o respaldo de um cargo relevante nem a perspectiva de uma nova candidatura à presidência, seja pela idade, seja pelas mágoas que construiu ao longo de sua carreira.

Em seu discurso de ontem, Serra tentou preservar um legado político que consiste no seguinte:

A exploração dos temores de uma classe média assustada, similar ao processo que culminou na Marcha da Família no pré-golpe de 1964. Com a diferença que os tempos são outros.Uma estrutura de militância virtual agressiva e sem limites, que ajudou a espalhar infâmias por todo o país.O apoio de comentaristas da velha mídia, que não abandonarão a guerra santa contra Dilma.

É pouco.

No momento esses grupos apoiam Serra por ainda se estar no calor da campanha. Mas, com exceção da mídia, não são forças que possam ser mobilizadas fora do embate eleitoral

A não ser que Serra pretenda ressuscitar os fantasmas do Padre Peyton, de Penna Botto, do IBAD e virar santinho de procissão.

Quando baixar a poeira, os palanques estarão com Alckmin, em São Paulo, com Aécio no Senado, atraindo parcelas relevantes do PSDB não paulista.

É totalmente fora de cogitação que Alckmin sirva de escada para Serra em São Paulo. O apoio de Alckmin visou apenas preservar a unidade do partido, com um ingrediente que tanto Serra quanto FHC nunca praticaram: a lealdade partidária.

Quando assumiu o governo de São Paulo, a primeira atitude de Serra foi varrer de seus cargos todos os seguidores de Alckmin. Nas eleições para prefeito, apoio Gilberto Kassab jogando Alckmin para escanteio.

Alckmin representa muito melhor o eleitorado conservador paulista do que Serra. É conservador por formação; Serra, por conveniência. Tem uma postura pública discreta, sem «forçar a amizade» - estilo que o paulista, por formação, detesta. O Serra que emerge desse campanha, com esse neopopulismo forçado, invadindo casas de pessoas, lendo a Bíblia, é mais falso do que Cds da Santa Ifigênia. Conseguiu o cacife em São Paulo praticando campanha negativa. Muitos votaram contra Dilma; poucos votaram nele. Tem relacionamento ótimo com os prefeitos, ao contrário de Serra que sempre os tratoiu com desprezo. É religioso mas não explora a religiosidade.

Com Alckmin, o paulista conservador depositará seu voto sem torcer o nariz.

No plano nacional, será impensável pensar que Serra conseguirá se impor. É desagregador, não terá plataforma de apoio sequer em São Paulo. Na campanha, não conseguiu criar uma imagem positiva, para se contrapor ao lulismo.

Ainda levará alguns meses até a poeira assentar de vez. Assim que os ecos da batalha estiverem distantes, o PSDB terá duas novas lideranças, ou disputa espaço ou se acertando entre si: Aécio no plano nacional, Alckmin no plano federal.

A Serra e FHC restarão as entrevistas periódicas ou artigos nos jornalões: FHC falando de país, de conceitos, dando o tom; Serra se lamentando e discursando contra a corrupção e a favor de Deus, da pátria e da família.

Os Mitos Sobre a Vitória de Dilma

Do Luis Nassif

Três mitos sobre a eleição de Dilma


Marcos Coimbra desfaz falsas análises a respeito da eleição da petista

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.

Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.

Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.

Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos “especialistas” desde a noite de domingo.

O “economicismo” – O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo.

Consiste em explicá-la pelo velho bordão “é a economia, estúpido!”

É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.

Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre “é a economia, estúpido!”

Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.

É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela “com o bolso”.
Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.

Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).

A “segmentação” – O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.

Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.

Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre “dois Brasis”, opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.

Também não é verdade que Dilma foi “eleita pelos pobres”. Ou afirmar que Serra era o “candidato dos ricos”. Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socioeconômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.

As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.

Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil e não em razão de um segmento.

O “paternalismo” – O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do “paternalismo” e do “assistencialismo”. Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família.

Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.

As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.


 Marcos Coimbra
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

Artigo - O DIA DA ESTACA

Brasília Confidencial No 377

AYRTON CENTENO

"Foi como um milagre; diante de nossos próprios
olhos, em menos de um segundo, todo o corpo se
transformou em pó e desapareceu de nossa vista”.

Drácula, De Bram Stoker
 
Milhões de brasileiros tomaram este domingo de outubro nas mãos com imenso cuidado. Havia um compromisso. Era preciso devolver as trevas às próprias trevas, o atraso ao atraso, o esgoto ao esgoto, a farsa aos farsantes, o medo ao medo, o ódio aqueles que odiosamente o disseminaram e a hipocrisia de uma campanha aos hipócritas que a conceberam e encenaram. Para depositar o século 13, que recentemente nos visitou, no seu sepulcro de 700 anos. Ao final da tarde, o serviço estava feito e a missão cumprida.

Bem antes das 12 badaladas que separam o dia que morre do dia que vai nascer soube-se, afinal, que a escuridão fora tragada pela própria escuridão. Neste 31 de outubro, ensolarado para uns, sombrio para outros, os eleitores partiram de casa portando duas armas: voto e vontade. Juntas, ambas transformaram-se, diante da urna, em um instrumento de redenção.

Mas foram além. Simultaneamente exorcizou-se o regressismo que acenava com um passado recente, mas também remoto graças aos adereços obscurantistas com que desfilou na campanha. A tarefa necessária foi realizada tendo a luz solar como cúmplice pois, como adverte a lenda, é quando o mal dorme na sua tumba.

Vontade e voto viraram estaca enfiada à força de martelo no coração da miséria moral que nos assolou. Quando a madeira rompeu a carne, houve um esgar, o pescoço se retorceu, as mandíbulas avançaram, os caninos se projetaram e as mãos ergueram suas garras além do esquife. Mas era tarde demais. Morreu, de morte matada, um tipo de fazer política que foge da política para se refugiar na agenda paralela dos temas de convicção religiosa e comportamental, até então ausentes da disputa. Que, sem vigor para andar com as próprias pernas, valeu-se da muleta da religião. Que plantou no ambiente eleitoral o questionamento do Brasil laico, sacramentado em 1899 com o advento da República e da separação entre Estado e Igreja. Que traficou para a campanha um fundamentalismo até então ausente, veículo que carrega consigo a ameaça aos atuais direitos da mulher e tolhe sua luta para alcançar novos direitos como se planteia em qualquer sociedade justa e harmônica. E a negação de plena cidadania aos homossexuais.

Distorções destiladas à superfície, mas, sobretudo, nos subterrâneos da infâmia. Morreu um tipo de vale-tudo que fez do preconceito contra a mulher alavanca de uma retórica assumida no horário eleitoral – a adversária vista como marionete e despreparada – ou muito mais ofensiva, mentirosa e covardemente expelida nas cloacas remuneradas do telemarketing e da internet.

Morreu a pantomima como elemento de campanha. Que levou ao paroxismo a dramatização de um episódio inexpressivo imaginando, afoita e equivocadamente, que o apoio de uma imprensa conivente até a medula seria o bastante para transmutar o pouco em muito, a água em vinho e o fiasco em tragédia.

Morreu um tipo de candidatura e de candidato que escalou seu caráter como mero serviçal de uma ambição sem limites. Que não hesitou diante de nenhum dos abismos que se abriram a sua frente: o do ridículo, o da mentira, o da calúnia, o do horror medieval.

Alguém poderá dizer: mas será mesmo que tudo isso morreu? E terá razão. A morte política, eventualmente, permite ressurreições. Como, durante algum tempo, estratégias canalhas tiveram certo grau de retorno, nada impede que alguém as exume da cripta e as ponha a andar novamente. Ou seja, os tempos que virão não nos dispensam de cautela e, de novo, voto e vontade.

Por enquanto, porém, a estaca está cravada e o vento já traz, dos sinos ao longe, o dobre de Finados. O 31 de outubro não sorriu para determinados políticos, projetos e práticas. Mas seu dia já os aguarda. Está chegando o 2 de novembro e a terra os espera. Que descansem em paz. Se puderem.

sábado, 30 de outubro de 2010

A Avaliação do Debate de Ontem

Do Luis Nassif

Alguns pontos que levam a campanha de Dilma a acreditar que ela venceu amplamente o debate na Gobo.

Os grupos de análise qualitativa montadas pela campanha (pessoas indecisas no voto que vão avaliando minuto a minuto o debate) constatou:

1. O debate começou equilibrado, mas a cada bloco crescia a aprovação de Dilma. Em todos eles, era vista como ponderada e com conteúdo. Serra era avaliado como mais experiente (no sentido de desenvoltura no debate), mas que usava a malícia para não responder as perguntas. Foi visto como sem conteúdo e falso.

2. Dois dos melhores momentos de Dilma foi quando respondeu sobre Amazônia e sobre pequenas e médias empresas. Também foi bem avaliada quando respondeu sobre segurança.

A melhor prova da vitória de Dilma, segundo esses assessores, foi no final do debate. Quando Serra terminou de falar houve aplausos calorosos. Seus analistas interpretaram como aprovação de sua fala. Os de Dilma, como aplausos gerais para o debate em si.

Mas, terminado o debate, os 80 brasileiros convocados pela Globo avançaram em direção a Dilma, pedindo autógrafos e fotos ao seu lado. O segundo mais assediado por William Bonner. Serra teria sido meio deixado de lado.

O entusiasmo com Dilma foi tão grande que Ali Kamel precisou fazer um apelo para que esvaziassem o local, para o Jornal da Globo poder ir ao ar.

LULA Celebrado em Recife

Do Luis Nassif


Por Artur Marques

A carreata de Lula em Recife foi histórica. Estima-se em 100 mil pessoas foram as ruas de Recife para acompanhar o presidente.

O video abaixo serve como demonstração da verdadeira devoção que o pernambucano tem por Lula.


 Aldo Carneiro/Futura Press
Durante o trajeto os militantes que acompanharam a carreata gritaram: "Lula guerreiro do povo brasileiro"
Foto: Aldo Carneiro/Futura Press
Ed Ruas
Direto de Recife
Em desfile em carro aberto realizado nesta sexta-feira (29), no centro de Recife, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recepcionado em sua terra natal para o último evento da campanha pró-Dilma antes do segundo turno das eleições.

Segundo estimativa da Polícia Militar de Pernambuco, mais de 100 mil pessoas acompanharam a passagem do petista pela cidade. Durante o trajeto os militantes gritaram: "Lula guerreiro do povo brasileiro", uma referência a um coro feito para o ex-governador Miguel Arraes - avô do governador reeleito, Eduardo Campos - quando ele voltou do exílio.

Ao final da caminhada, o presidente Lula não falou com a imprensa, mas o senador eleito Humberto Costa (PT) disse que o presidente ficou emocionado com a caminhada. "Ele (Lula) estava muito emocionado com esta vinda a Pernambuco, sua terra natal. Ele disse que estava terminando a campanha neste local como uma homenagem a Miguel Arraes, o único político que ele veio recepcionar pessoalmente após o exílio".

Durante todo o percurso, Lula enfrentou a chuva que caía na cidade. Militantes e populares também continuaram ao lado do carro, acenando para ele. No início do trajeto, o presidente utilizou um chapéu branco de vaqueiro - apetrecho peculiar nordestino. Uma bandeira do Brasil também foi lhe dada e ele exibiu algumas vezes durante o percurso. Já no final do evento, quando o cortejo passava sobre a Ponte do Duarte Coelho, no centro de Recife, os militantes cantaram "Parabéns para Você" para o petista, que fez aniversário na última quarta-feira (27).

Lula seguiu de Recife para São Paulo, onde acompanha o debate entre presidenciáveis que será realizado na noite desta sexta-feira pela Rede Globo.

VEJA AQUI O VÍDEO

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Marina e os Tucanos

Rede Brasil Atual

São Paulo – A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou duramente, nesta quinta-feira (28), os setores do PSDB que promoveram iniciativas fraudulentas de envolvê-la em ações de apoio à candidatura de José Serra.

“Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral”, advertiu Marina ao tomar conhecimento de um endereço de e-mail falso (marina@pv.gov.br) e de um post do blog Eu Vou de Serra 45 que manipula declarações dadas por ela durante a campanha do primeiro turno.

“Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, declarou a ex-candidata do PV.

Leia a íntegra das declarações de MArina Silva (http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/10/nao-usem-meu-nome-para-o-vale-tudo-eleitoral-repreende-marina/)

Dilma e a Erradicação da Miséria

Brasília Confidencial No 373

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresentou quarta feira o que chama de “13 compromissos para o desenvolvimento social”. Dilma apontou a erradicação da miséria como principal meta de seu eventual governo e, ao mesmo tempo, como a grande diferença entre o projeto liderado pelo presidente Lula, que ela pretende continuar, e o projeto representado por seu adversário José Serra.

“Para nós, a questão social não é adereço de mão. É o cerne do nosso programa de governo. Essa é uma diferença histórica entre nós e o adversário. Não existe como conceber o desenvolvimento sem olhar como grande indicador a melhora nas condições de vida da população. Não é no PIB que olhamos se o Brasil melhorou ou não. É importante que a economia cresça, mas o indicador principal é se melhoramos as condições de vida das pessoas”, discursou.

Os compromissos assumidos por Dilma para o desenvolvimento social são:

> Eliminar a pobreza absoluta

> Ampliar o papel do programa Bolsa Família na erradicação da pobreza e da desigualdade de renda

> Ampliar o acesso dos beneficiários do Bolsa Família a outras políticas públicas

>  Garantir os direitos sociais e aumentar a oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social

>  Consolidar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS)

>  Garantir o direito à proteção social para famílias em situação de vulnerabilidade social, aprimorando os serviços e garantindo a sua efetividade e a consequente melhoria das condições de vida da população

>  Implementar e consolidar serviços regionais inseridos no Sistemas Públicos Nacionais, ampliando o acesso da população em todos os municípios, incluindo a área rural e as comunidades tradicionais

>  Ampliar a oferta e melhorar a qualidade dos programas de alimentação e nutrição

>  Ampliar e fortalecer as estratégias de aquisição de alimentos da agricultura familiar

>  Assegurar o acesso à água potável a todas as famílias em situação de pobreza que vivem dispersas na zona rural

>  Garantir às comunidades tradicionais acesso às políticas de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional

>  Erradicar o trabalho infantil

>  Criar oportunidades de geração de renda para os segmentos em situação de vulnerabilidade

As Trapalhadas do Tucano

Brasília Confidencial No 374

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou ontem como “um fato extremamente secundário” a existência de cartas marcadas na licitação bilionária, comandada por ele e por seu sucessor no governo de São Paulo, Alberto Goldman, para seis lotes de uma linha do metrô.

Denúncia publicada nesta semana pela Folha de São Paulo revelou que o jornal conhecia o resultado da licitação seis meses antes do anúncio oficial, na quinta feira da semana passada. Ontem, novamente questionado por jornalistas sobre a licitação, suspensa após a denúncia, Serra rebaixou esse escândalo e passou a acusar sua adversária, Dilma Rousseff, além de outros petistas.

“É um fato extremamente secundário. Importância tem o fato de um banco estatal alemão acusar o braço direito da Dilma na área elétrica e a própria Dilma por serem responsáveis pelo desvio de empréstimos feitos ao Brasil; o fato de que o tesoureiro do PT seja réu porque roubou dinheiro de uma cooperativa habitacional; e a Erenice, que voltou a mostrar que havia tráfico de influência na Casa Civil”.

O tucano se referiu a denúncias envolvendo o diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal; ao indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por suspeita de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) e ao depoimento prestado à Polícia Federal pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

Serra também acusou Dilma de mentir por dizer que falta sensibilidade social ao PSDB. “É mais uma da coleção de mentiras que ela tem dito”



MENINAS BONITAS
O presidenciável José Serra encerrou comício em Uberlândia (MG), à noite passada, apelando às “meninas bonitas” para que consigam votos junto a seus pretendentes.

"Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45".

O tucano pediu que cada profissional que trabalha na saúde consiga 5 votos pra ele. "Temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado", conclamou o candidato, que passou o dia em Minas Gerais.

TELEMARKETING DA CALÚNIA
A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou suspender imediatamente o serviço de telemarketing contratado pela campanha de José Serra e executado pela empresa Transit do Brasil S/A, que divulga informações caluniosas contra a candidata do PT, Dilma Rousseff.

O serviço de divulgação de baixarias que o PT chama de "telemarketing da calúnia" foi denunciado em reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas

Pelas Pesquisas, Mínimo de 11 Pontos Pró Dilma

Brasília Confidencial No 374

O Ibope confirmou ontem o que indicaram também nesta semana os institutos Datafolha, Vox Populi e Sensus: às vésperas da eleição presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, mantém vantagem superior a, pelo menos, 11 pontos percentuais sobre seu adversário, José Serra (PSDB). Ouvidos 3.010 eleitores, entre domingo e terça feira, o Ibope apurou 52% das intenções de voto para Dilma contra 39% para Serra. Considerando apenas os votos válidos, a petista tem 57% das preferências, enquanto o tucano tem 43%.

Vistas as pesquisas feitas e divulgadas nesta semana pelos quatro principais institutos do país, a vantagem de Dilma sobre Serra oscila entre 11 pontos (Datafolha e Vox Populi), 13 pontos (Ibope) e mais de 15 pontos (Sensus). Em números, a diferença em favor de Dilma estaria entre quase 15 milhões e mais de 20 milhões, considerado todo o eleitorado nacional de 135,8 milhões. Os índices de votos brancos e nulos variam entre 5% e 6% (6 milhões a 8 milhões), enquanto os de indecisos oscilam entre 4% e 8% (5 milhões a 11 milhões). As simulações dos institutos não incluem consultas sobre ausência dos eleitores.

As contas dos institutos sobre os votos válidos apontam o máximo de 58,6% (Sensus) e o mínimo de 56% (Datafolha) para Dilma. As estimativas para Serra variam entre o mínimo de 41,4% (Sensus) e o máximo de 44% dos votos válidos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Artigo - Temporada de Boomerangues

Brasília Confidencial No 372

AYRTON CENTENO

É de impressionar a frequência com que os movimentos da campanha de José Serra – grande parte deles secundados devotadamente pela antiga mídia que lhe segue os passos -- fazem uma pirueta no ar e se voltam, com igual ou maior impacto, contra a própria candidatura. É uma temporada de bumerangues.

Foi assim com o neocarolismo assumido do candidato que passou furiosamente a beijar imagens, enrolar-se em rosários e puxar hinos com um oportunismo nunca visto em um processo eleitoral no Brasil. Ninguém estranharia se o tucano se juntasse a uma passeata de penitentes açoitando as próprias costas. Este caminho alucinado, porém, levou-o à frente de um padre no interior de Pernambuco que, esbravejando e sem se intimidar com o cardinalato tucano, acusou-o de profanador da religião. Por pouco, não se repetiu na missa a cena bíblica de Jesus Cristo expulsando a chibatadas os vendilhões do templo de Jerusalém.

Foi assim com o desembarque da questão do aborto na eleição, subrepticiamente desovado pela escória neofascista a soldo na internet. Para, depois, aflorar na campanha oficial por obra e graça da esposa do candidato, a psicóloga Mônica Serra. Como se recorda, ela acusou Dilma Roussef de “matar criancinhas”. Não houve santo que salvasse Serra de afundar na hipocrisia quando várias ex-alunas de Monica disseram ter ouvido da professora, em aula, que ela própria fizera aborto.

Foi assim com o brutal atentado com bolinha de papel que o deixou entre a vida e a morte. Salvou-o uma tomografia providenciada às pressas pelo ex-secretário de saúde do Rio na gestão César Factóide Maia. A desconstrução da pantomima na web levou de roldão a TV Globo que abraçou, sob vaias de seus próprios jornalistas, a versão serrista dos fatos. Serra e a Globo foram arrastados para um picadeiro virtual e transformados em motivo de chacota planetária, com os hashtags #serrarojas e #globomente escalando os píncaros no twitter nacional e internacional. Pelos e-mails disseminou-se o game “Bolinha de papel”, atraindo adultos e crianças, e que consiste em atirar uma bolinha na cabeça de Serra que se esconde atrás da bancada do Jornal Nacional. Serra e Ali Kamel, o diretor executivo de jornalismo da Globo, poderiam dormir sem essa.

E foi assim com a história da propalada quebra dos sigilos de notáveis tucanos. O repórter Amaury Ribeiro Junior nega tal violação. De qualquer forma, seus movimentos foram realizados quando atuava no jornal O Estado de Minas – sabidamente aecista - e tiveram como objetivo proteger o ex-governador Aécio Neves, então aspirante à indicação como candidato à presidência pelo PSDB, das arapucas armadas pelo submundo serrista.

O vazamento de trechos selecionados do depoimento de Ribeiro Jr. na Folha de São Paulo através da advogada do ex-ministro e coordenador da campanha de Serra, Eduardo Jorge Caldas Pereira, além de expor o fogo amigo entre tucanos, deixou furioso o PSDB mineiro. Mais do que isso, o foco dirigido para Ribeiro Jr. enfeixa necessariamente suas investigações. Como consta na abertura de seu livro a ser lançado, “Os porões da privataria”, sua garimpagem de uma década de trabalho fulmina eminências do tucanato enfiadas até o queixo nas privatizações da era FHC, várias delas com contas e empresas off-shores abertas em paraísos fiscais. E detalha as ligações perigosas de José Serra com seu clã, entre os quais sua filha Verônica e seu primo emprestado, Gregório Marin Preciado – ambos ex-sócios do próprio Serra – seu genro Alexandre Bourgeois e o ex-caixa de suas campanhas, Ricardo Sérgio de Oliveira, não por acaso diretor de operações do Banco do Brasil e mago da montagem dos consórcios de privatização e dos leilões que torraram o patrimônio público do Brasil e dos brasileiros sob FHC. Todos estão ricos.

Ribeiro Jr. perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados pelo alto tucanato e o clã Serra entre o Brasil e as offshores e as contas paradisíacas do Caribe. Colocá-lo em foco significa enfocar também suas revelações que, cedo ou tarde, virão à tona. “Todos eles -- afirma o repórter -- têm o que explicar ao Brasil”. A hora da explicação parece estar chegando.

Reações e Aniversário

Brasília Confidencial No 372

O presidente Lula, a candidata Dilma Rousseff e o deputado federal Ciro Gomes criticaram ontem, em diferentes momentos e locais, o presidenciável tucano José Serra e os aliados dele. Dilma, em discurso na cidade baiana de Vitória da Conquista, afirmou que votar em Serra é “pegar a rua do passado”. Lula, durante comício em Curitiba (PR), classificou como “cretinices” as acusações feitas a Dilma, afirmou que Serra desrespeitou a candidata e conclamou os eleitores a votarem em “pessoas que tenham caráter e compromisso”. Já o deputado Ciro Gomes atacou Serra em entrevista na capital do Piauí. “A candidatura do Serra tem essas características da violência, da traição, da rasteira, do jogo sujo, do jogo baixo. O candidato que tem a coragem de fazer uma simulação de receber uma bola de papel na cabeça a ponto de baixar em um hospital e ficar 24 horas de repouso, é um candidato que, se alcançasse poder, sabe-se lá o que seria capaz de fazer”, afirmou. “O que Serra diz pela manhã não serve para a tarde”, continuou Ciro.

Na opinião dele, somente quem acredita em "duendes" pode confiar nas promessas de José Serra, como a de conceder 13º aos beneficiários do Bolsa Família e de aumentar o salário mínimo para R$ 600.

O presidente Lula, que tem repetido críticas às promessas do candidato tucano, valeu-se de um discurso em Curitiba para acusar a campanha tucana de inventar cretinices contra a candidata petista. “Vocês viram os ataques de que ela foi vítima. A impressão que eu tinha era que eu estava sendo atacado, porque em 89, os mesmo diziam de mim: não vota no Lula porque tem uma bandeira vermelha, porque a bandeira tem uma estrela, porque ele tem barba, é comunista. As mesmas cretinices eles falaram da Dilma agora”.

Sem citar o nome do tucano José Serra, Lula o acusou de desrespeitar a candidata. “O cara que não respeita uma campanha política, uma mulher que está disputando com ele, como é que ia respeitar cada um de nós, como ia fazer com cada um de nós, se fosse eleito?”, questionou.

Segundo o presidente, os adversários evitaram criticá-lo porque ele tem alta aprovação nas pesquisas de opinião. “Só tem 3% de ruim e péssimo. E esses 3% devem estar no comitê do Serra”, brincou Lula provocando risos do público.

ANIVERSÁRIO
O comício da campanha petista tornou-se uma festa de comemoração do aniversário de Lula, que hoje completa 65 anos. Dezenas de pessoas subiram ao palanque com balões vermelhos em formato de estrelas para homenagear o presidente. Crianças cantaram o antigo jingle petista "Lula-lá" seguido de um "Parabéns a Você". Emocionado, o presidente recebeu presentes, abraçou e beijou as crianças.

Diferença Aumenta Para 17 Pontos!!!

DILMA13

CNT/Sensus: Dilma atinge 58,6% dos votos válidos

27.10.2010

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou hoje pesquisa realizada pelo instituto Sensus que revela ampla dianteira de Dilma Rousseff em relação ao adversário tucano. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, a petista venceria a disputa contra Serra por 58,6% contra 41,4%, uma diferença de 17,2 pontos percentuais.

A evolução das intenções de voto na candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando em relação ao último levantamento do Sensus chama a atenção. Na pesquisa divulgada no começo de outubro, a petista tinha uma vantagem de 4,1 pontos percentuais para o concorrente do PSDB.

Levando em conta todos os votos, Dilma tem 51,9% contra 36,7% de Serra. Os votos brancos e nulos somam 4,7% do eleitorado e 6,8% dos entrevistados declararam estar indecisos. A pesquisa mostra também que 43% do eleitorado jamais votariam em Serra. Do começo de outubro até agora, a rejeição ao tucano cresceu 6 pontos percentuais.

O Sensus também apresentou a expectativa de vitória do eleitorado. Para 69,7% das pessoas, Dilma vencerá as eleições no dia 31 de outubro. O percentual de apostas no tucano é de apenas 22,7%.

No levantamento espontâneo, quando o entrevistado não recebe indicação de nomes para escolher, Dilma vence por uma diferença de quase 15 pontos percentuais: 50,4% a 35,7%. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 desse mês e ouviu 2.000 pessoas em 136 municípios e 24 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Direto do Cloaca News - Tucano Irá Aprontar!!!