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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Amnésia do Tucano Ficou Curada

Brasília Confidencial No 360


Um dia depois de afirmar que não sabia quem era e que nunca ouvira falar em Paulo Preto (Paulo Vieira de Souza, diretor que nomeara para uma importante estatal paulista), o ex-governador e atual candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, não apenas se lembrou do ex-assessor como também o defendeu de acusações feitas por dirigentes do próprio PSDB e integrantes do comando da campanha presidencial.

Numa reportagem publicada em agosto pela revista IstoÉ, caciques tucanos acusavam Paulo de sumir com R$ 4 milhões que arrecadara para a campanha de Serra. Citada pela presidenciável Dilma Rousseff durante o debate da noite de domingo na Rede Bandeirantes, a denúncia dos tucanos não foi respondida imediatamente por Serra. Na segunda-feira, durante entrevista em Goiânia, o candidato deu a seguinte declaração: "Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês fiquem perguntando". Serra disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo "bobagens".

Ontem, Serra já sabia quem era Paulo Preto. E garantiu que o diretor de Engenharia da Dersa no seu governo não desviou dinheiro da campanha.

“O Paulo Souza não está trabalhando na área de finanças da campanha, não recolheu dinheiro que não chegou à campanha. Eu teria sabido. Se sou o candidato, eu saberia. Isso não aconteceu. Não existiu nenhum desvio. Ele é totalmente inocente”.

“NÃO COMETAM ESSE ERRO”

Entre as duas declarações de Serra – a de que desconhecia Paulo Preto e a de que “ele é totalmente inocente” –, o próprio Paulo Preto resolveu reaparecer.

Em entrevista à Folha de São Paulo, cobrou de Serra que o defenda. "Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder. (...) Acho um absurdo não ter resposta, porque quem cala, consente", reclamou Paulo Preto. E lançou uma espécie de advertência aos companheiros tucanos: "Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".

Paulo Preto garantiu à Folha que não arrecadou dinheiro para o PSDB, “mas que criou melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanhas. Isso porque, diz ele, deu a palavra final e fez os pagamentos no prazo às empreiteiras que atuaram nas grandes obras de São Paulo, como o Rodoanel e a ampliação da Marginal” do Tietê.

"Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem mais recursos politicamente do que eu". Ontem, em entrevista ao portal R7, o advogado de Paulo Preto, José Luis Oliveira Lima, afirmou que seu cliente está processando por danos morais, calúnia e difamação os tucanos que o acusaram de ter arrecadado ilegalmente R$ 4 milhões para a campanha de Serra. Segundo o advogado, os processados são o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, e o tesoureiro-adjunto do partido, Evandro Lossacco.

DO BLOGUEIRO> A frase "Não cometam esse erro" parece ter sido o remédio para a amnésia do tucano.

sábado, 9 de outubro de 2010

"Tucano é Repressão"

Do Viomundo

da Radioagência NP (a gravação está lá)

O coordenador da Rede Ecosocialista e assessor da candidata à presidência da República, Marina Silva, Pedro Ivo Batista, avalia que a coligação de Dilma Rousseff (PT), saiu na frente na disputa pelo apoio do PV.

O PT abriu a possibilidade de incluir no programa de governo pontos reivindicados pela candidata Marina Silva, que ficou em 3º lugar nas eleições. Já o candidato José Serra (PSDB) ofereceu quatro ministérios para conquistar o apoio do PV.

Pedro Ivo, que saiu do PT e entrou no PV junto com Marina, acredita  que é positiva a proposta de Dilma. Entre os pontos que Marina quer discutir com o PT está  a manutenção do Código Florestal.

“A Marina já deixou claro que esse debate é programático. Nenhum tipo de toma-lá-da-cá ela aceita. Ela acha que pode contribuir para o Brasil através dessa plataforma. É isso que ela quer discutir. Essa questão de oferecimento de quatro ministérios ao PV ela já condenou publicamente. O PT, por enquanto, de forma correta, procurou – parabenizou a própria ministra Dilma – e tem buscado fazer uma conversa mais programática. Isso é positivo”.

Batista avalia positivamente a política econômica, a política externa e as políticas de inclusão social do governo Lula, mas avalia que ficou a desejar na questão da sustentabilidade, da reforma agrária e na reforma  política. Por isso, ele defende uma discussão programática em torno do apoio a Dilma no 2º turno.

“Sem dúvida, o governo Lula tem uma tradição democrática muito maior e tem uma relação muito mais respeitosa do ponto de vista das liberdades democráticas e sindicais, do que o governo tucano, Tucano é repressão. Por outro lado, isso não significa dizer que simplesmente essa questão é suficiente.”

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.
08/10/10

*****

Numa declaração muito pouco repercutida (por que?), a candidata do PV disse que o Brasil está pronto, sim, para ter uma mulher na presidência da República. Veja o vídeo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tucanos Planejando Ataques

Brasília Confidencial No 357

A mulher de José Serra, Monica, e o companheiro de chapa do tucano, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), comandaram ontem, no comitê da campanha, na capital de São Paulo, uma reunião em que obtiveram de aproximadamente 30 pastores o compromisso de que realizarão reuniões em suas congregações para acusar a petista Dilma Rousseff de cultuar valores condenados pela igreja. Os religiosos se comprometeram também a recomendar o voto em Serra.

“Conseguimos uma virada no primeiro turno e não queremos que essa onda cristã seja interrompida. Existem muitos católicos e evangélicos que votaram na outra candidata e ainda não perceberam o risco que correm. Vamos alcançar agora esse eleitorado que está com ela”, afirmou ao jornal O Globo o deputado Arolde de Oliveira (DEM-RJ), que participou da reunião convocada por Indio e é um dos colaboradores de Serra na cruzada pelo voto dos cristãos.

A ideia é convencer os fiéis de que, com Dilma, serão legitimados o aborto e direitos reivindicados pelos homossexuais.

“Temos que alertar as pessoas que votaram nela sobre os riscos que o programa de governo do PT representa para a liberdade de expressão. Ela já conseguiu maioria no Congresso nesta eleição e vai aprovar no ano que vem, se eleita, todas essas questões. O único jeito de impedirmos é agora no segundo turno. Temos que dizer isso para quem ainda não entendeu”, disse Oliveira.

Participaram do encontro, entre outros, representantes da Igreja Batista e da Assembleia de Deus. O próprio Serra, segundo O Globo, não esteve na reunião. Em entrevista, o candidato disse que o que o incomoda no debate sobre o aborto não é ser favorável ou contra essa prática, mas a mentira de caráter eleitoral. "Sempre fui contra o aborto. Há pessoas que são a favor. O que está em questão nessa campanha não é ser contra ou a favor, é a mentira. Quem é a favor, de repente diz que é contra por motivos eleitorais. Isso que eu acho errado. Cada um tem suas crenças, e a gente deve respeitar a crença das pessoas. Agora, a questão é dizer a verdade".

Serra defendeu que neste segundo turno devem ser debatidos valores morais, como a verdade. Na mesma entrevista, mentiu três vezes, pelo menos. Disse que não ofereceu ministérios ao PV em troca do apoio no segundo turno; que não está pressionando o PV para aderir à sua candidatura; e que oferecer cargos em troca de apoio não é do seu feitio.

TUCANO PROCESSADO

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul vai instaurar processo para investigar a prática de calúnia e difamação pelo presidenciável do PSDB, José Serra, contra o PT e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Pedida pelo PT ao Ministério Público, que a apresentou à Justiça, a denúncia foi provocada por entrevista que Serra concedeu ao jornal Zero Hora. O tucano acusou o PT de manter relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). E responsabilizou Fernando Pimentel pela coordenação de um suposto dossiê que conteria dados fiscais sigilosos de representantes do PSDB. A denúncia foi recebida pelo juiz José Ricardo Coutinho Silva, da 111ª Zona Eleitoral de Porto Alegre.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Chega de Baixarias

DILMANAREDE

Professores, pais, tios, avós, irmãos mais velhos,

Muitos jovens não entendem por que José Serra e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) podem ser definidos como reacionários e neoliberais simplesmente porque na era FHC ainda eram crianças.

É preciso lhes contar como foi…
…e de maneira FUNDAMENTADA.

Vamos informar essa moçada!

Ei, privilegiado aluno da universidade federal, sabe como era a universidade pública no governo FHC? Leia aqui:
http://cynthiasemiramis.org/2010/08/17/lembrancas-vida-universitaria-no-governo-fhc/

No governo do professor FHC não havia PROUNI e, se pobre quisesse fazer curso superior, só lhe restava tentar vestibular nas federais.

Ei, jovem de 20 anos, sabe quantas universidades federais o professor FHC criou? Nenhuma! Sabe quantas o torneiro mecânico Lula criou? 12.
http://www.horapopular.com.br/noticias.php?id=882

E você sabia que o Lula criou a UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana?
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=20487

Imagine só estudar em uma universidade federal bilíngüe, tendo contato com outros estudantes da América Latina e fazendo intercâmbio cultural… um barato, né? :-)

Ela fica em Foz do Iguaçu, Paraná.
Já quer saber sobre a admissão!? Calma, ok, aqui vai o endereço da UNILA:
http://www.unila.edu.br/?q=node/111

Recentemente, na UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Lula foi evocado pelos estudantes… O vídeo fala por si.
http://www.youtube.com/watch?v=QLJnQLiyMAE

Ei, jovem de 20 anos que curte o Mano Brown, olha só o que o paulistano do rap pensa sobre o José Serra: “uma catástrofe”!
http://www.youtube.com/watch?v=K4KX5wCzAoY

Ei, jovem de 20 anos, você que escuta por aí que “só pobre vota no PT”, sabia que Eike Batista, um dos homens mais ricos do Brasil, é fã do governo Lula?
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,em-jantar-com-lula-eike-batista-elogia-brasil-novo,439071,0.htm
Outra entrevista do cara:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u623741.shtml

Eike até fez uma “gracinha”: arrematou o terno do Lula por 500 mil reais em prol de um projeto filantrópico.
http://www.tribunadomaranhao.com.br/noticia/eike-batista-arrematou-terno-de-lula-por-r-500-mil-6424.html

Ei, jovem de 20 anos, vc sabia que FHC “doou” a Vale (2ª maior mineradora DO MUNDO) pro capital privado? Aqui, FHC fala, com todas as letras, que Serra foi um dos que mais lutou
pela privatização…
http://www.youtube.com/watch?v=35K5Mp4Qzos

Só a “doação” da Vale por Serra-FHC causou mais prejuízo aos cofres públicos que todas as nacusações NÃO PROVADAS de corrupção do govero Lula.

Imaginou o que Serra e sua turma da privataria poderiam fazer com a Petrobrás?

Ciro Gomes pode explicar melhor o significado de PRIVATARIA, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=wZ8DTdVJ-1k

Por falar nisso, galera, atualmente, só o nome “PETROBRAS” (a marca) vale quase 10 BILHÕES DE DÓLARES. Pode acreditar, estamos muito bem na fita…
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4410113-EI15315,00-Dilma+acusa+governo+FHC+de+ter+vergonha+do+nome+Petrobras.html

No entanto, no passado, quando você ainda era novo(a) demais pra se lembrar, a Petrobras da era FHC protagonizou uma série de acidentes ambientais que chamou a atenção do mundo. O mais grave deles foi tão grave que até a Veja o noticiou:
http://veja.abril.com.br/210301/p_036.html

Sim, por má administração o nosso Brasil afundou a maior plataforma DO MUNDO.

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) pode te contar melhor o que a administração do PSDB causou à empresa:
http://blogpetrobrax.blogspot.com/2009/08/os-dez-estragos-de-fhc-na-petrobras.html

Ei, jovem de 20 anos, você sabia que no final do governo FHC-Serra o salário mínimo era de U$63,88? Hoje é de U$293,77. Bom, né?

Ei, jovem de 20 anos, sabe qual a diferença pros miseráveis entre o governo FHC (1995-2002) e o governo Lula (2003-2010)?
http://www.fgv.br/cps/Pesquisas/miseria_queda_grafico_clicavel/FLASH/

Não é à toa que a ONU premiou o governo Lula por combate à fome:
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-recebe-premio-da-onu-por-combate-a-fome-20100510.html

Ei, jovem de 20 anos que zoa o Lula por ser “analfabeto”, bom providenciar umas aulas de matemática pro economista Serra:
http://www.youtube.com/watch?v=UiRNvK95438

Ei, jovem de 20 anos que zoa o Lula por ser “analfabeto”(2), bora providenciar umas aulas sobre economia energética pro candidato José
Serra: http://www.youtube.com/watch?v=oDxeBtM2gaI&feature=related

Ah, jovem de 20 anos, no tempo de FHC, ministro das relações internacionais tirava até os sapatos pra entrar nos EUA:
http://epoca.globo.com/edic/20020304/brasil4.htm

Ei, jovem de 20 anos, faltou essa: que tal viver num país com racionamento de energia elétrica? No governo FHC teve APAGÃO. Pergunte pros seus
pais…
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/2001-crise_energetica.shtml

Cara Juventude Brasileira,

DILMA É A CONTINUAÇÃO DO GOVERNO LULA! O processo de prosperidade não deve
parar… Esta é a mãe de todas as razões para que ela mereça o seu voto.


Texto de Luciana Alencar
@lucianalencar

PT Pede Investigação

Amigos do Presidente Lula

O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, anunciou há pouco que pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a autoria do panfleto apócrifo que foi distribuído ontem no encontro nacional do PSDB e aliados que apoiam a candidatura de José Serra à Presidência. O texto orienta como difundir uma campanha contra Dilma na internet.

“Queremos a responsabilização criminal de quem confeccionou o panfleto, isso é crime eleitoral”, observou Dutra. O texto remete ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no fim do ano passado.
 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Balanço, por Emir Sader

Blog do Miro

Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado em seu blog no sítio Carta Maior:

A esquerda teve o melhor resultado eleitoral de sua história: Dilma em primeiro lugar, governadores no Rio Grande do Sul, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará, no Espírito Santo, Sergipe, Acre, boas possibilidades no Distrito Federal, possibilidades ainda no Pará, limpa impressionante e renovação com grande bancada no Senado, maiores aumentos nas bancadas parlamentares na Câmara.

A frustração veio da expectativa criada pelas pesquisas de uma eventual vitória no primeiro turno para presidente. Uma análise mais precisa é necessária, a começar pelo altíssimo numero de abstenções e também dos votos nulos e brancos que, somados, superam um quarto do eleitorado. Mas também dos efeitos das campanhas de difamação – sobre o aborto, luta contra a ditadura, etc., assim como o efeito que o caso da Erenice efetivamente teve para diminuir o resultado final da Dilma.

A votação da Marina certamente influenciou. A leitura desse eleitorado é complexa, nem de longe se trata de onda ecológica no Brasil – as outras votações dos verdes foram inexpressivas. Juntaram-se varias coisas, desde votos verdes, esquerda light, até votos anti-Dilma, votos desencantados com o Serra, entre outros. Mas o montante alto requer uma análise mais precisa.

Para o segundo turno contam esses votos: mais da metade concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do DF, onde ela ficou em primeiro lugar. Qualquer que seja a decisão de apoio no segundo turno – a convocação de assembléias para definir deve confirmar a tendência a abstenção, tornando mais difícil a operação política da direção de apoiar Serra -, esse eleitorado se orientará, em grande medida, não pela decisão partidária, ficando disponível para os outros candidatos. Em 2006, nem o PSol conseguiu que seus votos deixassem de ir para outros candidatos, desobedecendo a orientação do voto em branco.

É uma ilusão considerar que o segundo turno é outra eleição. É a continuação do primeiro, em novas condições – de bipolarização. A campanha deve ser dirigida diretamente por Lula, deve ser centrada na comparação dos governos do FHC e do Lula, deve ter uma estratégia específica para o eleitorado da Marina e deve multiplicar os comícios e outros atos de massa – um diferencial importante entre as duas candidaturas.

Em 2006 o segundo turno foi muito importante para dar um caráter mais definido à polarização com os tucanos, o mesmo deve se dar agora. Que ele multiplique a votação e a mobilização, para tornar mais forte ainda a vitória da Dilma. Ela é favorita, mas devemos precaver-nos das manobras dos adversários, do uso da imprensa, das campanhas difamatórias.

Pode ser um segundo turno de polarização mais clara também, porque os debates diluíam os temas, na medida em que havia um coro de 3 candidatos colocando ênfase nas denúncias. Não soubemos colocar como agenda central o fato de que o Brasil se tornou menos injusto, menos desigual, com Lula, e que esse é o caminho central a seguir.

Outros temas do primeiro turno abordaremos em outros artigos. Este é para abrir a discussão com todos.

Votos de Candidata Verde Provoca 2o Turno

Brasília Confidencial No 353

A maioria do eleitorado nacional adiou para o dia 31, em segundo turno de votação, a eleição de quem  sucederá o presidente Lula. Vai escolher entre a petista Dilma Rousseff e o candidato das oposições ao  Governo Lula, José Serra (PSDB), os mais votados no primeiro turno realizado ontem. Dilma venceu a  primeira rodada. Mais de 47 milhões de eleitores votaram nela, somando aproximadamente 47% dos votos válidos. Serra recebeu mais de 33 milhões. Marina Silva chegou em terceiro lugar com quase 20 milhões de  votos.
 
Em 18 estados, incluídos todos os sete das regiões Sul e Sudeste, os governadores foram eleitos ou reeleitos já em primeiro turno. No Sul, os gaúchos elegeram o petista Tarso Genro; os catarinenses escolheram  Raimundo Colombo, do DEM, e os paranaenses preferiram Beto Richa, do PSDB. No Sudeste, os tucanos  mantiveram os governos de São Paulo e de Minas Gerais, respectivamente com a eleição de Geraldo  Alckmin e a reeleição de Antonio Anastasia. No Espírito Santo foi eleito Renato Casagrande (PSB). Do  mesmo partido dele foram reeleitos, na Região Nordeste, os governadores do Ceará, Cid Gomes, e de  Pernambuco, Eduardo Campos, proporcionalmente o campeão de votos entre os governantes estaduais  eleitos e reeleitos neste domingo.
 
Ainda no Nordeste, também foram reeleitos os petistas Jaques Wagner, na Bahia, e Marcelo Déda, em Sergipe.
 
Serão escolhidos em segundo turno os governadores do Distrito Federal e de nove estados do Nordeste, do  Norte e do Centro Oeste.
 
Outra votação, para o Senado, foi dominada pelo PMDB e o PT. Das 54 cadeiras disputadas,  representantes dos dois partidos conquistaram 28 e as outras ficaram com representantes de diversas  agremiações.
 
A bancada do PSDB no Senado será fortalecida especialmente pelo ex-governador mineiro Aécio Neves, mas perdeu dois dos atuais expoentes – Tasso Jereissati, do Ceará, e Artur Virgílio, do Amazonas, que não foram reeleitos. Já a bancada do DEM ficará sem Marco Maciel, preterido pelo eleitorado de Pernambuco. Pela primeira vez em 44 anos, ele deverá ficar sem cargo político.
 
 

sábado, 2 de outubro de 2010

Ligações de Gilmar Na ONU

Carta Capital

O suposto telefonema do presidenciável José Serra (PSDB) ao ministro Gilmar Mendes, durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), levou a ONG Justiça Global e uma série de outras organizações de direitos humanos a encaminhar uma denúncia para as Nações Unidas, devido às suspeitas de falta de independência do magistrado. A ligação telefônica, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, teria ocorrido na quarta-feira 29, durante o julgamento de recurso do PT contra a obrigatoriedade de o eleitor portar dois documentos no dia da votação.

O recurso já havia sido acolhido por sete dos atuais dez ministros da Corte (Eros Grau se aposentou e ainda não foi substituído) quando Mendes decidiu pedir vistas do processo. No dia seguinte, votou contra a requisição petista. De toda maneira, a votação terminou em oito votos favoráveis e dois contra. E, agora, o eleitor pode se apresentar no pleito com qualquer documento de identificação oficial com foto. Vitória do PT, que temia que os eleitores de baixa renda e escolaridade deixassem de votar em função da exigência de dois documentos.

Para as entidades que subscrevem a denúncia, o caso apresenta indícios claros de interferência política nas decisões do Supremo. “Um juiz da mais alta Corte do País não pode receber telefonemas de uma das partes interessadas no meio do julgamento. Pediremos que as Nações Unidas avaliem o caso e cobrem providências do governo brasileiro, para que se faça uma investigação criteriosa dos fatos, inclusive com a quebra judicial do sigilo telefônico se for o caso”, afirma a advogada Andressa Caldas, diretora da Justiça Global.

De acordo com ela, o documento deverá ser encaminhado na tarde desta sexta-feira à brasileira Gabriela Carina de Albuquerque da Silva, relatora especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados, e ao Alto Comissariado das Nações Unidas. “Normalmente, encaminhamos esse tipo de denúncia apenas à relatoria da ONU, mas como a titular do cargo é brasileira talvez ela se sinta impedida de avaliar o caso”. Razões para isso não faltam, afinal Gabriela foi assessora de Mendes na época em que ele era presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Andressa ressalta ainda que o ministro Gilmar Mendes, ex-advogado geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, foi acusado outras vezes de atuar de forma parcial no Supremo. “Em diversos casos, o magistrado se pronunciou antes de avaliar os autos do processo e emitiu opiniões contestáveis, por exemplo, ao criminalizar a atuação de movimentos sociais, como o MST”, afirma a advogada. “É por isso que está tomando corpo um movimento pelo impeachment de Mendes. Não temos posição firmada a esse respeito, mas consideramos que esse caso do suposto telefonema de Serra ao ministro, durante o julgamento de um recurso apresentado pelo partido de sua principal oponente nas eleições, deve ser criteriosamente investigado. E, caso se comprove a falta de autonomia, o magistrado precisa ser punido”.

Entre as entidades que subscrevem a denúncia, estão a Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), o instituto Ibase e a ONG Terra de Direitos. Além de reportar o caso do telefonema de Serra, o documento enumera outros deslizes do ministro e expõe sua estreita relação com políticos ligados ao PSDB.

sábado, 25 de setembro de 2010

MERCADANTE Avança Para o Segundo Turno

Brasília Confidencial No 345

A eleição para o governo de São Paulo poderá ser decidida apenas no segundo turno, indicou ontem, pela primeira vez, o instituto Vox Populi. Segundo o Vox, de agosto para cá o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu nove pontos, ao mesmo tempo em que o candidato do PT, Aloízio Mercadante, ganhou  nove. A vantagem de Alckmin sobre Mercadante, que era de 32 pontos percentuais, caiu para 12 pontos.
 
Agora o tucano tem 40% enquanto o petista tem 28%.
 
Ao mesmo tempo que o candidato ao governo estadual, a candidata do PT à Presidência também cresceu  junto ao eleitorado paulista. Entre agosto e setembro, informa o Vox Populi, Dilma cresceu dez pontos e  chegou a 43% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) perdeu 11 pontos, caindo de 40% para 29%, e Marina (PV) ganhou 3 pontos, subindo a 12%.
 
Os resultados apurados pelo Vox Populi para a eleição ao governo paulista diferem acentuadamente dos  que o Ibope e o Datafolha apuraram também nesta semana. Enquanto a diferença favorável a Alckmin é de  12 pontos na pesquisa Vox Populi, o Ibope e o Datafolha apontam, respectivamente, vantagem de 22 pontos e de 28 pontos para o candidato tucano. 

DO BLOGUEIRO> Sobre as diferenças entre os institutos: lembram-se das pesquisas da Dilma? Enquanto o Vox Populi apontava Dilma à frente os outros dois diziam o contrário? Pois é!!! A história se repete em São Paulo. Estamos na rua e é perceptível o crescimento de MERCADANTE!!! Por isso, o Picolé de Chuchu que se prepare pois vamos nos encontrar no segundo turno....


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PMDB/SP Muda de Barco

Do Luis Nassif

Por D

A coisa tá feia para o Serra, mais gente abandona o barco, o PMDB-SP abandona o tucano e declara voto em Dilma:

Do Estadão
Deputados do PMDB-SP declaram apoio a Dilma

Com a desistência de Quércia, bancada aliada ao PSDB na disputa estadual anuncia voto presidencial no PT

Malu Delgado - O Estado de S.Paulo

Parlamentares do PMDB paulista, que se aliaram ao PSDB no Estado, assinaram ontem manifesto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e a Michel Temer (PMDB) para Vice. O documento conta com assinaturas de três dos quatro deputados estaduais -Jorge Caruso, Baleia Rossi e Uebe Rezeck - e do único federal além de Temer, Francisco Rossi.

Segundo o deputado estadual Jorge Caruso, vice-presidente do PMDB de São Paulo e um dos que subscrevem o apoio a Dilma, a bancada paulista ainda não tinha se manifestado oficialmente sobre a disputa nacional.

"O (Orestes) Quércia deu orientação no sentido de apoiarmos o (José) Serra, mas sempre defendemos as coligações oficiais do PMDB, em São Paulo com Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB), e a nacional com Michel Temer", explicou Caruso. "Não poderíamos ir contra uma decisão da Executiva Nacional do PMDB", justificou o deputado, referindo-se à decisão nacional do partido de se coligar com o PT e Dilma.

A manifestação da bancada estadual ocorre semanas após o mentor da aliança com o PSDB e presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, ter se ausentado da disputa eleitoral ao Senado por motivos de saúde. Quércia renunciou à candidatura para submeter-se a tratamento de câncer de próstata.

Os parlamentares paulistas afirmam que Orestes Quércia "sempre respeitou as posições individuais". "O Quércia sabe a postura de cada um e também está ciente da questão nacional", reiterou Jorge Caruso.

"Tendo em vista os últimos acontecimentos, ocorridos com o nosso companheiro Orestes Quércia, (...) que teve importante participação histórica no longo processo de redemocratização do país, as bancadas federal e paulista do nosso partido (...) decidem manifestar seus apoios políticos à chapa Dilma/Michel Temer", diz o documento assinado pelos parlamentares paulistas.

Nele, o deputado Michel Temer é citado como "o grande condutor nacional do PMDB".

Vanessa Damo, única deputada estadual que não assinou o manifesto, alegou a dirigentes do PMDB nacional que apoiará Dilma Rousseff, mas optou por não explicitar a decisão em função de rivalidade regional com o PT de Mauá.

A posição do PMDB paulista, segundo o coordenador do comitê suprapartidário de Dilma no Estado, Du Altimari, "é um reconhecimento ao trabalho do presidente do partido, Michel Temer". "Isso dá um direcionamento muito importante à campanha no Estado", comemorou. Prefeito de Rio Claro, Altimari afirmou que "a maioria dos prefeitos do PMDB está hoje bem dividida" entre as candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

Senado. O vice-presidente do PMDB, Jorge Caruso, esclareceu que a Executiva Estadual do partido tomou a decisão de liberar o segundo voto ao Senado.

Com a desistência de Quércia, o PMDB cedeu a vaga e o tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão ao PSDB e apoiou o candidato Aloysio Nunes Ferreira. Porém, para o segundo voto, o PMDB não fará nenhuma indicação. Caruso declarou que votará em Aloysio para a primeira vaga e a Marta Suplicy (PT) para a segunda. Candidato do PSDB ao governo, Geraldo Alckmin, declarou o segundo voto a Romeu Tuma (PTB).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LULA Repudia Acusações

Brasília Confidencial No 343

O presidente Lula repudiou ontem, durante comício na periferia de Curitiba (PR), as acusações  oposicionistas de que ele, o PT e Dilma ameaçam a democracia.
 
“Agora inventam o discurso que nós ameaçamos a democracia. Os donos do engenho são os democratas e  os moradores da senzala são contra a democracia.
 
Para eles, democracia era bom no tempo em que a gente podia se reunir em praça pública apenas para gritar que estava com fome. Para nós, democracia é comer, estudar, trabalhar, ter acesso à cultura e lazer. É isso  que incomoda”, afirmou o presidente.
 
A reação de Lula coincidiu com a realização, no centro de São Paulo, de um ato denominado Se Liga Brasil, estrelado por alguns ministros do Governo Fernando Henrique, assim como por dissidentes petistas, anunciado e filmado pela assessoria da campanha do candidato tucano José Serra.
 
O ato foi promovido em nome da defesa da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão e dos  direitos individuais.
 
Manifesto lido pelo jurista Hélio Bicudo, dissidente do PT, condenou a participação do presidente Lula na  campanha da petista Dilma Rousseff e a “ação de grupos” que atuariam contra a imprensa.
 
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de  comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses".
 
Outra personalidade, o advogado Reale Júnior, que foi ministro da Justiça no Governo FHC, acusou o PT  de fazer ameaças a jornalistas.
 
“A imprensa, quando denuncia a corrupção, é transformada no partido da imprensa golpista. Ou seja, não  existe mais liberdade de denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do  Planalto", afirmou.
 
José Carlos Dias, também ministro da Justiça de FHC, disse que se instalou no país o que chamou de um caudilhismo assustador.
 
Em Curitiba, a presidenciável Dilma Rousseff acusou a campanha oposicionista de, “na hora do desespero,  levantar falsidades e mentiras” e “tentar criar clima de ódio no Brasil".
 
Tanto Dilma quanto Lula criticaram também as promessas de José Serra, de aumentar o salário mínimo e o  público beneficiário do Bolsa Família.
 
"Meu adversário vive prometendo, mas a gente tem que sempre lembrar: quando estavam no governo, não  criaram Bolsa Família coisíssima nenhuma, não aumentaram o salário mínimo. Hoje, perto da eleição, vão e  prometem mundos e fundos pensando que o povo é tolo, disse Dilma".
 
 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ato Público Assusta

Do Viomundo

por Altamiro Borges

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!

Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.

As mentiras sobre o protesto

As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.

Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.

Falso defensor da liberdade de imprensa

O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

* Altamiro Borges é jornalista, blogueiro e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Outra

por Artur Henrique, no seu blog

O ato político Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia, que jornalistas e movimentos sociais vão realizar na próxima quinta, dia 23, a partir das 19h no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, já está incomodando a grande imprensa.

Colunistas já disseram ‑ e repórteres que estão nos entrevistando hoje sobre o tema dirão amanhã – que estamos organizando o ato em função das recentes declarações de Lula contra a imprensa. Outros já disseram que o governo pretende nos usar, o movimento sindical, para atacar a imprensa.

Nada disso.

Primeiro, a organização do ato foi uma iniciativa do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, após uma reunião entre alguns de seus integrantes, como Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Luiz Carlos Azenha e Paulo Henrique Amorim. A reunião ocorreu na semana passada, muito antes do comício de Lula em Campinas.

A idéia me foi transmitida no início da semana passada, por telefone, pelo Altamiro. Ele, em nome do Barão de Itararé, estava convidando os movimentos sociais a participar. A CUT topou na hora. Motivo: o ato era para responder às novas baixarias que, já sabíamos, a imprensa certamente iria preparar para a reta final da campanha antes do primeiro turno.

Segundo, o ato não é contra a imprensa. É contra o comportamento golpista de uma certa parte da imprensa, que notadamente está trabalhando de maneira árdua para ajudar a oposição ao governo Lula e à candidatura Dilma. Deixando de lado as regras básicas de apuração, abandonando completamente o princípio da pluralidade e apelando a figuras e valores desrespeitosos aos direitos e avanços sociais.

Por fim, lembro aqui de que os partidos DEM/PSDB entraram com uma ação judicial para impedir a circulação do primeiro número da Revista do Brasil, só pelo fato de trazer Lula como matéria de capa. A revista, hoje consolidada após mais de quatro anos, já saía à época com 360 mil exemplares.

Nesse episódio, a imprensa não se comoveu nem protestou contra um suposto ataque à liberdade de expressão.

* Artur Henrique é presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Mais um Escândalo Escondido

Fonte - Tijolaço - Retirado do site da Macro do PT ABC


Semana passada uma equipe enviada pela direção nacional de jornalismo da TV Globo esteve em Campo Grande, MS. A Globo estava de posse de gravações, das quais reproduzo alguns trechos, que revelavam o esquema de corrupção envolvendo os poderes públicos naquele estado.

O homem que aparece na imagem é o deputado estadual Ary Rigo, eleito pelo PDT e comprado pelo esquema político do governador André Puccinelli- aquele que apareceu ontem aqui distribuindo cota de casas populares para vereadores e prefeitos e dizendo que elas podiam ser dadas aos “cupinchas”.
A Globo abafou o escândalo, mas ele estourou hoje no youtube.

Embora eu esteja escandalizado com o nível de imundície em que as coisas chegaram não posso deixar de me sentir aliviado por ver que este sacripanta, que deixou o PDT, foi para os tucanos, e que contou com a proteção da Justiça para não ter que devolver ao Partido o mandato conquistado com os votos pedetistas, ter este castigo providencial.

É contra este esquema que meu companheiro Dagoberto Nogueira, candidato ao Senado, ao lado de Zeca do PT, está lutando.

Não há explicações para Globo estar abafando este escândalo, até porque reafirmo: ela tinha as fitas. Não há uma notícia sobre o assunto, exceto por um site de notícias campograndense, o Mídiamax, que valentemente divulgou.

Esta é a liberdade de imprensa que defendem. Liberdade para abafar os escândalos dos seus aliados. Liberdade para exercer uma vigilância seletiva. Contra as forças populares uma migalha vira banquete. Contra as forças do serrismo até um elefante varrem para debaixo do tapete.

Graças à internet não somos mais escravos dessa gente. Assista e veja porque eles querem ser donos da opinião pública.

Refrescando a Memória dos Tucanos

Brasília Confidencial No 341

A presidenciável Dilma Rousseff recorreu ontem a um dos mais recentes escândalos que eclodiram dentro  do PSDB para desqualificar os novos ataques do candidato de oposição ao Governo Lula, José Serra.  Desde sábado, Serra vem usando as denúncias sobre supostos tráfico de influência e pagamentos de propina a funcionários da Casa Civil, que Dilma chefiou, para afirmar que ela “ou não é capaz ou é cúmplice”.
 
A candidata reagiu ontem. “Nem uma coisa, nem outra. Sabe por quê? Não acredito que alguém saiba tudo  o que está acontecendo na sua própria família. E também não acredito que alguém saiba tudo o que  acontece no governo. Até porque eu tenho lido que o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), que ele (Serra) nomeou, sumiu com R$ 4 milhões da campanha dele”.
 
A referência de Dilma é alusiva ao caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza revelado no início de agosto  pela revista IstoÉ. Baseada em “oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB”, a revista conta que Paulo Vieira de Souza, “também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do  presidenciável José Serra”.

A uma fonte citada como “ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de  José Serra à Presidência”, a revista atribuiu ainda a seguinte declaração. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”.
 
Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação  foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente,  ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, disse à ISTOÉ Evandro  Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido.
 
Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica no Governo Serra. Escolhido e nomeado pelo então governador, foi diretor de engenharia da Dersa, a estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias, inclusive o Rodoanel, orçado em mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão.
 
“No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o  pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato,  determina quanto a ser pago às construtoras e quando.
 
No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto”, publicou a revista.
 
Outras fontes tucanas disseram que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é ou era Aloysio Nunes  Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e candidato do partido ao Senado. Paulo e Aloysio são  amigos há mais de 20 anos.
 
“O nome do engenheiro”, lembrou a revista, “está registrado em uma série de documentos apreendidos pela  Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo  Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela  construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras  vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso  por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.”


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Aécio Neves Preparando as Malas?

Capa da Revista


A revista Carta Capital, que chega às bancas nesta sexta-feira (17), informa em reportagem de capa a intenção do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves de deixar o PSDB, "fundar um novo partido e comandar uma oposição moderada".

A reportagem é do editor especial da revista, Maurício Dias. "Aécio Neves, ao tomar decisão de abandonar o tucanato, espelha-se no avô Tancredo (Neves). Será que foi de caso pensado?", diz a revista.


Maurício Dias, editor especial, é o autor da capa da Carta Capital que chegou às bancas nesta sexta-feira (17) com o título: "Aécio deixará o PSDB. O ex-governador de Minas pretende fundar um novo partido e comandar uma oposição moderada". Conversei há pouco com Maurício Dias.
 
Terra - Maurício, embora a pergunta seja óbvia, você tem segurança sobre essa informação que publicou?
Mauricio Dias - Óbvio, óbvio, óbvio. Foi um jantar há duas semanas em Copacabana e tenho testemunhas.
 
Terra - Na casa de quem?
Maurício Dias - Isso eu não posso falar, mas tenho certeza de que vocês conseguem essa informação muito rapidamente.
 
Terra - Qual é o miolo da sua matéria?
Maurício Dias - Trata de um jantar que houve há duas semanas em Copacabana na casa de um empresário.
 
Terra - Sim, estou aqui com a revista. Você diz que em algum momento desse jantar, ele teria dito: "eu vou sair do PSDB", essa é a informação nuclear?
Maurício Dias - Essa é a informação central.
 
Terra - Falei com Aécio há pouco, e ele desmente cabalmente.
Maurício Dias - Claro que a reação do Aécio teria que ser essa de ficar bravo, isso cria algum constrangimento para ele, imagino.
 
Terra - O que mais você conclui nessa sua matéria?
Maurício Dias - Se a gente fosse se mover pela lógica, não há nenhuma novidade em o Aécio sair do PSDB, e é um jeito parecido com o do avô dele, Tancredo, que um dia disse "o meu MDB não é o MDB de (Miguel) Arraes", e daí ele saiu para fundar o PP.

Em tempo, o jantar teria ocorrido na residência do empresário Alexandre Accioly.

Falei há instantes com Aécio, que disse: - Isso é loucura. Tem sempre que se ouvir a outra parte no jornalismo, pelo pouco que sei, e o cara não me ouviu. Não cogito isso, não sei a quem interessa uma especulação absurda como essa a 10 dias de uma eleição em que busco levar o PSDB a uma importante vitória em Minas.

Afirmou ainda Aécio Neves:
- Eu teria que ter tido o direito elementar de me manifestar sobre uma questão grave como essa e a poucos dias da eleição. Não me queixo do direito de jornalistas terem suas informações, que no caso não são verdadeiras, o que me queixo é de não ter tido o direito de ser ouvido, de me manifestar.

Por fim, disse Aécio:
- Não conversei com ninguém sobre esses assuntos porque sequer cogito essa possibilidade. E não sei a quem isso pode interessar.

Agora são 14h52 da tarde de sexta-feira (17). Há poucos minutos, o ex-governador Aécio Neves repetiu:
- Esse jantar nunca existiu e isso não é verdade.

Segundo a reportagem, a frase que se atribui a Aécio Neves teria sido feita durante um jantar, na residência de um empresário, em Copacabana.

Fiasco Tucano - Vazamento era Crime Comum

Brasília Confidencial No 338

Adeildados Santos, funcionária do Serpro cedida à Receita Federal, foi indiciada ontem pela Polícia Federal, por corrupção passiva.

Durante depoimento de cinco horas, Adeilda confessou que ela e outros funcionários vendiam dados de contribuintes. A servidora disse que sua motivação era exclusivamente financeira.

Do computador dela foram acessadas informações de pessoas ligadas ao PSDB.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CNT Não Guarda Fita do Serra

Do Viomundo


Por telefone, Conceição Lemes conversou com Domingos Trevizan, diretor de Jornalismo da CNT. Foi na emissora que, durante um intervalo da gravação do programa Jogo do Poder, o candidato José Serra discutiu com a entrevistadora Márcia Peltier (está aqui):

Está circulando na internet a informação de que você teria entregue ao Serra a fita em que aparece a discussão do candidato com a Márcia Peltier. É verdade?
Eu entreguei, sim, mas não foi o Serra quem pediu. A decisão de entregar foi minha.

Você não ficou com uma cópia?
Não. Eu não quis ficar. Como o que aconteceu foi no bastidor e não programa, eu não quis ficar. Se a imagem aparecer depois em algum lugar, não fomos nós que vazamos. Eu disse isso à assessora dele. Se vazasse, a responsabilidade seria deles, pois eu não havia ficado com nenhuma cópia. Apaguei tudo.


Você entregou a fita para o Serra ou para assessora?
Foi para a assessora. Na verdade, antes mesmo, ela já havia pedido a fita do programa, para fazer a de gravação. Eu entreguei o DVD do programa para todos que me pediram.

Mas por que você não ficou com uma cópia?
O que aconteceu foi no intervalo e não programa. Nós não temos nenhum interesse no que aconteceu no bastidor. Foi acordado entre todos os candidatos que o programa iria ao ar sem edição. Por isso, assim que terminou a gravação, eu entreguei o programa tal como ele foi ao ar ontem às 22h50. Também o trecho onde deu aquela pequena confusão. Ela aconteceu no primeiro intervalo.

Mas por que você não ficou com uma cópia?
Nós não temos interesse em campanha eleitoral.

DO BLOGUEIRO> ACREDITE, SE QUISER....

Eles Continuarão Tentando

Parece que agora caímos no vale tudo. Todo e qualquer denuncismo vira notícia e manchete de jornais e revistas que tentam a todo custo salvar a eleição para o candidato tucano. Na edição de hoje a folhona baseou-se no depoimento de um ex-presidiário para montar ilações sobre o "tráfico de influência" que segundo a Veja aconteceu na Casa Civil do governo federal. Segundo o meliante todo o dinheiro iria para a campanha da Dilma. Realmente eles estão desesperados. Ninguém vai pará-los? Veja detalhes abaixo.

Do Nassif:

Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:
  1. Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas.
  2. A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C . Todo o restante são acusações declaratórias. Nenhum juiz do mundo tomaria como verdade acusações desacompanhadas de provas, de um sujeito que acaba de sair da cadeia.
  3. O jornal não explica como um sujeito com duas condenações criminais, que passou dez meses na prisão dois anos atrás, pilota um projeto de R$ 9 bilhões. É apostar demais na ignorância dos leitores.
  4. O BNDES é um banco técnico, constituído exclusivamente por funcionários de carreira trabalhando de forma colegiada. É impossível a qualquer pessoa – até seu presidente – influenciar a análise do comitê de crédito. Essa informação pode ser facilmente confirmada com qualquer ex-presidente do banco, de qualquer governo. É só conversar com o Luiz Carlos Mendonça de Barros, Pérsio Arida, Antonio Barros de Castro, Márcio Fortes – que foram presidentes durante o governo FHC. A ilação principal da reportagem – a de que o projeto de financiamento foi recusado pelo BNDES depois da empresa ter recusado a assessoria da Capital – não se sustenta. Coloca sob suspeita uma instituição de reconhecimento público fiando-se na palavra de um sujeito que já sofreu três condenações na Justiça e três anos atrás passou dez meses preso.
  5. Existem empresas de consultoria que preparam projetos para o BNDES e cobram entre 5 a 7% sobre o valor financiado. É praxe no mercado. Confundir essa taxa com propina é má fé. Segundo o empresário que denunciou, Israel apresentou uma proposta de acompanhamento jurídico de processos da empresa, que acabou não sendo assinado. Tudo em cima de declarações.
  6. Ninguém vai negociar propostas ocultas em reuniões formais na Casa Civil, à luz do dia. Só faltava.
Da Folhona:

PERFIL Consultor teve 2 condenações na Justiça de SP

DE BRASÍLIA

O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.

Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.

Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.

A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.


Rapidamente estão sendo montadas as peças desse quebra-cabeça da armação do tal "empresário" condenado com a Folha de São Paulo.

Agora mesmo o BNDES soltou um comunicado sobre o pedido de financiamento de R$ 2,25 bilhões.

Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer.

No entanto, esse pedido de R$ 2,25 bilhões foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.

Comunicado do BNDES 

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.



Por Andre Borges Lopes

Nassif, há outra coisa que não bate nessa história mal contada. Refere-se ao e-mail da Synergy que "provaria" o pedido de propina.

No tal e-mail que tem como cabeçalho "Dados Solicitados" o remetente diz textualmente "Nesse contexto, peço a gentileza que, tão logo possível, encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal. Solicito ainda, a gentileza de aguardar o envio da nota fiscal para realização do depósito em conta corrente".

Ora, eu entendo desse texto é que a consultoria Synergy está enviando os seus dados fiscais e bancários que foram solicitados para que a empresa do Rubinei elabore uma minuta de contrato e remeta essa minuta para avaliação do depto. jurídico da consultoria.

Aprovado o contrato, quem vai emitir uma nota fiscal é a Synergy, contra a empresa do Rubnei.

Mas o texto da Folha diz o contrário:

"No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento."

Alguém pode me explicar porque cargas d'agua uma empresa precisa EMITIR uma nota-fiscal para FAZER UM PAGAMENTO.

Supondo que seja mesmo o contrário: a tal consultoria Synergy iria emitir uma nota-fiscal de R$ 5 milhões referente ao pagamento de propina para a "dama de ferro" quitar suas dívidas? E receber a propina por meio de depósito numa conta do Banco do Brasil?

Ou essa turma toda é um bando de loucos e vigaristas, ou a história inteira é um grande 171.


É.....O DESESPERO CRIA SITUAÇÕES INIMAGINÁVEIS. E AINDA FALTAM 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES. O QUE VEM AMANHÃ??????



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tucano tem Chilique na TV

Do Viomundo


Márcia Peltier

Áudio divulgado pelo Terra, gravado pela repórter Priscila Tieppo, do momento em que o candidato José Serra discutiu com a entrevistadora Márcia Peltier, no intervalo de uma gravação do Programa Jogo do Poder, da CNT.



A discussão foi travada entre o primeiro e o segundo blocos do programa, ou seja, está gravada em alguma fita da emissora mas tudo indica que a CNT não vai colocar no ar (em geral esses momentos de intervalo são considerados off the records, mas se fosse a Dilma as imagens certamente seriam recuperadas e passariam no Jornal Nacional):

Serra: Todo mundo que entra na jogada do PT e do governo ou quer apresentar méritos nesse sentido. Porque…O fato é o seguinte. Eu estou reiterando um crime…
Márcia: Que não era durante o período eleitoral, antes da candidatura.
Serra: E daí, que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui, precioso, em vez de falar de programa de governo, para vocês repetirem os argumentos do PT, que vocês sabem que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui, eu só acho isso…
Márcia: A gente tem de fazer…
Serra: Eu vim aqui numa correria tremenda. Pega a candidata do PT… ela vem aqui?
Márcia:Virá aqui.
Serra: Então, então pergunta pra ela.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também, candidato.
Serra: Eram eles que estavam faturando.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também. Nós vamos agora voltar e agora vamos falar sobre programa.
Serra: Não, não vou dar essa entrevista, você desculpa.
Márcia: Por que candidato?
Serra:
Porque não?
Márcia:Vamos fazer, só que agora falando do programa.
Serra: Não, faz-de-conta que eu não vim.
Márcia: Por que?
Serra: Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério.
Márcia: Como não é um troço sério? Vamos conversar.
Serra: Então apaga.
Márcia: O que é que o sr. quer que apague?
Serra: A televisão.
Márcia: Ah, o sr. quer que apague a televisão?
Serra: Nós vamos conversar nessa base, porque isso aqui tá um programa montado.
Márcia: Montado pra quem? Não tem montação, não tem montagem. Apaga aí por favor, gente. Olha só, deixa eu te falar uma coisa. A gente aqui… a gente aqui não tá fazendo um programa…
Serra: Não é o que me disseram. O que me disseram é que eu ia falar de política e de economia.
Márcia: O primeiro bloco era só isso… Candidato, mas esse era o primeiro bloco. Vai ter… vai  ter… vão ter mais três blocos, candidato, três blocos.
Serra: Tudo pergunta óbvia, você sabe o que é pergunta óbvia? Que você sabe o que é que o candidato vai responder. Você vai falar de pesquisa, isso aquilo, etc., você acha que dá para ganhar? O que é que o candidato vai dizer?
Márcia: Mas pensa bem, candidato, pensa bem…

O programa vai ao ar nesta quarta-feira, às 22h45.

Aqui você pode ouvir o áudio. 


ARQUIVADO por Falta de Provas

Amigos do Presidente Lula

Nesta terça-feira (14), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter arquivado o recurso apresentado pela coligação que patrocinou a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República nas eleições de 2006, contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negou pedido de investigação de petistas no caso de suposta compra de um dossiê que vincularia políticos do PSDB à chamada “máfia dos sanguessugas”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um dos acusados na representação arquivada no TSE.

O recurso da coligação “Por um Brasil decente” (PSDB/PFL) – um Agravo de Instrumento (AI) 706513 - chegou ao Supremo em março de 2008. Em março de 2010, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, arquivou o pedido. O objetivo da coligação era obter a reabertura das investigações sobre o caso. Contra a decisão individual do ministro Barbosa foi apresentado um agravo regimental, para levar o processo para análise da Turma.

Nesta tarde, em decisão unânime, os ministros acompanharam o entendimento de Barbosa.

A coligação resolveu recorrer ao Supremo após o TSE arquivar, em abril de 2007, o pedido de investigação feito pela coligação de Alckmin. A Corte Eleitoral seguiu o voto do ministro César Asfor Rocha, que ressaltou como argumento principal a falta de provas reais contra os suspeitos de participar da negociação e de demonstração de que o episódio tinha o potencial de prejudicar a candidatura de tucanos.

Em setembro de 2006, a Polícia Federal apreendeu em São Paulo R$ 1,7 milhão com os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos. O dinheiro seria usado para compra do dossiê Vedoin, com acusações a tucanos. Na representação apresentada no TSE, os aliados de Alckmin vinculavam o caso com a campanha de Lula.

Além do presidente Lula, a coligação pretendia que a Justiça Eleitoral investigasse o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o empresário Valdebran Padilha, o advogado Gedimar Passos, e o ex-assessor da Presidência Freud Godoy.

No Supremo, a coligação alegou omissão do julgamento do TSE em relação às condutas imputadas a Ricardo Berzoini, Valdebran Padilha, Gedimar Passos e Freud Godoy. Pretendia que a decisão do TSE fosse anulada e que a instrução do processo fosse refeita.

Nesta tarde, o ministro Barbosa ressaltou que a decisão colegiada da Corte Eleitoral está devidamente fundamentada. “Houve descrição pormenorizada dos fatos alegados. Todas as condutas imputadas foram devidamente apreciadas à luz do conjunto probatório fornecido”. Segundo ele, “nenhum dos argumentos utilizados pela agravante [a coligação] permite falar-se em ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal e do contraditório”.

Barbosa inclusive leu trechos do voto do relator do processo no TSE que enfatizam que, em nenhum momento ficou demonstrado que “as quantias de dinheiro arrecadadas de Valdebran Carlos Padilha e Gedimar Pereira Passos pertenciam ao PT ou foram-lhes repassada pelo partido”.

Em outro trecho lido pelo ministro Barbosa, Asfor Rocha afirma que as alegações da coligação adversária do PT de que o dinheiro apreendido seria oriundo do chamado “caixa dois do PT” resultam de “sua elaboração abstrata, descalçada de qualquer elemento material que possa servir de suporte a essa conclusão”. Site do STF
 
DO BLOGUEIRO> Será que o JN  falará a respeito????