Decisão foi votada nesta quarta-feira pelo Senado do país e depende do apoio do presidente José Mujica
O Congresso uruguaio
aprovou nesta quarta-feira (17) a descriminalização do aborto. A
decisão, que já havia passo pela Câmara dos Deputados no mês
passado, foi referendada pelo Senado e agora aguarda o parecer do
presidente José Mujica.
Para realizar um aborto, as mulheres uruguaias deverão ser submetidas, até o terceiro mês de gestação, a um comitê de ginecologistas, que mostrará as alternativas e os perigos da cirurgia.
O Uruguai será o segundo país a descriminalizar o aborto na América Latina. Até hoje, apenas Cuba permite tal prática.
De acordo com o jornal El País, todos os parlamentos da coalizão governista Frente Ampla foram favoráveis à nova lei. Para conseguir a maioria necessária na votação, o projeto também contou com o apoio de Jorge Saravia, do Partido Nacional.
Para realizar um aborto, as mulheres uruguaias deverão ser submetidas, até o terceiro mês de gestação, a um comitê de ginecologistas, que mostrará as alternativas e os perigos da cirurgia.
O Uruguai será o segundo país a descriminalizar o aborto na América Latina. Até hoje, apenas Cuba permite tal prática.
De acordo com o jornal El País, todos os parlamentos da coalizão governista Frente Ampla foram favoráveis à nova lei. Para conseguir a maioria necessária na votação, o projeto também contou com o apoio de Jorge Saravia, do Partido Nacional.
Durante a votação,
grupos contrários ao aborto fizeram um protesto em frente ao Senado.
Quando o resultado foi anunciado pelo vice-presidente, Danilo Astori,
porém, o público dentro do Congresso se manifestou com uma salva de
palmas.
No governo anterior, de Tabaré Vázquez, que também faz parte da Frente Ampla, a medida foi aprovada pelo Poder Legislativo, mas a implementação foi vetada pelo então presidente. Em entrevista à BBC, no entanto, Mujica já sinalizou que não pretende vetar o projeto.
No governo anterior, de Tabaré Vázquez, que também faz parte da Frente Ampla, a medida foi aprovada pelo Poder Legislativo, mas a implementação foi vetada pelo então presidente. Em entrevista à BBC, no entanto, Mujica já sinalizou que não pretende vetar o projeto.
A íntegra da lei aprovada hoje
pode ser vista aqui.
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