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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Globo e sua Semântica

Do Luis Nassif

Por Marco Aurélio Barroso
Incidências Semânticas nos títulos de O Globo

O resultado do 1º turno, com a expressiva votação em Marina, trouxe para os adeptos da candidatura Serra, como O Globo, uma tênue esperança de virada.

Platão dizia: as palavras dizem o que são. Então, vamos a elas.

Façamos, sem índole poética, um breve estudo das incidências semânticas dos 27 títulos do vespertino carioca no interregno da 1ª para 2º urna.

Em nenhum momento, O Globo se ausentou da luta. Diariamente, via-se estampada essa moral severa sempre bem utilizada quando se trata de ajudar o candidato dos sonhos e denegrir o candidato infernal.

Foi assim com Eduardo Gomes, foi assim com Juarez Távora, foi assim com Jânio Quadros, foi assim com Collor, foi assim com Serra.

Ocasionalmente, quando o candidato de O Globo vence, a vida os derrota. Um saiu (Collor), o outro foi saído (Jânio). Com O Globo sempre foi assim. Mas passemos.  

Nesses 27 títulos, tivemos 262 palavras. Dilma foi citada 11 vezes e Serra, 7. Os dois juntos apenas 2 vezes (no dia 12: Dilma e Serra mantêm mudança de tática;  e no dia 17: Meio ambiente não entra no discurso de Dilma e Serra).

A notar que, logo no dia seguinte, tem-se o dissabor da omissão de Marina.

Todas as incidências com o nome Dilma ou são negativas ou levam o leitor a algo vulnerável:

Dilma fará ofensiva para atrair voto conservador -  Dilma admite “salto alto” –
Dilma muda estratégia -Dilma lançará “Carta” contra aborto – Queda de Dilma, junta Lula, PT e Petrobras  - Inquérito liga nome de Dilma à violação de sigilo - Dilma nega acusação.

Somente no dia da eleição é que se tem, e pela primeira vez,  o nome Dilma sem estar ligado a algo negativo e mesmo assim num sub-titulo: Dilma mantém vantagem sobre Serra.  Enfim! 

Já o nome de Serra, a semelhanças de certas realezas, é sempre positivo. São poucas incidências pois não é fácil, mesmo para O Globo, achar algo positivo em seu patético candidato: Serra muda de rumo e defende legado de FH na campanha -  O novo resgate dos mineiros (com foto de Serra alusivo à vitória dos mineiros de Copiapó) -  Serra sobe o tom.   

Outro interessante aspecto é a utilização das aspas. Sempre com ironia e sempre a favor de Serra: Dilma:admite “salto alto” – Dilma lançará “Carta”  contra o aborto e o casamento gay – Imagens desmentem “indignação” de Lula.

A palavra Petrobras aparece 4 vezes. Em todas, negativamente: Diretor de estatal tem contratos com a Petrobras -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobras e MST  - Petrobrás muda prazo e explora o pré-sal na eleição - Petrobras faz campanha todos os dias.

Todas as palavras de cunho negativo, e são várias, juntam-se à Dilma: conservador, - aborto ilegal -  ataque direto -  inquérito -  violação -  nega acusação -  Erenice -  superavit falso - Casamento gay.

Nenhuma incidência de palavra de cunho negativo ligada ao nome Serra.

A palavra Lula (presidente)  é sempre mal-vista: Lula paralisa o governo, -  Queda de Dilma, junta Lula, Petrobrás e MST -  Lula não cumpriu -  “indignação” de Lula -  Lula adota o silêncio -  O presidente sai menor.

O nome Deus é citado uma vez: Candidatos invocam Deus e se atacam na propaganda da TV.  Mas, já ao fim, vendo que seu candidato não emplacava, o vespertino lança mão do representante dEle, aqui, na terra, para dar uma ajudazinha: Pressão dos bispos dá certo e Papa interfere na eleição.

O primeiro título de 5 de outubro poderia ser analisado mais profundamente: Dilma fará ofensiva religiosa para atrair voto conservador - sem querer me meter em assuntos Sociológicos, pois unir Igreja a conservadorismo, nos dias que correm, é algo perigoso, mas fica-se com o nítido proclama de que o derrotado Tasso, ao meter o braço no Sacerdote-celebrante,lá no norte, fez com o conservadorismo do título do vespertino o que, sobretudo em época eleitoral, não se deveria ter feito jamais.

O adérvbio não, só apareceu duas vezes: Meio ambiente não entra em discurso de Dilma e Serra -  Lula não cumpriu.....

Como o leitor pode concluir, mesmo que perfunctoriamente, a cobertura de O Globo é de desprezo total à verdade e ao leitor. Ou os fatos se submetem aos seus títulos ou danem-se os fatos. Não é jornalismo a ser seguido.   

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Marilena Chauí - Manifesto e Denúncia

Do IG

Uma semana depois do manifesto de artistas no Rio de Janeiro em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT), um grupo de intelectuais da Universidade de São Paulo (USP) realizou um ato a favor da petista. Liderados pela filósofa Marilena Chauí e pelo historiador Alfredo Bosi, os intelectuais exortaram a esquerda a se unir em torno da candidatura Dilma, depois de alguns terem votado em Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno.

"O (José) Serra trouxe pela porta da frente o Opus Dei e a TFP (Tradição Família e Propriedade), que foram os grandes feitores da ditadura - essa é um afronta à nossa memória", disse Marilena. "Estamos votando no futuro deste País e para proposta socialista alcançar o Brasil, a América Latina e a Europa."

Diante dos cerca de 2 mil estudantes ali reunidos, Marilena fez uma advertência: ela conclamou todos a usarem a internet, blogs e redes sociais para alertar para o plano dos tucanos de se disfarçarem de petistas e incitarem a violência em um comício de Serra, no dia 29. "Tucanos disfarçados com camisetas e bandeiras do PT vão se infiltrar em um comício do Serra para "tirar sangue" e "culpar o PT", afirmou a filósofa, que se recusou a dar entrevista, dizendo que "não fala com a mídia". "Eles querem reeditar o caso Abílio Diniz", disse Marilena, referindo-se à tentativa de ligar ao PT o sequestro do empresário Abílio Diniz, às vésperas da eleição de 1989.

A historiadora Laura de Mello e Souza, filha de Antonio Cândido, leu uma carta do pai declarando voto em Dilma Rousseff. Também participou o senador Eduardo Suplicy. Militantes distribuíam bandeiras e buttons de Dilma e do PT, além de adesivos com os dizeres: "Sou privatizado, Serra nunca mais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DO BLOGUEIRO> AQUI o vídeo onde Marilena Chauí faz a denúncia do golpe tucano
 

"Tro lo ló" do Tucano....

Do UOL

O candidato à Presidência da República pelo PSDB e ex-governador de São Paulo, José Serra, disse que já não é "mais governador" ao ser questionado sobre reportagem publicada nesta terça-feira (26) pelo jornal Folha de S.Paulo, apontando que o resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes do anúncio oficial.

Serra afirmou que cabe ao atual governador, Alberto Goldman (PSDB), e ao metrô a investigação do fato. “[O caso] deve ser investigado. Lembro que o metrô anulou uma concorrência porque não gostou do preço apresentado, exigiu diminuição dos preços. Se houve ou não entendimento entre as construtoras, isso deve ser investigado. Mas sobre esse assunto, eu não sou mais governador”, disse o candidato em um evento onde recebeu o apoio da bancada de deputados estaduais eleitos pelo PV em São Paulo.

No entanto, o presidenciável defendeu a “suspensão do processo” para a investigação e não o cancelamento da licitação. “Mas isso é a minha opinião pessoal”, ressaltou.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o resultado da licitação para a concorrência dos lotes 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô —aberta em outubro de 2008— foi conhecido previamente pelo jornal, apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado que as empresas refizessem suas propostas.
A Folha de S.Paulo já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente. O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões.

DO BLOGUEIRO> Quem investigará? A veja????

Amauri Ribeiro Jr - Em Conta Gotas

Brasília Confidencial No 371

Como e porque o empresário Gregório Marin Preciado, primo, amigo e ex-sócio de José Serra, depositou US$ 1,2 milhão na conta da empresa Franton Interprises pertencente ao ex-tesoureiro de campanha do candidato do PSDB à Presidência, Ricardo Sérgio de Oliveira. E por que a maior parte de tais depósitos ocorreu justamente no ano eleitoral de 2002 quando Serra concorreu contra Lula? Estas duas questões foram levantadas ontem (segunda) pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior, em documento distribuído à imprensa após seu depoimento à Polícia Federal, em Brasília. Ao fim de seu quarto depoimento, o repórter foi indiciado pela PF sob a acusação de que encomendou a quebra de sigilo fiscal de familiares de Serra e praticou outros três crimes. Ribeiro Junior contesta as acusações.

Os depósitos do primo de Serra beneficiando seu caixa de campanha – e de Fernando Henrique Cardoso – somente agora foram revelados, embora sejam datados de 2001 e 2002. Mais importante: estão comprovados documentalmente em material obtido pelo repórter através de uma ação de exceção da verdade na Justiça de São Paulo. Estão presentes nos extratos da chamada conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase, de Nova York. A Beacon Hill nada mais é senão uma conta aberta pela empresa Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. Tais documentos bancários constam do relatório da CPMI do Banestado, de 2004, e foram, até agora, ignorados pela mídia.

Casado com uma prima de Serra, Preciado realizou, no mínimo, sete depósitos beneficiando Ricardo Sérgio, também conhecido como o grande articulador dos consórcios de privatização no período FHC. O menor no valor de US$ 17 mil, no dia 3 de outubro de 2001, e o maior - de US$ 375 mil - em 15 de outubro de 2002. A proximidade com Serra valeu a Preciado, por exemplo, uma nomeação para o conselho de administração do antigo Banespa. Posteriormente, com a ajuda de Ricardo Sérgio, Preciado renegociou uma dívida milionária junto ao Banco do Brasil, reduzindo seu valor em mais de 100 vezes. E ainda com o apoio do ex-caixa de Serra, mesmo na condição de devedor contumaz do BB, Preciado conseguiu a participação do banco no consórcio Guaraniana, que arrematou três estatais de energia elétrica no nordeste. No Guaraniana, Preciado, de origem espanhola, representou a Iberdrola, da Espanha.

O segundo ponto levantado por Ribeiro Junior também é inédito. Trata-se dos depósitos realizados pela empresa Infinity Trading e também favorecendo a Franton, do ex-caixa de Serra. O repórter descobriu que a Infinity Trading pertence ao empresário Carlos Jereissati, que liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. Sempre se suspeitou do pagamento de propina na venda das estatais, mas esta é a primeira vez que aparece um claro indício a respeito e calcado em documentos bancários oficiais. A Infinity Trading depositou comprovadamente mais de US$ 410 mil favorecendo o ex-caixa de Serra.

DO BLOGUEIRO> Por que será que o jornalista faz suas declarações a conta-gotas? Quando saberemos de tudo o que ele, a mando de Aécio Neves e sob a tutela do jornal Estado de Minas, descobriu? Ou não saberemos? Conseguirão novamente abafar tudo? Ou como a revelação acima, só saberemos daqui a oito, dez anos? Quem investigará todas essas denúncias? 

Peritos Criminais e a Bolinha de Papel

Do VioMundo

Nota da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF)

O código de processo penal determina a realização de exame pericial, por peritos oficiais, em todos os crimes que deixam vestígios. No caso, o candidato José Serra deveria ter registrado a ocorrência e ser submetido a exame de corpo de delito, por peritos oficiais, para verificação de suposta lesão.

A imprensa noticiou que o PSDB entraria com uma representação junto ao Ministério Público Federal para que a Polícia Federal investigasse as supostas agressões. Dessa forma, a perícia oficial, que tem autonomia para realização dos exames periciais, poderá se pronunciar no caso através do laudo pericial.

A partir das imagens reproduzidas pela mídia não há condições de se afirmar categoricamente a natureza e a massa do segundo objeto supostamente arremessado contra o candidato José Serra, nem que o mesmo tenha causado alguma lesão na cabeça do referido candidato. Somente a realização de perícia no vídeo original,a ser realizada por peritos oficiais especialistas na matéria, poderá fornecer informações conclusivas sobre o caso e os fatos ocorridos.

Assim, é temerário que se tome como fato real a conclusão de profissionais que não pertençam aos órgãos oficiais de perícia criminal, pois esses profissionais não necessariamente possuem compromisso com a verdade.

Octávio Brandão Caldas Netto e Hélio Buchmüller Lima
Presidente e vice-presidente da APCF
Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Globo Consegue Mais um Laudo

Do Luis Nassif

A GLOBO E O LAUDO BIQUÍNI - MOSTRA TUDO MENOS O ESSENCIAL...


A Globo providenciou um segundo laudo sobre o incidente da bolinha. E se enrola mais ainda. O laudo responde tudo, menos o essencial.

O laudo se limita a dizer que houve o segundo objeto que atingiu Serra. Dá um close do objeto. O digno perito forense Mauricio de Cunto certamente entregou o que lhe foi pedido: exclusivamente a informação se houve um segundo objeto ou não. Nem se deu ao trabalho de calcular o diâmetro do objeto - minúsculo, ridículo. Ora, essa é a informação essencial. Se foi um objeto inofensivo, incapaz de machucar, em vez de uma bolinha, se terá  pantomima das duas bolinhas.

Na sexta fui a Kalunga e peguei um rolo de fita crepe de dimensão semelhante ao da foto. O peso é ridículo. Se Hulk arremessasse um rolo daquele em uma criança, não provocaria nem cócegas. Para ter algum efeito teria que ser o rolo maior, pesado. Mas a foto mostra um objeto minúsculo, menor do que a embalagem de duas pilhas palito. Não deve ter a espessura de dois dedos colados.

A imagem 6 (4,9 segundos) mostra Serra sendo supostamente atingido pelo objeto. As duas imagens seguintes (5,0 e 5,1 segundos) mostra o suposto objeto caindo, mas nenhuma reação de Serra que demonstrasse ter sid duramente atingido. Tudo bem, são 0,2 segundos apenas. A imagem seguinte, a 9, é aos 8,5 segundos. Nada de Serra levar a mão à cabeça. A imagem 10, aos 16,8 segundos, mostra correligionários protegendo a cabeça de Serra.

Certamente faltam quadros essenciais nessa seqüência.

Falha de SP Insiste com Processo de Dilma

Do VioMundo

Jornal paulista entra com ação cautelar no STF: quer conhecer antes das eleições o processo que levou Dilma à prisão durante regime militar

por Celso Marcondes, em  CartaCapital

A Folha de S.Paulo anunciou na edição deste sábado 23 – pág. A11 – que protocolou uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que tenha acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão da ditadura militar em 1970.

Antes, o jornal encaminhou o pedido junto ao Supremo Tribunal Militar (STM), mas o órgão suspendeu o julgamento por duas vezes. A Folha recorre agora ao STF porque tem pressa. Ela justifica a urgência dizendo que o conhecimento do caso é “atualidade do interesse público”. Continua: “já que a candidata pode se tornar a próxima presidente”. E arremata: “para os leitores conhecerem o passado de Dilma”.

É estranha esta ação do jornal. Todo Brasil já sabe que Dilma Rousseff ficou presa durante mais de dois anos nas masmorras da ditadura. Que foi barbaramente torturada e que pertencia a uma organização guerrilheira chamada VAR – Palmares. Já lemos inúmeras matérias com declarações de seus ex-companheiros de luta e até de ex-carcereiros.

Todo mundo já sabe também o que foi a ditadura militar no Brasil. E quem defende a democracia e a liberdade deve concluir que não deve ser motivo de desonra ser integrante da lista dos que tiveram coragem de resistir a ela.

As formas e métodos empregados pelos que o fizeram, assim como as organizações e grupos que formaram para o enfrentamento clandestino contra um inimigo de tamanho descomunal podem ser discutidos e criticados. Os caminhos encontrados foram dos mais distintos. É um debate que se trava há 40 anos no País, dezenas de livros foram publicados para avaliar erros e acertos dos que resistiram àqueles tempos bárbaros. Ele poderia ser continuado agora, durante a campanha, sem problemas. Poderíamos, por exemplo, discutir como reagiram aos militares Serra e Dilma, ambos integrantes das resistências ao arbítrio. Felizmente, nenhum dos dois candidatos tem em seu currículo a mancha do adesismo à barbárie.

Porém, o que a Folha insiste em saber agora, na última semana das eleições? Ela quer ler o processo escrito e assinado por militares que apoiaram o golpe de 64 ou juízes a seu serviço. Quer saber o que eles escreveram mais sobre a militância da provável futura presidenta do Brasil. Quer saber de quais ações ela é acusada de participar. Com detalhes.

Com estes dados em mãos, o que faria a Folha? Ela acreditaria no que ler nestes processos? Daria isso como verdade factual e divulgaria para seus leitores? E da Folha, posso supor, iria o assunto para outros jornais, para a tevê, para o rádio e a internet?

E na última semana de campanha – caso o STF responda de imediato a ação cautelar – que manchetes leremos na imprensa?

Já ouvi de amigos um ingênuo, mas compreensível, argumento: “é meu direito saber o que ela fez, não é?”. A eles, e à Folha, eu diria que sim, é seu direito saber o que Dilma fez. Mas não da boca ou dos escritos daqueles que construíram o período mais nefasto da nossa história. Estes deveriam ter sido julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram.

O Manual de Redação da Folha de S.Paulo ensina que o bom jornalista deve apoiar seus escritos em boas e confiáveis fontes. Querer reconstruir o passado de uma candidata à presidência da República com esta base e ainda recorrer ao STF para isso, não cheira nada bem. A alguns dias do pleito, então, nem se fala.

DO BLOGUEIRO> Que tal abrirmos os arquivos para verificarmos a participação da folhona no golpe de 64? Como ela participou? Como ela ajudou? Quem ela ajudou a sofrer torturas? Que tal????

domingo, 24 de outubro de 2010

Alerta de Alguém do Ramo

Do VioMundo

por Luiz Carlos Azenha

O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.


Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).

Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.

O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:

1) é onde fica a Globo;

2) é onde subsiste a arapongagem direitista.

Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.

Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.

O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.

Violência Tucana Se Espalha pelo Brasil

Amigos da Presidente Dilma

A Polícia Militar da Bahia, em Ilhéus, atacou um assentamento de pequenos produtores de cacau aos gritos de “chame Lula”, “chame Wagner”, numa típica ação de banditismo e dentro do cronograma de violência imposta pelos tucanos nessa reta final de campanha.

A estupidez teve todas as características de barbárie de bandidos fardados a exemplo do que acontecia na ditadura militar.

O fato já chegou ao conhecimento do governador da Bahia Jacques Wagner que determinou providências imediatas para apuração dos fatos e punição dos culpados, além de garantia de vida aos pequenos produtores de cacau em Ilhéus.

Há dias o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto declarou a jornalistas que “é impossível ganhar as eleições na Bahia, apesar de todos os nossos esforços”. As declarações do deputado foram reproduzidas por quase todos os grandes jornais e refletiam o desespero de tucanos e DEMocratas diante da perspectiva de derrota contundente naquele estado.

O ataque da PM baiana ao assentamento em Ilhéus tenta criar um fato político passível de ser imputado às forças que apoiam a candidatura Dilma Roussef e assim diminuir a vantagem da candidata na Bahia.

Faz parte de uma onda generalizada de violência projetada e programada pela campanha do candidato José FHC Serra, que espera com isso gerar um clima de medo e pânico em setores da opinião pública, neutralizando a vantagem nacional de Dilma Roussef, registrada em todas as pesquisas de opinião pública, inclusive a de institutos vinculados aos grupos que apoiam José FHC Serra, o IBOPE e o DATA FOLHA.

Essa onda de violência se estende desde atos de boçalidade policial como o acontecido na Bahia a noticiário de fatos falsos (VEJA, GLOBO, FOLHA, REDE GLOBO, etc), no visível descontrole do candidato e seus partidários demonstrado no episódio da bolinha de papel no Rio de Janeiro.

Tentaram transformar um incidente de campanha num “ataque terrorista”, de proporções absurdas, levando a maior rede de tevê do País, a GLOBO, a editar e montar uma farsa, desmentida por suas principais concorrentes. E a bater o recorde negativo em todo o mundo no Twitter de “a GLOBO mente”.

Desde a reunião de FHC com investidores estrangeiros em Foz do Iguaçu, domingo, dia 17, onde além de uma palestra o ex-presidente definiu com mais de 150 desses investidores (captadores de recursos) a privatização de setores estratégicos da economia brasileira (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, ITAIPU e PREVIDÊNCIA), a campanha política tomou um rumo de violência física, verbal buscando criar medo e intimidar o eleitorado, no desespero de salvar os “negócios” que geraram bilhões a tucanos e DEM nos oito anos de FHC.

Nessa última semana, por exemplo, o jornal O GLOBO e todos os veículos do grupo da família Marinho, atribuíram a setores da campanha de Dilma Roussef a montagem de um dossiê contra o candidato tucano. A liberação do depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do dossiê (que pretende transformar em livro) e que mostra a corrupção dentro do ninho tucano e da família Serra, prova exatamente o contrário.

O dossiê foi montado a pedido de Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, ex-governador de Minas, para ser usado diante dos ataques de José FHC Serra, através de seu grupo onde Aécio era acusado de ser usuário de drogas.

Há todo um conjunto de ações nesse sentido. Criar o medo, divulgar notícias falsas, tentar nessa última semana gerar pesquisas com números que possam favorecer José FHC Serra e é nesse contexto que o ataque de PMs baianos ao assentamento de pequenos produtores de cacau em Ilhéus acontece.

Outra forma de terrorismo usada pelos tucanos é o ataque a sites e blogs independentes na rede mundial de computadores, evitando que as denúncias ocultadas pela mídia privada corrupta cheguem ao conhecimento dos eleitores.

O que aconteceu em Ilhéus é mostra do que José FHC Serra pretende fazer ao Brasil e aos brasileiros. Impor a realidade de um Brasil com “Z”.

Sem escrúpulos, sem limites na ambição e na ganância que envolvem traição a interesses dos brasileiros, jogam o jogo mais sujo de toda a história de eleições presidenciais no Brasil.

O ataque a pequenos produtores rurais de cacau em Ilhéus na Bahia é uma pequena amostra do que vão fazer nessa última semana. As primeira informações sobre o ataque ao assentamento foram divulgados no twitter de Sérgio Bertoni que se encontra em Ilhéus.

Dilma e as Reportagens de Última Hora

DILMA13

“Repudio terminantemente as acusações sem provas”

23.10.2010

A candidata Dilma Rousseff disse hoje que repudia terminantemente acusações sem provas, feitas na véspera das eleições, contra ela e sua campanha. A mais recente tentativa foi divulgada pela revista Veja, que publicou um susposto diálogo de um secretário do Ministério da Justiça, que teria falado de pressões para produção de informações contra os adversários do governo Lula.

Assista aqui a íntegra da entrevista coletiva.

“Eu nego terminantemente esse tipo de conversa na véspera da eleição. Gostaria muito que houvesse da parte de quem acusou a comprovação. É muito fácil vir na última semana da eleição e fazer acusação desse tipo sem nenhuma prova. Eu acho extremamente grave utilizar desses métodos na reta final. Repudio esse tipo de acusação absolutamente sem prova à minha pessoa”, disse.

Dilma fez questão de deixar clara que os adversários acusam sem provas sua campanha pela elaboração de dossiês e quebra de sigilos fiscais. Mas, segundo ela, o caso do jornalista Amaury Ribeiro Jr aponta, na verdade, para uma guerra interna na campanha do PSDB, entre José Serra e Aécio Neves. A Polícia Federal já afirmou que não há vínculo da campanha de Dilma com essa disputa. Clique aqui para entender o caso de Amaury Ribeiro Jr.

“O único vínculo mesmo [dessas acusações] é um processo de quebra de sigilo ocorrido entre setembro e outubro [de 2009] quando não tinha campanha e nem pré-campanha. O depoimento do Amaury aponta um conflito dentro da campanha dos tucanos como origem desse documento [o suposto dossiê]. Querer transportar para mim essa responsabilidade é muito sério. Saiu publicado, no auge do tema quebra de sigilo, uma declaração do editor do Estado de Minas, dizendo o seguinte: ´de fato tivemos um processo de uma reportagem investigativa e se investigou´. Se é [uma briga entre Aécio e Serra] eu não sei. Não cabe a mim investigar isso”, explicou Dilma, hoje em Carapicuíba (SP).

Paz

Diante dessa clima de acusações, Dilma pediu novamente à militância de façam campanha sem violência e que usem o amor e a tolerância ao pedir votos.

“Faço um apelo para que gente crie mais esse ambiente de confraternização com o eleitor, mais do que esse ambiente que cria desavenças, episódios desagradáveis. Espero que daqui para frente a gente não tenha clima de ódio, ou clima que desperte aquilo que não é adequado quando se trata da cultura do povo brasileiro. Não é adequado instigar desavença, criar a calunia. É muito possível um ambiente de paz”, disse.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vergonha Nacional: Globo Mente Descaradamente

Ontem publiquei aqui a reportagem do SBT mostrando que o "objeto" que atingiu o candidato tucano na quarta-feira não passava de uma bolinha de papel.

Mas a Globo não gostou de "ser passada para trás" pela concorrente e pelo presidente Lula, que fez duras criticas ao tucano. Fez-nos acreditar no JN de ontem que um segundo objeto havia atingido o "mentiroso". Até um "especialista" em imagens eles colocaram para falar do assunto. Confesso que eu, um leigo em imagens, fiquei quase convencido de que realmente o "mentiroso" havia sido atingido por outro objeto mais estranho. Ledo engano.

Hoje toda a blogosfera mostrou vários estudos com a armação da Globo nas imagens apresentadas ontem.

Podemos começar com Daniel Florêncio, que mostra por diversas vezes que o tal objeto que a Globo disse ter atingido o "mentiroso" na verdade é uma imagem sobreposta atrás do mesmo. Não existe nenhum objeto chegando ou caindo da careca lustrosa do "mentiroso". Veja aqui.

Ou ainda uma contribuição de Marcelo Zelic, que já desvendou outras artimanhas da campanha tucana. Acompanhem seus estudos sobre o suposto objeto que teria atingido a careca lustrosa, aqui. 

Se você tiver paciência e passear pelos blogs encontrará vários outros estudos e vídeos sobre a armação.

A pergunta que fica é: por que? Por que uma emissora que se diz integra, imparcial, que tem como objetivo somente a informação, faz uma baixaria destas? O que leva uma emissora de TV mundialmente conhecida prestar-se a esse tipo de serviço? Que inocência, não é mesmo? Quem não se lembra de 1989 - a edição do debate. Quem não se lembra de todas as campanhas de Lula, onde sempre nos últimos dias eles aprontavam alguma? A diferença hoje é que a blogosfera é instantânea e rapidamente mostra essas armações.

Outro detalhe: ontem a candidata Dilma também passou por constrangimentos provocados em Curitiba. Bexigas de água e bandeiras foram arremessadas contra ela, sem sucesso. A Globo NÃO MOSTROU NADA. Sabe-se que aconteceu isso pela fala de Dilma que em um dos cortes de entrevista comenta o assunto e diz que não fará como o tucano que tenta se aproveitar de uma bolinha de papel para criar uma polêmica às vésperas da eleição.

Agora, um breve comentário de um professor de jornalismo gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, no RS:


José Antônio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.

Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.

Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?

E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…

Tudo pode ser digitalizado, menos a  credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…

 

 Veja aqui quadro a quadro o estudo do professor José Antônio Meira da Rocha e sinta vergonha de todas as vezes que assistimos esse escroto de jornalismo. 

 

Agora, o Escrevinhador e a reação dos jornalistas da Globo em São Paulo:


O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.

Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a seqüência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o perito Ricardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.

E abaixo o resultado de tudo isso durante o dia de hoje, pelo ÓLEO DO DIABO:

Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter. Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade. Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.

VERGONHOSO!!! 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tucano e os "Tumultos" no RJ.

Luis Nassif

Por Observadoro

Partidários do PT e do PSDB se enfrentaram na caminhada de Serra no calçadão de Campo Grande, no Rio.

O Globo On Line tascou logo a manchete: "Serra é agredido durante campanha no Rio", com um texto no qual Serra se faz de vítima falando que os militantes petista partiram para cima dele, acusando a militancia de nazista para baixo.

Entretanto, a CBN, que cobria o evento ao vivo, narrava de forma diferente os acontecimentos: os petistas exibiam cartazes com os dizeres "Quem é Paulo Preto?" e gritavam a mesma pergunta; os tucanos não gostaram e partiram pra cima dos petistas. A CBN descrevia as cenas enquanto ocorriam.

O Globo e a CBN precisam combinar quando quiserem mentir... 

Do Twitter do Stanley Burburinho
Acabou dizer na CBN:

1 - Serra está em Campo Grande, RJ, tentando fazer passeata com Gabeira.

2 - Muita gente da militância do PT apareceu exibindo cartazes perguntando: "Serra, quem é Paulo Preto?"

3 - Na matéria diz q foi a militância do PSDB que não gostou da pergunta ao Serra sobre quem é Paulo Preto e iniciou a agressão.

4 - Serra se escondeu por 10 minutos dentro de uma loja.

5 - Depois q ele saiu do esconderijo, a militância continuou perguntando quem é Paulo Preto.

6 - Mas, tudo na paz.

7 – O Globo diz que o Serra foi atingido na cabeça com uma bobina de papel.-http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/20/serra-agredido-durante-enfrentamento-entre-militantes-em-ato-de-campanha-no-rio-922827795.asp

8 - No áudio diz: “...militantes do PSDB se irritaram com as provocações e houve confusão..” - http://cbn.globoradio.globo.com/playlist/asx.php?audio=2010/noticias/serra_101020

9 – Pedi para checarem com a militância do PT de Cpo. Grande o que realmente aconteceu. Pode ser tudo armação do PSDB para ser usado no programa eleitoral do Serra.

Do Terra
Serra vai a hospital após ser atingido na cabeça por objeto 

MARCELA ROCHA
Direto do Rio de Janeiro 


O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, foi ao Hospital Sorocaba, no Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (20), para verificar se o objeto que atingiu sua cabeça durante enfrentamento entre cabos eleitorais, numa caminhada no calçadão de Campo Grande, causou algum ferimento.

Após iniciar uma manifestação a favor da candidata Dilma Rousseff, um grupo de cerca de 100 militantes do PT colocou-se em frente do local onde passava a comitiva de Serra, com faixas atacando o candidato tucano e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Houve enfrentamento entre os dois lados e Serra deixou a caminhada depois que foi atingido por um objeto. Segundo um dos seus seguranças, teria sido um rolo de adesivos que estaria com os militantes do PT.
 
O candidato mantém sua agenda e segue para verificar as obras do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. A partir das 17h, Serra tem um encontro com a militância no Grande Salão do Porcão.


Do Cloaca News

EXCLUSIVO – FLAGRANTE DA AGRESSÃO SOFRIDA POR SERRA NO RIO DE JANEIRO
















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DO BLOGUEIRO> Então.... agora qualquer fato é imagem de impacto. Quem será que atirou a bolinha de fita crepe? Evidente que isso dará muito assunto ainda....